Biodiversidade amazônica ? flora amazônica ? volume III

Biodiversidade amazônica ? flora amazônica ? volume III

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BIODIVERSIDADE AMAZÔNICA – FLORA AMAZÔNICA – VOLUME I Gení Conceição de Barros Cáuper

Manaus - Amazonas 2006

Artigo produzido por Gení Conceição de Barros Cáuper 1

Introdução01
Descrição da Flora03
Orquídeas93
Referências Bibliográficas106

SUMÁRIO Anexo 113

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A região equatoriana é o local de domínio das plantas vasculares (plantas com flores, samambaias, musgos, e outros congêneres), que é o grupo que representa 9% da flora terrestre. Até recentemente foram determinadas cerca de 250.0 espécies de plantas vasculares, sendo que 68% (cerca de 170.0) foram encontradas na região tropical. Estimativas realizadas avaliam que em torno de 30.0 é o número de espécies de plantas vasculares presentes em toda a Bacia Amazônica. A Amazônia Ocidental, com 1.350.0 km² englobando toda a Colômbia, as terras baixas do Equador (abaixo de 3500m de altitude), o Peru, no território ao norte do rio Pastaza e 1/3 do Estado do Amazonas, no Brasil, é tida como a região que concentra a maior diversidade de plantas do planeta. Na Amazônia peruana, próximo à cidade de Iquitos, na Reserva de Yanomomo, A.H. Gentry amostrou 300 espécies de árvores em um hectare, registro até agora considerado recorde mundial. Nas proximidades de Manaus, G.T. Prance amostrou em um hectare de floresta 236 espécies de árvores com mais de 5cm de diâmetro. O número de plantas com flores no Brasil, que é considerado o País da megabiodiversidade, e a Floresta Amazônica, um dos ecossistemas de maior diversidade biológica do planeta, está avaliado em 5.0 espécies (2% do total do planeta). Sua grande maioria é encontrada em três milhões de km², que possui cerca de 25.0 espécies de plantas. A Amazônia colombiana é apontada como a maior diversidade vegetal da América do Sul (SALATI et al., 1998).

Estimativas demonstram que embora a Amazônia possua cerca de 10 milhões de espécies diferentes só foram estudados 10% dessa biodiversidade e menos de 1% é utilizada como matéria-prima (HIGUCHI et al., 2004). Isso ocorre devido as espécies nativas da Floresta Amazônica serem ainda pouco divulgadas.

Até hoje, aproximadamente 20 espécies são mundialmente conhecidas e utilizadas por madeireiros, e poucas são conhecidas como frutíferas ou por suas

Artigo produzido por Gení Conceição de Barros Cáuper 3 propriedades medicinais. Os nativos que moram na floresta, conhecem bem as espécies úteis, mas esse conhecimento é em geral restrito ou pouco divulgado. Muitos usos das plantas nativas permanecem desconhecidos (RIBEIRO et al., 1999). Apesar dos produtos das florestas terem sempre sido utilizados na economia nativa amazônica, nem sempre foram utilizados de forma correta, levando a escassez de alguns deles.

A seguir serão expostas as mais conhecidas e relevantes espécies da flora amazônica, no que se refere à sua importância econômica, ecológica, fitoterápica, cosmética, alimentícia, ornamental e paisagística. Ressaltando o seu grande uso na culinária regional e na medicina popular. Num total de 137 espécies descritas e ilustradas. Não havendo separação por categoria de uso, uma vez que muitas espécies são utilizadas para várias finalidades. Destacando-se somente o grupo das orquídeas, que é um dos mais belos representantes da biodiversidade amazônica.

ABACATE Nomes Vulgares: Palta, palta huira, avocado. Nome Científico: Persea americana L. Família: Lauraceae. Descrição Botânica: Sua árvore tem altura variável de até 15m, de caule reto e tortuoso. As folhas são pecioladas, alternas, polimorfas, acuminadas, agudas ou agudo-arredondadas, ou mais ou menos reticuladas. As flores são pálidas ou branco-esverdeadas, pequenas com o perianto sempre persistente, dispostas em corimbo. O fruto é baga ovóide ou piriforme, de tamanho variável, medindo até 20cm de comprimento, polpa de cor verde, comestível, que envolve a semente que é grande e globosa, de casca lisa ou rugosa e de coloração verde clara ou arroxeada. Reproduz-se por sementes, é de fácil germinação. Algumas variedades podem suportar temperaturas bem frias e outras, se adaptam a climas quentes e úmidos.

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Distribuição Geográfica: No Brasil é encontrado em todo o país, principalmente nos estados do Norte. Usos da Espécie: É a planta indicada como cosmético para peles e cabelos secos e ressecados, contra alopecia e como fitoterápico para reumatismo e para afecções das vias urinárias, tosse, rouquidão, amigdalite, menstruação escassa, cólicas, doença do estômago, digestão, estomatite, fígado, catarro, nevralgias (aplicação local), dor de cabeça, cansaço, bronquite, dor nos rins, doença da boca, afta, eczema do couro cabeludo, diarréia e disenteria. É diurético, antianêmico, energético, contraceptivo, abortivo e tônico reconstituinte. É bom contra ameba, verminoses, mordida de cobra, anti-sifilítica, febres, uremia, e tuberculose, enterocolite, alopecia, arrotos, dispepsia, eructações, estresse, flatulência, gases, emenagoga, diabete, elimina o ácido úrico, cálculos renais e fortifica músculos fracos. Usa-se o chá das folhas e do caroço ou da polpa aplicando diretamente na área afetada do pêlo ou cabelo. Na culinária, é usado na confecção de doces, cremes, sorvetes e bebidas. (REVILLA, 2002).

ABACAXI Nomes Vulgares: Ananás, piña, piña americana, ananas, pineapple, ananasso. Nome Científico: Ananas sativus Schult. Família: Bromeliaceae. Descrição Botânica: Planta herbácea, em forma de roseta basal de folhas grandes, inteiras, com bordas, espinhosas, que podem alcançar os 60cm de comprimento. O caule é curto, emerge da roseta e é portador de numerosas flores em disposição helicoidal. O fruto é um conjunto de pequenas bagas soldadas entre si, formando a infrutescência, de cor amarelo-alaranjado em

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Artigo produzido por Gení Conceição de Barros Cáuper 5 sua época de amadurecimento; parte carnosa amarela, suculenta, aromática, de sabor muito doce. Distribuição Geográfica: Originário da América Tropical.

Usos da Espécie: Indicado como cosmético, pois é utilizado na limpeza de pele oleosa, aplicando-se rodelas do fruto em olheiras ou inflamações do rosto. É fitoterápico para perda de memória, artrite, reumatóide, arteriosclerose, digestão, inapetência, nefrolitiase, doença dos rins, diurese, vermes, afecções da garganta, bexiga, cálculos da bexiga, anemia, amigdalite (gargarejo), difteria (gargarejo), amenorréia, bronquite, cálculos renais, fortalecimento do cérebro, depurativo do sangue, dismenorréia, fígado, hidropsia, icterícia, distúrbios da menstruação, prisão de ventre, próstata, reumatismo, doença da uretra, dietético e adjuvante da digestão. O fruto é utilizado como alimento, na produção de licores, caldas, sucos, geléias. Suas folhas são utilizadas para chás. (REVILLA, 2002).

ABUTA Nomes Vulgares: Abuta, abota, abuta-branca, perreira-brava-branca (Português); trompero (Espanha); taque-curuaque, caupanga (Equador). Nome Científico: Abuta grandifolia (Mart.) Sandw. Família: Menispermaceae. Descrição Botânica: Cipó robusto, de caule achatado, muito esgalhado, folhas glabras, ovado-oblongas, acuminadas, lâmina de cor verde clara; inflorescência estaminada; fruto drupa elipsóide, glabra, amarelada. Distribuição Geográfica: Originário da Amazônia. Usos da Espécie: Usado como corante, no qual produz uma tintura forte que vai do amarelo até a cor de vinho. É usado como fitoterápico em forma de tônico cardíaco,

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Artigo produzido por Gení Conceição de Barros Cáuper 6 para anemia, inflamações e contusões, hemorragias menstruais e pós-operatória, tônico cerebral, reumatismo, analgésico dental, úlceras estomacais, cólicas menstruais, diabetes, colesterol, dismenorréia. É também febrífugo. O fruto serve como complemento alimentar. Usa-se a raiz; a infusão das folhas; a maceração alcoólica da raiz; e chá da casca e do caule. (REVILLA, 2000).

ACÁCIA Nomes Vulgares: Espinillo, acácia endrino, goma arábiga, tusca, catcú etc. Nome Científico: Acacia arabiga Wild. Família: Mimosaceae. Descrição Botânica: Árvore de quatro a 6m de altura, com galhos espinhosos, folhagem plumosa, casca acinzentada e flores amarelas de agradável aroma. Distribuição Geográfica: Originária da África oriental e ocidental (sobretudo nos territórios de Sudão e Senegal). Usos da Espécie: Indicada como cosmético, onde a goma arábica em pó é utilizada como cataplasma se misturada com a clara do ovo para recompor queimaduras e como fitoterápico descongestionante, antifebris, adstringente. Usa-se o chá das folhas e a casca. Utiliza-se ainda a goma diretamente nas áreas afetadas como antiinflamatório e cicatrizante. (REVILLA, 2002).

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AÇAFRÃO Nomes Vulgares: Cúrcuma, pallilo, azafrán (espanhol), gengibre amarelo, açafrão, açafroa (português). Nome Científico: Curcuma longa L. Família: Zingiberaceae. Descrição Botânica: Planta herbácea erguida, de até um metro de altura; folhas lanceoladas e elípticas de cor verde claro, de base larga e envolvente; caule subterrâneo (rizoma) de cor alaranjada; inflorescência espiga densa; flores pequenas, amarelo pálida, corola em funil com três lóbulos. Fruto capsular. Distribuição Geográfica: Originária da Ásia. Usos da Espécie: Usado como corante para alimentos, bebidas e tecidos. Como fitoterápico para hepatite infecciosa, hepatoprotetor, cicatrizante, herpes e reumatismo e malária. Usam-se os rizomas frescos esmagados e o sumo misturado com a água, o chá dos rizomas com sal, ou triturados nas feridas, os rizomas ralados em forma de emplastos, e o suco das raízes raladas.

AÇAÍ Nomes Vulgares: Açaí-do-amazonas, así, assai, palmiteiro, Jussara, huasai, cogollo comestible. Nome Científico: Euterpe precatória Martius. Família: Arecaceae. Descrição Botânica: Sua palmeira é de estipe delgada e elegante, podendo atingir até 25m de altura. Caule duro e liso de 12 a 15cm de diâmetro, de cor cinza-escuro, copa com dez a 12 folhas grandes, compostas, finamente recortadas em tiras, de coloração verde-escuro atingindo

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julho a dezembro

freqüentemente de dois a 3m de comprimento. Flores pequenas, agrupadas em grandes cachos pendentes, de coloração amarelada. Crescem em touceiras de três a 25 palmeiras. Os frutos que aparecem em cachos são de coloração violáceo, quase negra quando maduros, de 1cm a 1,5cm de diâmetro, amêndoa pequena. De forma arredondada ou ovóide, apresenta rica polpa comestível e um caroço duro. Produzido durante boa parte do ano, porém com maior intensidade nos meses de Distribuição Geográfica: Ocorre da região amazônica até a Bahia, na floresta pluvial de lugares úmidos. Usos da Espécie: É indicado como cosmético, onde o óleo é extraído dos frutos para ser utilizado em formulações cosméticas e como fitoterápico para distúrbios intestinais, anti-hemorrágicos, antidiarréico, após extrações dentárias, enfermidades renais e hepáticas, cicatrização das feridas e lesões da pele. Faz-se chá das raízes e uso do vinho como energético. Na culinária, é usado na confecção de doces, cremes, sorvetes e bebidas. (LORENZI, 1992; REVILLA, 2002).

ACEROLA Nomes Vulgares: Acerola, cereza colorada, cereza da sabana, careza das Antilhas. Nome Científico: Malpighia punicifolia L. Família: Malpighiaceae. Descrição Botânica: Seu arbusto possui de três a 4m, tronco curto retorcido, copa ampla e densa, folhas pequenas, flores de cor rosa pequenas, frutos de um a 2,5cm de diâmetro com três proeminências de cor amarelo-laranja ou vermelho, três sementes, polpa suave e azeda. Distribuição Geográfica: Originária da América Central.

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Usos da Espécie: Utilizado como cosmético coadjuvante no tratamento contra envelhecimento precoce da pele e no condicionamento capilar em forma de xampus, cremes e loções e como fitoterápico para falta ou carência de vitamina C, contra o estresse, fadiga, gripes e resfriados, afecções pulmonares, do fígado e da vesícula biliar, hepatite virótica, varicela, poliomielite. É bom durante o período da gravidez. Usada em sucos e geléias e em forma de shampoos, cremes e loções. (REVILLA, 2002).

AÇOITA-CAVALO Nomes Vulgares: Mutamba-preta, ivivtinga, ivantigi, caaabeti, papeá-guaçu, calzoncillo, inchato. Nome Científico: Luehea spesiosa Willdenow. Família: Tiliaceae. Descrição Botânica: Árvore muito alta. Folhas grandes obovais e claras. Flores grandes, brancas ou rajadas, dispostas em panículas terminais. Fruto redondo, oblongo, capsular, pentalocular. Sementes aladas. Distribuição Geográfica: Originária da Amazônia. Usos da Espécie: Indicada como cosmético no tratamento de queimaduras, úlceras e tumores e como fitoterápico para disenteria, artrite, leucorréia, diurética, febrífuga, inflamação da próstata; facilita o parto; é bom contra reumatismo, tumores, lepra, úlceras e feridas ganfrenosas, câimbras, úlceras, hemorragias, disenterias e uma infinidade de mazelas humanas. Usam-se chás e infusões das folhas também para compressas. (REVILLA, 2002).

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AGRIÃO Nomes Vulgares: Agrião dágua, berro, chichi, occoruro. Nome Científico: Rorippa nasturtium-aquaticum (L.) Hayek. Família: Brasicaceae. Descrição Botânica: Planta herbácea de 50 a 60cm de comprimento. Haste ramosa, espessa, suculenta, verde-avermelhada e rasteira. Emite numerosas raízes adventícias. Folhas alternadas, pecioladas, algo esparsas, compostas e imparipenadas. Folíolos quase sésseis piriformes, opostos, sendo o terminal bem maior que as laterais. Flores hermafroditas, regulares, brancas, miúdas, dispostas em cachos terminais ou opositifólios. Cálice de quatro sépalas livres. Corola cruciforme, de quatro pétalas hipóginas. Distribuição Geográfica: Originária da Amazônia. Costa e Serra. Usos da Espécie: Usa-se como cosmético no tratamento capilar anticaspa e antiqueda; problemas dermatológicos como eczemas, acne e erupções; na prevenção do avermelhamento da pele devido ao sol ou frio. É usado também como fitoterápico como antiescorbútico, depurador do sangue, úlceras escorbúticas, escrofulosas, ácido úrico, remédio contra atônica dos órgãos digestivos, raquitismo, como diurético nas hidropisias, nas enfermidades das vias urinárias, nos cálculos, como expectorante nos catarros pulmonares crônicos, como desopilante do fígado, bronquite, tosse, tuberculose pulmonar e diabetes. (REVILLA, 2002).

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Nomes Vulgares: Romero, alecrim-romrinho, libanotis

ALECRIM Nome Científico: Rosmarinus officinalis L. Família: Lamiaceae. Descrição Botânica: Planta arbustiva, que pode atingir até 2m de altura, caule circular, glabro. Folhas opostas cruzadas, inteiras, coriáceas e verdes. Flores labiais azulclara, hermafroditas. Frutículo e exala cheiro agradável. Distribuição Geográfica: Originário da Europa e muito usada na região. Usos da Espécie: Usa-se como cosmético para fabricação de sabonetes e perfumes: óleo (essência de rosmaninho). Fortificante de couro cabeludo, anticaspa e contra a queda de cabelo. É usado também como fitoterápico como tônico do sistema nervoso central, estresse, depressão, estimulante estomacal, anti-séptico, anti-caspa, reumatismo, colerético, colagogo, emenagogo, antiespasmódico, bronquite, vias respiratórias, diurético, tosse e cicatrizante, falta de apetite, distúrbios intestinais, atonia estomacal, amenorréia, dismenorréia, oligomenorréia, dores reumáticas, contusões, articulações doloridas. (REVILLA, 2002).

ALFAVACA Nomes Vulgares: Alfavaca, mangericão, herva-real, abacá, alvaca-silvestre, albahaca, albaca, iroro, pichanaalbaca, pichana-blanca, wild-brasil. Nome Científico: Ocimum micramthum Willd Família: Lamiaceae Descrição Botânica: Herbácea de até 1m de altura. Folhas rombóides e ovadas, pecioladas, grosso

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Artigo produzido por Gení Conceição de Barros Cáuper 12 aserradas, aguadas, subcarnosas, inflorescência verticilos ubicadas no ápice dos galhos, flores com cálice bilabiado, pálidas, numerosas e disposta em rasemos simples, sendo que seu fruto é glabro, e com aquênios. Distribuição Geográfica: Originário da Amazônia. Usos da Espécie: Utilizada como fitoterápico para cólicas renais e reumatismo, dispepsia nervosa, como galactagoga, dor de garganta, angina de garganta e aftas. Bom para o bico dos seios feridos das mães, tuberculose pulmonar, ferrada de escorpiões; é estimulante, carminativo, antifebril, diurético, antiarréico, emoliente, embaraços gástricos; elimina areia dos rins; bom contra úlcera, tosse convulsiva e regularizar menstruação e dor de cabeça. Usado ainda como alimento, em forma de condimento em sopas e outros. Usa-se toda planta, principalmente as folhas, sementes e a essência. (REVILLA, 2002).

ALGODÃO Nomes Vulgares: Algodão, algodoeiro, algodoncillo, ampi, ampei, fiaan, tu, algodon. Nome Científico: Gossyoium barbadense L. Família: Malvaceae. Descrição Botânica: Arbusto ou árvore pequena, de folhas de diferentes formas. Flor amarela com brácteas verdes. Fruto com cápsula dura, dividida em lóculos, com fibras abundantes e sementes negras; as fibras podem ser de diferentes cores desde o branco até o marrom. Distribuição Geográfica: Originária da América. Usos da Espécie: Utilizada como cosmético, onde o óleo da semente tem caráter queratolotitico para o tratamento de calos e verrugas, anti-séptico, e no tratamento de micoses. Utilizado também como fitoterápico diurético, vulnerário, hemorróidas, abscesso dental, dor de ouvido, anti-séptico, tosse e cólicas, micoses, disenteria,

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Artigo produzido por Gení Conceição de Barros Cáuper 13 antiemético, bronquite aguda, amenorréia, hepatite, cefaléia, febre, gases, cólicas e dores menstruais, reumatismo, calos e verrugas; é abortivo. O óleo da semente é utilizado como complemento alimentar, e as fibras são utilizadas para elaboração de vestimentas, tecidos, algodão etc. Usa-se o chá das folhas e raízes, a cinza das fibras para feridas de difícil cicatrização, o sumo das folhas frescas como antimicótico. (REVILLA, 2002).

AMAPÁ Nomes Vulgares: Amapá-rana, Amapá-doce e mururré-rana, chimicua, machinga. Nome Científico: Brosimum parinaríoides Ducke. Família: Apocynaceae. Descrição Botânica: Árvore de grande porte, podendo atingir até 4m de altura. Folhas de variáveis tamanhos e duras. Flores masculinas aperiantadas. Fruto com base levemente turbinado, roxo e escuro quando maduro, de polpa doce, comestível, madeira branca. Látex branco potável, adocicado e abundante, sendo extraído por incisão do tronco. Distribuição Geográfica: Originária da Amazônia. Usos da Espécie: Como cosmético, sendo utilizado como removedor de manchas na pele, cicatrizante e antiinflamatório. O uso é feito direto do látex nas áreas afetadas, como tônico e energizante - bebe-se diariamente meio copo do látex. (REVILLA, 2002).

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