SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEMMATERNO – INFANTIL

SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEMMATERNO – INFANTIL

(Parte 6 de 8)

Tórax

• Observar atentamente se o movimento é simétrico e o padrão respiratório, que é geralmente abdominal.

O componente torácico da respiração, quando presente , sugere problema pulmonar. Deve-se contar a freqüência respiratória observando 0 movimento do abdome e avaliar se existe algum sinal de insuficiência respiratória gemido expiatório, retração estrela ou interposta)

• A ausculta pulmonar deve sempre ser feita, utiliza-se o estetoscópio de diafragma, é de alta freqüência aos sons.

• Inspeção – expansão pulmonar (palmas das mãos), perímetro torácico 30 a 3 cm

• Tiragens (furcular, intercostal, sub-diafragmática, intra-clavicular, batimento de asa de nariz, gemido respiratório.

• Palpação – frêmito tátil / crepitação .

• Percussão – 5 espaço intercostal na linha hemiclavicular som maciço, 6 espaço intercostal na linha hemiclavicular, som timpânico .

Coração Deve-se examinar os 4 focos • Mitral – ao nível do ictus cordis

• Tricúspide – na base do processo xifóide

• Aórtico – no 2 espaço intercostal D

• Pulmonar – no 2 espaço intercostal

Abdome • Observar se há distensão abdominal;

• Palpação do fígado (1 ou 2 cm do rebordo costal direito);

• Observar mumificação do umbigo;

• Hérnia umbilical , diástase de músculos reto-abdominais podem estar presentes;

• Granuloma umbilical (cauterização com bastão de nitrato de prata.

• Ausculta dos movimentos peristálticos no mínimo por 05 minutos .

Genitais Masculino

• Observar o aspecto do pénis (reto ou encurvado), a posição do meato , centralizado ou não (hipospádia ou epispádía)

• Escroto , observar a pele, presença de testículos.

• Hidrocele fisiológica, hérnia inguinoescrotal.

• Higiene local.

Feminino • Integridade dos lábios, clitóris .

• Observar presença de secreções, sangues, muco ,etc.

• Higiene local.

Anus e Reto • É importante examinar o aspecto e posição do orifício anal ;

• Eliminação do mecônio para descartar obstruções e atresias.

Sistema Osteoarticular • Perfusão periférica e oxigenação;

• Polidactilia, sindactilia e Bradidactilia;

• Pregas palmares;

• Coluna vertebral, Meningoceles, massas tumorais, espinha bífida;

• Quadril, manobras de Ortolani .

Avaliação do “DNPM” • Deverá ser observada e questionada a evolução neurológica céfalo – caudal.

Obs.: O exame físico deve sempre ser detalhado. Lembrar das peculiaridades do RN. Estar atento para hipoatividade ou abatimento da criança, assim como irritabilidade ou choro excessivo. Sempre observar sinais de maus tratos, má higiene, abandono ou negligência, deixar anotado no prontuário qualquer suspeita e tomar as providências que estiverem ao alcance da equipe.

A consulta de enfermagem nas Unidades Básicas de Saúde

Em nossa realidade , o atendimento a uma família sempre se dá em função do surgimento de uma doença em um de seus membros, muitos problemas de saúde podem ser resolvidos no interior do sistema de saúde, exigindo cada vez mais de ações intersetoriais. As ações de enfermagem devem delinear-se com base nos perfis epidemiológicos da população abrangido pela unidade de saúde e na identificação de riscos potenciais . Tem como objetivo influir no processo saúde-doença , fortalecendo as ações , e superar os riscos potenciais.

A consulta de enfermagem é um instrumento de ação baseado em um referencial teórico, isto é, o enfermeiro tem de ser competente em acessar e intervir não só em função do problema particular da doença e sim numa abordagem que contemple o seu contexto : Indivíduo, ambiente, família e sociedade, tendo como base uma fundamentação teórica, devendo aliar os conhecimentos científico e tecnológico às habilidades de observação, comunicação e intuição.

Na consulta de enfermagem o enfermeiro tem a oportunidade de diagnosticar a realidade local, manter a relação de confiança e vínculo entre enfermeirocliente/família , solicitar exames complementares, prescrever/ transcrever medicações, conforme protocolos estabelecidos nos Programas do Ministério da Saúde e as disposições legais da profissão, executando as ações de assistência integral em todas as fases do ciclo de vida: criança, adolescente, mulher, adulto e idoso.

Etapas da Consulta de Enfermagem:

Consulta de Enfermagem

Histórico Diagnóstico de Prescrição Implementação Evolução Anamnese Enfermagem Elaboração de Ações de avaliação dos Exame Físico Metas enfermagem resultados

CurtoMédio Longo prazo

Síntese das etapas que compreende a Consulta de Enfermagem.

Diagnóstico de Enfermagem

Processo Diagnóstico

O processo diagnóstico envolve as etapas de tomada de decisão que a enfermeira utiliza para desenvolver uma afirmação diagnóstica (Camevali e Thomas, 1993; Liukkonen, 1992). Este processo inclui a obtenção da base de dados do histórico, a análise e interpretação dos dados, a identificação das necessidades do cliente e a formulação dos diagnósticos de enfermagem. O processo diagnóstico é dinâmico, exigindo que a enfermeira reflita sobre os dados do histórico existentes e as necessidades de cuidado de saúde do cliente (Da Cruz e Acuri, 1998). As situações clínicas demandam que o raciocínio diagnóstico seja empregado para identificar e validar os dados pertinentes do histórico, para sustentar um diagnóstico de enfermagem. A validação dos dados e o agrupamento destes sucedem ao histórico e levam à análise e interpretação dos dados.

0 Processo diagnóstico de Enfermagem Validação dos dados Agrupamento dos dados

Interpretação dos dados Identificação das necessidades do cliente Formulação dos diagnósticos de enfermagem

O diagnóstico de enfermagem é a etapa do processo de enfermagem que capacita o enfermeiro a individualizar o cuidado para o cliente. Durante a fase diagnóstica, o enfermeiro deve utilizar o conhecimento científico e a experiência, para analisar e interpretar os dados coletados a respeito do cliente. Em seguida, ele deve identificar os problemas do cuidado de saúde do cliente e redigir os diagnósticos de enfermagem, os quais formam a base para o plano de cuidado. O uso das afirmações diagnósticas de enfermagem formais e padronizadas, endossadas pela NANDA (North American Nursing Diagnosis Association), serve para muitas finalidades. Cada diagnóstico possui uma definição exata que propicia a todos os membros da equipe de saúde uma compreensão explícita sobre as necessidades do cliente. Da mesma forma, como 0 diagnóstico de enfermagem refere-se à resposta do cliente à doença ou à condição, em lugar do diagnóstico médico, ele diferencia o papel do enfermeiro do papel do médico e ajuda o enfermeiro a focalizar a função da enfermagem.

Análise e interpretação dos dado,

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