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Prof. Dr. Francisco José de Almeida 7. CORRENTES

7.1. Notação a ≡ distância entre centros A ≡ área resistente b ≡ largura interna da corrente bo ≡ largura do dente B ≡ posição da força na corrente

CS ≡ coeficiente de choque CS ≡ coeficiente de segurança d ≡ diâmetro do arame D ≡ diâmetro primitivo da polia/engrenagem d1 ≡ diâmetro maior do pino; d2 ≡ diâmetro menor do pino F ≡ força na corrente

Fcf ≡ força centrífuga Ft ≡ força tangencial

Ft' ≡ força tangencial majorada g ≡ aceleração da gravidade

i ≡ relação de transmissão j ≡ número de correntes em paralelo

LK ≡ comprimento da corrente M ≡ momento fletor solicitante

Mt ≡ momento de torção solicitante

Nmax ≡ potência máxima permitida na corrente

N0 ≡ potência nominal da corrente p ≡ pressão solicitante padm ≡ pressão admissível s ≡ espessura da tala t ≡ passo da corrente v ≡ velocidade linear da corrente/tangencial da engrenagem

Wf ≡ módulo de resistência à flexão x ≡ número de elos da corrente z ≡ número de dentes da polia dentada/engrenagem z1 ≡ número de dentes da engrenagem menor z2 ≡ número de dentes da engrenagem maior zt ≡ número de talas ηe ≡ rendimento da engrenagem ηp ≡ rendimento da polia σ ≡ tensão solicitante σrup ≡ tensão normal de ruptura σadm ≡ tensão normal admissível

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7.2. Tipos

7.2.1. Corrente de elos Para pequenas cargas e velocidades. Material St 35.13 (ABNT 1010).

7.2.2. Corrente Galle

Para médias e grandes capacidades (até 20t) e médias velocidades (até 0,5m/s), com relação de transmissão até 1:10. Talas de aço ABNT 1020 laminado a quente e pinos de aço ABNT 1020 trefilados a frio.

7.2.3. Corrente de rolos

Para potências e velocidades altas (até 11m/s), de grande aplicação. Talas de Aço ABNT 1050 ou aço liga. Pinos, buchas e rolos de aço cromo níquel de cementação. Podem ser simples ou múltiplas, com várias filas de rolos.

Correntes Prof. Dr. Francisco José de Almeida 3 7.3. Polias e engrenagens para correntes

7.3.1. Polia lisa para corrente de elos De ferro fundido, em bruto.

Deve-se verificar: D ≥ 20 d para trabalho manual D ≥ 25 ≈ 30 d para trabalho motorizado ηp = 0,96 para mancais de escorregamento ηp = 0,98 para mancais de rolamento

7.3.2. Polia dentada para corrente de elos

De ferro ou aço fundido, em bruto. Número de dentes mínimo igual a 4, devendo sempre utilizar número maior. Ângulo de abraçamento deve ser maior que 180o.

O cálculo aproximado do diâmetro da polia dentada fornece:

ηp = 0,93 para mancais de escorregamento ηp = 0,95 para mancais de rolamento

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7.3.3. Engrenagem para corrente Galle

Pode ser de dois tipos: pino da corrente se assenta no fundo do vão entre dentes ou tala da corrente se assenta nos bordos da engrenagem. Material da engrenagem é o ferro fundido Ge 2.91, aço fundido Stg 45.81 ou aço carbono St50.1 (ABNT 1035).

O cálculo aproximado do diâmetro da engrenagem fornece:

b ≅ bo + 2mm ηe = 0,95 7.4. Cálculo das correntes

7.4.1. Corrente de elos

Para material da corrente com σrup = 24kgf/mm2 (mínimo) e CS = 4, temos: σadm = 6,0kgf/mm2

Deve-se verificar: σ ≤ σadm onde

Substituindo, temos: 2

Correntes Prof. Dr. Francisco José de Almeida 5 7.4.2. Corrente Galle

Cálculo das talas

Tração

Para material da tala com σrup = 40kgf/mm2 e CS = 5, temos: σadm = 8,0kgf/mm2

Deve-se verificar: σ ≤ σadm onde ‘A F=σ

Substituindo, temos:

sdgzF

Pressão no furo das talas

Para material da tala com padm = 10kgf/mm2, deve-se verificar: p ≤ padm

Correntes Prof. Dr. Francisco José de Almeida 6 onde A Fp= e tszsdA⋅⋅=

Substituindo, temos:

admtadmt pzsdFp

Cálculo dos pinos Pino fora da engrenagem - flexão

Deve-se verificar: σ ≤ σadm onde

Substituindo, temos:

s dFd

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