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História da Arte:

O pintor suíço Paul Klee, disse uma vez que “a arte não limita o visível: cria o visível” . Sua frase sintetiza uma das principais discussões da história da arte, aquela que opõe de um lado os adeptos da imitação e de outro os da invenção. Mais sistemático, o pintor russo Vassili Kandinski definiu três elementos constitutivos de toda obra de arte: o elemento da personalidade, próprio do artista; o elemento do estilo, próprio da época e do ambiente cultural; e o elemento do puro e eternamente artístico, próprio da arte, fora de toda limitação espacial ou temporal.

Conceito:

De um ponto de vista genérico e com base em qualquer dos teóricos modernos, a arte é pois todo trabalho criativo, ou seu produto, que se faça consciente ou inconscientemente com intenção estética , isto é, com fim de alcançar resultados belos. Se bem que o ideal de beleza seja de caráter subjetivo e varie com os tempos e costumes, todo artista (seja ele pintor, escultor, arquiteto. Ou músico, escritor, dramaturgo, cineasta) certamente investe mais na possível beleza de sua obra do que na verdade, na elevação ou utilidade que possa ter. Nas artes visuais contemporaneamente chamadas artes plásticas, esse tipo geral esteve sempre presente, assim como os outros que eventualmente se lhe acrescentam, isto é, a originalidade, o aspecto critico e muitas outras características.

Classificação da arte:

Artes espaciais, todas as artes plásticas, distinguindo as bidimensionais como desenho e a pintura, e as tridimensionais, como a escultura e arquitetura. O sentido mais importante para sua apreciação estética é a visão, motivo por que também foram chamadas de “artes visuais”.

Artes temporais, todas as artes que implicam um processo no tempo. Costumam distinguir-se as artes sonoras, como a música instrumental (que além disso, é intermitente, isto é, só existe como tal quando é executada) e as artes verbais, que compreenderiam gêneros literários como a poesia e o romance.

Artes mistas, as disciplinas artísticas em que intervêm, combinados, elementos pertencentes aos dois grupos anteriores. O teatro por exemplo, ainda que seja um gênero literário, inclui a representação espacial; a dança é ao mesmo tempo espacial ou temporal; e a ópera compreende, além disso, componentes literários, assim como o cinema.

Ao longo dos tempos, e à medida que se sucedem às gerações, a arte experimenta mudanças em sua maneira de ser e cabe à história da arte avaliar a importância dessas modificações. Mas a história deve ser, mais do que uma enumeração interminável de fatos, um ordenamento destes (com suas conseqüências). De que toda prioridade seja dada aos realmente mais importantes. Também o historiador da arte deve ordenar por classes os fatos de que dispõe, segundo um critério de qualidade.

Quem faz arte?

O homem criou objetos para satisfazer as suas necessidades práticas, como as ferramentas para cavar a terra e os utensílios de cozinha . Outros objetivos são criados por serem interessantes ou possuírem um caráter instrutivo. O homem cria a arte como meio de vida, para que o mundo saiba o que pensa, para divulgar as suas crenças (ou as de outros), para estimular e distrair a si mesmo e aos outros, para explorar novas formas de olhar e interpretar objetos e cenas.

Por que o mundo necessita de arte?

de função da arte que pode serfeita para decorar o mundo ... para
espelhar o nosso mundo (naturalista)para ajudar no dia a dia
(utilitária)para explicar e descrever a história... para ser usada na
cura de doençaspara ajudar a explorar o mundo.

Porque fazemos arte e para que a usamos é aquilo que chamamos

Como entendemos a arte?

O que vemos quando admiramos uma arte depende da nossa experiência e conhecimentos, da nossa disposição no momento, imaginação e daquilo que o artista pretendeu mostrar.

O que é estilo? Por que rotulamos os estilos da arte?

Estilo é como o trabalho se mostra, depois de o artista ter tomado suas decisões. Cada artista possui um estilo único.

Imagine se todas as peças de arte feitas até hoje fossem expostas numa sala gigantesca. Nunca conseguiríamos ver quem fez o que, quando e como. Os artistas e as pessoas que registram as mudanças na forma de se fazer arte, no caso os críticos historiadores, costumam classificá-las por categorias e rotulá-las. É um procedimento comum na arte ocidental.

Ex.: Renascimento, impressionismo, cubismo, surrealismo e etc.

Como conseguimos ver as transformações do mundo através da arte?

Podemos verificar que tipo de arte foi feito, quando, onde e como, desta maneira estaremos dialogando com a obra de arte, e assim podemos entender as mudanças que o mundo tiveram.

Como as idéias se espalham pelo mundo?

Exploradores, comerciantes, vendedores e artistas costumam apresentar às pessoas idéias de outras culturas. Os progressos na tecnologia também difundiram técnicas e teorias. Elas se espalham através da arqueologia, quando se descobrem objetos de outras civilizações; pela fotografia, a arte passou a ser reproduzida e, nos anos 1890, muitas das revistas internacionais de arte já tinham fotos; pelo rádio e televisão, o rádio foi inventado em 1895 e a televisão em 1926, permitindo que as idéias fossem transmitidas por todo o mundo rapidamente, e os estilos de arte podem ser observados, as teorias debatidas e as técnicas compartilhadas; pela imprensa, que foi inventada por Johann Guttenberg por volta de 1450, assim os livros e a arte podiam ser impressos.

Os historiadores da arte, críticos e estudiosos classificam os períodos, estilos ou movimentos artísticos separadamente, para facilitar o entendimento das produções artísticas.

Um dos períodos mais fascinantes da historia humana é a préhistória. Esse período não foi registrado por nenhum documento escrito, pois é exatamente à época anterior a escrita. Tudo que sabemos dos homens que viveram nesse tempo é o resultado da pesquisa de antropólogos, historiadores e dos estudos da moderna ciência arqueológica, que reconstituíram a cultura do homem.

Divide-se em: Paleolítico Superior: a principal característica dos desenhos da Idade da Pedra Lascada é o naturalismo. O artista pintava os seres, um animal por exemplo, do modo como o via de uma determinada perspectiva, reproduzindo a natureza tal qual sua vista captava. Atualmente, a explicação mais aceita é que essa arte era realizada por caçadores, e que fazia parte do processo de magia por meio do qual procurava-se interferir na captura de animais, ou seja, o pintor caçador do Paleolítico supunha ter poder sobre o animal desde que possuísse a sua imagem. Acreditava que poderia matar o animal verdadeiro desde que o representasse ferido mortalmente num desenho. Utilizavam as pinturas rupestres, isto é, feitas em rochedos e paredes de cavernas. O homem deste período era nômade.

Os artistas do Paleolítico Superior realizaram também trabalhos em escultura. Mas, tanto na pintura quanto na escultura, nota-se a ausência de figuras masculinas. Predominam figuras femininas, com a cabeça surgindo como prolongamento do pescoço, seios volumosos, ventre saltado e grandes nádegas. Destaca-se Vênus de Willendorf, instrumentos de marfim, ossos, madeira e pedra; machado, arco e flecha, lançador de dardos, anzol e linha; e desenvolvimento da pintura e da escultura.

Paleolítico Inferior: aproximadamente 5.0 a 25.0 AC; primeiros homindios; caça e coleta; controle do fogo; instrumentos de pedra e pedra lascada, madeira e ossos: facas, machados.

Neolítico: a fixação do homem da Idade da Pedra polida, garantida pelo cultivo da terra e pela manutenção de manadas, ocasionou um aumento rápido da produção e o desenvolvimento das primeiras instituições, como família e a divisão do trabalho. Assim o homem do neolítico desenvolveu a técnica de tecer panos, de fabricar cerâmicas e construiu as primeiras moradias, constituindo-se os primeiros arquitetos do mundo. Conseguiu ainda, produzir o fogo através do atrito e deu inicio ao trabalho com metais. Todas essas conquistas técnicas tiveram um forte reflexo na arte. O homem que se tornara um camponês, não precisava mais ter os sentidos apurados do caçador do Paleolítico, e o seu poder de observação foi substituído pela abstração e racionalização.Como conseqüência surge um estilo simplificador e geometrizante, sinais e figuras, mais que sugerem do que reproduzem os seres. Os próprios temas da arte mudaram; começaram as representações da vida coletiva. Além de desenhos e pinturas, o artista Neolítico produziu uma cerâmica que revela sua preocupação com a beleza e não apenas com a utilidade do objeto, também esculturas de metal. Desse período temos as construções denominadas dolmens (consistem em duas ou mais pedras grandes fincadas verticalmente no chão, como – se fossem paredes, e uma grande pedra era colocada horizontalmente sobre elas). E o menir que era monumento megalítico que consiste num único bloco de pedra fincado no solo no sentido vertical. O Santuário de Stonehenge, no Sul da Inglaterra, pode ser considerado uma das primeiras obras da arquitetura que a história registra. Ele representa um enorme círculo de pedras erguidas a intervalos regulares, que sustentam traves horizontais rodeando outros dois círculos interiores. No centro do último está um bloco semelhante a um altar. O conjunto está orientado para o ponto do horizonte onde nasce o sol no dia do solstício de verão, indicio de que se destinava às praticas rituais de um culto solar. Lembrando que pedras eram colocadas umas sobre as outras sem a união de nenhuma argamassa.

Instrumentos de pedra polida, enxada e tear; inicio do cultivo dos campos; artesanato; cerâmica e tecidos; construção de pedra; e primeiros arquitetos do mundo.

Idade dos metais: aparecimento da metalurgia; aparecimento das cidades; invenção da roda; invenção da escrita; e arado de bois.

As cavernas: antes de pintar as paredes da caverna, o homem fazia ornamentos corporais, como colares, e, depois magníficas estatuetas, como as famosas “Vênus”.

Existem várias cavernas no mundo que demonstram a pintura rupestre, algumas delas são:

Caverna de Altamira: Espanha, quase uma centena de desenhos feitos há 14.0 anos, foram os primeiros desenhos descobertos, em 1868. Sua autenticidade porém só foi reconhecida em 1902.

Caverna de Lascaux: França, suas pinturas foram achadas em 1942, têm 17.0 anos. A cor preta por exemplo, contém carvão moído e dióxido de manganês.

Caverna de Chauvet: França, há ursos, panteras, cavalos, mamutes, hienas, dezenas de rinocerontes peludos e animais diversos, descoberto em 1994.

Gruta de Rodésia: África, com mais de 40.0 anos.

Sua arte era designada em grego, menos conhecida que a arte egípcia, não existiam pedreiras no vale e os edifícios eram construídos de tijolos cozidos que se designavam com o tempo.

Esses povos não acreditavam que o corpo humano e sua representação deviam ser preservados para que a alma sobrevivesse.

Quando os Sumérios governou a cidade de Ur, os reis eram sepultados com toda sua casa, inclusive escravos.

No fragmento de uma harpa (2600 aC), em madeira decorada com animais, simetricamente dispostos com precisão como era costume deste povo.

Os reis costumavam encomendar monumentos para celebrar vitórias nas guerras.

Monumento do rei Naransin, (2270 aC). Exercito Assírio, sitiando uma fortaleza (883 – 859 aC).

Uma das principais civilizações da Antiguidade foi a que se desenvolveu no Egito. Era uma civilização já bastante complexa em sua organização social e riquíssima em suas realizações culturais.

A religião invadiu toda a vida Egípcia, interpretando o universo, justificando sua organização social e política, determinando o papel de cada classe social e, conseqüentemente, orientando toda a produção artística desse povo. Além de crer em deuses que poderiam interferir na história humana, os egípcios acreditavam também numa vida após a morte e achavam que essa vida era mais importante do que a que viviam no presente. O fundamento ideológico da arte egípcia é a glorificação dos deuses e do rei defunto divinizado, para o qual se erguiam templos funerários e túmulos grandiosos.

O faraó era considerado ser divino que dominava o povo e que ao partir desse mundo, voltava para junto dos Deuses dos quais viera.

As pirâmides, erguendo-se em direção ao céu, iriam ajudá-los.

Acredita-se também que uma cópia fiel da cabeça do rei fosse preservada para ele viver para sempre, as esculturas eram colocadas na tumba, onde ninguém as via. A múmia do rei ficava no centro da pirâmide. Arquitetura:As pirâmides do deserto de Gizé são as obras arquitetônicas mais famosas e foram construídas por importantes reis do Antigo império: Quéops, Quéfren e Miqueninos. Junto a essas três pirâmides está a esfinge mais conhecida do Egito, que representa o faraó Quéfren, mas a ação erosiva do vento e das areias do deserto deulhe, ao longo dos séculos, um aspecto enigmático e misterioso.

As características gerais da arquitetura egípcia são: -Solidez e durabilidade;

-Sentimento de eternidade;

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