Sistema de Injeção Eletrônica de Combustível GM MPFI

Sistema de Injeção Eletrônica de Combustível GM MPFI

(Parte 3 de 11)

  • Se o motor entrar em funcionamento, sistema ok;

  • Se o motor não entrar em funcionamento, substitua a unidade de comando.

    1. Cuidados com a Unidade de Comando

  • Ao se fazer reparos com solda elétrica, retire a unidade de comando do veículo;

  • Não dar partida utilizando uma bateria em série com o circuito;

  • Não ponha as mão nos pino da unidade de comando, devido a existência de eletricidade estática que se acumula no corpo humano;

  • Não desligue os conectores da unidade de comando com a chave de ignição ligada.

  1. Sensores

Servem para informar a unidade de comando sobre as diversas condições de funcionamento do motor, como a temperatura do líquido de arrefecimento e do ar admitido, a pressão interna do coletor de admissão, a posição em que se encontra a borboleta de aceleração e outros.

A maioria dos sensores trabalha com um tensão de referência de 5Vcc (devido ao tipo de circuito integrado utilizado na UC- família MOS e CMOS) e está ligado em série com um resistor fixo (no interior da unidade de comando) formando um divisor de tensão.

Na próxima figura, podemos observar que R1 (resistor fixo) está ligado em série com o sensor (resistor variável) formando um divisor de tensão.

Quanto maior for a resistência do sensor, menor será a queda de tensão em R1 que é monitorado pelo integrado IC1. Esse integrado é como se fosse um voltímetro e envia o sinal de tensão para o processador principal (CPU) onde é decodificado.

Um sensor pode variar sua resistência de diversas maneiras:

  • Deslocamento mecânico- potenciômetro linear;

  • Variação de temperatura- termistor;

  • Variação de pressão- piezo-resistivo.

    1. Sensor de temperatura do motor (ECT)

Consiste de um termistor do tipo NTC (resistência inversamente proporcional a temperatura) montado no fluxo do líquido de arrefecimento. A resistência do termistor varia conforme a temperatura do líquido de arrefecimento. Temperatura baixa produz resistência alta. Aproximadamente 28000 ohms a –200 C. A medida em que a temperatura aumenta, a resistência diminui a aproximadamente 2200 ohms a 300 C.

A tensão do sinal do sensor varia de aproximadamente 4,5 a 0,5 volts. Esta tensão medida na unidade de comando, diminui conforme o aumento de temperatura do motor. A desconexão do sensor simula condição de motor frio gerando o código de falha 15 (sensor de temperatura ECT- tensão alta). O curto circuito do sensor simula condição de motor quente, gerando o código de falha 14 (sensor de temperatura ECT- tensão baixa).

Em temperatura operacional normal, a voltagem do terminal B12 é aproximadamente 1,5 a 2,0 volts.

A temperatura do motor é uma das informações utilizadas para o controle de:

  • quantidade de combustível;

  • ponto eletrônico da ignição (EST);

  • controle de ar na marcha-lenta (IAC).

      1. Códigos 14 e 15- Sensor de temperatura da água

Causas

Reparos

Chicote em curto-circuito- Gera código 14

Verifique o chicote

Chicote com circuito aberto- Gera código 15

Verifique o chicote

Sensor de temperatura defeituoso

Substituir sensor de temperatura

Unidade de comando defeituosa

Substituir unidade de comando

Caso sejam apresentados os códigos 14 ou 15, deve-se fazer os seguintes procedimentos:

  • Desligar o conector do sensor e medir com um voltímetro a tensão entre os dois terminais (fios- azul e marrom). O valor encontrado deve ser exatamente 5 volts.

  • Se o valor encontrado for de 5 volts, substituir o sensor de temperatura.

  • Se o valor encontrado não for de 5 volts, passe para o próximo procedimento:

  • Desligue o sensor MAP para que não haja interferências no teste;

  • Desligue o conector da unidade de comando (bancos A e B- conector menor) e verifique a resistência no chicote entre os fios- azul e marrom.

  • Se aparecer um valor de resistência, possível curto-circuito no chicote;

  • Se o valor for infinito, chicote em ordem. Passe para o próximo procedimento:

  • Verifique a continuidade dos fios entre os conectores do sensor (lado chicote) e o da unidade de comando.

  • Se o valor encontrado for infinito ou resistência muito alta (acima de 1k), possível circuito aberto;

  • Se o valor encontrado for próximo de 0, chicote em ordem. Substituir a unidade de comando.

Condições para a gravação da falha:

  • Motor funcionando durante pelo menos 10 segundos;

  • Sensor de temperatura do motor indica temperatura acima de 1350 C. (curto-circuito com a massa) ou abaixo de –35º C (circuito aberto).

Caso ocorra uma falha no sensor de temperatura do líquido de arrefecimento, a unidade de comando utilizará os valores indicados pelo sensor de temperatura do ar (ACT) para a partida e aumentará esse valor em 10o C a cada minuto de funcionamento. Se houver gravação dos códigos 69 ou 71 (referentes ao ACT), a unidade de comando assume os seguintes valores de temperatura do motor: Na partida, 00 C.; o valor de substituição é aumentado em 100 C. a cada minuto de funcionamento do motor, até no máximo de 800 C.

    1. Sensor de temperatura do ar admitido (ACT)

Está localizado antes do corpo de borboleta, colocado na mangueira que liga o filtro de ar ao corpo.

Quando o ar admitido está frio, a resistência do sensor (termistor do tipo NTC) é alta, e portanto a tensão do terminal D3 é alta.

A medida em que o ar admitido aquece, a resistência do sensor diminui e a tensão correspondente também.

A temperatura do ar é uma das informações utilizadas para o controle de:

  • quantidade de combustível;

  • ponto eletrônico de ignição (EST);

  • controle de ar de marcha-lenta (IAC).

A desconexão do sensor ACT provocará o código de falha 71 (sensor de temperatura do ar- tensão alta) enquanto que o seu curto-circuito provocará o código de falha 69 (sensor de temperatura do ar- tensão baixa).

      1. Códigos 69 e 71- Sensor de temperatura do ar

Causas

Reparos

Chicote em curto-circuito- Gera código 69

Verifique o chicote

Chicote com circuito aberto- Gera código 71

Verifique o chicote

Sensor de temperatura defeituoso

Substituir sensor de temperatura

Unidade de comando defeituosa

Substituir unidade de comando

Caso sejam apresentados os códigos 69 ou 71, deve-se fazer os seguintes procedimentos:

  • Desligar o conector do sensor e medir com um voltímetro a tensão entre os dois terminais (fios- marrom/ azul e marrom). O valor encontrado deve ser exatamente 5 volts.

  • Se o valor encontrado for de 5 volts, substituir o sensor de temperatura.

  • Se o valor encontrado não for de 5 volts, passe para o próximo procedimento:

  • Desligue o sensor TPS para que não haja interferências no teste;

  • Desligue o conector da unidade de comando (bancos C e D- conector maior) e verifique a resistência no chicote entre os fios- marrom/ azul e o marrom.

  • Se aparecer um valor de resistência, possível curto-circuito no chicote;

  • Se o valor for infinito, chicote em ordem. Passe para o próximo procedimento:

  • Verifique a continuidade dos fios entre os conectores do sensor (lado chicote) e o da unidade de comando.

  • Se o valor encontrado for infinito ou resistência muito alta (acima de 1k), possível circuito aberto;

  • Se o valor encontrado for próximo de 0, chicote em ordem. Substituir a unidade de comando.

Condições para a gravação da falha:

  • Motor funcionando pelo menos durante 20 segundos (código 69) ou 60 segundos (código 71);

  • Temperatura do ar admitido acima de 1500 C. (código 69) ou inferior a 38,5o C. (código 71);

Se houver detecção do código 69 ou 71 a unidade de comando fará os cálculos a partir das informações recebidas pelo sensor de temperatura do líquido de arrefecimento. Caso estejam gravados os códigos 14 ou 15 (defeito no ECT), o sistema fará os cálculos usando o valor de substituição que é de 450 C.

    1. Sensor de pressão absoluta do coletor (MAP)

Este sensor mede a alteração da pressão no coletor de admissão, que resulta da variação de carga do motor. O sensor é capaz de medir a pressão de 0,2 até 1,05 bar (de 20 a 105 Kpa).

A unidade de comando recebe as informações em forma de sinais de tensão, que variam entre 0,5 a 1,0 volt em marcha-lenta (baixa pressão no coletor; vácuo alto).

A tensão pode passar dos 4,0 volts com a borboleta totalmente aberta (alta pressão no coletor; vácuo baixo).

Assim que a chave de ignição é ligada, o sensor MAP informa a unidade de comando o valor da pressão atmosférica, para que se possa dar o cálculo perfeito da densidade do ar. A pressão atmosférica varia conforme a altitude (quanto mais alto, menor será a pressão atmosférica).

Este sensor trabalha com uma pequena membrana de cristal do tipo “piezo-resistivo” que varia sua resistência de acordo com o grau de deformação desta membrana. Quanto maior for o grau de deformação, maior será a sua resistência e menor será a tensão recebida pela unidade de comando (maior no sensor).

No caso de falha do sensor MAP, a unidade de comando controlará a quantidade de combustível e o ponto de centelhamento, baseado num valor de substituição. Este valor leva em consideração, principalmente, o sinal do sensor de posição da borboleta (TPS).

Nota: A pressão atmosférica ao nível do mar é de 1 atm (1,0134 bar ou 101,34 Kpa).

As informações do sensor de pressão absoluta (MAP) são utilizados para os cálculos da quantidade de ar admitido (massa de ar) e para o avanço da ignição (de acordo com a carga do motor).

Para se calcular o volume de combustível a ser injetado, a unidade de comando se baseia na temperatura do ar admitido e pressão do coletor (para se saber a densidade) e mais as informações de rotação e taxa de cilindrada do motor. Com essas informações, é possível definir a quantidade de combustível a ser injetado, mantendo-se a proporção ideal de mistura ar + combustível.

      1. Códigos 33 e 34- Sensor de pressão absoluta do coletor

Causas

Reparos

Chicote em aberto- código 34

Verificar chicote elétrico

Chicote em curto-circuito- código 33

Verificar chicote elétrico

Vazamento na mangueira do MAP

Substituir mangueira do sensor

Sensor MAP defeituoso

Substituir sensor MAP

Unidade de comando defeituosa

Substituir unidade de comando

Caso sejam apresentados os códigos 33 ou 34, deve-se fazer os seguintes procedimentos:

  • Desligar o conector do sensor e medir com um voltímetro a tensão entre os terminais A e C (preto/ branco e marrom ao lado do chicote). O valor encontrado deve ser exatamente 5 volts.

  • Se o valor encontrado for de 5 volts, a unidade de comando e o chicote elétrico estarão descartados. Fazer a medição no sensor.

  • Se o valor encontrado não for de 5 volts, passe para o próximo procedimento:

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