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Sistema Operacional Linux Curso Básico

Leonardo Brenner Paulo Fernandes

Sumário

1.1 Histórico1
1.2 Sistema de Arquivos2

1 Apresentação e Conceitos 1

2.1 Como Instalar3
2.2 Inicializando o Sistema4
3.1 Conceitos5
3.2 Capacidades e Funcionalidades5

3 Shell Básico 5

4.1 ls7
4.2 cp8
4.3 mv8
4.4 rm8
4.5 man9
4.6 Compactar e Descompactar9
4.7 Pipe e Filtros10
4.8 Funções com Diretórios10

4 Comandos Básicos do Usuário 7

5.1 Adicionar e Remover Usuários1
5.2 Mudar Permissões e Atributos de Arquivos12

5 Gerenciamento de Usuários e Permissões 1

6.1 Gerenciamento de Pacotes13
6.2 Gerenciamento de Dispositivos13
6.3 Funções de Rede14
7.1 Conceitos15
7.2 Interfaces (GNOME e KDE)15
8.1 Navegadores17

Capítulo 1 Apresentação e Conceitos

O que é Linux? Por que usá-lo? Quais as vantagens que ele tem?

Vamos com calma, o Linux é o sistema operacional baseado em Unix, desenvolvido para rodar sobre computadores PC AT e compatíveis. Linux é um sistema livre e aberto, ou seja, você não precisa pagar por ele e ainda tem os fontes acessíveis para que qualquer usuário possa olhá-los e/ou modificá-los. As vantagens são várias, o Linux é um sistema operacional sólido, não fica dando erro a toda hora, você pode atualizar o sistema quando quiser sem pagar nada por isso, é menos sucetível a vírus e várias outras vantagens que você só vai perceber usando.

Mas ele não tem desvantagens? Claro que tem, ainda não muitos desenvolvedores para Linux, então tecnologias novas, produtos muitos recentes demoram pouco para serem reconhecidos pelo Linux, mas isso está mudando a medida que cada vez mais usuários estão aderindo ao sistema e precionando as empresas a lançarem drivers para Linux como hoje é feito para Windows.

1.1 Histórico

O Linux surgiu “oficialmente” em 05 de outubro de 1991, quando um estudante de Ciência da Computação da Universidade de Helsinque, na Finlândia anunciou que havia conseguido implementar o kernel (núcleo) do sistema e rodado algumas funções básicas existente nos sistemas Unix. Esse jovem estudante chamava-se Linus Torvalds e tinha apenas 21 anos na época.

Linus colocou em prática um desejo que muitos usuários tinham, ou seja, uma alternativa sólida e barata ao Microsoft Windows, claro que já havia outras opções de sistemas, como Unix, Xenix e mesmo o Minix (um pequeno Unix desenvolvido por Andy Tannenbaum), mas quase todos tinham custos inacessíveis para usuários comuns e/ou nenhum deles implementava tudo o que os usuários precivasam.

Em outubro de 1991, Linus colocou então na internet a versão 0.02 do Linux colocando a seguinte mensagem:

“Você suspira por melhores dias do Minix 1.1, quando homens serão homens e escreverão seus próprios “device drivers”? Você está sem um bom projeto e está morrendo

1.2. SISTEMA DE ARQUIVOS 2 de vontade de colocar as mãos em um S.O. no qual você possa modificar de acordo com suas necessidades? Você está achando frustrante quando algo não funciona em Minix? Chega de atravessar noites para obter programas que trabalhem correto? Então esta mensagem pode ser exatamente para você?

Como eu mencionei a um mês atrás, estou trabalhando em uma versão independente de um S.O. similar ao Minix para computadores AT-386. Ele está, finalmente, próximo ao estágio em que poderá ser utilizado (embora possa não ser o que você esteja esperando), e eu estou disposto a colocar os fontes para ampla distribuição. Ele está na versão 0.02..., contudo, eu tive sucesso rodando bash, gcc, gnu-make, gnu-sed, compress, etc. nele.”

O que a maioria julgava que seria a derrota do Linux, a livre distribuição dos códigos fontes, foi o que mais impulsionou o sistema. Vários usuários ao redor do mundo contribuiram e continuam a contribuir para tornar o Linux cada vez melhor, e tudo isso sem pedir nada em troca.

O Linux é mais do que um sistema operacional, é uma nova filosofia de desenvolvimento e distribuição de software voltado para o usuário e não para a empresa que o produz.

1.2 Sistema de Arquivos

O Linux trabalha com um sistema de arquivos o qual foi baseado em Unix e é um pouco diferente do sistema de arquivos do Windows ou mesmo do antigo DOS, por isso não fique deserperado se você não encontrar seu driver de disquete a primeira vista, ele está lá, é só procurar no lugar certo.

O Linux usa a idéia de diretório, não existe C:, A: ou qualquer outra letra qualquer para nomear um driver, cada um destes dispositivos é montado então como um diretório, por exemplo, o driver de disquete é comumente montado no diretório “/mnt/floppy”, ou seja, se você copiar um arquivo para o diretório “/mnt/floppy”, na verdade você estará copiando um arquivo para o disquete. Isso pode ser feito também para os drivers de CDROM (normalmente no diretório “/mnt/cdrom”, e mesmo para um outro HD que você deseja instalar. Mais adiante é explicado como montar cada driver.

Capítulo 2 Instalação e Inicialização

Ao contrário das primeiras distribuições do sistema Linux, as distribuições mais recentes do sistema estão bem mais amigáveis ao usuário leigo. Muitas delas já trazem um assistente que dá suporte a todo o processo de instalação.

Nas seções que seguem são dados os primeiros passos no Linux, ou seja, a instalação e a inicialização do sistema.

2.1 Como Instalar

Uma das principais dificuldades de quem precisava aprender Linux era a instalação, precisava-se conhecer detalhes da máquina que muitas vezes não estavam disponíveis, nas versões mais recentes isso já não é tão necessário, pois muitas distribuições já detectam as configurações da máquina automaticamente.

Mas vamos com calma, não vá tentar instalar a última distribuição no XT que estava esquecido no porão. As primeiras versões do Linux rodavam tranquilamente em máquina pouco poderosas, as últimas já precisam de máquinas melhores para ter um bom desempenho. Porém, para uma instalação mínima um processador 386, 300 a 450 Mb de espaço em disco e 16 Mbde memóriaRAM já servem, porémé necessário lembram que há várias distribuições de Linux e esses dados podem váriar um pouco.

Vamos agora ao que interessa. Os passo necessários para a instalação do Linux1inicializar o sistema pelo CD-ROMescolher o modo de instalação, o padrão é o modo gráfico e é só teclar <ENTER>escolher o idioma em que se seguirá a instalaçãoescolher o modelo e layout do teclado, caso você não saiba no momento, isso não vai afetar o funcionamento do sistema e poderá ser trocado a qualquer momentoescolher o modelo do mouse, caso não saiba use o genérico

1Vamos citar o caso da distribuição RedHat 7.2, mas a maioria das distribuições recentes seguem os mesmos princípios.

2.2. INICIALIZANDO O SISTEMA 4escolher o tipo de instalação, de preferência a workstationfazer o particionamento da unidade de discoesperar a cópia dos arquivos necessárioscaso tem uma placa de rede, configurar os dados ou ativar o DHCPescolher o monitor, normalmente é detectado automaticamenteescolher a placa de vídeo, normalmente também detectada automaticamenteinformar a senha do administradorinformar qual o sistema de inicialização, o padrão é o LILOespere o Linux terminar a instalação e reinicialize o sistema

Outros passos podem ser solicitados conforme as escolhas nos passos anteriores, mas na grande maioria dos casos não influenciam no resultado final da instalação.

2.2 Inicializando o Sistema

Por ser um sistema multi-usuário o primeiro passo no Linux é fazer um login no sistema para ter acesso a sua conta. Para isso deve-se iniciar uma seção informando o nome de usuário (username) e a senha. Você só vai conseguir se logar no sistema caso seja um usuário cadastrado, não adianta informar qualquer nome e senha que o sistema não aceita. Se você não sabe seu username e senha peça para o administrador.

Existe dois tiposprincipais de usuários, os usuários comunse o administrador. Quando você entre com usuário comum, você só precisa informar seu username e sua senha para efetuar o login. A sua linha de comando será identificada por $. Caso você entre como administrador do sistema, no username deve ser informado root e em seguida a senha do administrador (aquela cadastrada na instalação) e a linha de comando será identificada por #.

Depois de se logar no sistema, você está apto a utilizar todos os recursos disponibilizados para você, assim como, ter acesso aos seus dados particulares.

Para sair do sistema dois comando podem ser usados: logout ou exit, os dois abandonam a seção em que estão e ficam esperando o login de um novo usuário. Caso você queria desligar a máquina, deve-se digitar poweroff ou mesmo halt, os dois param o sistema, porém o administrador pode não liberar esses comandos para o usuário comum, ficando sob responsabilidade exclusivamente dele desligar ou reinicializar o sistema.

Capítulo 3 Shell Básico

3.1 Conceitos

O shell é o interpretador de comandos padrão para o sistema Linux, quando este está operando em modo textual. O shell nada mais é do que uma interface onde o usuário digita os comandos que deseja executar, encarregando o shell de fazer as chamadas ao núcleo do sistema, poupando o usuário de ter que lembrar um conjunto de chamadas ao núcleo, precisando apenas lembrar o nome do comando.

O Linux possui várias opções de shell, cada uma com características diferenciadas, mas todas implementam as funções mais comuns. O shell padrão para o Linux é o Bourne Again Shell, mais conhecido como bash.

É importante ressaltar que todos os shells diferem letras maiúsculas e minúsculas, ou seja, caso o nome do comando esteja em minúsculo, não irá funcionar se você digitar em letras maiúsculas. Combinações entre maiúsculas, minúsculas e outros caracteres são aceitos como nomes de arquivos.

3.2 Capacidades e Funcionalidades

O shell possui vários recursos interessantes, um dos mais usados é a finalização de comandos. Atráves da tecla <TAB> o shell finaliza o comando iniciado pelo usuário. Este é um recurso bastante útil para comando longos e principalmente quando há mais de um comando que inicie com as mesma letras, o shell exibe todas as opções de comandos disponíveis iniciadas por aquela seqüência, facilitando principalmente se o usuário não sabe todo o comando, mas tem alguma idéia e pode procurar por tentativas. Esta mesma funcionalidadeestá disponível para os nomes de arquivos que são passados como parâmetros de comandos. Digita-se o início do nome do arquivo e preciona-se <TAB>.

Outra funcionalidades bastante usada no shell são os scripts. Os scripts são uma seqüência de comandos armazenados em um arquivo textual com permissão de execução. O shell lê esse arquivo e executa o conjunto de comandos descrito nele. Essa funcionalidade é muito usada para grande seqüências de comandos que precisam ser repetidas várias vezes. No Windows esse tipo de script é conhecido com arquivo de lote (batch) e

3.2. CAPACIDADES E FUNCIONALIDADES 6 normalmente tem a extensão “bat”.

O arquivo com o script pode ser editado em qualquer editor de texto, como o vi por exemplo, o único porém é que deve-se cuidar para que o arquivo tenha permissão de execução, isso é feito com o comando chmod, que veremos mais adiante.

Capítulo 4 Comandos Básicos do Usuário

Os comandos básicos compreendem um conjunto de instruções mais usadas no dia-a-dia de um usuário comum. Nas seções abaixo será apresentado cada um destes comandos, seu equivalente em DOS e os parâmetros necessários a cada um.

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