Introdução à  Saude Publica e Epidemiologia

Introdução à Saude Publica e Epidemiologia

(Parte 6 de 11)

Prática 5 Medidas de frequência e gravidade de doenças

• Calcular Indicadores (numéricos, razões, proporções e taxas) relativos às medidas de frequência e gravidade de doenças

Prática 6 Risco e ODDS • Distinguir Risco Relativo do Risco Absoluto

Prática 7 Tipos de estudos e medidas de associação

• Calcular e interpretar as medidas de associação, mediante a construção da Tabela 2x2 e determinação do Risco Relativo, Odds Ratio

Prática 8 Sistema de vigilância • Aplicar os atributos para o funcionamento dum sistema de vigilância epidemiológica

Introdução à Epidemiologia e Saúde Pública Pg. 16

Sessões de habilidades O ABC do Epi‐Info

Docente Responsável: Dr. Francisco Mbofana

A análise de dados e emissão de informações se faz cada vez mais presente nas áreas de saúde pública, para possibilitar diagnóstico de situação e tomada de decisão rápida, buscando o melhor controlo de eventos que venham actuar sobre a população. A utilização de programas estatísticos que possibilitem o trabalho e desenvolvimento de informações de forma rápida torna‐se assim vital.

O EpiInfo, sendo um programa de domínio público e gratuito, desenvolvido pelo CDC ‐ Centers for Diseases Control and Prevention (Atlanta – EUA) e a Organização Mundial de Saúde ‐ OMS, constitui uma excelente ferramenta para processamento e análise da dados, permitindo ao nível técnico e aos vários profissionais da área de saúde melhor desempenho de suas actividades.

O Epi Info é um programa integrado desenvolvido para uso em Epidemiologia, mas se aplica também à pesquisa biomédica em geral. Reúne aplicações de banco de dados (criação, entrada e processamento), análise estatística, geração de tabelas e gráficos e possibilita ainda algumas tarefas de programação. É usado para criar e analisar questionários de protocolos de pesquisa.

Possui um conjunto de programas que contém editor de textos que permite a criação de questionários, programas para criação de bancos de dados, para análise de banco de dados com resultados estatísticos para uso em Epidemiologia e Saúde Pública e outras finalidades.

Com o ABC do EpiInfo os estudantes deverão estar capacitados a familiarizar‐se com o instrumento poderoso nas análises estatísticas, na avaliação de dados epidemiológicos de suas fontes de dados buscando identificar situações de risco para a população.

As sessões decorrerão no departamento de saúde da comunidade em todas as 6ªs feira de duração do bloco.

Tempo aproximado por sessão: 2 horas

Introdução à Epidemiologia e Saúde Pública Pg. 17

Parte C. TAREFAS para Grupos Tutoriais

Introdução à Epidemiologia e Saúde Pública Pg. 18

Sessões Tutoriais: O “coração do PBL” – princípios metodológicos

O método para as sessões tutoriais consiste de 7 passos fundamentais:

1. Leitura do problema desencadeador (tarefa) a ser discutido e esclarecimento de termos desconhecidos; 2. Identificação dos problemas propostos pelo enunciado 3. Formulação de hipóteses explicativas para os problemas identificados no passo anterior (os alunos se apoiam nesta fase dos conhecimentos de que dispõem sobre o assunto); 4. Resumo das hipóteses 5. Formulação dos objectivos de aprendizagem (trata‐se da identificação do que o aluno deverá estudar para aprofundar os conhecimentos incompletos formulados nas hipóteses explicativas); 6. Estudo individual dos assuntos levantados nos objectivos de aprendizagem; 7. Retorno ao grupo tutorial para re‐discussão do problema perante os novos conhecimentos adquiridos na fase de estudo anterior. Os alunos participantes do grupo devem esforçar‐se para realizar uma boa discussão do problema, de forma metódica, respeitando as directrizes propostas pelos tutores. As sessões tutoriais realizadas compreende duas etapas, cada uma de aproximadamente 2 horas:

A. Na primeira etapa (1ª hora) trabalha‐se o passo sete da tarefa iniciada na sessão anterior.

B. Na segunda, discute‐se uma nova tarefa (i.e. novo problema desencadeador). Tipicamente as sessões tutoriais terão lugar após exposição teórica através de palestras.

Um dos fundamentos principais do método é que devemos ensinar o aluno a aprender, permitindo que ele busque o conhecimento nos inúmeros meios de difusão do conhecimento hoje disponíveis e que aprenda a utilizar e a pesquisar estes meios.

Introdução à Epidemiologia e Saúde Pública Pg. 19

Faculdade de Medicina ‐ UEM

Problema desencadeador e exercícios

BLOCO: PRINCÍPIOS DE EPIDEMIOLOGIA e SAÚDE PÚBLICA

TAREFA 1 A Saúde como um conceito relativo

Por: Prof. Doutor Baltazar Chilundo

A. O Sr. SACRAMENTO é um trabalhador da saúde que trabalha num Hospital Rural, no Sul do País, ele teve uma formação prévia de nível médio no Instituto de Ciências de Saúde da Urselândia como Técnico de Medicina Preventiva. Desde a sua formação, em 1998, ele teve a oportunidade de participar em vários seminários de actualização, porém, dado o seu sonho de infância de ser médico, ele candidata‐se e é seleccionado para o Curso Integrado de Medicina, na tão conceituada Universidade Eduardo Mondlane. Numa das 1ª s palestras, o facilitador o solicita que desse sua opinião sobre o conceito de saúde e doença e sua relação com indivíduo e comunidade, resposta essa que foi prontamente dada pelo Dr. SACRAMENTO. No entanto essa resposta suscitou certas dúvidas no seio da turma que levou a que o Facilitador mediasse esse debate.

B. O Senhor Jotajota, é o único técnico de medicina geral afecto no distrito Xikhelene, a trabalhar no centro de saúde‐sede do distrito junto com a enfermeira Merinda. No âmbito de elaboração do relatório de actividades anual é lhe solicitado pelo director distrital que fizesse a devida apresentação do volume de tarefas que desempenham. Porém após listar as referidas tarefas, encontrou dificuldade em distinguir aquelas que correspondem à resolução dos problemas de saúde da comunidade das inerentes à saúde individual. O(a) senhor(a) participante deste curso é então solicitado a ajudá‐lo. Tente antes demais reflectir sobre as várias tarefas que são efectuadas pelos profissionais de saúde nas unidades sanitárias do nível primário.

Introdução à Epidemiologia e Saúde Pública Pg. 20

1. Aprecie os diagramas de pessoas abaixo. Até que ponto cada uma dessas pessoas está saudável?

(a) (b) (c) (d)

(e) (f) (g)

Estes exemplos mostram que o que nós entendemos como ‘saúde’ não é linear e não possui significado evidente como parece à apreciação superficial. 1. A seguir está uma lista de afirmações de muitas pessoas acerca do que acham ser indivíduo saudável.

Tente agrupar essas afirmações em 5 categorias (i. Saudável mentalmente; i. Saudável fisicamente; iii. Estilo de vida saudável; iv. Condições de vida saudáveis; & v. Sem necessidade de cuidados médicos). Qual a categoria que melhor responde à sua posição actual de saúde? Porquê?

Para mim, estar saudável significa:

Ter comida suficiente para comer Não estar com demasiado nem baixo peso para a minha idade/estatura

Ter um emprego Sentir me bem comigo mesmo Não fumar Viver num casa apropriada Nunca ir ao hospital Ter ferias regulares, relaxar, curtir a vida Trabalhar sem muito stress Não sentir dores nenhumas Estar ‘numa boa’ com outras pessoas Ter uma pele macia, olhos e cabelos

Comer alimentos adequados Raramente deixar de trabalhar por causa da doença

Fazer exercícios regulares Não consumir demasiado bebidas alcoólicas

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2. Durante 5 min, compare as 6 afirmações abaixo. Pense nas pessoas pobres e aquelas que têm as suas necessidades básicas satisfeitas. Como relacionaria estas afirmações com as pessoas de cada grupo? Porquê? Apresentação e discussão em plenária (5 min)

Ter comida suficiente para comer Trabalhar sem muito stress

Ter um emprego Ter férias regulares, relaxar, curtir a vida

Comer alimentos adequados Viver num casa apropriada

Conclusão parcial

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