Sistema de Injeção Eletrônica de Combustível GM MPFI

Sistema de Injeção Eletrônica de Combustível GM MPFI

(Parte 5 de 11)

  • Verifique as condições em que se encontram o sensor e a roda fônica.

  • Se a roda fônica estiver deformada, a mesma deve ser substituída;

  • Se o sensor estiver impregnado com algum tipo de sujeira, o mesmo deve ser limpo;

  • Se tanto o sensor quanto a roda fônica estiverem em ordem, passe para o próximo passo.

  • Desligue o conector do sensor com a chave desligada. Verifique a blindagem do cabo com um ohmímetro.

  • A resistência entre o pino 3 do conector (lado do sensor) e a massa do motor deve ser infinita, caso contrário, substitua o cabo em conjunto com o sensor; Verifique também a resistência do sensor (entre os terminais 1 e 2o lado do sensor). O valor encontrado deve estar entre 500 a 600.

  • Se estiver em ordem, passe para o próximo passo;

  • Com um voltímetro, em escala de tensão alternada (AC), verifique a tensão entre os pinos 1 e 2 do conector do sensor (os dois fios são cinza/ vermelho).

  • Ao se dar partida, a tensão deve estar entre 1 a 4 volts AC, caso contrário, substitua o sensor de rotação;

  • Se estiver em ordem, passe para o próximo passo.

  • Desligue o conector da unidade de comando (bancos A e B) e meça a resistência dos fios (lado do chicote) entre os terminais 1 e 2. O valor encontrado deve ser infinito, caso contrário, possível curto circuito no chicote;

  • Meça a continuidade entre o terminal 1 do conector (lado chicote) e o terminal A2 da unidade de comando (lado do chicote). O valor encontrado deve ser próximo de 0, caso contrário, possível circuito aberto no chicote;

  • Meça a continuidade entre o terminal 2 do conector (lado chicote) e o terminal B3 da unidade de comando (lado do chicote). O valor encontrado deve ser próximo de 0, caso contrário, possível circuito aberto no chicote;

  • Meça a continuidade entre o terminal 3 do conector (lado chicote) e o terminal A12 da unidade de comando (lado do chicote). O valor encontrado deve ser próximo de 0, caso contrário, possível circuito aberto no chicote;

  • Se todos os valores estiverem em ordem, possível defeito na unidade de comando.

Condições para a gravação da falha:

  • Se durante o período de três segundos após a partida no motor, não houver sinal de referência e a tensão da bateria em pelo menos 0,8 volts, e se a pressão do coletor de admissão (MAP) tiver sido reduzida em menos de 0,006 BAR (0,6Kpa), o módulo de controle reconhecerá a partida do motor, embora não haja sinal de referência.

  • Se enquanto o motor estiver funcionando estiverem faltando mais de quatro pulsos de sincronização em cada 64 rotações do motor.

    1. Sensor de velocidade do veículo (VSS)

O sensor de velocidade do veículo (VSS) fornece a unidade de comando, as informações sobre as velocidades do veículo, desde que o mesmo esteja acima de 1 km/h.

A unidade de comando utiliza essas informações para o controle de:

  • rotação de marcha-lenta;

  • quantidade de combustível;

  • acionamento da solenóide de controle da válvula EGR (não presente no Corsa);

  • sinal de saída do computador de bordo (Somente Ômega 2.2).

O sensor para o painel de instrumentos analógico consiste de um diodo emissor de luz (Led). O sensor faz parte do painel de instrumentos e é acionado pelo cabo do velocímetro.

O sensor de velocidade nos veículos S10 é de relutância variável instalado na saída da transmissão, que emite um sinal de frequência e tensão variáveis conforme a velocidade de rotação do eixo de saída. Estes pulsos são processado pelo módulo DRAC, que os transforma num sinal pulsado adaptado às necessidades a unidade de comando. O módulo DRAC emite pulsos numa frequência de aproximadamente, 2500 pulsos por km rodado. Está localizado no mesmo suporte que a unidade de comando (debaixo dela).

O sensor para a opção LCD (painel de instrumentos digital- somente Omega) consiste de um gerador de pulsos montado na saída da transmissão. O sensor emite pulsos de tensão sempre que o veículo está em movimento. O número de pulsos aumenta de acordo com a velocidade do veículo.

O sensor de velocidade pode apresentar o código de defeito 24- Sem sinal do sensor de velocidade (VSS).

      1. Código 24- Sem sinal do sensor de velocidade

Para veículos com painel analógico (Omega / Corsa):

  • Desligar o conector do painel de instrumentos (X17), com a ignição desligada.

  • Ligar a ignição e medir a tensão entre os terminais:

  • Corsa: 21 (alimentação) e 8 (massa) do X17- valor acima de 11 volts

  • Omega: 13 (alimentação) e 2 (massa) do X17- valor acima de 11 volts

  • Se o valor encontrado for menor que 11 volts, verificar fusível F17 no Corsa e F28 no Ômega;

  • Verificar o chicote quanto a circuito aberto ou curto-circuito;

  • Se todas as verificações estiverem em ordem, passe para o próximo passo.

  • Reconectar o conector do painel, com a ignição desligada;

  • Desconectar a UC;

  • Com a transmissão em ponto morto, e a ignição ligada, movimentar o veículo;

  • Com uma caneta de polaridade, verificar se os sinais se alternam no terminal B2 da unidade de comando (lado do chicote), caso contrário substitua o sensor de velocidade.

  • Se todas as verificações acima estão em ordem:

  • possível defeito na UC.

Condições para a gravação da falha:

  • Motor funcionando na faixa de 1200 a 5000 rpm;

  • Pressão absoluta do coletor de admissão abaixo de 0,24 BAR (24Kpa) (por exemplo, numa desaceleração, em quarta marcha a partir de 120km/h;

  • Não há gravação dos códigos 21, 22, 33 ou 34;

  • Sinal incorreto do sensor de velocidade;

  • Velocidade do veículo abaixo de 6 km/h;

  • Preenchimento das condições acima durante pelo menos 8 segundos.

    1. Sensor de oxigênio (EGO)

Este sistema utiliza um sensor de oxigênio, do tipo não aquecido, localizado próximo ao cabeçote do motor, na saída do coletor de escapamento. Isto lhe garante um aquecimento rápido, já que as informações precisas só são registradas a partir de 3600 C.

Quando a mistura ar/ combustível está rica, a voltagem do sensor de oxigênio é alta. Se a mistura estiver pobre a voltagem do sensor de oxigênio é baixa. A voltagem varia entre aproximadamente 50 milivolts (mistura pobre) a 900 milivolts (mistura rica), conforme a quantidade de oxigênio presente nos gases de escape.

Quando a chave de ignição está ligada, a unidade de comando fornece uma tensão de referência entre 350 a 450 milivolts entre os terminais B10 e B11.

O sensor produz tensão somente depois de atingida a temperatura operacional superior a 3600 C. Quando o sensor está frio, será medida a voltagem de referência de 380 milivolts. Isto indica circuito aberto (condição normal para um sensor de oxigênio frio).

Nota: Se o motor estiver aquecido e a chave de ignição estiver ligada sem que o motor esteja funcionando, o integrador poderá estar fora do valor nominal de 128 passos.

O sensor de oxigênio é construído de dióxido de zircônio e coberto por uma camada de platina. Quando o dedal é preenchido com ar rico em oxigênio e o lado externo é exposto com o oxigênio dos gases de exaustão, uma reação química no sensor produz uma tensão tal qual à produzida por um par de metais numa pilha. Quando aquecido, a reação química do sensor ocorre por causa da diferença entre os níveis de oxigênio entre o gás monitorado e o ar externo. O nível de tensão monitorada depende da taxa entre os dois lados do dedal. A tensão de saída é inversamente proporcional ao nível de oxigênio.

O sensor de oxigênio pode apresentar o código 13- Sonda lambda com circuito aberto.

      1. Código 13- Circuito aberto no sensor de O2

Causas

Reparos

Circuito aberto entre o sensor e a unidade de comando

Verifique o chicote elétrico

Sensor de oxigênio defeituoso

Substitua o sensor de oxigênio

Unidade de comando defeituosa

Substitua a unidade de comando

Caso seja apresentado o código 13, faça a seguinte sequência de testes:

  • Desligue o conector do sensor de oxigênio com a chave de ignição desligada e verifique a tensão entre o terminal do conector (lado chicote) em relação a massa. O valor encontrado deve estar entre 360 a 460 milivolts.

  • Se o valor encontrado for o especificado, possível defeito no sensor;

  • Se o valor encontrado não for o especificado, passe para o próximo passo.

  • Verifique a continuidade entre os conectores do sensor (lado do chicote) e o da unidade de comando (terminal B11- lado do chicote). O valor encontrado deve estar próximo de 0.

  • Se o valor encontrado for acima de 1 k, possível circuito aberto no chicote;

  • Se o valor encontrado for próximo de 0, possível defeito na unidade de comando.

Para testar o sensor, proceda da seguinte maneira:

  • Funcione o motor até que o eletroventilador seja acionado pela segunda vez. Verifique a tensão gerada no sensor, com o motor funcionando acima de 1300 rpm. A tensão lida deve estar acima de 700 milivolts. Aumente a rotação do motor até 4500 rpm e solte o acelerador. A tensão deve oscilar entre 50 a 900 milivolts.

  • Se as verificações acima estiverem em ordem, possível defeito no chicote ou na unidade de comando;

  • Se os valores não estiverem em ordem, possível defeito no sensor.

Nota: Para fixar um determinado valor de rotação, utilize o Kaptor 2000 no teste de “Atuadores”. Escolha a opção “Controle de rpm” e ajuste na rotação desejada.

Condições para a gravação da falha

  • Motor funcionando;

  • Temperatura operacional (até o primeiro acionamento do eletroventilador);

  • Circuito aberto entre o sensor e o pino B11 da unidade de comando;

  • Não esteja trabalhando em malha aberta.

Pressão baixa do combustível poderá causar baixo desempenho e/ ou apresentação do código de falhas 44 (sonda lambda indica mistura pobre). Pressão alta do combustível pode causar alto consumo, carbonização das velas de ignição, diminuição da vida útil do óleo lubrificante e também apresentar o código de falhas 45 (sonda lambda indica mistura rica).

      1. Código 44 e 45- Sonda lambda indica mistura pobre ou rica

Causas

Reparos

Chicote defeituoso

Verificar chicote elétrico

Sensor MAP defeituoso

Substituir sensor MAP

Sensor TPS defeituoso

Substituir sensor TPS

Sensor ACT defeituoso

Substituir sensor ACT

Sensor ECT defeituoso

Substituir sensor ECT

Sensor de oxigênio defeituoso

Substituir sensor de oxigênio

Linha de retorno obstruída

Verificar linha de retorno de combustível

Filtro de combustível obstruído

Substituir filtro de combustível

Bomba de combustível defeituosa

Substituir bomba de combustível

Válvula injetora com vazamentos

Testar válvula injetora

Válvula injetora defeituosa

Substituir válvula injetora

Válvula IAC defeituosa

Substituir válvula IAC

Vazamento de ar nos coletores

Verificar coletores de admissão e escape

Mangueira do MAP defeituosa

Substituir mangueira do MAP

Regulador de pressão defeituoso

Substituir regulador de pressão

Velas ou cabos de ignição defeituosos

Substituir velas e cabos

Sistema de ignição avariado

Verificar sistema de ignição

Sistema canister com defeito

Verificar sistema canister

Combustível de má qualidade

Verificar o combustível utilizado

Unidade de comando defeituosa

Substituir unidade de comando

Caso sejam apresentados os códigos 44 ou 45, faça os seguintes procedimentos:

  • Faça os testes descritos no código de defeito 13;

  • Faça os testes referentes aos códigos 14, 15, 21, 22, 33, 34, 69 e 71.

  • Verifique o funcionamento das válvulas injetoras (esta lição se encontra na parte de atuadores);

  • Verifique o funcionamento do motor de passo de marcha-lenta (esta lição se encontra na parte de atuadores);

  • Verifique o funcionamento do sistema de ignição (esta lição se encontra na parte de atuadores);

  • Verifique as condições dos cabos e velas de ignição;

  • Verifique se o motor não está queimando óleo em excesso;

  • Verifique a qualidade do combustível utilizado;

  • Verifique a pressão na linha de combustível, em marca lenta, a pressão deve estar próximo de 2,5 BAR. Ao se acelerar, a pressão deve chegar próximo de 3 BAR.

  • Verificar a pressão na linha de retorno do combustível. A pressão deve ser inferior a 0,3 BAR.

  • Verifique quanto a vazamentos nos coletores de admissão e de escape;

  • Verifique o sistema de emissões evaporativas (canister);

Se todas as verificações acima estiverem em ordem, possível defeito na unidade de comando.

    1. Bateria

Embora a bateria não seja um sensor, é fundamental que esteja em ordem, para o bom funcionamento do sistema de injeção eletrônica.

A bateria deve fornecer para o sistema uma tensão de alimentação de aproximadamente 12 volts. Um valor muito acima, pode danificar vários componentes eletrônicos do veículo.

      1. Cuidados com a bateria num sistema de injeção eletrônica

  • Não dar partida com os cabos mal conectados;

  • Não utilizar duas ou mais baterias para dar partida (ligação série);

  • Não retirar a bateria com o motor em funcionamento;

  • Não inverter os terminais;

  • Não desligar nenhum conector do sistema com a ignição ligada ou com o motor em funcionamento;

  • Fazer manutenção preventiva.

Problemas na bateria pode gerar o código defeito 49.

      1. Código 49- Tensão alta da bateria

  • Se a tensão entre os terminais da bateria for menor que 11 volts:

  • bateria descarregada;

  • curto circuito entre células;

  • terminais corroídos.

  • Com a ignição ligada, medir a tensão entre as massas do sistema de injeção (terminais D1, A12, B10 e C12) em relação ao cabo negativo da bateria. A tensão não poderá ser superior a 50 mV.

  • Se o valor for superior a 50 mV, possível defeito nos terminais ou cabo massa.

  • Se o valor for inferior a 50 mV, passe para o próximo passo.

  • Durante a partida, medir a tensão entre o terminal positivo da bateria e a massa do motor. A tensão não deve cair abaixo de 9,6 volts.

  • Se for inferior a 9,6 volts, verificar as condições da bateria ou do motor de partida.

  • Se for superior a 9,6 volts, passe para o próximo passo.

  • Com o motor funcionando em marcha lenta, medir a tensão entre o positivo da bateria e a massa do motor. O valor deve ser superior a 13 volts e inferior a 15 volts.

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