Macrobiotica  Zen - A Arte da Longevidade e do Rejuvenescimento - George Ohsawa

Macrobiotica Zen - A Arte da Longevidade e do Rejuvenescimento - George Ohsawa

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Macrobiótica Zen - a Arte da Longevidade e do Rejuvenescimento - Sakurazawa Nyoiti (George Ohsawa)

Todas as grandes religiões nasceram no Oriente. Do Oriente emana a luz. Graças a elas, os povos orientais, sobretudo os do Extremo Oriente, viveram pacificamente, durante milhares de anos, até a chegada da civilização ocidental. O Japão foi sempre denominado “O pais da longevidade e da paz”.

Tudo muda, porém, neste mundo “flutuante”, efêmero e relativo em que vivemos. Os países da Ásia e da África foram colonizados pela civilização ocidental. Eram tão pacíficos que abandonaram as suas próprias tradições e adotaram os costumes do Ocidente. A civilização importada torna-se cada vez mais poderosa, as guerras mais cruéis, e a civilização científica é, agora, a nova religião do homem. Nós a admiramos muito. Poderemos, contudo, esperar que ela concorde com a velha civilização da saúde, da liberdade, da felicidade e da paz ?

Procurei complementar, durante 48 anos, estas duas civilizações, e creio haver encontrado a maneira de fazê-lo. Penso que, se os ocidentais estudassem a verdadeira filosofia oriental, resolveriam não somente os numerosos problemas de ordem científica e social, mas também as grandes questões, como as da felicidade e da liberdade.

O primeiro passo consiste em aprender a maneira de comer e beber do

Oriente: a Macrobiótica é a estrutura básica da felicidade e da saúde. No Japão, por exemplo, o comer e o beber era considerado como a mais importante ARTE

DIVINA da vida. Enquanto que nós, no Oriente, desenvolvemos um método calcado em bem elaborados e estabelecidos princípios, os americanos parecem ser guiados somente pelo prazer sensorial e baixo discernimento nos seus hábitos alimentares.

Neste livro, encontrareis centenas de receitas e ensinamentos de como cozinhar e como comer, todos visando à felicidade e à saúde.

São inteiramente diferentes dos sistemas adotados pelos restaurantes, lancherias, e pela cozinha caseira habitual. Os pratos que são servidos nos restaurantes japoneses e chineses e que são o ”chic” em New York, atualmente, satisfazem apenas ao baixo prazer sensorial e eclipsam totalmente o discernimento superior, mas os autênticos mestres de cozinha, chineses e japoneses, sabem preparar pratos que não só são deliciosos, mas excelentes para a saúde e a felicidade, segundo os princípios da Macrobiótica.

A Macrobiótica é o regime alimentar fundamental adotado nos mosteiros budistas Zen e, no Japão, é chamado SYOZIN RYORI, isto é, “cozinha que melhora o discernimento supremo”. A filosofia precede e determina a psicologia.

Se a indústria alimentícia americana pudesse adotar e industrializar os alimentos e bebidas macrobióticos, seria isso a primeira revolução alimentar na história da humanidade e a primeira declaração de guerra contra a doença e a miséria humanas.

Se vos decidirdes a estudar essa filosofia de cinco mil anos, a fim de sentirdes liberdade infinita, felicidade eterna e justiça absoluta, procurai compreender que isso deverá ser conseguido independentemente, por vós mesmos, e para vós mesmos, como o fazem os pássaros, os insetos, os peixes e todos os animais. Antes de tudo, procurai debelar vossa doença, não a dele ou dela, mas a vossa! Procurai conhecer a natureza de vossa doença e suas causas. Se estiverdes interessado somente no desaparecimento dos sintomas, das dificuldades ou da dor, não tendes necessidade de estudar este livro! Esta filosofia única não cogita de medicina sintomática.

Tereis que compreender e assimilar completamente este Princípio

Único, deveis vivê-lo em vossa vida diária. (A filosofia da Medicina do Extremo Oriente é autossuficiente. Não há necessidade de ler e memorizar milhares de livros complicados). Observai, então, a dieta macrobiótica explicada neste pequeno livro. Se não encontrardes nele o tratamento específico para a doença que estiverdes interessados em curar, deveis usar um ou outro tratamento, ou procurar combinar diversos tratamentos, descritos no Capítulo X, de acordo com os sintomas que se apresentarem. Fazei-o cautelosa e sistematicamente, e sereis bem sucedidos. George Ohsawa

A felicidade é, neste mundo, o objetivo de cada um de nós. Mas em que consiste a felicidade no Ocidente, especialmente na América? Admito que não sei. No Oriente ela foi definida pelos sábios, há alguns milhares de anos, como um estado criado por cinco fatores:

1º Alegria de viver, resultante de uma longevidade saudável dinâmica e interessada; 2º Libertação da preocupação com respeito ao dinheiro; 3º Capacidade instintiva de evitar os acidentes e dificuldades que conduzem a uma morte prematura; 4º Compreender amoravelmente, a ordem que governa o

Universo Infinito; 5º Não sentir o desejo de ser o primeiro, por saber que os últimos se tornarão para sempre os primeiros. Isto implica na renúncia de querer ser sempre o vencedor, o vitorioso, o primeiro a liderar em qualquer situação, pois que a consecução desse alvo é garantia certa de que seremos os últimos. Tudo muda; tudo se altera no mundo dos negócios, da política, das ciências, do matrimônio, da vida – há sempre um novo vencedor. O que hoje é o ápice da moda, dos costumes, amanhã é obsoleto. O homem humilde, aquele que não teme ser o último, conhece, portanto, um contentamento que é a essência da felicidade.

Toda a filosofia oriental consiste no ensinamento prático de como alcançar tal felicidade. É uma filosofia biológica, fisiológica, social, econômica e lógica. Para aquele que a ensina é proibido explicar a significação profunda da filosofia da constituição do Universo Infinito; deverá ser capaz de mostrar como a felicidade pode ser alcançada por nós mesmos e para nós mesmos. Não existem, pois, trata, os teóricos, mas somente práticos. A educação escolar é considerada como completamente desnecessária e até mesmo escravizante. Todos os grandes homens são autônomos e fizeram-se por si mesmos. Toda a educação profissional é considerada escravizante, e a mentalidade escrava é a causa de toda infelicidade.

Neste guia, evito explicar a filosofia Yin-Yang da felicidade, o conceito de discernimento supremo e as chaves do Reino dos Céus, tais como foram vistos por Lao Tsê, Buda, Song-Tsê e tantos outros, porque já existem numerosíssimas obras a esse respeito. A compreensão intelectual dessa filosofia será inútil se não for acompanhada de uma vivência diária cada vez mais intensa e feliz. Não podemos aprender a dominar a maneira maravilhosa e aerodinâmica de nadar dos grandes e pequenos peixes, sem entrar primeiramente dentro d'água.

Se a concepção oriental de felicidade vos interessar, experimentai o método macrobiótico 1 pelo menos durante uma ou duas semanas. Eu o recomendo após tê-lo ensinado durante 48 anos. Estou convencido de que ele é o primeiro passo para a felicidade.

A outra alternativa, o caminho do estudo filosófico, intelectual, conceptual e teórico é longo, difícil, enfadonho, infrutífero e interminável.

Sobretudo, lembrai-vos de que esta filosofia, que é denominada

“Princípio Único” é prática.

É totalmente alheia aos métodos da medicina que pretendem restabelecer a saúde do corpo, quando, na realidade, aumentam o número de pessoas enfermas e doentes por meio do emprego cada vez maior de produtos farmacêuticos e operações cirúrgicas. É simplesmente uma disciplina prática de vida que qualquer um pode seguir com grande prazer, quando e onde quiser. RESTABELECE tanto a SAÚDE como a HARMONIA DA MENTE, DA ALMA E DO CORPO, CONDIÇÃO INDISPENSÁVEL PARA UMA VIDA PLENA E FELIZ.

1 - "Macrobiótica" - do grego macro, que significa grande, e bios, vida, isto é, técnica de longa vida, ou longevidade.

A Macrobiótica não é uma medicina empírica de origem popular, uma técnica mística, paliativa, espiritual, religiosa, científica ou sintomática.

A dieta macrobiótica é uma aplicação biológica e fisiológica da filosofia e medicina orientais, uma concepção dialética do Universo Infinito. Tal concepção data de 5.0 anos, e mostra o caminho para a felicidade através da saúde. O caminho da “felicidade por meio da saúde” deve ser acessível a todos, rico ou pobre, sábio ou ignorante; deve ser tanto prático como teórico. Qualquer teoria, seja científica, religiosa ou filosófica, torna-se inútil quando for muito difícil e pouco prática para o uso diário. De outra parte, qualquer arte, prática e técnica, não deixa de ser perigosa se não tiver um fundamento teórico firme. O sistema macrobiótico é muito simples na prática. Qualquer um pode adotá-lo na vida diária, em qualquer ocasião e onde estiver, sempre que genuinamente queira libertar-se de todas as dificuldades fisiológicas ou mentais. Milhares de pessoas, no Extremo Oriente, têm gozado de felicidade e liberdade, de cultura e paz relativa, durante milhares de anos, graças ao ensinamento macrobiótico de Lao-Tsê, Song-Tsê, Confúcio, Mahabira, Nagarjuna, etc., assim como muitos xintoístas, e muito antes deles, dos antigos sábios que introduziram a grande ciência médica da Índia. Os antigos gregos também sabiam que uma mente sadia e clara não pode existir num corpo tenso e perturbado.

Nos dias de hoje, todos esses ensinamentos tornaram-se obsoletos, porque tudo o que tem um começo tem um fim, e a eles se misturaram a superstição, o misticismo e o profissionalismo. É por isso que aqui vos ofereço uma interpretação nova da Macrobiótica. Deveis estudá-la, pois é um pré-requisito para que se possa compreender qualquer filosofia do Oriente.

Por que no Ocidente existem tantos hospitais e sanatórios, tantos remédios e drogas, tantas doenças físicas e mentais? Por que há tantas prisões, tanta polícia e tantos exércitos de ar, mar e terra?

A resposta é muito simples: somos todos doentes fisiológica e mentalmente. Mas, por que isto está acontecendo numa sociedade tão altamente civilizada?

É porque ignoramos completamente a causa real de todo o sofrimento, suas raízes filosóficas, biológicas, morais e psicológicas. Como se explica isto? É porque assim fomos educados. A educação moderna não desenvolve a capacidade que têm os seres humanos de conquistarem sua liberdade, felicidade e justiça. Ao contrário, converte o homem em um “profissional”, ou seja, em um escravo irracional, ou senhor cruel, de mentalidade curta, simplista e presa ao dinheiro.

Felicidade ou miséria, doença ou saúde, liberdade ou escravidão, dependem da maneira como conduzimos nossa vida diária e nossas atividades. Nossa conduta é ditada pelo nosso discernimento.

Este, por sua vez, é o resultado de nossa compreensão da constituição do mundo e do Universo Infinito.

Lamentavelmente, não existem escolas nem universidades onde possamos aprender a discernir, a pensar, e a compreender com clareza e liberdade. As palavras LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE estão inscritas por todos os lados na França. A sua aplicação é, contudo, apenas teórica.

A vida é infinitamente interessante e maravilhosa. Com a única exceção do homem, todos os seres, pássaros, insetos, peixes, micróbios, e mesmo os parasitas, vivem felizes na Natureza: livres de obrigações com respeito a si próprios e para com os outros.

Passei dois anos nas florestas hindus e um nas africanas, e jamais vi um só macaco, crocodilo, serpente, inseto ou elefante, que fosse infeliz, doente ou obrigado a trabalhar para os outros, ou por dinheiro. Entre essas criaturas da Natureza, não encontrei uma que fosse asmática, cancerosa, diabética, reumática, ou vítima de baixa ou alta pressão sangüínea. Todos os povos primitivos que viviam entre eles eram também relativamente felizes, antes da invasão pelos seus “colonizadores”, armados de fuzis, de álcool, de açúcar, de chocolate e de religião. A única norma de vida destes povos primitivos era: quem não sabe se divertir não deve comer.

Sou o único. e talvez o último revoltado de cor amarela, que deseja viver tão feliz quanto os seus ancestrais. Desejaria restabelecer o reino onde, aqueles que não acham prazer em viver, não devem comer; onde cada um deve viver feliz, pois como dizia Epícteto, a infelicidade é culpa de cada um. Nesse reino, não haveria nem empregador, nem empregado, nem laboratório farmacêutico, nem escolas, nem hospitais, nem “indústria médica”, nem polícia, nem prisões, nem guerra, nem inimigo, porém, todos seriam íntimos amigos, irmãos, pais e filhos, maridos e esposas; não haveria trabalho forçado nem crimes, nem castigos, e todos seriam independentes e autônomos.

Não sou, contudo, um revolucionário, nem tenho a intenção de restabelecer um império mundial aparente: desejaria, simplesmente, convidar algumas pessoas a viverem no meu invisível país das maravilhas, chamado “Erewhon” por Samuel Butler e “Wonderland” por Lewis Carrol, onde temos 365 dias de natal por ano, em vez de um só.

A entrada nele é livre e gratuita, sendo suficiente estudar e passar a viver o regime macrobiótico e compreender o livro que expõe a ,”Filosofia da Medicina do Extremo-Oriente”.

Era uma vez um homem grande e livre chamado “Hou-i”, que encontrou uma curiosa chave de pedra para abrir a porta invisível do Reino dos Céus, “Erewhon” em inglês, que significa “Nowhere)”, de trás para diante (em parte alguma) ou “Moni-Kodo”. Vivia no alto de uma colina, em certo lugar no coração de um velho continente, muito quente durante o dia, muito frio à noite, sem armas, sem instrumentos, sem vestimenta, nem calçado, nem casa, nem papel chamado dinheiro, nem drogaria. Apesar de tudo isso, gozava a vida com todos os seus companheiros, os pássaros, os peixes, as borboletas e todos os animais préhistóricos. Não havia leis, nem ninguém para o obrigar, não havia ditadores, nem ladrões, nem jornalistas, nem médicos, nem telefone, nem vistos em passaportes, nem inspetores, nem taxas. Nada o importunava. Milhões de anos se passaram. A sociedade nasceu e veio, depois, a civilização. Os mestres apareceram e a educação começou, isto é, mestres profissionais fabricaram imitações da curiosa chave de pedra de Hou-i e venderam-na a preço elevado, visto que todos a queriam. Estas imitações têm sido vendidas muito bem durante milhares de anos, e até o presente momento.

Proponho-me a distribuir a genuína chave do reino da liberdade, da felicidade e da justiça. Ao contrário dos mestres profissionais, gozo fartamente a vida como cidadão desse reino e não estou ligado a posses ou ao dinheiro. Posso, por isso, oferecer essa chave gratuitamente a todos os que se interessam possuí- Ia. A fim de cumprir com a minha missão, expresso-me numa linguagem especial, quase infantil, que, porém, pode facilmente ser compreendida somente por aqueles que se tornam merecedores de admissão gratuita nesse reino, porque, aqueles que a compreendem, logo recuperam a saúde física e mental, e possuem liberdade, felicidade e justiça. Minha interpretação desse reino é chamada “a filosofia do Extremo-Oriente”, fácil de entender e praticar por aqueles que não foram ainda totalmente dogmatizados, e muito difícil para os que foram educados por mestres profissionais durante longos anos. Sentir-me-ia feliz, se um punhado de pessoas pudesse compreendê-la integralmente. Ofereço esta chave, que, na realidade, é um livro-guia para o Reino-dos-Céus, no qual interpreto a filosofia do Extremo Oriente, de mais de 5.0 anos. É a minha reinterpretação dessa filosofia antiga, que foi completamente falsificada, mutilada e transformada por aqueles que eram chamados “profissionais”, no decurso de milhares de anos, bem como pelos eruditos e pelos “santos” de todas as épocas no passado. Os mestres da civilização atual continuam, infelizmente, com essa mutilação.

A minha nova versão (minha interpretação dessa filosofia antiga) está alicerçada no firme fundamento da medicina do Extremo-Oriente. Esta medicina é uma aplicação fisiológica e biológica da filosofia pré-histórica. Não só essa medicina, mas todas as cinco grandes religiões da humanidade foram erigidas sobre os mesmos fundamentos. Essa a razão por que Jesus curava tão miraculosamente, tanto doenças físicas como mentais. A medicina que só pode curar doenças físicas é um péssimo mago ou um “Satan”, que nos torna mais infelizes do que éramos antes de encontrá-lo. Curar somente o físico é impossível. A agonia mental e a ansiedade são o verdadeiro inferno, que nenhum “sputnik” ou microscópio eletrônico conseguiram atingir.

Esta natureza de moléstia é característica da mentalidade daqueles que ignoram a constituição do Universo e suas leis, pois tentar a, cura de enfermidades do corpo, negligenciando as da mente, é tentar o impossível.

Estou cada vez mais convencido da eficácia miraculosa e da superioridade de nossa medicina-filosófica: a Macrobiótica. Devo a ela minha cura da tuberculose e de outras doenças, assim chamadas “incuráveis”, após ter tido a boa sorte de ter sido desenganado pelos médicos, antes de atingir os meus 20 anos. Desde então, testemunhei milhares de curas surpreendentes de pessoas pobres, desesperadas, que aplicaram este método na Ásia, na África e na Europa, encontrando sua liberdade, tão simples e naturalmente como o fazem os pássaros no céu, os peixes no mar e os animais nas selvas.

Abandonei o meu país natal, o Japão, há dez anos, com a única idéia de visitar todos os países do mundo, na busca de um punhado de amigos capazes de entender e de adotar minha filosofia, e de restabelecer, neste planeta, o reino invisível da pureza, da felicidade e da saúde.

Torno a repetir que a minha filosofia-medicina é paradoxal, dialética, fácil de ser aprendida, mesmo pelas crianças, e a mais prática que existe. A teoria é simples, e há só um princípio que deve ser compreendido, o mesmo a cuja conclusão Toynbee chegou, após suas longas pesquisas através da história: Yin- Yang, fundamento cosmológico da existência, uma bússola universal, o centro e coração de uma concepção do mundo, que pode ser aplicado em qualquer aspecto e nível da vida diária, quer no que se relaciona com a família, como com a vida conjugal, social ou política.

Que mais posso dizer? A minha filosofia não é uma medicina que visa a destruir somente os sintomas, a qualquer preço, mesmo com violência, quimicamente, fisicamente ou mortalmente. É ela um simples método-teoria prático, que pode assegurar não só uma cura clínica (a simples eliminação de sintomas), ou o controle da saúde fisiológica. Ela vai mais longe, pois traz a paz para a alma e estabelece a liberdade e a justiça em nossas vidas. E isto, sem o auxílio de nenhum instrumento! Esta concepção do Universo é mais revolucionária do que a energia atômica e bombas de hidrogênio. Altera todos os valores, toda a filosofia e técnicas modernas. Após ter ensinado este método durante 47 anos, estou convencido do seu grande valor. No entanto, talvez eu esteja enganado, pois, que, no decurso de todos esses anos, só encontrei uns poucos médicos filósofos que compreenderam a unidade da filosofia e da medicina, que eram aceitas e reconhecidas no Oriente, no longínquo passado.

De conformidade com a medicina do Extremo-Oriente, segundo eu a entendo, não existe terapêutica ou remédios, porque a própria Natureza, mãe de toda a vida do universo, é a grande e a maior curadora. Toda a doença, infelicidade, crime e o castigo resultam da má conduta, isto é, de uma conduta que violenta a Ordem do Universo.

A nossa cura, portanto, é infinitamente simples. Consiste, simplesmente, em suspender a violação da ordem e permitir que a Natureza execute seu trabalho miraculoso. Toda a doença pode ser curada completamente em 10 dias, de acordo com a nossa concepção filosófica do mundo e da constituição do Universo. Logicamente, toda a doença está localizada ou até alimentada por nosso sangue, do qual um décimo se decompõe todos os dias, na proporção de 300.0.0 de glóbulos por segundo. Por conseguinte, nosso sangue deve ser totalmente transformado e completamente renovado em dez dias, por uma alimentação biologicamente normal e bio-ecologicamente natural. O que é natural é determinado pela consideração, tanto das necessidades biológicas inatas do organismo humano, como pelas necessidades que são superimpostas pelas condições do ambiente, tais como o tempo (condições atmosféricas) altitude, tipo de atividade e estação do ano.

Se bem que a teoria e sua lógica sejam bem compreensíveis, a técnica de sua aplicação é delicada e pode tornar-se muito complexa.

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