(Parte 2 de 3)

- Podem ser repetidamente amolecidos pelo calor e endurecidos pelo frio

(Salvador; 2000).

O resultado da polimerização de uma só classe de monómeros (como se demonstra na figura 7) é um homopolímero3 (Andrade; 1995). Este é um polímero no sentido mais puro, restrito, exacto e concordante com a etimologia. Como nas reacções de adição, os reagentes somam-se não havendo perda de matéria, todos os átomos do monómero estão na molécula do polímero. Tendo assim monómero e polímero a mesma composição centesimal e igual fórmula mínima, e o peso molecular do polímero é a soma do peso molecular de todos os monómeros (Vlack;1970).

3 Do grego “homo” – iguais

No entanto se se polimerizam dois ou mais tipos diferentes de monómeros o polímero recebe a denominação de copolímero (Andrade; 1995); figura 8.

Os copolímeros são produzidos com dois ou mais monómeros, cujas unidades podem ser distribuídas aleatoriamente de uma maneira alternada ou em blocos. Estes surgem devido à necessidade de se obterem materiais de fácil sintetização e fabrico, e ao mesmo tempo com melhores propriedades ou com outras (Andrade; 1995).

Como já referimos nos homopolímeros as composições centesimais de monómeros e polímeros são iguais, nos copolímeros podem ser iguais porem, normalmente são diferentes.

3.2 - Polímeros de condensação

A polimerização por condensação consiste na formação de uma macromolecula a partir de monómeros que reagem entre si com eliminação de água ou de outras pequenas moléculas que não participam em reacções posteriores. Na figura 9 está representada a fórmula geral de polímeros de condensação. Por exemplo um álcool como o etilenoglicol condensa-se com um ácido, como o acido tereftálico, formando uma resina de poliéster. O gliserol condensa-se com o acido ortoftálico, formando uma resina alquílica (Savador; 2000 e Russel; 1981).

Os primeiros plásticos foram produzidos condensando-se formaldeído com fenol obtendo-se uma resina fenolica, mais conhecida por baquelite (Podemos ver a formula reacção química de formação da baquelite na figura 10) (Clark; 1971).

São termoestaveis (termoendurecidos), depois da cura transformam-se num produto praticamente insolúvel (Vlack; 1970).

Para terminar este capítulo mostramos na figura 1 o esquema de polímeros de adição e de condensação.

4. Propriedades de polímeros

Como temos vindo a falar ao longo do trabalho, existem diferentes tipos de materiais poliméricos (plásticos, borrachas, fibras, adesivos, espumas e filmes), os quais tem propriedades específicas e enumeras aplicações.

Desde que se começou a usar esses materiais, enumeras tentativas foram efectuadas para melhorar as suas propriedades. De referir que a engenhosidade dos tecnologistas, não se limitou a melhorar os materiais orgânicos naturais, pelo contrario, muitas substancias sintéticas foram criadas (Kroschwitz; 1985). No campo dos plásticos as criações são espantosas, o que tem proporcionado, não só, à construção civil mas também a vários domínios uma variedade cada vez maior de materiais para sua aplicação.

Os polímeros possuem propriedades químicas e físicas muito diferentes das que tem os corpos formados por moléculas simples.

As principais propriedades dos polímeros são:

- Elevada processabilidade – facilmente moldáveis isto é, a facilidade de converter o material numa determinada forma; - Resistentes à rotura e ao desgaste;

- Resistente a acção dos agentes atmosféricos, não quebram, não formam pontes e não estilhaçam; - Elásticos;

- Peso reduzido – são mais leves que os metais e que o vidro (3* mais leves que o alumínio); - Lubrificação – são materiais de baixo atrito;

- Isolação – tem excelentes propriedades de isolamento eléctrico e acústico; - Baixo custo de produção;

- Possibilidade de serem usados no fabrico de peças nas mais variadas formas, tamanhos e cores; - A maioria são recicláveis.

Estas propriedades, juntamente com a sua fácil obtenção a baixas temperaturas, justifica a sua fabricação a grande escala (Kroschwitz; 1985 e Salvador; 2000).

Porém os polímeros não apresentam só vantagens, eles também apresentam algumas, embora poucas desvantagens. Eles causam um problema ecológico. Os objectos plásticos não se decompõem por si só na natureza, visto não serem atacáveis pelos microorganismos, pelo que a sua decomposição pode levar dezenas de anos. De igual modo quando lançados à água (mar, rios ou lagos), podem causar diversos acidentes. Estes e demais problemas só serão solucionados com uma correcta recolha de lixos de forma que sejam reciclados e tratados convenientemente. O acabar com este tipo de poluição depende de todos nós. Do ponto de vista técnico a reciclagem dos materiais termoplásticos é mais fácil que a dos materiais alternativos.

5 - Aplicações de polímeros

Os polímeros, sobretudo os de natureza termoplástica, impuseram-se na nossa época adquirindo o estatuto de materiais mais utilizados em termos volumétricos.

Apesar do primeiro polímero sintético ou seja, da primeira substância plástica sintética (a baquelite) só ter sido obtida no final da primeira década do século X, o seu desenvolvimento foi vertiginoso. Como se pode observar pela seguinte tabela.

A indústria dos plásticos veio revolucionar o nosso quotidiano porem, ao mesmo tempo, como já referimos, veio criar um problema ambiental, principalmente porque algum lixo e resíduos plásticos produzem gazes tóxicos ao serem incinerados. Porem as vantagens sobrepõem-se a este inconveniente.

A grande facilidade de converter os polímeros à forma que se deseja, facilitou a penetração dos plásticos nas mais diversas aplicações e permitiu as populações obterem a baixo custo bens de grande consumo.

A utilização de sistemas poliméricos é vasta. Sem duvida, que estes receberam maior atenção devido a sua aplicação imediata e pelos seus mais variados usos, que vão desde os substitutos do aço até as frágeis válvulas cardíacas.

Polímeros Data de Sintetização

Fenolformaldaido 1907

Silicone 1930 Acrílico 1932

Poliestireno 1933

Polietileno 1939 PVC 1940 ABS 1946 Teflon 1948

Policarbonato 1958 Polipropileno 1959

Poliacetal 1960 PPO 1964

Actualmente os polímeros são empregados maioritariamente em sectores como: na construção civil, indústria de automóveis, indústria eléctrica e electrónica, no desporto, no campo da medicina, no calçado, em embalagens, entre outros.

No que diz respeito a construção civil, a aplicação de polímeros tem vindo dia-adia a aumentar gradualmente. Como exemplo apontamos o caso do PVC (policloreto de vinila) (figura 13). Este polímero, há décadas começou por ser utilizado no fabrico de canos, tubos e juntas de ligações. Ao longo do tempo foi adquirindo novas aplicações e nos nossos dias é utilizado em inúmeras situações como: janelas, divisórias, portas, forros, coberturas, pisos, como decoração e na própria construção de paredes externas e internas das casas (Aguiar; 2000).

Esta versatilidade é devida por um lado ao desempenho técnico do material, que em alguns aspectos é superior ao da madeira e alumínio e por outro lado à exigência estética dos projectos contemporâneos. De referir que devido a sua composição (etileno e cloro), o PVC é totalmente inócuo, resistente a corrosão e humidade, não absorve fungos, e impede a propagação do fogo. Perante estas características é o material polimérico mais recomendado na construção civil (Bouer; 1988).

De referir que é complicado este tipo de construção concorrer com o tradicional, porém a relação custo benefício somada às vantagens técnicas e estéticas deste material talvez possibilitem em muitos casos a opção deste tipo de construção ou utilização para determinados fins.

Como temos vindo a descrever este material apresenta vantagens em relação aos materiais tradicionais, as quais, para melhor elucidação passo a resumir.

Principais vantagens da casa em PVC: - Baixo custo;

- Resistência a humidade;

- Isolamento térmico-acustico;

- Alta resistência e durabilidade;

- Imunidade a fungos e corrosão;

- Fácil limpeza;

- Indicada para qualquer tipo de clima e terreno;

- Rapidez na montagem;

(Parte 2 de 3)

Comentários