Apostila de geografia - impacto

Apostila de geografia - impacto

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Ficha 1

Ficha 2 Ficha 3

Ficha 4 Ficha 5

Frente 4Frente 3Frente 2Frente 1

As políticas ambientais

As revoluções industriais

Da bipolaridade à multipolaridade

A região Nordeste

Degradação ambiental

A Terceira Revolução industrial

Formas de regionalização do espaço mundial

Nordeste: sub-regiões, seca e desertificação

Problemas ambientais

Paradigmas tecnológicos

As regiões excluídas África

Nordeste: sub-regiões, seca e desertificação

Os biomas terrestres.

O espaço geográfico

África 2ª Parte: conflitos étinicos e geopolíticos

Estrutura agrária, migrações e industrialização

Fontes de energia políticas

O período técnico-científico e informacional

As regiões excluídas: América Latina

Estrutura agrária, migrações e industrialização

As catástrofes ambientais.

2 w.portalimpacto.com.brn GEOGRAFIA

Frent

As conferências mundiais sobre meio ambiente Estocolmo-1972: Desenvolvimento Zero e o desenvolvimento a qualquer custo.

Realizada em 1972 na Suécia, esta foi marcada pela polêmica entre os defensores do “desenvolvimento zero”, representados pelos países industrializados, que propuseram o congelamento da produção e do crescimento econômico e os defensores do “desenvolvimento a qualquer custo”, representados pelos países subdesenvolvidos, que defendiam exatamente o contrário, já que estavam atrasados em relação aos países ricos.

A conferência de Estocolmo - Foi marcada pela polêmica entre os defensores do “desenvolvimento zero”, basicamente representante dos países industrializados, e os defensores do “desenvolvimento a qualquer custo” representantes dos países não industrializados. A proposta dos países ricos era congelar as desigualdades socioeconômicas vigentes no mundo; a dos países pobres, implementar uma rápida industrialização de alto impacto ecológico e humano. Nenhuma proposta menos maniqueísta surgiu nessa ocasião, afastando todos de uma solução mundialmente aceitável.

O alerta foi dado no início da década de 1970. Em 1972 foi realizada a conferência das nações unidas sobre o meio ambiente, em Estocolmo Suécia. Nesse encontro nasceram as primeiras polêmicas sobre o antagonismo entre o desenvolvimento e o meio ambiente. Nesse mesmo ano. Uma entidade formada por importantes empresários, chamada clube de Roma, encomendou ao prestigiado Massachusetts Institute of Techonology (MIT) EUA, um estudo que ficou conhecido com desenvolvimento zero. n Tal estudo alertava o mundo para os problemas ambientais globais causados pela sociedade urbano-industrial e propunha o congelamento do crescimento econômico como única solução para evitar que o aumento dos impactos ambientais levasse a uma tragédia ecológica mundial. Obviamente essa era uma péssima solução para os países subdesenvolvidos, que mais necessitavam de crescimento econômico para promover a melhoria de qualidade de vida da população. n Na época, a crise econômica mundial dos anos 1970, provocada pelo choque do petróleo, colocou questões econômicas mais urgentes para os governantes do mundo inteiro se preocupar. Somente no início dos anos 80 a polêmica desenvolvimento e meio ambiente seria retomado.

n A conferência das nações unidas sobre o meio ambiente e desenvolvimento, realizada no rio de janeiro em 1992, reuniu chefes de estados da maioria dos países do mundo, além de milhares de representantes de organizações não-governamentais (ONGs), numa conferência paralela. Esse encontro que na fase preparatória teve como subsídio o relatório Brundtland, definiu uma série de resoluções, visando alterar o atual modelo consumista de desenvolvimento para outro, ecologicamente mais sustentável. n O objetivo central era tentar minimizar os impactos ambientais no planeta, garantindo, assim, o futuro das próximas gerações. Segundo o relatório da CMMAD: “desenvolvimento sustentável é aquele que atende as necessidades do presente sem comprometer a possibilidades de as gerações futuras satisfazerem suas próprias necessidades”. Para atingir tal fim, foram elaboradas duas convenções, uma sobre biodiversidade, e outra sobre mudanças climáticas, uma declaração de princípios e um plano de ação. n O plano de ação ficou conhecido como agenda 21, um ambicioso programa para a implantação de um modelo de desenvolvimento sustentável em todo o mundo durante o século XXI. Esse objetivo, no entanto, requer volumosos recursos e os países desenvolvidos se comprometeram em canalizar o,7% de seus PIBs. Com o objetivo básico de fiscaliza a agenda 21, foi criada a comissão de desenvolvimento sustentável (CDS), o órgão sediado em nova York e vinculado a ONU, agrega 53 países membros, entre os quais o Brasil. Os países desenvolvidos, contudo não estão cumprindo o compromisso, com raras exceções como os países nórdicos. n A convenção sobre biodiversidade traçou uma série de medidas para a preservação da vida no planeta. Em vigor desde 1993, essa convenção tentou frear a destruição da fauna e flora, concentradas principalmente nas florestas tropicais, as mais ricas em biodiversidades do planeta. n A ECO/92 OU RIO/92: realizada no Brasil (RJ) em 1992 pelas Nações Unidas, faz um balanço do que foi discutido na conferencia de Estocolmo/72 e dos avanços nos impactos ambientais no globo, destacando a elaboração da “Agenda 21”, como suporte para implementação do desenvolvimento sustentável no mundo.

As políticas

O SINAL DE ALERTA RIO 92: PERSPEcTIvAS PARA O FuTuRO.

Ei, vocês podem ir parando de se desenvolver, porque senão o planeta não vai aguentar.

Mas nós só queremos ser desenvolvidos como vocês.

3 w.portalimpacto.com.brn GEOGRAFIA ambiental cuidado do planeta Dignidade humana

Prosperidade financeiro social SE

SE = sustentabilidade empresarial n É um programa de ação, baseado num documento de 40 capítulos, que constitui a mais ousada e abrangente tentativa já realizada de promover, em escala planetária, um novo padrão de desenvolvimento, conciliando métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica. n Trata-se de um documento consensual para o qual contribuíram governos e instituições da sociedade civil de 179 países num processo preparatório que durou dois anos e culminou com a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), em 1992, no Rio de Janeiro, também conhecida por ECO-92.

n Desenvolvimento sustentável é a forma de desenvolvimento que não agride o meio ambiente de maneira que não prejudica o desenvolvimento vindouro, ou seja, é uma forma de desenvolver sem criar problemas que possam atrapalhar e/ou impedir o desenvolvimento no futuro. n O desenvolvimento atual, apesar de trazer melhorias à população, trouxe inúmeros desequilíbrios ambientais como o aquecimento global, o efeito estufa, o degelo das calotas polares, poluição, extinção de espécies da fauna e flora entre tantos outros. A partir de tais problemas pensou-se em maneiras de produzir o desenvolvimento sem que o ambiente seja degradado. Dessa forma, o desenvolvimento sustentável atua por meio de alguns aspectos: n Atender as necessidades fisiológicas da população; n Preservar o meio ambiente para as próximas gerações; n Conscientizar a população para que se trabalhe em conjunto; n Preservar os recursos naturais; n Criar um sistema social eficiente que não permite o mau envolvimento dos recursos naturais; n Criar programas de conhecimento conscientização da real situação e de formas para melhorar meio ambiente. n O desenvolvimento sustentável não deve ser visto como uma revolução, ou seja, uma medida brusca que exige rápida adaptação e sim uma medida evolutiva que progride de forma mais lenta a fim de integrar o progresso ao meio ambiente para que se consiga em parceria desenvolver sem degradar.

n A segunda cúpula mundial sobre o desenvolvimento sustentável foi convocada em agosto de 2002 para a implementação das propostas da “Agenda 21”. A concretização da 1ª cúpula - “Rio 92” - era tão restrita que o objetivo principal da 2ª cúpula não foi elaborar novas propostas mas, antes de tudo, pôr em prática o que tinha sido definido 10 anos antes. Parecia que, em matéria de desenvolvimento sustentável, nada significativo tivesse sido alcançado na década de 90. n “Rio 92” tinha sido um relativo sucesso. A “Agenda 21” propunha 2.500 medidas, elaborando um quadro geral para responder ao conceito, então novo, do Desenvolvimento Sustentável. Cada país devia elaborar a sua própria “Agenda 21”, adaptada à sua realidade. Na dinâmica da caída do muro de Berlin, o tema da sustentabilidade surgia como nova prioridade para o futuro da humanidade. Além da “Agenda 21”, duas Convenções sobre o clima e a biodiversidade propunham metas mais concretas. As ONGs e os movimentos sociais foram convidados a participar na elaboração dos objetivos; fizeram muitas propostas e publicaram a bela ‘Carta da Terra’. n No entanto, o caminho do Rio até Johannesburgo não foi bem aquele esperado. Houve altos e baixos, tanto do lado dos governos como da parte da sociedade civil. Na “Rio + 5”, em 1997, em Kyoto (Japão), a avaliação da aplicação das propostas do Rio deixou claro que a implementação da Agenda 21 era bastante deficiente na maioria dos países n Oficialmente, o tema da cúpula de Johannesburgo era o do Desenvolvimento Sustentável. No “relatório Brundtland” à ONU em 1987, o conceito é definido como “um desenvolvimento que responda às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de responder às suas”. Fundamenta-se na constatação de que “não se pode continuar assim”. O conceito tenta articular o avanço econômico, a proteção ambiental e o progresso social. n A cúpula não devia enfrentar apenas o problema da pobreza ou do livre comércio como o queriam uns e outros países, mas também os desafios da preservação ambiental. Inundações enormes na China, no Bangladesh, na América central e na Europa; securas e fomes no Sul da África, esses catástrofes naturais, resultados das mudanças climáticas, são a expressão mais direta das graves ameaças ambientais já existentes. n “Rio + 10” visava primeiro promover a implementação das propostas da Agenda 21. Para isso, ao longo de 4 encontros preparatórios, a ONU preparou um longo “plano de ação” que devia ser o ‘prato principal das negociações’. O objetivo era chegar a propostas precisas e concretas, com prazos e meios fixados.

EcO 92: A AgENDA 21EcO 92: DESENvOLvIMENTO SuSTENTÁvEL: Tripé da sustentabilidade empresarial

RIO+10: JOHANNESBuRgO ÁFRIcA DO SuL 2002 QuAIS OS OBJETIvOS DESSA cúPuLA?

4 w.portalimpacto.com.brn GEOGRAFIA

1. ENERgIA. • Ampliar acesso a formas modernas de energia, mas sem prazos nem metas específicas;

• Derrotada proposta do Brasil e da União Européia para fixar meta global de 10% - 15% de fontes renováveis de energia;

• Anunciadas parcerias com países pobres no valor de US$ 769 milhões. PROBLEMA: Um terço da população, ou 2 bilhões de pessoas, não têm acesso a energia moderna, como eletricidade e combustíveis fósseis.

2. MuDANÇA cLIMÁTIcA. • Canadá, Rússia e China anunciaram que deverão ratificar o Protocolo de Kyoto (tratado para conter o efeito estufa) - Problema: Temperatura média da atmosfera global deve subir até 5,8ºC – até o ano 2100, se nada for feito para conter emissão de CO2

3. ÁguA. • Cortar à metade, até 2015, número de pessoas sem acesso a água potável e esgotos;

• Anunciados projetos e parcerias que somam US$ 1,5 bilhão para alcançar esses objetivos entre países ricos e países pobres. PROBLEMA: Em 2025, se nada for feito, 4 bilhões de pessoas (metade da população mundial) estarão sem acesso a saneamento básico.

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