Aula Biossegurança2

Aula Biossegurança2

(Parte 1 de 2)

Victor A. Marin Análise de Risco

Victor A. Marin

Devemos distinguir:

“Food Security”: segurança alimentar; contaminação deliberada do alimento; acesso regulara umaquantidade de alimentos necessários para uma dieta saudável, prevendo poderaquisitivo da população para a compra dos produtos ou a existência de alimentos disponíveis para consumo; é a garantia de acesso ao consumo de alimentos e abrange todo o conjunto de necessidades para a obtenção de uma nutrição adequada à saúde.

“Food Safety”: inocuidade dos alimentos; o alimento pode ser contaminado acidentalmente; alimento seguro; significa garantia do consumo alimentar seguro, ou seja, são produtos livres decontaminantesde natureza química, biológicas, física ou de outras substâncias que podem colocar em risco a saúde.

Victor A. Marin

EDITED BY LAURIAN J. UNNEVEHR FOCUS 10 • BRIEF 1 OF 17 • SEPTEMBER 2003

Victor A. Marin

“Food Safety” vs. “Food Security”

Ciência Ciência

Microbiologia Microbiologia

Química Química

Toxicologia Toxicologia , etc

, etc

Victor A. Marin

Food Safety Food Safety

Ciência Ciência

Microbiologia Microbiologia

Química Química

Toxicologia Toxicologia , etc

, etc

“Food Safety” vs. “Food Security”

Victor A. Marin

Food Safety vs. Food Security

Food Security Food Security

Segurança Segurança física física

Pessoal Pessoal

“Food Safety” vs. “Food Security”

Ciência Ciência

Microbiologia Microbiologia

Química Química

Toxicologia Toxicologia , etc

, etc

Food Safety Food Safety

Victor A. Marin

• Siste ma operacionalparaimple mentar medidas de controleefetivas para garantir a segurança de um produto alimentar

•Controla os perigos e assim diminui os riscos

Microbiological Risk Assessment(MRA) Microbiological Risk Assessment(MRA)

•Processo, científico, que produz dados que são usados na seleção de medidas apropriadas para a estimativa e reduçãodo risco

Mike van Schothorst

Victor A. Marin

Perigo= agente químico, físico oubiológicocom potencial para causarum efeito adversoà saúde.

Risco= é definido em função da probabilidade de um efeito adversoà saúde, e a severidade desse efeito, ocorrer como consequênciado perigo.

Risco= Perigox Probabilidade

Risco dependedo nívelde exposição ao perigoe a existênciado perigo, por si só, não implicaemrisco apreciável

Victor A. Marin

Existem diferentes tipos de análise de risco, que se focalizam em aspectos de segurança (segurança humana), de saúde (saúde humana), ambientais/ecológicos (ecossistemas/habitat), valores patrimoniais (valor) e financeiros (econômicos). No âmbito do presente curso serão abordados os três primeiros.

Tipos de Análise de Risco

Victor A. Marin

As diferenças entre os diferentes tipos de análise de risco são as seguintes:

Riscos de Segurança/Industriais–São tipicamente de baixa probabilidade, elevada conseqüência, agudos (efeitos elevados em curto espaço de tempo), acidentais; tempo crítico de resposta; relações causa-efeito óbvias; focaliza-se essencialmente em aspectos da segurança humana e perda material, essencialmente dentro do espaço de trabalho.

Victor A. Marin

Riscos para a Saúde Humana–geralmente de elevada probabilidade, baixa conseqüência, crônicos (exposições repetidas cujos efeitos podem não se manifestar por períodos elevados de tempo); relações causa-efeito difíceis de estabelecer; focaliza-se essencialmente na saúde humana, essencialmente fora do local de trabalho ou da instalação.

Riscos Ecológicos/ ambientais–mudanças sutis, interações complexas entre populações, comunidades e ecossistemas (incluindo cadeias alimentares) a nível micro e macro; elevada incerteza em relações causa-efeito; focaliza-se principalmente em impactos no ecossistema e habitat que se podem manifestar a grandes distâncias da fonte.

Victor A. Marin

Análisede Risco

Um processoconsistindode trêscomponentes:

Avaliaçãodo risco

Manejodo risco Comunicaçãodo risco

Victor A. Marin

Análisede Risco

Avaliaçãodo risco

É um processo dentro da análise de risco que envolvea identificação de um perigo que pode causar um impacto negativo e caracterizando o risco apresentado pelo perigo. O risco é caracterizado em termos quantitativos e qualitativos. Isto inclui a avaliação da: a) a probabilidade do evento negativo ocorrer em virtude do perigo identificado, b) a magnitude do impacto do evento negativo, e c) consideração da incerteza dos dados usados para avaliar a probabilidade e o impacto dos componentes do risco.

Victor A. Marin

Avaliaçãodo risco

Um processo consistindodos seguintes passos:

identificaçãodo perigo caracterizaçãodo perigo avaliação da exposição caracterizaçãodo risco

Victor A. Marin

Identificaçãodo perigo

A identificação de um agente físico, químico ou biológico capaz de causar efeitos adversos a saúde e que pode estar presente em um alimento em particular ou em grupo de alimentos.

Victor A. Marin Victor A. Marin

Victor A. Marin

Caracterizaçãodo perigo

A avaliação qualitativa e/ou quantitativa da natureza dos efeitos adversos a saúde associados aos agentes químicos, físicos e biológicos que podem estar presentes nos alimentos.

Victor A. Marin

Avaliação da exposição

A avaliação qualitativa e ou quantitativa da ingestão provável de agentes físicos, químicos e biológicos através dos alimentos, assim como as exposições que derivam de outras fontes, caso sejam relevantes.

Victor A. Marin

Caracterização do risco

A estimativa qualitativa e ou quantitativa, incluídas as incertezas inerentes, da probabilidade de ocorrência de um efeito adverso, conhecido ou potencial, e de sua gravidade para a saúde de uma determinada população, com base na identificação do perigo, sua caracterização e a avaliação da exposição.

Victor A. Marin Victor A. Marin

Victor A. Marin

Manejoou Gerenciamentodo Risco

Este processo consistenaobtençãode alternativas para uma ponderaçãoem consulta com todasas partesenvolvidas, considerandoa avaliaçãodo riscoe outrosfatoresrelevantes paraproteçãoda saúdedos consumidorese, se necessário, selecionando opções apropriadasde prevençãoe controle.

Análisede Risco

Victor A. Marin

Comunicaçãodo Risco

É a trocade informaçãoe opiniõesatravésdo processode análise de risco, percepção e fatores relacionados ao risco, entre os avaliadores e gestores do risco e os consumidores, indústria, a comunidade acadêmica e demais partes interessadas.

Análisede Risco

Victor A. Marin Risco Zero não existe.

Victor A. Marin

Qual é o nível aceitável do Risco

É geralmente determinado pelo que se é preparado para perder, balanceado contra os possíveis ganhos.

Victor A. Marin Victor A. Marin

Victor A. Marin

Nas atividades laboratoriais que envolvam materiais infecciosos ou potencialmente infecciosos, a avaliação do riscoéum parâmetro de essencial importância para a definição dos níveis debiossegurançae irão especificar os equipamentos de proteção, procedimentos operacionais e tipo de instalações laboratoriais, a fim de minimizar a exposição de trabalhadores e do ambiente a estes agentes.

Victor A. Marin

Existem alguns critérios que norteiam a classificação de risco e que devem ser considerados durante uma avaliação do risco. Dentre as principais, podemos destacar:

-Virulência epatogenicidadedo microrganismo infectante; -Concentraçãoe volume;

-Disponibilidade de medidas profiláticas (vacinas) e de tratamento (antibióticos);

-Alteração genética ou recombinação gênica;

-Estabilidade do agente;

-Modos de transmissão e o hospedeiro;

-Endemicidade.

Victor A. Marin

Instrução Normativa n0 7, da Comissão Técnica Nacional deBiossegurança–CTNBio, anexo I, descreve a classificação de agentes etiológicos humanos e animais com base no riscoapresentado. Esta instrução agrupa os microrganismos emclasses de risco de 1 a 4, sendo a classe 1 a de menor risco e a classe 4ade maior risco.

Victor A. Marin

Classe de risco 1(baixo risco individual e baixo risco para a comunidade)

Agentes conhecidos por não causarem doença a humanos ou animais.

Classe de risco 2(risco individual moderado e risco limitado para a comunidade)

Agentes associados com doenças em seres humanos.

Dispõe-se de medidas terapêuticas e profiláticas eficientes, sendo o risco de propagação limitado.

Victor A. Marin

Classe de risco 3(elevado risco individual e risco limitado para a comunidade)

Agentes nativos/exóticos associados a doenças em seres humanos e com potencial para serem transmitidos via aerossol, podendo se propagar de indivíduo para indivíduo, porém existem medidas terapêuticas e/ou de profilaxia.

Classe de risco 4(elevado risco individual e elevado risco para a comunidade)

Agentes perigosos/exóticos que ameaçam a vida, não existindo medidas profiláticas ou terapêuticas.

Victor A. Marin

European Economic Community (DIRECTIVE 93/8/EEC,Oct, 1993)

(1)Group1biological agent means one thatisunlikelyto causehuman disease;

(2)Group2biological agent means one that cancausehuman disease and might beahazardtoworkers; it isunlikelyto spread tothe community; thereisusually effective prophylaxis or treatment available;

(3)Group3biological agent means one that cancausesevere human disease and presentaserious hazardtoworkers; itmay presentarisk ofspreadingtothe community,but thereisusually effective prophylaxis or treatment available;

(4)Group4biological agent means one thatcausessevere human disease andis aserious hazardtoworkers; itmay presentahigh riskof spreadingtothe community;thereisusuallynoeffective prophylaxis or treatment available.

Victor A. Marin

NIHGuidelines on RecombinantDNA (April2002)

(1)Risk Group1(RG1)agentsarenot associated with diseasein healthy adult humans.

(2)Risk Group2(RG2)agentsareassociated with human disease which israrely serious andforwhich preventive or therapeutic interventions areoftenavailable.

(3)Risk Group3(RG3)agentsareassociated with serious or lethal human diseaseforwhich preventive or therapeutic interventions may be available.

(4)Risk Group4(RG4)agentsarelikelyto causeserious or lethal human diseaseforwhich preventive or therapeutic interventionsare not usuallyavailable.

Victor A. Marin

Canadian Laboratory Biosafety

(1)Risk Group1 (lowindividualand community risk)This group includes those microorganisms, bacteria,fungi,viruses andparasites, whichareunlikelyto cause diseaseinhealthy workers or animals

(2)Risk Group2(moderateindividualrisk,limited community risk) Apathogen that cancausehuman oranimaldisease but undernormalcircumstances, isunlikelytobe aserious hazardtohealthy laboratory workers,the community,livestock,or the environment.Laboratory exposures rarelycauseinfection leadingtoserious disease;effective treatment and preventive measures areavailable and the riskof spread islimited.

(3)Risk Group3(highindividualrisk,low community risk) Apathogen that usually causesserious human oranimaldisease,or which can resultinserious economic consequences butdoesnot ordinarilyspreadbycasualcontact from oneindividual toanother,or that can be treated by antimicrobial or antiparasitic agents.

(4)Risk Group4(highindividualrisk,high community risk) Apathogen that usually produces very serious humananimaldisease,often untreatable,and may be readily transmitted from oneindividual toanother,or fromanimal tohuman orvice-versa directly or indirectly,orcasualcontact.

Victor A. Marin

Exemplos Grupo 1:

Grupo 2:

Grupo 3: Grupo 4:

Lactobacillus

Victor A. Marin Victor A. Marin

Victor A. Marin

May presentalimited riskofinfectionforworkers because theyarenot normally infectious by air-borneroute.MemberStatesshall assess the containment measurestobe appliedtosuch agents taking accountofthe natureofspecific activitiesinquestion andofthe quantityofthe agent involved,withaviewtodetermining whether, in particularcircumstances, some ofthese measures may be dispensed with.

(*)Belgiu m May presentalimited riskofinfectionforworkers because theyarenot normally infectious by air-borneroute.

OP Opportunistic Pathogen VVaccine available TToxin produced AP AnimalPathogen HPHuman Pathogen

Victor A. Marin Victor A. Marin

Victor A. Marin http://www.absa.org/resriskgroup.html

Victor A. Marin Victor A. Marin

Victor A. Marin Victor A. Marin

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Desinfecção e Esterilização

ANVISA, Portaria nº15, de 23 de agosto de 1988

Definir, classificar, regulamentar os parâmetros para registro e os requisitos para a rotulagem, bem como estabelecer o âmbito de emprego dossaneantes domissanitárioscom finalidade antimicrobiana.

Victor A. Marin

Os produtos com ação antimicrobiana destinados ao uso em objetos, sobre superfícies inanimadas, no lar, nas indústrias, nos hospitais e estabelecimentos relacionados com o atendimento àsaúde, em locais e estabelecimentos públicos ou privados.

Além das definições jáconsagradas na legislação vigente e na literatura científica reconhecida são adotadas as seguintes definições, para efeito deste regulamento:

1 –adjuvantes: substâncias que, nas formulações, propiciam àsubstância microbicida oumicrobiostáticaexercer sua plena atividade; tais como solventes,emulsionantes tamponantes, anti-oxidantes,seqüestrantes, tensoativos, entre outras.

2 –artigos não críticos: objetos e equipamentos odontológicos, médicos e hospitalares que entrem em contato apenas com a pele íntegra ou mesmo não entram em contato direto com os pacientes.

3 –artigos semi-críticos: objetos e equipamentos odontológicos, médicos e hospitalares que entram em contato com mucosas.

Victor A. Marin

4 –artigos críticos: objetos, equipamentos e instrumentos odontológicos, médicos e hospitalares, bem como seus acessórios, que entram em contato com tecidos sub-epiteliais, tecidos lesados, órgãos e sistema vascular.

5 –desinfetantes: formulações que têm na sua composição substâncias microbicidas e apresentam efeito letal para microrganismos não esporulados.

6 –desodorizantes: formulação que têm na sua composição substâncias microbicidas oumicrobiostáticas, capazes de controlar os odores desagradáveis advindos do metabolismo microrgânico. Não apresentam efeito letal sobre microrganismos, mas inibem o seu crescimento e multiplicação.

7 –esterilizantes: formulações que têm na sua composição substâncias microbicidas e apresentam efeito letal para microrganismosesporulados.

8 –substância microbicida: princípio ativo que mata microrganismos.

9 –substânciamicrobiostática: princípio ativo que inibe a proliferação de microrganismos, a qual pode ser reativada natural ou artificialmente.

10 –superfícies fixas: aquelas de grande extensão, tais como pisos, paredes, mobiliário, que não entram em contato direto com o paciente.

Victor A. Marin

O processo de desinfecção pode ser afetado por diferentes fatores:

a-limpeza prévia do material b-período de exposição ao germicida c-concentração da solução germicida d-temperatura e o pH do processo de desinfecção.

Victor A. Marin

Desinfecção de baixo nível: são destruídas as bactérias em forma vegetativa, alguns vírus e alguns fungos. OMycobacterium tuberculosis, os esporos bacterianos, o vírus da Hepatite B (HBV) sobrevivem.

Álcool etílico eisopropílico Hipoclorito de Sódio (100ppm) Fenólicos Iodóforos Quaternário de amônia obs.: tempo de exposição < ou= a 10 minutos.

Desinfecção de médio nível: além dos microorganismos destruídos na desinfecção de baixo nível são atingidos o Mycobacterium tuberculosis , a maioria dos vírus (inclusive o HBV) e a maioria dos fungos. Ainda sobrevivem os Mycobacterium intracelulareeos esporos bacterianos.

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