PROVA DE CONCURSO

PROVA DE CONCURSO

(Parte 3 de 6)

E) No contexto “A vida em sociedade está comprometida...” (3º parágrafo) a palavra “comprometida” pode ser lida como “prejudicada”.

Pontifícia Universidade Católica do Paraná – Concurso Prefeitura Municipal de Curitiba Pág. 7

18. As conjunções, os pronomes, os numerais, os substantivos, os advérbios estabelecem relação de sentido entre as unidades do texto, ou seja, são elementos de coesão textual. A esse respeito, assinale a alternativa INCORRETA.

alvo de humilhação, exclusão ou brincadeiras

A) “Todos” de “Todos têm receio de que o filho seja (1º parágrafo) refere-se a “pais”, termo mencionado no período anterior.

B) No 1º parágrafo, “mas” ocorre duas vezes, destacando, em termos de argumentação, o que vem após essa conjunção como mais importante do que o que havia sido apresentado imediatamente antes.

consideramos os atos violentos e agressivos”,

C) Em “Quando pensamos no “bullying”, logo o conectivo “quando” pode ser substituído por “ no momento em que”, sem prejuízo do sentido do período.

D) “Aliás” (7º parágrafo), que equivale a “a propósito”, tem valor aditivo e retificativo nesse contexto de uso.

E) “Essa cena” (5º parágrafo) retoma o cenário apresentado no parágrafo anterior (4º), de uma jovem senhora que, numa farmácia, reagiu favoravelmente ao ato de “furar” a fila no caixa, dado que todos estavam com pressa .

19. Observe o seguinte trecho e assinale a alternativa CORRETA:

“Aprender a não cometer atos de incivilidade diminuiria muito o "bullying". Para tanto, não se pode abandonar crianças ou jovens à própria sorte: é preciso a presença educativa e reguladora dos adultos.”

A) O 1º período do trecho em questão apresenta problema de regência verbal. O correto seria: “Aprender não cometer atos de incivilidade diminuiria muito o “bullying”.”’

B) “Para tanto”, por ter valor conformativo, pode ser substituído, sem comprometimento do sentido do 2º período, por “Do mesmo modo que”.

C) O trecho pode ser reescrito, sem prejuízo ao sentido original, da seguinte forma: “Ser capaz de não praticar atos de barbárie reduziria consideravelmente o “bullying”. Nesse sentido, não se pode ignorar crianças ou jovens à própria sorte. É necessária a presença reguladora dos adultos.”

D) O 2º período do trecho em questão apresenta problema de regência nominal. De acordo com a norma padrão, o correto seria: “Para tanto, não se pode abandonar crianças ou jovens à própria sorte: é precisa a presença educativa e reguladora dos adultos”, pois “precisar” deve concordar com o nome (substantivo) a que se refere, no caso, com “presença”, que está no feminino e no singular.

E) O sinal indicativo da crase no “a” da expressão “à própria sorte” é facultativo. Portanto, neste contexto, a autora poderia ter escrito “a própria sorte”, sem comprometer o sentido do período.

20. A pontuação de alguns trechos do texto foi alterada.

Apenas um deles se mantém devidamente pontuado. Identifique-o.

A) Essa cena permite uma conclusão; a de que ser um cidadão responsável e respeitoso, promove desvantagens. É esse clima que, de um modo geral reina entre crianças e jovens; o de que ser um bom garoto, ou aluno correto, não é um bem em si.

B) Todos têm receio de que o filho seja alvo de humilhação, exclusão ou brincadeiras de mau gosto por parte dos colegas - para citar exemplos da prática -, mas poucos são os que se preocupam em preparar o filho para que ele não seja autor dessas atividades.

C) Outro dia vi uma cena, que exemplifica bem essa situação: em uma farmácia repleta de clientes, só dois caixas funcionavam. O que causou uma fila imensa, em dado momento, um terceiro caixa abriu, e o atendente chamou o próximo cliente.

D) O "bullying", não é um fenômeno moderno, mas hoje, os pais, estão bem preocupados, porque parece que ele se alastrou nos locais, onde há grupos de crianças e jovens, principalmente, na escola.

E) A vida em comunidade, está comprometida; e cada um faz o que julga o melhor para si, sem considerar o bem comum.

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21. A autora se vale de uma pergunta, seguida de resposta, como estratégia para compor o 3º parágrafo. Por isso, aparecem dois “porquês”. Sobre o uso dos porquês, avalie as assertivas abaixo:

I. A autora usa “por que” separado e sem acento por tratar-se de um pronome interrogativo, usado no início de frases interrogativas.

I. Se a autora optasse por fazer uma interrogativa indireta usaria, do mesmo modo, “por que”, subentendendo-se a palavra “motivo” após o seu uso: “Não se sabe por que é mesmo que os adultos que nunca foram vítimas de atos de violência, como assalto ou furto, sentem uma grande sensação de insegurança nos espaços públicos”.

locais tudo podeacontecer”, a autora usou

I. Em “Simples: porque eles sentem que nesses corretamente a conjunção “porque” por tratar-se da resposta para a pergunta feita no início do parágrafo.

IV. Se, no primeiro período, a autora optasse por substantivar “por que”, escreveria junto e com acento, fazendo a devida adaptação do verbo. Assim se leria: “Não se sabe o porquê de os adultos que nunca foram vítimas de violência, como assalto ou furto, sentirem uma grande sensação de insegurança nos espaços públicos”.

Está(ão) CORRETA(S):

A) Apenas as assertivas I e I. B) Apenas as assertivas I e IV. C) Apenas as assertivas I e II. D) Apenas as assertivas I, I e IV. E) Todas as assertivas.

Leia o poema a seguir para responder à questão 2.

A letra e a música

amantes dizem

Quando nos encontramos Dizemo-nos sempre as mesmas palavras que todos os

Mas que nos importa que as nossas palavras sejam as mesmas de sempre?

A música é outra? Mário Quintana. A cor do invisível. 2. ed. São Paulo:Globo, 1994, p.96.

2. Observe a colocação do pronome oblíquo “nos” no poema de Quintana. Em seguida, analise as assertivas abaixo:

I. O “nos” não está empregado segundo a regra padrão de colocação pronominal em nenhum dos três versos em que ele aparece.

nos importa”, casos em que a próclise é

I. O pronome oblíquo “nos” está corretamente empregado somente no primeiro e no terceiro verso: “Quando nos encontramos” e “Mas o que obrigatória dado que “quando” e “que” são palavras que “atraem” pronome oblíquo.

I. No segundo verso, não cabe a ênclise. O “nos” deveria vir antes do verbo (próclise) – “Nos dizemos” e não “Dizemo-nos” -, por basicamente dois motivos: primeiro porque o “quando”, embora esteja no verso anterior, ainda “atrai” pronome; segundo, a ênclise, neste caso, força o apagamento do “s” plural final (“dizemo-nos”), o que constitui um erro morfológico e ortográfico.

IV. O emprego do “nos” obedece à regra padrão de colocação pronominal nos três versos.

Está(ão) CORRETA(S):

A) Apenas a assertiva I. B) Apenas as assertivas I e II. C) Apenas a assertiva IV. D) Apenas a assertiva I. E) Apenas a assertiva I.

23. Observe as seguintes sentenças da fala informal:

1. Chegou os livros de história infantil na biblioteca da escola. 2. Surgiu muitas ideias na reunião dos professores. 3. Duas obras foi inaugurada no nosso bairro. 4. Desde aquela data, começou a ocorrer muitas coisas estranhas naquela escola.

Na fala ou escrita formal, essas sentenças deveriam ser revistas segundo a norma padrão, uma vez que não estão adequadas à regra de:

A) Concordância nominal. B) Concordância verbal. C) Regência verbal. D) Colocação do verbo, núcleo do predicado frasal. E) Colocação do sujeito da frase, que deve vir sempre antes do verbo.

Pontifícia Universidade Católica do Paraná – Concurso Prefeitura Municipal de Curitiba Pág. 9

24. Observe, a seguir, a capa do primeiro dicionário da língua portuguesa, digitalizado e disponibilizado gratuitamente pelo Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da Universidade de São Paulo (USP) na Internet:

Capa do dicionário que foi digitalizado (Foto: Divulgação / IEB/USP)

Marque a alternativa INCORRETA em relação ao que se afirma sobre ortografia:

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