Índice

  • Qualidade do ar em minas;

  • Qualidade do ar em aviões;

  • Qualidade do ar em submarinos submersos.

Qualidade do ar nos aviões: riscos à saúde

  • Diversos estudos realizados em todo o mundo apontam que a qualidade do ar nos aviões é preocupante e gera riscos à saúde. Aliás, a má condição atmosférica nas alturas é considerada a principal causa dos problemas respiratórios e outros tipos de distúrbios para os passageiros.

  • Um dos vilões é a baixa umidade relativa do ar, pois em grandes altitudes o clima é muito seco. Além disso, em sua passagem pela turbina, o ar é elevado a altas temperaturas, o que o leva a um maior ressecamento.

Qualidade do ar nos aviões: riscos à saúde

  • "O grau de umidade relativa varia de acordo com o tipo de aeronave, duração do vôo, número de passageiros a bordo e com a posição ao longo da cabine de passageiros, sendo mais alto próximo aos lavatórios e cozinhas de bordo. Tipicamente, a umidade do ar se situa entre 15% a 30% nos grandes vôos intercontinentais, um estado de atenção", explica a presidente da Comissão de Asma da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), Lilian Serrasqueiro Ballini Caetano.

Qualidade do ar nos aviões: riscos à saúde

  • A conseqüência é o ressecamento das mucosas, como olhos e nariz, levando a irritação e inflamação local. Os passageiros também podem apresentar sede nessas condições.

  • Outro problema nas aeronaves é a baixa temperatura na cabine, já que o ar externo é muito frio - chega a 80ºC. A baixa temperatura associada à baixa umidade relativa do ar diminui a imunidade e facilita infecções locais, como faringite, amigdalite, sinusite e pneumonia e, nos casos de pessoas que sofrem de doenças respiratórias, aumenta o risco de crises de asma, rinite e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

Qualidade do ar nos aviões: riscos à saúde

  • Não devem ser utilizados diuréticos e bebidas alcoólicas, pois podem potencializar os efeitos citados anteriormente.

  • O principal problema relacionado, em vôos, ao doente pulmonar é a Hipoxemia (baixo teor de oxigênio no sangue). A pressão na cabine de avião simula níveis de oxigênio muito parecidos aos encontrados em altitudes que variam de 2.000 a 2.700 metros acima do nível do mar, ou seja, a oferta do gás é baixa e o ar rarefeito.

Hipoxemia

  • É de extrema importância medir a oxigenação do paciente quando for exposto a baixos níveis de oxigênio. Além disso, existe a característica de o ar, na cabine da aeronave, ser mais seco ou mais frio e, sem falar nas alterações de pressurização e despressurização nas aterrissagens e decolagens. Com menos oxigênio por mL de ar inalado, os indivíduos com hipoxemia crônica hiperventilam ou têm de conviver com menor oferta de oxigênio e a conseqüente doença.

Hipoxemia

  • Existe também o problema da distenção de gases, em que se expandem os gases quando diminui a pressão atmosférica, e então podemos ter distensão dentro do intestino e estômago, situação que aumenta o volume abdominal e dificulta a expansão torácica e mobilidade diafragmática.

Sistemas de Pressão

  • Nos sistemas de pressão dos aviões a jato, o ar é obtido mediante uma derivação dos compressores dos motores principais. Nos aviões com motores a pistão, é necessário usar um compressor especial.

  • Entende-se que a fuselagem do avião é hermética, denominando-se “câmara de pressão” ou “cabine estratosférica”. Controlando-se o fluxo de ar que entra e que sai da cabine por meio de válvulas auto-reguladoras, é possível manter uma pressão constante e cômoda para a tripulação e para os passageiros.

Sistemas de Pressão

  • Este é o esquema básico do sistema, mas na realidade os atuais sistemas de pressão que usam os últimos modelos de aviões a jato, sejam civis ou militares, são mais complicados. Esta complicação é originada do fato de que não somente há de se manter dentro da cabine uma pressão igual àquela que suportamos na superfície terrestre, mas também o ar que circula e é respirado pelos tripulantes ou passageiros deve ser mantido a uma temperatura determinada e a um nível dado de umidade. Em geral a pressão mínima dentro da cabine não deve ser menor que a que poderia ser experimentada na atmosfera a uma altura de 1 800 metros. Isto representaria uma pressão de 0,82 kg/cm². Esta deve ser mantida ainda no caso de o avião estar voando em sua máxima altitude.

Sistemas de Pressão

  • No entanto, deve-se ter em conta que se o aparelho, por qualquer razão, devesse ascender ou descer bruscamente, também a pressão aumentaria ou diminuiria com grande velocidade. Isto causaria problemas sérios aos passageiros. Em todo o automatismo das válvulas reguladoras de pressão levou-se muito em conta que a pressão não deve aumentar a mais de 0,015 kg/cm² por minuto, nem diminuir a mais de 0,025 kg/cm² por minuto.

Sistemas de Pressão

  • Existem ainda outros problemas. A pressão atmosférica ao nível do solo varia de um lugar para outro e com as condições do tempo.

  • Portanto é muito importante reajustar-se a pressão do ar dentro da cabina momentos antes de o avião aterrissar. Quando o avião se aproxima de seu destino, a seção meteorológica do aeroporto informa através do rádio da torre de controle todos os dados relativos às condições de pressão que prevalecem nestes momentos na terra.

Sistemas de Pressão

  • De acordo com elas, o piloto regula o controle da pressão de todo o equipamento de modo que os dispositivos automáticos vão modificando a pressão existente dentro da cabine durante a descida, até que, ao aterrissar, seja igual à do exterior.

Sistemas de Pressão

  • O desenho dos equipamentos deve ser ajustado conforme dispõem os regulamentos aéreos internacionais de segurança, a fim de que ainda no caso pouco provável de uma avaria em alguma parte do sistema de pressão, os efeitos não sejam perigosos para os passageiros ou para a tripulação.

ACONDICIONAMENTO DO AR

  • Conjuntamente com o sistema de pressão foram desenvolvidos outros sistemas acessórios para o acondicionamento do ar no interior das cabinas dos aviões;

  • Foi assinalado que um tratamento para a umidificação e o dessecamento do ar fornecido à cabine constitui um fator absolutamente essencial e inseparável da compressão. Em poucas palavras. o problema pode ser resumido da seguinte maneira: na região subártica, o ar é geralmente frio e seco; nos climas temperados prevalece uma agradável temperatura média, e nos trópicos o ar é quente e úmido.

ACONDICIONAMENTO DO AR

  • Estas condições normais, por conseguinte, estão sujeitas a variações na prática, mas constituem uma base útil para considerar os diferentes aspectos do problema que o projeto de instalação de ar acondicionado apresenta.

  • Quando se voa sobre regiões muito secas, o ar chega a produzir certo mal-estar manifestado na forma de sequidão da garganta e coceiras na pele. Em sentido oposto, quando a atmosfera é excessivamente úmida, todo o interior do avião chega a se saturar, criando condições igualmente desagradáveis.

ACONDICIONAMENTO DO AR

  • A compressão por si só não modificará a situação; de forma indireta, pode, na verdade, agravar as condições, pois, a grande altura, a frieza da atmosfera, ainda que se tratando de regiões temperadas e particularmente no inverno, está propensa a provocar uma umidade relativa abaixo do limite inferior aceitável para a comodidade dos passageiros. Em tais circunstâncias seria necessário umedecer o ambiente. O tratamento para a desidratação do ar dificilmente chega a ser necessário nas zonas temperadas.

ACONDICIONAMENTO DO AR

  • Não obstante, deve-se ter em conta que os aviões atravessam diferentes zonas, passando de uma região climática para outra. Portanto, o ideal consiste num equipamento para o acondicionamento do ar capaz de modificar condições de temperatura bem extremas. É conveniente sublinhar que os sistemas de ar acondicionados não constituem um acessório exclusivo das cabines de pressão; também podem ser necessários no caso de aviões projetados para operar a alturas moderadas, sempre e quando estejam destinados a servir ou atravessar zonas onde prevalecem temperaturas extremas.

ACONDICIONAMENTO DO AR

  • A firma Sir George Godfrey Partners Ltd., fabricante dos compressores da cabine Marshall criou um projeto que, fundamentalmente, consiste na interposição de unidades “umedecedoras” ou “secadoras” no sistema de admissão de ar; o ar é fornecido à fuselagem através dessas unidades, recebendo em sua passagem o tratamento requerido pelas circunstâncias. Nessa forma, o ar chega à cabina com uma agradável umidade relativa.

ACONDICIONAMENTO DO AR

  • Em outras palavras, quando o ar que penetra no avião é muito seco, como ocorre com muita freqüência, na sua passagem pelas unidades de acondicionamento, ele se umedece; se dão as condições opostas e a atmosfera ambiente está carregada de umidade, ao entrar o ar no condicionador passa pelas unidades secadoras e toda umidade supérflua é eliminada.

Perigos do Vôo a grande altura sem cabine de pressão

  • O corpo necessita de oxigênio para respirar, e a baixas pressões há menos oxigênio, pois há menos ar (mais de 20 % do ar é oxigênio). Sem compressão, as condições extremas de baixa pressão produzem perigosos estados mentais, como a falta de concentração e reações físicas lentas. Finalmente pode sobrevir a morte. A pressão mínima dentro da cabine, para que se mantenha a vida humana, seria a equivalente o uma altura de uns 7 600 metros. A 19 000 metros o sangue começa a ferver.

Perigos do Vôo a grande altura sem cabine de pressão

  • Geralmente considera-se que a pressão que reina a 1 800 metros provém de oxigênio suficiente para assegurar a comodidade e a segurança das pessoas que viajam em aviões com cabinas de pressão. As mudancas de pressão também ocasionam problemas. Variações rápidas podem provocar uma perigosa embolia gasosa (paralisação eu enfermidade dos mergulhadores), produzido por bolhas de nitrogênio que são acumuladas no sangue.

Perigos do Vôo a grande altura sem cabine de pressão

  • Mudanças menores podem afetar os ouvidos, por causa das diferenças de pressão entre o ouvido externo e o ouvido médio; esta moléstia pode desaparecer, geralmente, mastigando-se ou engolindo doces. Deve-se ter em conta que, nas cabinas de pressão, o importante é a pressão que se registra dentro delas, não a do exterior.

Referências

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