Dimensionamento de Pessoal em Enfermagem

Dimensionamento de Pessoal em Enfermagem

(Parte 2 de 3)

•Qual a receitas de cada área?

•Despesas de cada área?

•Imagem do Serviço de Enfermagem na comunidade?

•Aceitação e credibilidade do Serviço de Enfermagem na comunidade?

•Clientes novos/mês?

Para o adequado dimensionamento de pessoal é importante conhecer quais os processos que são executados; esta é a tendência atual de uma administração dinâmica principalmente para Redução de custos e para Desburocratizar- estudos da American

Hospital Association mostra que, em média, para cada hora de cuidado, gasta-se uma hora no preenchimento de formulários.

Outro fator da administração de recursos que enfoca o PROCESSO é para Maior satisfação dos clientes (externos e internos).

Para revisar processos é importante o trabalho, a observação e o contato com o pessoal “de beira de leito” para identificar os fluxos, os gargalos ,os impasses. A questão constante é PORQUE? , PORQUE?, PORQUE?, PORQUE? Porque fazemos o que fazemos?Até ir aperfeiçoando o desenho das atividades relacionadas ao cuidado de enfermagem e seus correlatos. As respostas e a participação com o devido comprometimento da equipe assistencial oportuniza a revisão de rotinas e procedimentos e a conseqüente simplificação e conhecimento dos processos. O Modelo Assistencial adotado pelo Serviço de Enfermagem é o que define os processos. Como está o desempenho dos processos principais?

. Qual o perfil dos pacientes atendidos? . Manuais de normas, rotinas disponível, atualizado ? . Programa de educação e capacitação do pessoal ? . Grupo de trabalho para melhoria de processos ? . Continuidade de cuidados e seguimento de casos?

Estas atividades desenvolvidas ou não permitirão uma fundamentação para o dimensionamento de pessoal. O esquema divulgado por Falconi , a Espinha de Peixe ou Diagrama de Ishikawa é uma visualização didática para facilitar a organização de um processo (em seus vários ramos) e não confundir meios com fins, autoridade com responsabilidades e situar bem causas e efeitos.

PROCESSOS Materiais Equipamentos Informações

Pessoas Rotinas Área Física RESULTADOS

A Resolução 293/2004 esclarece a fundamentação dos cálculos e fórmulas recomendadas nos Anexos I,I II e IV disponíveis no site w.portalcoren-rs.gov.br

Para efeito de cálculo, devem ser consideradas como horas de Enfermagem, por leito, nas 24 horas: - 3,8 horas de Enfermagem, por cliente, na assistência mínima ou autocuidado;

- 5,6 horas de Enfermagem, por cliente, na assistência intermediária;

- 9,4 horas de Enfermagem, por cliente, na assistência semi-intensiva;

-17,9 horas de Enfermagem, por cliente, na assistência intensiva.

QP = KMX Total de Horas de Enfermagem(THE)

Utilizando o Coeficiente de Marinho a fórmula para o cálculo de pessoal é: Utilizando a fórmula usada por Fugullin para o cálculo de pessoal usa-se a fórmula:

QP = Numero de leitos(%de ocupação)X Hs.de enf. X dias semana Jornada semanal de trabalho

Para utilizar as duas fórmulas os 4 exercícios a seguir permitem esclarecer o raciocínio apresentado:

1) Qual a necessidade de pessoal de enfermagem para uma unidade assistencial com 24 leitos de pacientes cirúrgicos nos diferentes turnos, sendo que 16 são pacientes com cuidados intermediários e 08 com cuidados mínimos? (90% de ocupação)

Usando a fórmula da Resolução 293/2004 Nº de Pessoal = Coeficiente de Marinho (Km) X Total de Horas de Enfermagem(THE)

90% de 16 L = 14 total cuidados intermediários 90% de 08 L = 07 total cuidados mínimos

Número de pessoal = 0,2236 X 105 = 23,47 Profissionais de enfermagem

Usando a fórmula de Fugullin:

Nº de Pessoal = Numero de leitos(%de ocupação)X Hs.de enf. X dias semana Jornada semanal de trabalho

36h

Nº de Pessoal =14L x 5,6 h + 07L X 3,8 h X 7 dias da semana =

36h36h

Nº de Pessoal = 20.42 acrescidos de 15% de índice de segurança técnico (IST)/ Resolução COFEN Nº 293/2004

Nº de Pessoal = 20.42 + 03 = 23 Profissionais de enfermagem

2) Você deve planejar uma unidade de internação para 28 pacientes, destes 15 são pacientes com cuidados intensivos e 13 pacientes com cuidados semi-intensivos, distribuídos nas 24h com 100% de ocupação.

Nº de Pessoal =15L x 17,9 h + 13L X 9,4 h X 7 dias da semana = 36h

36h36h

Nº de Pessoal = 75.87 acrescidos de 15% de índice de segurança técnico (IST)/ Resolução COFEN Nº 293/2004

Nº de Pessoal = 75.87 + 1.38 = 87.25 Profissionais de Enfermagem nos 4 turnos

3) Em uma unidade com 36 pacientes distribuídos em 21 pacientes com cuidados mínimos, e 15 pacientes com cuidados intermediários, qual será a necessidade de pessoal de enfermagem para as 24h tendo uma ocupação de 80%?

Nº de leitos =80% de 21 L = 16,80 = 17 L
36h

Nº de Pessoal =17L x 3,8 h + 12L X 5,6 h X 7 dias da semana =

36h36h

Nº de Pessoal = 26 acrescidos de 15% de índice de segurança técnico (IST)/ Resolução COFEN Nº 293/2004

Nº de Pessoal = 26 + 3,9 = 29.9 = 30 Profissionais de enfermagem

4) Em uma Unidade pediátrica com 24 leitos e uma ocupação de 80%, qual é o quadro de pessoal necessário para atendimento nas 24 horas, sendo 12 pacientes com cuidados intermediários e 12 pacientes com cuidados semi-intensivos?

Nº de leitos80% de 12 L = 9,6 = 10
36h

Nº de Pessoal =10L x 5,6 h + 10L X 9,4 h X 7 dias da semana =

36h 36h

COFEN Nº 293/2004Nº de Pessoal = 29,17 + 4,38 = 3.5 Profissionais de Enfermagem

Nº de Pessoal = 29,17 acrescidos de 15% de índice de segurança técnico / Resolução

Ë importante que os (as) Responsáveis Técnicas (RT) pelo Serviço de Enfermagem tenham estes cálculos como balizamento de seu quadro operacional baseado na gestão eficiente e eficaz da enfermagem com propostas objetivas e metas definidas e acompanhadas em sua execução. Ë importante os (as) Responsáveis Técnicas (RT) pelo Serviço de Enfermagem fundamentar o que está sendo obtido com o quadro de pessoal existente (recursos disponíveis) e o que precisa alcançar em resultados dos cuidados de enfermagem segundo o perfil da clientela e as metas institucionais .

Bibliografia recomendada

Gestão da assistência em geral: 1. FALCONI,V.C. Controle da Qualidade Total ( no estilo japonês ) Belo Horizonte:

Fundação Christiano Ottoni, 1992 2. SHANK, J. A revolução dos custos. Rio de Janeiro: 4ª edição Ed.Campus, 1997 3. NAKAGAWA, M. Gestão estratégica de custos – Conceito, Sistemas e

Implementação. São Paulo: Ed. Atlas 1993 4. QUINTO NETO,A, NOGUEIRA,O Hospitais: Administração da Qualidade e

Acreditação de Organizações complexas. Porto Alegre , Dacasa Ed. 2003 5. CAMPOS, Vicente Falconi. TQC: Gerenciamento da Rotina do Trabalho do Diaa-Dia. Belo Horizonte: Fundação Christiano Ottoni, Escola de Engenharia da UFMG, 1994. 274 p. 6. SILVA , João Martins - 5S: O Ambiente da Qualidade / Belo Horizonte: Fundação

Christiano Ottoni, 1994. 160 P. 2ª Edição 7. NOGUEIRA, Luiz Carlos. Gerenciamento pela Qualidade Total na Saúde / Belo

Horizonte, MG: Fundação Christiano Ottoni, Escola de Enfermagem da UFMG, 1996. 94 P. 8. MEZOMO, João Catarin. Gestão da qualidade na saúde – Princípios Básicos. Ed. Manole. 301p.2001.

9. WEBER, B., DEMENEGHI, L. SAssistência Integral: o paciente como núcleo, a
equipe como célulaPorto Alegre: AGE, 1997.

Sistematização da assistência de Enfermagem: 10. BORK,Anna M. Toldi, Enfermagem de Excelência; da visão á ação .Guanabara Koogan ,2003 cap.7 pág101-110.

(Parte 2 de 3)

Comentários