Aula1 Arq Civil 1

Aula1 Arq Civil 1

ARQUITETURA NO BRASIL 1 ARQUITETURA CIVIL COLONIAL

Casa Bandeirante do Parque do Itacolomi, Ouro Preto

A Aldeia •Terreno ligeiramente inclinado para o oeste

•Nas proximidades de um curso de água

•Dividida em duas metades, os ecerae ao norte e os tugarege ao sul.

•Cada metade, por sua vez, é dividida em quatro clãs. As duas metades vivem num constante relacionamento de reciprocidade. •Suas choupanas estão dispostas em círculo

•No centro, localiza-se uma choupana maior denominada “casa dos homens”.

•Atualmente esta estrutura não se manteve devido à extinção de alguns clãs, problemas territoriais e sociais.

O termo Bororo significa, na língua nativa, "pátio da aldeia". Não por acaso, a tradicional disposição circular das casas faz do pátio o centro da aldeia e espaço ritual desse povo, caracterizado por uma complexa organização social e pela riqueza de sua vida cerimonial.

•A Casa Bororo

•Originalmente, era retangular. •Dois ou mais esteios bifurcados sustentavam a cumeeira.

•Da cumeeira partiam caibros que desciam até o solo.

•Taquaras serviam de ripas.

•Folhas de babaçu, dobradas em várias camadas, formavam o telhado.

•No interior das casas, os objetos de uso comum ficam depositados no chão ou dependurados nos caibros e ripas do telhado-parede. O mesmo acontece com os enfeites, arcos, flechas e redes de pescar. •A única espécie de móvel da casa é o “KÁMO”, jirau de varas que serve como cama e como depósito de mantimentos e objetos vários. Num pequeno “KÁMO” armado sobre o fogo, conservam-se a carne e os restos de comida, ou, se houver necessidade, moqueiam-se carnes e peixes. •Não possuem bancos ou assentos; mas nunca se assentam ou dormem sobre o solo desprovido de proteção. Para isso, usam esteiras feitas de broto de buriti ou babaçu, que são fabricadas exclusivamente pelas mulheres. •Fogo arde continuamente; haverá tantas lareiras quantas forem as mulheres casadas.

•A vida, sempre que possível, é passada ao ar livre, no terreiro em frente às choupanas: ali dormem, cozinham e trabalham. Só em caso de intempéries ou de doenças abrigamse dentro de casa.

•A despeito de dividirem o mesmo teto, as famílias nucleares que compõem um grupo doméstico estabelecem divisões internas. O espaço de cada família se concentra nas extremidades da casa, nunca no centro. Nesse local guardam todos os seus pertences, comem, dormem e recebem suas visitas cotidianas.

•O centro da casa não é exclusivo de nenhuma família e constitui o local em que são recebidas as visitas consideradas mais importantes e onde ocorrem os rituais. É o espaço que representa aquela unidade social (clã ou linhagem) da qual certos membros das famílias nucleares fazem parte. É também no centro da casa que se coloca o fogo utilizado para cozinhar, espantar mosquitos ou simplesmente como fonte de calor durante a noite

•Durante o dia, as portas e janelas das casas estão sempre abertas, permitindo o controle do que se passa na aldeia. Nos rituais em que as mulheres não podem participar, as portas e janelas são fechadas. O mesmo ocorre durante o luto, pois os enlutados se mantêm à margem da vida social e não podem olhar para o centro da aldeia. Durante o funeral, a casa dos enlutados fica vazia e, ao seu final, ela deve ser destruída. Por essas razões, Sylvia Caiuby Novaes reconheceu na casa bororo um espaço de articulação entre o domínio doméstico e o domínio político-jurídico.

A Aldeia:

•A aldeia original Xavante, construída sempre nas proximidades de um córrego ou rio menor, tem a forma de uma ferradura, com a abertura voltada para o rio. •As casas têm a porta sempre voltada para o centro da aldeia. •Numa das extremidades da aldeia se encontra a Casa dos Adolescentes. •No meio há uma grande praça, local de reuniões dos homens. Aí também são tomadas as grandes decisões do “Conselho dos Anciãos”.

Os Xavante se autodominam A'UWE, isto é: gente, pessoas de verdade, homens de verdade.

A casa:

• A Casa Xavante tem forma circular e é habitada por um casal e até duas ou três filhas recém-casadas com seus maridos e filhos. Uma estrutura de paus e bambus sustenta o teto. Este, de folha de indáia, desce até o solo. • No centro da casa, ao lado do esteio principal, encontra-se o fogo, quase sempre aceso. • A casa é o reino da mulher. A mulher é quem providencia a construção do lar, quem prepara e distribui os produtos obtidos na caça; é a ela que pertencem a lavoura e seus produtos. • Dentro da casa, o homem tem importância secundária. Ele permanece quase sempre fora dela, no pátio ou participando das caçadas. • Atualmente, são poucos os Xavante que conservam a forma original da casa. Estão imitando a palhoça do caboclo, com graves conseqüências negativas para a vida tribal. • A concepção simbólica do semi-arco, presente no mito da origem dos Xavante (o arco-íris), na disposição das danças religiosas, na forma da aldeia, no arco da casa, está ausente atualmente. • A tradicional casa Xavante, a cada 04 ou 05 anos, mudava de lugar, reconstruíndo-a. Atualmente, não muda, sendo feitas de madeiras mais consistentes; daí a problemática da falta de higiene.

A CASA BANDEIRISTA Casa Bandeirista do Butantã

Isolada pela topografia da serra do Mar, São Paulo foi fundada pelos jesuítas em 25 de janeiro de 1554. O sítio escolhido foi uma estratégica colina definida pelo encontro de dois rios, o Tamanduateí e o Anhangabaú. Próximo dali estava o Tietê, estranho caminho d’água que corre para o interior. Era a porta necessária para a conquista do sertão.

Das primeiras construções, todas provisórias (inclusive a igreja), não há registro conhecido. Eram, segundo Nestor Goulart Reis Filho, cobertas por folha de bananeira. Mas poucos anos depois foram levantadas as edificações com caráter definitivo em torno do templo de taipa de pilão dos jesuítas - ao que tudo indica, a primeira construção a utilizar esta forma de edificar na cidade, técnica que perduraria por mais de 250 anos.

A taipa de pilão é a técnica construtiva que utiliza a terra umedecida, prensada nos limites de uma fôrma de madeira, chamada taipal. A distância entre as fôrmas é que definia a espessura da parede estrutural, geralmente bastante larga. Várias camadas sobrepostas de terra prensada eram necessárias para construção de uma parede.

No livro Casa paulista, Carlos Lemos relata que a falta de pedra para fabricação da cal (material auxiliar na criação de argamassa e necessária para a alvenaria de tijolos, por exemplo) motivou o uso da taipa de pilão na região. Outros fatores que levaram ao emprego da técnica da terra prensada foi a inexistência de madeira nas proximidades do núcleo histórico e a conseqüente dificuldade no transporte de troncos de árvores.

SCHMIDT, Carlos Borges. Construções de taipa: alguns aspectos de seu emprego e da sua técnica. São Paulo: Secretaria da Agricultura, 1946.

VASCONCELLOS, Sylvio de Carvalho. Arquitetura no Brasil: sistemas construtivos. 4.ed. Belo Horizonte: Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais, 1961.

1.Casa do Padre Inácio 2.Casa do Tatuapé 3.Villa Angarana

Engenhos Engenhos

Bibliografia:

SAIA, Luiz. Morada Paulista. SP:Perspectiva.

NOVAES, Sylvia Caiuby (org.). Habitações Indígenas. SP:Nobel, 1983.

REIS FILHO, Nestor Goulart. Quadro da Arquitetura no Brasil. SP:Perspectiva.

SCHMIDT, Carlos Borges. Construções de taipa: alguns aspectos de seu emprego e da sua técnica. São Paulo: Secretaria da Agricultura, 1946.

VASCONCELLOS, Sylvio de Carvalho. Arquitetura no Brasil: sistemas construtivos. 4.ed. Belo Horizonte: EAUFMG, 1961.

http://www.socioambiental.org/pib/epi/bororo/social.shtm http://www.usp.br/fau/dephistoria/lap/cadlib07.html http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq070/arq070_03.asp

Comentários