Teorias administrativas. williams

Teorias administrativas. williams

(Parte 2 de 2)

O reflexo da crise se espelhará no desempenho do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.

A cada semana, os analistas de mercado ouvidos pelo Banco

Central empurra cada vez mais para baixo a previsão para o desempenho da economia local: na última, projeta uma queda de 0,53% --enquanto o governo prevê um crescimento de 1%, de qualquer forma aquém dos 4% previstos antes da crise aportar de vez aqui.

Outro reflexo visível da crise no mundo, e que teve especial repercussão no Brasil, foi a forte queda nos mercados acionários. Trata-se de um ciclo sem fim: com medo da crise financeira aumentar, os investidores tiram o dinheiro das Bolsas, consideradas investimentos de risco. Então, faltam recursos para as empresas investirem e a crise aumenta o que faz os investidores tirarem mais dinheiro. Ou seja, como a crise americana provoca justamente aversão ao risco, os investidores em ações preferem sair das Bolsas, sujeita a oscilações sempre, e aplicar em investimentos mais seguros. Além disso, os estrangeiros que aplicam em mercados emergentes, como o Brasil, vendem seus papéis para cobrir perdas lá fora. Com muita gente querendo vender, os preços dos papéis caem e os índices desvalorizam.

A queda no mercado acionário brasileiro é potencializada pela sua concentração em papéis de empresas que produzem commodities --cujos preços no mercado internacional despencaram devido ao esvaziamento feito pelos investidores e pela queda da demanda.

4.1.1.1 Aspectos positivos da economia.

Indicadores sinalizam que Brasil saiu da crise e economia está mais forte – a divulgação do crescimento de 1,9% do PIB do Brasil no 2º trimestre de 2009 (ante o 1T’09) confirmou que a economia brasileira foi uma das primeiras a sair da crise (dentre as principais no mundo). Crédito em expansão consumo em alta, geração forte de empregos, recuperação parcial do nível de utilização das indústrias, numa situação marcada por juros no menor nível da história, inflação controlada e confiança crescente dos consumidores e empresários, geram um ambiente propício para uma retomada do ritmo de crescimento do país, de forma consistente e positiva.

Empresas projetam 2º semestre melhor, e um 2010 de forte recuperação – os sinais de recuperação da economia brasileira são resultado direto da melhora da atividade empresarial no país. Ao contrário dos primeiros meses de 2009, quando as incertezas sobre a retomada da demanda interna e externa sinalizavam um ano difícil, de contração de vendas, a atual percepção dos empresários aponta um 2º semestre de 2009 de crescimento robusto ante o desempenho dos primeiros seis meses do ano. Apesar de manterem uma relativa cautela, evitando otimismo, há uma clara percepção de que o pior da crise já passou, e que estamos em meio a uma forte retomada das vendas, que deve continuar em 2010, período em que se projeta um ritmo de negócios mais próximo (ainda que menor) daquele vivido antes da crise.

Juros no menor nível da história do Brasil: remuneração de 0,7% ao mês ainda é alta – um dos aspectos positivos da crise mundial para o Brasil foi a possibilidade de se reduzir os juros pagos pelo Governo aos credores da dívida pública para o menor nível da história do país – a taxa Selic, que chegou a 13,75%a.a. no início de 2009, atualmente está em 8,75%a.a.. Benéfica para a economia, por reduzir o custo do dinheiro, a redução dos juros afetou muito a remuneração dos investidores de renda fixa, que viram seus retornos diminuir em 40%. Todavia, é fundamental lembrar que os atuais juros praticados no Brasil ainda estão entre os maiores do mundo, e que um cenário favorável ao país implicará juros ainda menores no futuro.

Ações: o melhor instrumento para capturar aumento da riqueza de um país – o otimismo do investidor estrangeiro com o Brasil, evidenciado pelo fluxo positivo de recursos para compra de ações na Bovespa e pela forte disposição de participar das ofertas públicas de ações (os IPOs) já em andamento ou anunciadas, confirma que o investimento em ações é o melhor instrumento para se capturar o aumento da riqueza de um país. Para os brasileiros que buscam alternativas de investimento capazes de proporcionar retornos elevados e superiores aos da renda fixa, ao longo dos próximos anos, parece evidente a necessidade de destinar parcela de suas aplicações financeiras ao lastro do mercado acionário, de forma a acompanhar o crescimento e desenvolvimento da economia brasileira, e todo aumento de riqueza esperado

15 5 CONCLUSÃO

No universo organizacional contemporâneo, diversas empresas continuam a adotar uma postura que não condiz com a realidade do mercado. O planeta vive permeado por resquícios de um passado, em que o trabalhador era explorado em favor do capital e não havia concorrência e os consumidores eram em número bastante reduzido. Atualmente, este pressuposto tem se modificado, estabelecendo a concorrência como resposta às demandas de um certo sujeito consumidor que reivindica os seus direitos e se impõe como cidadão. A mudança no ambiente no qual as organizações estão inseridas faz surgir novos modelos e modismos de gestão. As estruturas anteriormente formais e rígidas dão lugar a estruturas mais flexíveis. O homem deixa de ser visto como um ser econômico e passa a ser considerado criativo - um ser pensante, colaborador. Isso significa dizer que o perfil do indivíduo se modificou, seja ele interno ou externo às organizações. As diferenças nas relações de poder são visíveis e, conseqüentemente, a comunicação ganha maior importância, devido à intensidade dos diálogos, tanto nos ambientes internos como externos das organizações.

16 REFERÊNCIAS

BECKER, Brian E.; HUSELID, Mark A.; ULRICH, Dave. Gestão estratégica de pessoas com scorecard: integrando pessoas, estratégias e performance. Rio de Janeiro: Campus, 2001.

CHANLAT, Jean-François. O significado da pessoa na gestão de recursos humanos: Uma perspectiva sócio-antropológica. Bahia: ORGANIZAÇÕES E SOCIEDADE. Revista da Escola de Administração da UFBA 3 dez/1994.

DUTRA, Joel Souza. Gestão de Pessoas: modelos, processos, tendências e perspectivas. São Paulo: Atlas, 2002.

LACOMBE, Francisco José; HEILBORN, Gilberto Luiz José. Administração - Princípios e tendências. São Paulo: Saraiva 2003.

MAXIMIANO, Antonio César Amauri. Teoria Geral da Administração: da Revolução Urbana à Revolução Digital. São Paulo: Atlas, 2007.

SIQUEIRA, Mirlene Maria Matias e GOMIDE JUNIOR, Sinésio. Vínculos do indivíduo com o trabalho e com a organização. Psicologia, organizações e trabalho no Brasil. Porto Alegre: Artmed, 2004.

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