Aula Biossegurança1

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Victor A. Marin Biossegurança

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1941, Meyer e Eddie publicaram uma pesquisa de 74 casos de brucelose associados a laboratório, ocorrido nos Estados Unidos, e concluíram que “a manipulação de culturas ou espécies ou ainda a inalação da poeira contendo a bactéria Brucellaé eminentemente perigosa para os trabalhadores de um laboratório”.

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1949,Sulkine Pike, publicaram a primeira de uma série de pesquisas sobre infecções associadas a laboratórios. Eles constataram 2 infecções virais, sendo 21 delas fatais. Em pelo menos um terço dos casos, a provável fonte de infecção estava associada ao manuseio de animais e tecidos infectados.

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1951,Sulkine Pike, publicaram a segunda de uma série de pesquisas baseada em um questionário enviado a 5.0 laboratórios.

A Brucelose era a infecção mais freqüentemente encontrada nos relatórios em relação às infecções contraídas em um laboratório e juntamente com a tuberculose, atularemia, o tifo, e a infecção estreptocócica contribuíam para 72% de todas as infecções bacterianas. O índice total de mortalidade era de 3%.

Somente 16% de todas as infecções relatadas estavam associadas a um acidente documentado. A maioria destes estavam relacionados ao uso de pipetas, seringas e agulhas.

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1965, acréscimo de 641 novos casos ou de casos que não haviam sido relatados anteriormente. Em 1976, houve uma nova atualização perfazendo um total acumulativo de 3.921 casos. A brucelose, o tifo, atularemia, a tuberculose, a hepatite e a encefalite eqüina venezuelana eram as infecções mais comumente relatadas. Menos de 20% de todos os casos estavam associados a um acidente conhecido. A exposição aos aerossóis infecciosos era considerada como sendo uma fonte plausível, mas não confirmada de infecção para mais de 80% dos casos onde as pessoas infectadas haviam “trabalhadas com o agente”.

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1967, Hansone colaboradores relataram 428 casos de infecções dearbovírusassociados a laboratório. Em alguns casos, a capacidade de um dadoarbovírusde produzir uma doença humana foi primeiramente confirmada como o resultado de uma infecção não intencional da equipe laboratorial. No caso, os aerossóis infecciosos eram considerados a fonte mais comum de infecção.

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1974, Skinholjpublicou os resultados de uma pesquisa que mostrava que os funcionários dos laboratórios clínicos dinamarqueses apresentavam 2,3 casos ao ano por 1.0 funcionários.

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de laboratórios médicos na Inglaterra apresentavam

1976, Harrington e Shannonindicaram que os trabalhadores “um risco cinco vezes maior de adquirir uma tuberculose do que a população em geral”.

A Hepatite B, a shigelose e a tuberculose eram conhecidas por serem um contínuo risco ocupacional. Essas eram as três causas mais comuns de infecções associadas a laboratório relatadas na Grã-Bretanha.

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Divisão dos microrganismos em grupos:

CentersforDisease Control, Office ofBiosafety. 1974. Classificationof Etiologic Agents on the BasisofHazard, 4thEdition. U.S Departmentof Health,Education and Welfare,Public Health Service.

World Health Organization, 1979.Safety measuresin microbiology. Minimum standardsoflaboratory safety. Wld. Hlth.Org.Wkly.Epid.Rec. 4, 340–342.

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Conferência deAsilomar, 1975, Califórnia. Marco na história da ética aplicada à pesquisa. Se discutiu os aspectos de proteção aos pesquisadores e demais profissionais envolvidos nas áreas onde se realiza o projeto de pesquisa.

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WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO) Geneva, 1983,Laboratory Biosafety Manual.

Centers for Disease Control, 1984. Biosafety in microbiological and Biomedical Laboratories.Government Printing Office, Washington.

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Dicionário Aurélio:

biossegurança. [De bi(o)-+ segurança.] S. f.Med. 1. O conjunto de estudos e procedimentos que visam a evitar ou controlar os eventuais problemas suscitados por pesquisas biológicas e/ou por suas aplicações.

Victor A. Marin risco homem tecnologia agente físico, químico e/ou biológico ambiente economia saúde

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São todos os procedimentos adotados para minimizar ou, se possível, eliminar os riscos físicos, químicos e/ou biológicos que uma determinada tecnologia, processo ou produto possa alterar a saúde do homem, o meio ambiente e/ou a economia.

Victor A. Marin Princípios de Biossegurança

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O objetivo da contenção é o de reduzir ou eliminar a exposição da equipe de um laboratório, de outras pessoas e do meio ambiente em geral aos agentes potencialmente perigosos.

Contenção

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Contenção primária –proteção das pessoas através das boas técnicas de laboratório e o uso de apropriados equipamentos de segurança.

Contenção secundária –proteção do ambiente externo ao laboratório contra a exposição de materiais infecciosos através de uma combinação do projeto das instalaçõese das práticas operacionais.

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Equipamentos de segurança

Barreiras primárias -cabines de segurança biológica

Três tipos: Classe I

Classe I Classe I

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Câmara de Fluxo Laminar

•NÃO confundircâmarade fluxolaminar com cabinede segurançabiológica.

•NÃO há proteção para a pessoa !!!

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• Todas protege m a pessoa que estátrabalhando • Algu mas protege mta mbém o material

• Todas elimina m o ar que passa porfiltros HEPA

Cabines de Proteção Biológica

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HEPA –“High Efficiency Particulate Air”-Filtragem de Ar Particulado de Alta Eficiência.

Hávários anos, HEPA éusado como uma medida padrão para filtragem de purificação do ar em ambientes cirúrgicos e em laboratórios onde énecessário evitar contaminação. Com as pessoas cada vez mais preocupadas com a poluição do ar em ambientes fechados, HEPA se tornou também a referência para os mais poderosos filtros de ar em aspiradores de pó.

A eficiência de retenção dos filtros HEPA éde 9.97% quando utilizadas partículas minúsculas, de até0,3 mícron. Esse tamanho écerca de 75 vezes menor que o diâmetro de um fio de cabelo!

Filtros HEPA

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Victor A. Marin Cabines de Proteção Biológica

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Resolução ANVISA -RDC nº 210, de 04 de agosto de 2003

18. Produtos biológicos

18.5 Instalações e Equipamentos

18.5.25 A preparação de produtos estéreis deve ser realizada em área limpa com pressão positiva de ar. Porém, todos os organismos consideradospatógenosdevem ser manipulados com pressão negativa de ar, em locais especialmente reservados para esse propósito, de acordo com as normas de isolamento para o produto em questão.

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Projeto das Instalações

Barreiras secundárias

As barreiras secundárias recomendadas dependerão do risco de transmissão dos agentes específicos.

Por exemplo, o risco das exposições para grande parte dos trabalhos laboratoriais em dependências de um Nível de Biossegurança1 e 2 será o contato direto com os agentes ou as exposições inadvertidas através de um meio de trabalho contaminado. As barreiras secundárias nestes laboratórios podem incluir o isolamento da área de trabalho ao acesso público, disponibilidade de uma dependência para descontaminação(por exemplo, uma autoclave) e dependências para lavagem das mãos.

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Os níveis debiossegurança(NB) laboratorial estão relacionados aos requisitos de segurança para o manuseio dos agentes infecciosos.

A classe de risco destes agentes irão estabelecer os níveis de biossegurança.

Níveis de Biossegurança

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Níveis de Biossegurança

Os quatro níveis debiossegurança(NB) consistem de combinações de práticas e técnicas de laboratório, equipamento de segurança e instalações do laboratório. Cada combinação é especificamente adequada para as operações realizadas, vias de transmissões documentadas ou suspeitas de agentes infecciosose funcionamento ou atividade do laboratório.

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As práticas, o equipamento de segurança e o projeto das instalações são apropriados para o treinamento educacional secundário ou para o treinamento de técnicos, e de professores de técnicas laboratoriais. O laboratório não está separado das demais dependências do edifício. O trabalho é conduzido, em geral, em bancada, com adoção das boas práticas laboratoriais (BPL). Ex.: Bacillus subtilis.

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Práticas Padrões em Microbiologia NB1

1. O acesso ao laboratório deverá ser limitado ou restrito de acordo com a definição do responsável pelo laboratório quando estiverem sendo realizados experimentos ou trabalhos com culturas e amostras.

2. As pessoas deverão lavar as mãos após o manuseio de materiais viáveis, após a remoção das luvas e antes de saírem do laboratório.

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Práticas Padrões em Microbiologia NB1

3. Não é permitido comer, beber, fumar, manusear lentes de contato, aplicar cosméticos ou armazenar alimentos para consumo nas áreas de trabalho. As pessoas que usam lentes de contato em laboratórios deverão usar também óculos de proteção ou protetores faciais. Os alimentos deverão ser guardados fora das áreas de trabalho em armários ou geladeiras específicos para este fim.

4. É proibida apipetagemcom a boca; devem ser utilizados dispositivos mecânicos.

5. Devem ser instituídas normas para o manuseio de agulhas.

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Práticas Padrões em Microbiologia NB1

6. Todos os procedimentos devem ser realizados cuidadosamente a fim de minimizar a criação de borrifos ou aerossóis.

7. As superfícies de trabalho devem serdescontaminadas, pelo menos, uma vez ao dia e sempre depois de qualquer derramamento de material viável.

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Práticas Padrões em Microbiologia NB1

8. Todas as culturas, colônias e outros resíduos deverão ser descontaminadosantes de serem descartados através de um método dedescontaminaçãoaprovado como, por exemplo, esterilização por calor úmido (autoclave). Os materiais que forem serdescontaminadosfora do laboratório deverão ser colocados em recipientesinquebráveis, à prova de vazamentos e hermeticamente fechados para serem transportados ao local desejado. Os materiais que forem enviados paradescontaminacãofora da instituição deverão também ser embalados de acordo com os regulamentos locais, estaduais e federais, antes de serem removidos das dependências do laboratório.

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Práticas Padrões em Microbiologia NB1

9. O símbolo de “Risco Biológico” deverá ser colocado na entrada do laboratório em qualquer momento em que o agente infeccioso estiver presente no local. Este sinal de alerta deverá indicar o(s) agente(s) manipulado(s) e o nome e número do telefone do pesquisador.

10. Deve ser providenciado um programa rotineiro de controle de insetos e roedores.

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Práticas Especiais NB1 Nenhuma

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Equipamento de Segurança NB1 (Barreiras Primárias)

1. Os equipamentos especiais de contenção, tais como as cabines de segurança biológica, não são geralmente exigidas para manipulações de agentes de classe de risco 1.

2. É recomendado o uso de jalecos, aventais ou uniformes próprios, para evitarem a contaminação ou sujeira de suas roupas normais.

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Equipamento de Segurança NB1 (Barreiras Primárias)

3. Recomenda-se o uso de luvas para os casos de rachaduras ou ferimentos na pele das mãos. Algumas alternativas como o uso de luvas de látex com talco deverão ser avaliadas.

4. Óculos protetores deverão ser usados na execução de procedimentos que produzam borrifos de microorganismos ou de materiais perigosos.

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