CENTRO DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE TERESINA

FRANCISCO ALVES DE ARAUJO

FACULDADE DE TECNOLOGIA DE TERESINA – CET

CURSO DE BACHARELADO EM ENFERMAGEM

Hipno - Analgésicos

Lucélia Carvalho da Silva

TERESINA (PI)

ABRIL/2011

Lucélia Carvalho da Silva

Hipno - Analgésico

Relatório apresentado à Disciplina de Farmacologia, Orientador Profº Jefferson, com o pré-requisito necessário para obtenção parcial de nota.

TERESINA (PI)

ABRIL/2011

Sumário

Introdução 4

Materiais e métodos 5

Resultados 6

Discussão 8

Conclusão 10

Referências 11

Apêndice

Anexo

Introdução

Os opiódes foram, durante centenas de anos, o principal recurso no tratamento da dor, uma posição que ocupam até hoje. Opiódes, como a heroína e a morfina exercem seus efeitos minetizado substâncias de ocorrência natural,chamadas pepitídios opióides endógenos ou endorfinas. O ópio contém mais de 20 alcalóides distintos. Em 1806, Sertürner descreveu o isolamento de uma substância pura no ópio e a denominou morfina, em referência a Morfeu, o deus grego dos sonhos. As ações da morfina, da heroína e de outros opióides, como agentes antinociceptivos e determinantes de vício, embora bem descritos eram tipicamente estudadas no contexto de interações com outros sistemas de neurotransmissores,como os monoaminérgicos e colinérgicos (GOODMAN & GILMAN, 2010).

A morfina e a petidina são, dentre os opióides, aqueles mais utilizados em medicação pré-anestésica, com a finalidade de produzir analgesia e sedação; e os demais, como fentanil e sufentanil, apresentam o risco de, concomitantemente a esses efeitos, desencadearem acentuada depressão respiratória. A analgesia obtida com a morfina e a petidina potencializa os anestésicos gerais e contribui para um pós-operatório mais tranquilo (DELUCIA, et al, 2007).

O objetivo desta prática foi de demonstrar a ação analgésica e os efeitos de doses diferentes com o uso de hipno-analgésico em cobaios camundongos da espécie Mus Musculos

.

Material e Métodos

  • Seringa de 1cc

  • Pinça

  • Agulha

  • Solução Fisiológica

  • 12 camundongos da espécie Mus Musculos

Foram divididos os camundongos em três grupos de quatro, onde separadamente observou-se o comportamento geral, a frequência respiratória, a presença ou ausência da resposta ao estimulo nociceptivo produzido pelo pinçamento na raiz da cauda do animal e registrado os dados em uma tabela de controle. Baseando-se no peso dos camundongos (0,1ml para cada 10g), foi administrada em “ml” uma solução por via subcutânea, após 20min da administração foram observados os mesmos parâmetros antes já citados e registrado os dados.

ANÁLISE DOS RESULTADOS

Dados:

Bancada 1

Camundongo nº 1 Peso: 30g Solução:0,3ml

Camundongo nº 2 Peso: 26g Solução:0,26ml

Camundongo nº 3 Peso: 24g Solução:0,24ml

Camundongo nº4 Peso: 30g Solução:0,3ml

Camundongos

Fr

C

Est. Nociceptivo

Antes

Depois

Antes

Depois

Antes

Depois

Nº 1

128

132

Normal

Normal

Normal

Normal

Nº 2

136

140

Normal

Normal

Normal

Normal

Nº 3

136

140

Normal

Normal

Normal

Normal

Nº 4

136

100

Normal

Normal

Normal

Normal

Legenda: (FR) Frequência respiratória;(C) Comportamento.

Fonte: Laboratório de Farmacologia, alunos de Enfermagem do 4º período, 2011.

Bancada 2

Camundongo nº 1 Peso: 3,4g Solução:0,34ml

Camundongo nº 2 Peso: 30g Solução:0,3ml

Camundongo nº 3 Peso: 20g Solução:0,2ml

Camundongo nº 4 Peso: 30g Solução:0,3ml

Camundongos

Fr

C

Est. Nociceptivo

Antes

Depois

Antes

Depois

Antes

Depois

Nº 1

108

104

Normal

Normal

Normal

Ausente

Nº 2

116

140

Normal

Alterado

Normal

Normal

Nº 3

80

86

Normal

Alterado

Normal

Ausente

Nº 4

76

118

Normal

Alterado

Normal

Ausente

Legenda: (FR) Frequência respiratória;(C) Comportamento.

Fonte: Laboratório de Farmacologia, alunos de Enfermagem do 4º período, 2011.

Bancada 3

Camundongo nº 1 Peso: 3,4g Solução:0,34ml

Camundongo nº 2 Peso: 30g Solução:0,3ml

Camundongo nº 3 Peso: 20g Solução:0,2ml

Camundongo nº 4 Peso: 30g Solução:0,3ml

Camundongos

Fr

C

Est. Nociceptivo

Antes

Depois

Antes

Depois

Antes

Depois

Nº 1

124

108

Normal

C. L.

Normal

Ausente

Nº 2

128

128

Normal

Ausente

Normal

Ausente

Nº 3

124

132

Normal

Normal

Ausente

Nº 4

132

Normal

Ausente

Normal

Ausente

Legenda: (FR) Frequência respiratória;(C) Comportamento.

Fonte: Laboratório de Farmacologia, alunos de Enfermagem do 4º período, 2011.

Discussão

Embora o uso clínico dos opióides se deva principalmente às suas propriedades de aliviar a dor, eles produzem uma hoste de outros efeitos. Isto não é supreendente, em vista da sua ampla distribuição e de seus receptores no cérebro e na periferia. Altas doses de opióides podem produzir rigidez muscular em seres humanos. A rigidez da parede do tórax, grave o suficiente para comprometer a respiração, não é incomum durante a anestesia com fentanila, alfentanila, remifentanila e sufentanila. Os opóides e os peptídios endógenos causam catalepsia, movimentos em círculos e comportamento estereotípico em ratos e outros animais (GOODMAN & GILMAN, 2010).

Segundo Silva (2006), os opióides possuem mecanismo de ação e ações farmacológicas muito diferentes, sendo capazes de desencadear farmacodependência e tolerância e aliviar dores de grande intensidade, enquanto os salicilatos e compostos correlatos aliviam apenas as dores brandas e moderadas e não produzem dependência.

A morfina e a maioria dos outros agonista opióides usados clinicamente exercem seus efeitos através dos receptores opióides µ. Esses fármacos atingem uma ampla gama de sistemas fisiológicos. Produzem analgesia, afetam o humor e o comportamento de recompensa e alteram as funções respiratória, cardiovascular, gastrintestinal e neuroendócrina. A depressão respiratória e a miose podem ser menos graves com os agonistas ĸ. Quando doses terapêuticas de morfina são dadas a pacientes com dor, eles descrevem que a dor é menos intensa, menos desconfortável ou que cessou inteiramente; em geral ocorre sonolência. Além do alívio do desconforto, alguns pacientes experimentam euforia, caso contrario, em pacientes sem dor, a experiência pode ser desagradável. As náuseas são comuns e podem ocorre vômitos. Pode haver sensações de sonolência, dificuldade de mentalização, apatia e redução da atividade física (GOODMAN & GILMAN, 2010).

Os opióides são rapidamente absorvidos por via oral,bem como pela via pulmonar, quando o ópio é fumado, ou pela mucosa nasal, no caso da heroína utilizada na forma de rapé. As vias parenterais como a intramuscular e subcutânea promovem uma pronta absorção dos opióides, sendo que o efeito de determina dose é maior pela via oral em razão do metabolismo de primeira passagem pelo fígado. Quando se administra a maioria dos opióides, inclusive a morfina por via intravenosa, a instalação do efeito é imediata (DELUCIA, et al, 2007).

Conclusão

Concluiu-se que a morfina é um forte fármaco na ação sedativa, analgésica, euforizante e respiratória, atentando-se para os cuidados na sua manipulação devido aos efeitos adversos que ela pode causar incluindo entre eles a morte.

Identificou-se também durante a prática que em uma das três bancadas, como solução administrada foi utilizada SF 0,9%, assim justificando a ausência de mudança no comportamento dos cobaios.

Referências Bibliográficas

DELUCIA, et al. Farmacologia Integrada, 2007. 3ª edição. Editora Revinter. Rio deJaneiro/ RJ.

GOODMAN & GILMAN: as bases farmacológicas da terapêutica / editoras: Laurence L Brunton, John S. lazo, Keith L. Parker; tradução: Carlos Henrique de Araujo Cosendey... [et al.]. - 11. Ed.- Porto Alegre: AMGH, 2010.

SILVA, Penildon, 1921- Farmacologia / Penildon. -7. ed. - Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006 il.

Apêndice

Questões

1 – O que são analgésico opiódes?

São todas as drogas que estão relacionadas a morfina em estrutura e ação.

2 – Dê dois exemplos de analgésicos opióides.

Codeina e Morfina

3 – Quais os receptores dos peptidios opióides?

Receptores µ, ĸ, σ,δ

4 – O que são alcalóides vegetais?

São substâncias de natureza orgânica que são encontradas em, e extraídas de material vegetal.

5 – Cite um exemplo de um antagonista competitivo nos receptores opióides.

Nuloscona

6 – Por que a morfina causa dependência?

Porque ela se liga fortemente aos receptores µ.

7 – O que são analgésico não opióides?

São analgésicos que agem dentro dos tecidos periféricos onde facilitam a inibição da formação do impulso de dor.

ANEXOS

Comentários