Sistema de Injeção Eletrônica de Combustível GM MPFI

Sistema de Injeção Eletrônica de Combustível GM MPFI

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Sistema de Injeção Eletrônica de Combustível- GM Multec B22/MPFI

  1. Introdução

Esta apostila foi desenvolvida com a finalidade de mostrar descritivamente o sistema de Injeção Eletrônica Multec 700, aplicado aos veículos Omega 2.2, pick-up S10/ Blazer e Corsa 1.0/ 1.6 MPFI. Daremos maior ênfase no motor Corsa 1.6 MPFI.

As informações aqui contidas foram retiradas do manual de especificações do fabricante e do manual de reparações da Alfatest- linha automotiva.

O sistema Multec se apresenta nas configurações:

  • Multipoint, no motor C22NE: Omega 2.2;

  • Single point, no motor B22NZ: S10/ Blazer;

  • Multipoint, no motor B10NE/ B16NE: Corsa 1.0/1.6 MPFI.

Neste apostila, assim como no manual de operação do fabricante, as denominações "UC", "ECU”, ”ECM", “MCE” e “UCE” são utilizadas, indistintamente, para identificar a unidade de comando (centralina ou central de comando eletrônica) do sistema de injeção e ignição.

Nota: Esta apostila não substitui as informações atualizadas e completas constantes nos manuais dos fabricantes dos veículos e dos módulos de injeção.

Considerando a complexidade e a quantidade de informações envolvidas, não garantimos que as informações aqui contidas abranjam todas as possíveis aplicações e nem que estejam elas livres de erros.

A aplicação dos roteiros de diagnósticos e reparos somente deve ser feita por profissionais qualificados. Em função da falta de informações do fabricante, no momento da confecção desta apostila, as informações nela contidas são somente orientativas.

    1. Características

  • Sistema multipoint banco a banco (semi-sequencial) nos veículos Omega e Corsa 1.0/ 1.6;

  • Sistema single point nos veículos S10/ Blazer;

  • Possui catalisador e sensor de oxigênio não aquecido;

  • Método "speed density- velocidade/ densidade” para a indicação da massa de ar admitida;

  • Sistema de ignição estática (sem distribuidor), com sensor de detonação e filtro SNEF nos veículos Omega e S10/ Blazer;

  • A referencia é obtida por um conjunto de roda fônica (de 58 dentes na árvore de manivelas) e sensor de rotação de relutância magnética;

  • Unidade de comando digital com sistema de diagnóstico;

  • Circuito Quad Driver (QDM) para controle de alguns atuadores.

Composição Geral do Sistema Multec B22/MPFI

ACT

Sensor de temperatura do ar

Relé da bomba de combustível

Comutador de partida e ignição

TPS

Sensor de posição da borboleta

INJ

Válvula injetora

Omega/ S10

ECT

Sensor de temperatura do motor

IAC

Motor de passo da marcha lenta

ALDL

Conector de

diagnóstico

VSS

Sensor de velocidade do veículo

MAP

Sensor de pressão do coletor de admissão

Lâmpada de advertência do sistema de Injeção

UC

ESS

Sensor de rotação do motor

EGO

Sensor de oxigênio ou sonda Lambda

KS

Sensor de detonação

Relé de corte do ar condicionado

Relé do ventilador da velocidade alta

Relé do ventilador da velocidade baixa

Sinal de rotação e carga

Sensor de Pressão do ar condicionado

Sinal de solicitação do ar condicionado

EGR

Válvula solenóide do EGR

Omega/ S10

Módulo de

Ignição e Bobinas

DIS

Para facilitar a compreensão do sistema, iremos dividir esta apostila em três partes: Unidade de comando, Sensores e Atuadores.

  1. Unidade de Comando

A unidade de comando do motor B16NE (Corsa 1.6 MPFI) é do tipo digital e a forma de injeção semi-sequencial (banco a banco) como descrito nas suas características.

Se localiza no lado direito do veículo (lado do passageiro) abaixo do porta luvas (mais exatamente na coluna da porta).

P

Conector de diagnóstico

Tomada onde o aparelho de diagnóstico é inserido para que o mesmo se comunique com a UC.

ossui um conector de diagnóstico denominado ALDL que fica localizado à esquerda da central elétrica e caixa de fusíveis.

A grande vantagem de um sistema digital é a sua capacidade de armazenar dados numa memória de calibração (EEPROM) e depois compará-la com os sinais enviados pelos sensores. Se algum valor estiver fora dos parâmetros, a unidade de comando começará a ignorar esse sinal buscando outras alternativas para manter o motor em funcionamento. Nesse momento, é gravado um código de defeito numa outra memória (denominada memória de acesso aleatório ou memória RAM) e, ao mesmo tempo, informa ao condutor através de uma luz de anomalia (localizada no painel de instrumentos) que existe alguma falha no sistema de injeção/ ignição eletrônica.

    1. Visão Geral do Sistema

O diagrama em blocos na figura da página anterior, mostra um típico módulo microprocessado. Neste diagrama, distinguimos sete funções distintas e cada uma implementa determinada função. Elas são:

  • Regulador de tensão;

  • Processamento do sinal de entrada;

  • Memória de entrada;

  • Unidade Central de Processamento (CPU);

  • Memória programa;

  • Memória de saída;

  • Processamento do sinal de saída.

Estas áreas estão conectadas entre si. Para entender cada uma dessas partes, iremos discutir primeiramente o regulador de tensão interno.

      1. Regulador de tensão interno

O módulo e os vários sensores, requerem uma alimentação muito estabilizada. A unidade de comando possui seu próprio regulador/ estabilizador. Muitos dos sensores como o MAP, TPS, ACT, ECT necessitam de uma tensão de 5 volts como referência. Isso se deve ao tipo de circuitos integrados utilizados na unidade de comando que só operam com esse valor de tensão.

      1. Processamento do sinal de entrada

Há uma concepção enganosa sobre a função dos microprocessadores em automóveis. Muitos técnicos acreditam que os sinais de entrada movem-se através do microprocessador e retornam como sinal de saída.

Na realidade, os sinais recebidos pela unidade de comando, não podem ser usados na forma que são recebidos. Entretanto, cada sinal é convertido para um número digital (números binários).

Esses números correspondem a “0 ou 1”. O valor é tido como “0” quando não há tensão de saída e “1” quando existe um valor de tensão (no caso, 5 volts).

Como cada sensor gera um diferente tipo de sinal, então são necessários diferentes métodos de conversão.

Os sensores geram um sinal de tensão compreendidos entre 0 volt a 5 volts (sinal analógico). Estes valores não podem ser processados pela CPU, a qual só entende números binários. Portanto, esses sinais devem ser convertidos para um sinal digital de 8 bits (até 256 combinações). O componente encarregado de converter esses sinais é chamado de conversor A/D (analógico para digital).

      1. Memória de entrada

Os sinais de tensão analógica emitidos pelos sensores são convertidos para sinais digitais pelo conversor A/D. Cada um dos valores digitais correspondem a um valor de tensão que estão gravados na memória de entrada.

      1. Unidade Central de Processamento (CPU)

É o cérebro do sistema. É ele que faz todos os cálculos necessários para o funcionamento do sistema de injeção eletrônica e ignição.

A CPU recebe um sinal digital proveniente do conjunto de processamento de entrada (conversor A/D) que por sua vez, recebem os sinais analógicos dos sensores.

Os sinais digitais recebidos pela CPU são comparados com os valores (parâmetros) que estão gravados em uma memória fixa (memória de calibração) e retorna um outro sinal digital para a saída.

      1. Memória programa

Chamado de memória de calibração, é onde são armazenados todos os parâmetros de funcionamento do sistema.

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