ANP7 - Guilherme, Bruno, Polliana e Salim

ANP7 - Guilherme, Bruno, Polliana e Salim

Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Mecânica Graduação em Engenharia Mecânica GEM 37 – Sistemas de Controle Hidráulico e Pneumático

A7-Estudo de Caso 3:Uma Instalação de Fluídos Especiais(GNV, GLP, Amônia…).

Introdução

Neste trabalho, será exposta uma instalação de amônia, largamente usada em sistemas de refrigeração industrial, como frigoríficos, indústrias de laticínio, etc.

O fluido Refrigerante: Amônia

Amônia

O amoníaco, gás amoníaco ou amônia é um composto químico cuja molécula é constituída por um átomo de nitrogênio (N) e três átomos de (H) de hidrogênio, de fórmula molecular NH3.

Muito usado em ciclos de compressão (refrigeração) devido ao seu elevado calor de vaporização e temperatura crítica. Também é utilizado em processos de absorção em combinação com a água.

A amônia e seus derivados uréia, nitrato de amônio e outros são usados na agricultura como fertilizantes. Também é componente de vários produtos de limpeza. Outro produto importante derivado da amônia é o ácido nítrico.

Nh3 na Refrigeração Industrial

Vantagens:

  • Boas propriedades termodinâmicas, de transferência, de calor e de massa, em particular dentro das condições definidas pelos serviços e o rendimento das máquinas utilizando amoníaco é dos melhores;

  • É quimicamente neutro para os elementos dos circuitos frigoríficos, com exceção do cobre;

  • O amoníaco não se mistura com o óleo lubrificante;

  • Não é sensível na presença de ar úmido ou de água;

  • É facilmente detectável em caso de fuga por ser muito leve e, desta forma, é muito difícil ter uma falha de circuito;

  • Baixo custo.

Riscos da utilização da Amônia

Alta toxicidade e por tornar-se explosiva em concentrações de 15 a 30% em volume;

Dissipa-se facilmente no ambiente, sendo um risco para ambientes fechados.

Aplicações

Sistemas de Refrigeração por Amônia

Refrigeração por compressão de Vapor

Nestes sistemas, um compressor faz a compressão do fluido refrigerante para uma alta pressão e temperatura, que seguem para um evaporador a baixa pressão e temperatura. O refrigerante comprimido é condensado na forma líquida, liberando o calor latente da condensação para o condensador de água. O refrigerante líquido é então estrangulado para uma baixa pressão e temperatura (estado de vapor), produzindo o efeito de refrigeração durante a sua evaporação. A compressão de vapor é chamada de “refrigeração mecânica”, que é nada mais que a refrigeração por compressão mecânica do fluido refrigerante.

Casa de Máquinas – Frigorífico

Na imagem anterior, mostra-se um ciclo frigorífico à base de amônia real, com separadores de líquido, resfriador intermediário, bombas de amônia, compressores de alta e baixa compressão, responsável pela geração do frio para câmaras, túneis de congelamento e áreas fabris. Geralmente se usa dois compressores de alta pressão para cada um de baixa pressão. Na sala de máquinas 01 usa-se 04 compressores de baixa pressão e 07 de alta pressão – sendo 01 de alta e 01 de baixa para “reserva”.

Na imagem anterior, mostra-se um ciclo frigorífico à base de amônia real, com separadores de líquido, resfriador intermediário, bombas de amônia, compressores de alta e baixa compressão, responsável pela geração do frio para câmaras, túneis de congelamento e áreas fabris. Geralmente se usa dois compressores de alta pressão para cada um de baixa pressão. Na sala de máquinas 01 usa-se 04 compressores de baixa pressão e 07 de alta pressão – sendo 01 de alta e 01 de baixa para “reserva”.

Componentes do Sistema

Será feita uma breve descrição dos elementos de um ciclo de refrigeração por amônia. Neste trabalho, será dado um enfoque maior às válvulas e outros sistemas, por tratar-se da disciplina de SCHP – Sistema de controle Hidráulico Pneumático, e não de Refrigeração Industrial.

Será feita uma breve descrição dos elementos de um ciclo de refrigeração por amônia. Neste trabalho, será dado um enfoque maior às válvulas e outros sistemas, por tratar-se da disciplina de SCHP – Sistema de controle Hidráulico Pneumático, e não de Refrigeração Industrial.

Compressor

O compressor é geralmente constituído por uma bomba dotada de um tubo de aspiração e compressão, possuindo um dispositivo que impede fugas de gás e entrada de ar atmosférico. Situado entre o evaporador e o condensador, aspira a amônia evaporada e a encaminha ao condensador sob a forma de um vapor quente sob pressão elevada. A seguir, consta um compressor do fabricante MYCOM, utilizado na sala de máquinas.

Compressor Parafuso

Esse tipo de compressor possui dois rotores em forma de parafusos que giram em sentido contrário, mantendo entre si uma condição de engrenamento. A conexão do compressor com o sistema se faz através das aberturas de sucção e descarga, diametralmente opostas: O gás penetra pela abertura de sucção e ocupa os intervalos entre os filetes dos rotores. A partir do momento em que há o engrenamento de um determinado filete, o gás nele contido fica encerrado entre o rotor e as paredes da carcaça. A rotação faz então com que o ponto de engrenamento vá se deslocando para a frente, reduzindo o espaço disponível para o gás e provocando a sua compressão. Finalmente, é alcançada a abertura de descarga, e o gás é liberado. De acordo com o tipo de acesso ao seu interior, os compressores podem ser classificados em herméticos, semi-herméticos ou abertos. A categoria dos compressores de parafuso pode também ser sub-dividida em compressores de parafuso duplo e simples. Os compressores de parafuso podem também ser classificados de acordo com o número de estágios de compressão, com um ou dois estágios de compressão.

Construção Típica

Um compressor parafuso típico, selado com óleo, é uma máquina de deslocamento positivo que possui dois rotores acoplados, montados em mancais para fixar suas posições na câmara de trabalho numa tolerância estreita em relação à cavidade cilíndrica. O rotor macho tem um perfil convexo, ao contrário do rotor fêmea, que possui um perfil côncavo. A forma básica dos rotores é semelhante à uma rosca sem-fim, com diferentes números de lóbulos nos rotores macho e fêmea. Freqüentemente, os rotores macho têm 4 e os fêmeas 6. Alguns compressores com tecnologia mais recente, possuem a configuração 5+7. Qualquer um dos dois rotores pode ser impulsionado pelo motor.

Quando o rotor fêmea é acoplado ao motor com uma relação entre os lóbulos de 4+6, a capacidade é 50 % maior que o acoplamento feito no rotor macho, sob as mesmas condições. O torque é transferido diretamente de rotor para rotor e o sentido da rotação é fixo. O dispositivo de acionamento é geralmente conectado ao rotor macho, e este aciona o rotor fêmea por meio de uma película de óleo.

Quando o rotor fêmea é acoplado ao motor com uma relação entre os lóbulos de 4+6, a capacidade é 50 % maior que o acoplamento feito no rotor macho, sob as mesmas condições. O torque é transferido diretamente de rotor para rotor e o sentido da rotação é fixo. O dispositivo de acionamento é geralmente conectado ao rotor macho, e este aciona o rotor fêmea por meio de uma película de óleo.

Vedação

Todos os compressores parafuso utilizados em refrigeração utilizam injeção de óleo na câmara de compressão para lubrificação, vedação e resfriamento. A vedação entre os diferentes níveis de pressão compreende uma estreita faixa entre o engrenamento dos rotores e a periferia dos mesmos na câmara de compressão.

O óleo é injetado diretamente na câmara de compressão em uma quantidade suficiente, de forma a minimizar o vazamento e resfriar o gás.

Posteriormente, este óleo é separado do gás em um separador de óleo. A utilização da quantidade adequada de óleo, permite que este absorva a maioria do calor proveniente da compressão, fazendo com que a temperatura de descarga seja baixa, mesmo quando a razão de compressão for alta.

Separador de Óleo de um compressor a parafuso

Exemplo prático

Por exemplo, operando numa razão de compressão 20:1 em simples estágio com amônia sem injeção de óleo, a temperatura de descarga pode chegar a 340ºC. Com o resfriamento de óleo, esta mesma temperatura não excede 90ºC.

Entretanto, operando a 20:1 ou mesmo numa razão mais alta e em simples estágio, não há como superar a eficiência dos sistemas de duplo estágio, que não danificam o compressor. As instalações com sistema de duplo estágio são bastante comuns hoje em dia.

Controle da Capacidade

O controle da capacidade desse tipo de compressor é feito através de uma válvula de gaveta na extremidade de entrada do compressor). A válvula tem como finalidade principal retornar à entrada uma parte variável do gás aspirado pelas saliências helicoidais. Ela pode ser controlada continuamente desde a plena capacidade até quase zero. A válvula em questão fica dentro do invólucro do rotor. O movimento axial da válvula é programado por um dispositivo de controle com comando eletrônico de estado sólido e acionamento hidráulico.

Quando o compressor funciona à plena carga, a válvula de gaveta fica na posição fechada. A diminuição da carga se inicia quando a válvula é deslocada para trás, afastando-se do batente.

Quando o compressor funciona à plena carga, a válvula de gaveta fica na posição fechada. A diminuição da carga se inicia quando a válvula é deslocada para trás, afastando-se do batente.

O deslocamento da válvula cria uma abertura na parte inferior do invólucro do rotor, através da qual passa o gás aspirado de volta à abertura de entrada, antes de ser comprimido. Como não houve trabalho fornecido ao gás em quantidade significativa, não há perdas apreciáveis.

A capacidade reduzida do compressor é obtida do gás que permanece na parte interna dos rotores e que é comprimida na maneira normal. Reduções de capacidade até o valor de 10% da capacidade nominal são conseguidas pelo movimento gradual da válvula. Em princípio, o aumento da abertura na parte inferior do invólucro reduz o deslocamento do compressor.

Controle de Capacidade de um compressor a parafuso

Lógica de Controle de Capacidade do Compressor

Controle dos compressores parafusos

Os compressores de parafuso podem ser fornecidos pelos fabricantes com um centro de comando dotado de todos os controles necessários para funcionamento automático, além de uma série de dispositivos e controles de segurança para proteção do equipamento sob condições anormais de funcionamento. Os principais controles incluem:

  • 1. Controle limitador de carga;

  • 2. Temporizador anti-reciclagem;

  • 3. Controles de descarregamento para pressão baixa;

  • 4. Chave de pressão de óleo;

  • 5. Controle de temperatura do óleo;

  • 6. Termostatos de proteção e

  • 7. Chaves de limite de pressão.

Bomba de Óleo

Junto ao compressor funcionam, ainda, equipamentos como a bomba de óleo e o resfriador de óleo.

A bomba de óleo é do tipo de engrenagens que bombeia o óleo a ser injetado no compressor. Normalmente a pressão de óleo deve ser de 03 a 01 bar mais alta que a pressão de descarga do compressor.

Resfriador de Óleo

O resfriador de óleo é necessário porque, normalmente, o reservatório de óleo se encontra na descarga do compressor, de forma que é necessário retirar o excesso de calor que o óleo adquiriu ao ser comprimido junto do gás. Existem 03 tipos de sistema para se resfriar o óleo, a saber:

1. Resfriador de óleo a água

Trata-se de um trocador de calor (shell & tube ou de placas) no qual o óleo é resfriado por água oriunda de uma torre de resfriamento;

2. Termosifão

Utiliza-se o próprio fluido refrigerante líquido para resfriar o óleo, através de um trocador de calor (um “evaporador” com óleo). O movimento do refrigerante é dado pela própria convecção do gás que evapora.

3. Injeção de líquido

Trata-se de um sistema que permite que o fluido refrigerante líquido seja injetado na própria descarga do compressor. O líquido evapora resfriando o gás descarregado e o óleo, que ainda não foi separado. Dispensa linhas hidráulicas e trocadores de calor. A quantidade de líquido a ser injetada é controlada por uma válvula de expansão operada pela temperatura de descarga do compressor.

Condensadores

Condensador são os elementos do sistema de refrigeração que têm a função de transformar o gás quente, que é descarregado do compressor a alta pressão, em líquido. Para isso, rejeita o calor contido no fluido refrigerante para alguma fonte de resfriamento. O processo de condensação do fluido refrigerante se dá ao longo de um trocador de calor, denominado condensador, em três fases distintas que são:

  • 1. Dessuperaquecimento;

  • 2. Condensação e

  • 3. Sub-Resfriamento.

Tipos de Condensadores

Os tipos de condensadores comumente usados em sistemas de refrigeração são:

  • 1. Condensadores de casco e tubos (shell and tube);

  • 2. Condensadores de casco e serpentina (shell and coil);

  • 3. Condensadores de tubos duplos;

  • 4. Condensadores atmosféricos;

  • 5. Condensadores evaporativos;

  • 6. Condensadores resfriados a ar.

Evaporadores

Evaporador é a parte do sistema de refrigeração onde o fluido refrigerante sofre uma mudança de estado, saindo da fase líquida para a fase gasosa. É chamado, às vezes, de serpentina de resfriamento, resfriador da unidade, serpentina de congelamento, congelador, etc. Os evaporadores são classificados de várias formas, sendo as mais comuns:

  • 1. Tipo de alimentação do líquido;

  • 2. Superfície de troca de calor.

Evaporador Inundado

Circuito inundado com recirculação por gravidade

Circuito inundado com recirculação por bomba

Evaporador Seco de Superfície Primária

Circuito com expansão seca

Dispositivos de Expansão – Tubo Capilar

Os tubos capilares normalmente são aplicados em sistemas de refrigeração de pequeno porte, como: condicionadores de ar residenciais, refrigeradores domésticos, vitrines para refrigeração comercial, freezers, bebedouros de água, etc.

A figura abaixo representa um dispositivo de expansão e, como tal, tem duas finalidades: reduzir a pressão do refrigerante líquido e regular a quantidade (vazão) da mistura líquido/gás que entrará no evaporador, baseado no princípio de que uma massa de refrigerante no estado líquido passará mais facilmente através de um capilar que a mesma massa de refrigerante no estado gasoso.

Conseqüentemente, se o vapor do refrigerante não condensado entra no capilar, o fluxo de massa será reduzido, permitindo ao refrigerante mais tempo de resfriamento no condensador. Por outro lado, se refrigerante líquido tende a acumular-se no condensador, a pressão e a temperatura aumentarão, resultando em um aumento do fluxo de massa de refrigerante.

Princípio de Funcionamento

A redução de pressão deve-se à fricção do gás no interior do capilar. A diferença de pressão desejada pode ser obtida combinando-se os valores do diâmetro interno e comprimento do capilar, além da pressão, a vazão também será alterada.

Um aumento na fricção pode ser obtido com aumento no comprimento e/ou diminuição no diâmetro interno do capilar. Uma excessiva restrição no capilar ocasionará reduções no fluxo de refrigerante ao evaporador e rendimento do compressor.

Válvulas de Expansão

É um dispositivo que tem a função de controlador de maneira precisa a quantidade de refrigerante que penetra no evaporador.

Os principais tipos de válvulas de expansão são:

  • 1. Válvula Manual;

  • 2. Válvula Automática;

  • 3. Válvula de Bóia;

  • 4. Válvula Elétrica;

  • 5. Válvula Termostática.

Válvulas de Expansão Manual

A quantidade de refrigerante que passa através do orifício da válvula depende da abertura da válvula que é ajustável manualmente. Sua maior vantagem é a simplicidade e baixo preço e a sua maior desvantagem é a sua inflexibilidade. É utilizada em grandes sistemas, como válvula de “bypass” (desvio), paralelamente às válvulas automáticas, para assegurar o funcionamento do sistema em caso de falha destas, ou durante consertos. Alguns sistemas de controle de evaporador inundado também usam válvulas manuais para dar carga ao sistema e para controle do nível de líquido. Neste caso, existe uma chave de bóia e uma válvula solenóide como controle preferencial de comando.

Válvulas de Expansão Automática

As Válvulas de Expansão Automáticas,se destinam a manter uma pressão de sucção maior e constante no evaporador, independente das variações de carga de calor.São válvulas de funcionamento muito preciso.

Uma vez bem reguladas mantém praticamente constante a temperatura do evaporador, daí serem utilizadas quando se deseja um controle exato de temperatura.

Princípio de Funcionamento

Quando o compressor começa a trabalhar, diminui a pressão do refrigerante no evaporador. Isso faz com que a agulha da válvula se abra, permitindo a entrada de refrigerante no evaporador. Enquanto o compressor está funcionando, a válvula automática mantém uma pressão constante no evaporador.

Quando o compressor pára, a pressão do refrigerante no evaporador começa a elevar-se imediatamente. Esse aumento de pressão faz com que a agulha de válvula se feche. Assim que o compressor deixa de funcionar, é importante que a válvula se feche,para evitar que penetre muito refrigerante líquido no evaporador, pois o mesmo poderia vazar até a linha de sucção.

É necessário, portanto, regular a pressão em que a válvula deve se fechar, de acordo com a temperatura em que o compressor se desliga. Isso se faz pelo parafuso de ajuste. Por esse motivo, toda vez que se mudar a regulagem do controle de temperatura, deve-se também ajustar a válvula automática.

Esse tipo de válvula tem seu emprego maior em sistemas em que as cargas são relativamente constantes e em sistemas com uma única serpentina de evaporador. Um dos fabricantes de válvulas utiliza o princípio dos tubos capilares com as válvulas de expansão automáticas, fazendo com que o refrigerante percorra um longo caminho em espiral (semelhante à rosca de parafuso) depois de ultrapassar o assento da válvula, reduzindo, assim, a erosão, a deformação do assento e a tendência de alimentação em excesso sob condições de carga reduzida.

Válvulas de Expansão de Bóia

Existem dois tipos de válvulas de expansão de bóia:

  • 1) válvula de expansão de bóia do lado de baixa pressão;

  • 2) válvula de expansão de bóia do lado de alta pressão.

Válvula de Expansão de Bóia do Lado de Baixa Pressão

É um recipiente oco, esférico ou com outro formato, ligado por alavancas e articulações a uma válvula de agulha. Ela mantém o líquido no evaporador a um nível predeterminado. Quando o refrigerante é evaporado, o nível de líquido se reduz, baixando a bóia. A articulação de ligação abre a válvula, admitindo mais refrigerante. Então, quando o nível de líquido sobe até o ponto necessário, a bóia é erguida, fechando a válvula de agulha.

Esse tipo de válvula de expansão oferece um controle muito bom, mantendo o nível adequado de refrigerante independentemente de variações de carga, períodos sem carga, condições da carga e outras variáveis de operação. Qualquer número de evaporadores pode funcionar em um mesmo sistema, pois cada válvula flui apenas a quantidade de refrigerante necessária para o seu próprio evaporador.

As válvulas de bóia devem ser escolhidas em função do refrigerante específico que vai ser usado, devido à diferença de densidade entre os diversos refrigerantes. Uma válvula dimensionada para um dos refrigerantes mais pesados, como R-12 ou R-22, precisaria ter uma bóia menor e mais pesada do que a de uma válvula construída para amônia. Além disso, as pressões no sistema durante o descongelamento têm que ser consideradas, pois altas pressões podem levar à implosão da própria bóia.

Tem como principais problemas, vazamentos devidos à corrosão ou falha nas juntas soldadas. A bóia pode implodir em razão de altas pressões, como dito anteriormente. A agulha, o assento ou ambos podem desgastar-se, permitindo o vazamento contínuo de refrigerante. Em ambos os casos, ela permitirá a passagem do refrigerante continuamente e o seu retorno ao compressor. A bóia pode operar de maneira incorreta, devido à ebulição do refrigerante. Nestes casos, o conjunto da bóia é localizado em uma câmara separada.

Tem como principais problemas, vazamentos devidos à corrosão ou falha nas juntas soldadas. A bóia pode implodir em razão de altas pressões, como dito anteriormente. A agulha, o assento ou ambos podem desgastar-se, permitindo o vazamento contínuo de refrigerante. Em ambos os casos, ela permitirá a passagem do refrigerante continuamente e o seu retorno ao compressor. A bóia pode operar de maneira incorreta, devido à ebulição do refrigerante. Nestes casos, o conjunto da bóia é localizado em uma câmara separada.

Válvula de Bóia do lado de Alta Pressão

A válvula de bóia do lado de alta pressão, contém os mesmos elementos da do lado de baixa pressão: a bóia, a transmissão articulada e a válvula de agulha. A diferença em relação à de baixa pressão está em sua localização no lado de alta pressão do sistema e no fato de que a válvula é aberta quando o nível de líquido aumenta.

Ela é instalada abaixo do condensador e transfere o refrigerante líquido para o evaporador tão logo ele é condensado, mas não permite a passagem de vapor não condensado.

Isto requer que a maior parte da carga de refrigerante no sistema se localize no evaporador.

Isto requer que a maior parte da carga de refrigerante no sistema se localize no evaporador.

Como a válvula de bóia do lado de alta pressão normalmente dá passagem a todo o refrigerante líquido que chega a ela, não seria praticável instalar essa bóia em um sistema de evaporador com circuitos múltiplos em paralelo, pois não haveria maneira de assegurar distribuição adequada do refrigerante.

Válvulas de Expansão Elétricas e Eletrônicas

A válvula de expansão elétrica utiliza um termistor para detectar a presença de refrigerante líquido na saída do evaporador. Quando não ocorre a presença de líquido, a temperatura do termistor se eleva, o que reduz sua resistência elétrica, permitindo uma corrente maior pelo aquecedor instalado na válvula. A válvula é assim aberta, permitindo um maior fluxo de refrigerante. Uma das aplicações da válvula de expansão elétrica é em bombas de calor, onde a vazão de refrigerante é invertida quando da mudança de resfriamento para aquecimento. Uma vez que o controle é independente das pressões do refrigerante, a válvula pode operar em qualquer sentido.

O ponto de fixação da saturação do refrigerante é controlado pela localização do termistor em pode ser deslocado de um ponto para outro pelo uso de mais de um termistor, que pode ser ligado ou desligado conforme exigência. O termistor pode ser usado para controlar o nível de líquido num acumulador de sucção ou transmissor de corrente, para assegurar o controle do evaporador, inundando-o ou semi-inundando-o com gás de sucção seco que retorna para o compressor.

As Válvulas de Expansão Eletrônicas regulam o fluxo de refrigerante por meio de um microprocessador. Este microprocessador controla superaquecimento por meio de termistor e transdutor. O líquido refrigerante entra a alta pressão pela parte inferior da válvula passando por uma série de orifícios calibrados, uma bucha deslizante abre ou fecha os orifícios, modificando a área de passagem. Um motor de passo controla a bucha deslizante.

As Válvulas de Expansão Eletrônicas regulam o fluxo de refrigerante por meio de um microprocessador. Este microprocessador controla superaquecimento por meio de termistor e transdutor. O líquido refrigerante entra a alta pressão pela parte inferior da válvula passando por uma série de orifícios calibrados, uma bucha deslizante abre ou fecha os orifícios, modificando a área de passagem. Um motor de passo controla a bucha deslizante.

Válvulas de Expansão Termostáticas

A válvula de Expansão Termostática (também conhecida por Válvula de Expansão Térmica e Válvula de Superaquecimento) é, basicamente, uma válvula de expansão automática com a característica adicional de ter um dispositivo que corrige a quantidade de líquido a ser evaporado na serpentina de modo que esta corresponda à carga no evaporador.

Na mesma, a força necessária para o seu acionamento é obtida do superaquecimento do estado gasoso do refrigerante no evaporador por meio de um

sensor de temperatura (também chamado de elemento de “força”) em lugar da mola com parafuso de ajustagem.

Válvula de Expansão Termostática com Equalizador Interno

Válvula de Expansão Termostática com Equalizador Interno

Princípio de Funcionamento da V. E. Termostática

Princípio de Funcionamento da V. E. Termostática

Exemplo do Funcionamento da V. E. Termostática

Exemplo do Funcionamento da V. E. Termostática

Válvula de Expansão Termostática com Equalizadores

O Equalizador é uma abertura ou conexão feita para que a pressão do evaporador seja transmitida à parte inferior do diafragma. Os equalizadores podem ser de dois tipos: Externos ou Internos. Quando a serpentina do evaporador é relativamente curta e a queda de pressão ao longo dela é pequena, recomenda-se o uso de um equalizador interno. Geralmente, se a queda de pressão ao longo da serpentina passa de 0,35 kgf/cm², nas condições de plena carga, deve-se usar um equalizador externo para assegurar a capacidade total da serpentina.

Comparação do equalizador interno com o externo

Comparação do equalizador interno com o externo

Válvula de Expansão com equalizador externo

Válvula de Expansão com equalizador externo

Separador de Líquido 1 – Opera a -35ºC

Separador de Líquido 1 – Opera a -35ºC

Resfriador Intermediário: -10ºC

Resfriador Intermediário: -10ºC

Placa do Separador de Líquido Inspecionado (Segundo a NR-13)

Placa do Separador de Líquido Inspecionado (Segundo a NR-13)

Tanque de Amônia: +35ºC

Tanque de Amônia: +35ºC

Válvulas no Tanque de Amônia

Válvulas no Tanque de Amônia

Resfriador Intermediário: Sala 2

Resfriador Intermediário: Sala 2

Auto-Purger

Auto-Purger

Válvula Danfoss

Válvula Danfoss

Caixas de Água Gelada – Detalhe para tubulação com isolante térmico

Caixas de Água Gelada – Detalhe para tubulação com isolante térmico

Condensador Evaporativo

Condensador Evaporativo

Conclusões

Neste Trabalho, evidenciou a importância dos sistemas de refrigeração por amônia na atividade humana. O engenheiro mecânico deve saber escolher e as válvulas adequadas para o sistema de refrigeração. Deve-se evidenciar as normas que existem para segurança de instalações de amônia (NR-13), como a pintura da tubulação em epóxi amarelo, uso de tubulação sem costura, normas para abastecimento de amônia, manutenção em compressores e redes de amônia.

Bibliografia

http://www.mte.gov.br/seg_sau/pub_cne_refrigeracao.pdf

http://www.rimaengenharia.com.br/rima/equipamentos_detalhes_002.php?nome=Condensadores%20Evaporativos#

http://www.fundacentro.gov.br/dominios/CTN/anexos/nota_tec_AMONIA.pdf

http://www.mte.gov.br/seg_sau/pub_cne_refrigeracao.pdf

http://www.prismarefrigeracao.com.br/

http://www.csvrefri.com.br/

http://www.profrio.com.br/

Apostila Refrigeração – Unijui – Ijui – RS

Materiais de aula da disciplina RAC – Prof. Orosimbo, UFU.

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