(Parte 5 de 12)

5.12.1 Para efeito de aceitação dos resultados deve ser feita no campo a verificação do desvio das direções em relação ao seu valor médio calculado com a rejeição das observações que se afastarem mais que três vezes a precisão nominal do teodolito, e com a rejeição das séries que tiverem número de rejeições de observações que inviabilizem o cálculo do valor médio das direções.

5.12.2 Em levantamentos de pequena exatidão é tolerada a medição angular horizontal, utilizando somente a posição direta do teodolito, desde que seja aplicada a correção de colimação obtida pela média dos valores de leituras conjugadas realizadas no início e no fim de cada jornada de trabalho.

5.13 As medições angulares verticais devem ser realizadas em séries de leituras conjugadas.

5.13.1 Para efeito de aceitação dos resultados, deve ser feita no campo a verificação do desvio das observações angulares verticais em relação ao seu valor médio calculado, com a rejeição das observações que se afastarem mais que três vezes a precisão nominal do teodolito e das séries que tiverem número de rejeições que inviabilizem o cálculo dos valores médios angulares.

5.13.2 Em levantamentos de pequena exatidão, é tolerada a medição angular vertical, utilizando somente a posição direta do teodolito, desde que sejam aplicadas as correções de PZ (ponto zenital) e de índice para os teodolitos que medem respectivamente ângulos zenitais e de inclinação. A correção é obtida pela média dos valores de leituras conjugadas realizadas no início e no final de cada jornada de trabalho.

5.14 Simultaneamente com as observações dos ângulos horizontais, fazem-se as medições dos ângulos verticais, tendo em vista a redução ao horizonte das medidas de distâncias dos lados das poligonais, através de séries de leituras conjugadas recíprocas. No caso das irradiações, estas leituras devem ser só a vante.

5.15 A forma simplificada do desvio-padrão das distâncias medidas pelos medidores eletrônicos de distâncias, fornecida pelos fabricantes, é resultante de duas componentes. Uma constante e outra variável, sendo esta úl-

10NBR 13133/1994 tima um número inteiro de milionésimas partes da unidade de medida da distância observada, ou seja:

ed = ± (a + b x D) Onde:

ed=erro de distância medida, em m a=erro constante do instrumento, em m b=número inteiro de milionésimas partes (ppm), m/km

Nota:Esta expressão só estará correta em sua aplicação, se não houver imprecisão na tomada das leituras meteorológicas e conseqüentes indefinições do índice de refração para as devidas correções.

5.15.1 Após a redução ao horizonte das distâncias inclinadas, obtidas por medidores eletrônicos de distâncias, em poligonais de determinação do apoio topográfico ou de transporte de coordenadas para adensamento da rede geodésica, obtida pela multiplicação desta distância pelo cosseno do ângulo de inclinação ou do seno do ângulo zenital da inclinação, deve ser realizada a redução da distância horizontal assim conseguida ao nível de referências altimétrica do sistema de projeção topográfica adotado pela expressão:

D . H Rm hm

Onde:

“D”, sendo positiva se a sua altitude média for inferior à do nível de referência altimétrica do sistema e negativa em caso contrário hm=altura média da distância horizontal “D”, em relação ao nível de referência altimétrico do sistema, sendo positiva se acima deste e negativa em caso contrário

Rm=raio médio terrestre aproximadamente igual a 6.378.0 m

H =altitude do nível de referência altimétrico do sistema, positivo se acima do nível médio dos mares e negativo em caso contrário

5.16 As medidas de distâncias, se realizadas por intermédio de trenas, estão sujeitas a incertezas decorrentes de erros de leitura, de alinhamento, horizontalização, tensão, dilatação e contração, aferição e de catenária, existindo procedimentos e correções já consagrados na teoria e na prática. O critério na aplicação de todas as correções, considerando os casos em que são dispensáveis algumas delas ou mesmo todas, depende da natureza do levantamento a que se destinam as distâncias medidas. Compete ao planejador do levantamento topográfico o exame das condições desta aplicação , em face da exatidão a ser obtida, apresentadas em 6.4.

5.16.1 As medidas a trena não devem ser efetuadas sob a interferência de ventos fortes.

5.17 As referências de nível, espaçadas de acordo com o terreno, área a ser levantada e condições peculiares da finalidade do levantamento, devem ser implantadas por meio de nivelamento geométrico duplo - nivelamento e contranivelamento - em horários distintos, em princípio, a partir de referências de nível do SGB. São recomendados cuidados usuais, a fim de serem evitadas a ocorrência e a propagação de erros sistemáticos, muito comuns nas operações de nivelamento geométrico, devendo para tanto ser consultados os manuais dos fabricantes dos níveis.

5.17.1 Os comprimentos das visadas de ré e de vante devem ser aproximadamente iguais e de, no máximo, 80 m, sendo ideal o comprimento de 60 m, de modo a compensar os efeitos da curvatura terrestre e da refração atmosférica, além de melhorar a exatidão do levantamento por facilitar a leitura da mira.

5.17.2 Para evitar os efeitos do fenômeno de reverberação, as visadas devem situar-se acima de 50 cm do solo.

5.17.3 As miras devem ser posicionadas aos pares, com alternância a vante e a ré, de modo que a mira posicionada no ponto de partida (lida a ré) seja posicionada, em seguida, no ponto de chegada (lida a vante), sendo conveniente que o número de lances seja par.

5.17.4 As miras, devidamente verticalizadas, devem ser apoiadas sobre chapas ou pinos e, no caminhamento, sobre sapatas, mas nunca diretamente sobre o solo.

5.17.5 A qualidade dos trabalhos deve ser controlada através das diferenças entre o nivelamento e o contranivelamento, seção a seção, e acumulada na linha, observando-se os valores limites prescritos em 6.4.

5.18 Todas as medições de campo devem ser registradas em cadernetas adequadas ao tipo de operação e anotadas de forma permanente.

5.19 Os cálculos planimétricos devem ser desenvolvidos segundo roteiro convencional indicado para o transporte de coordenadas no sistema topográfico adotado, a partir dos dados de campo transcritos em formulário próprio. Quando, porém, executados em calculadoras eletrônicas programáveis, com saída em impressora ou em computador, as saídas impressas devem registrar os dados de entrada, resultados e outros elementos característicos.

5.20 Os cálculos altimétricos devem ser desenvolvidos segundo roteiro convencional e processados nas próprias cadernetas de campo ou em planilhas apropriadas. Quando da utilização de calculadoras eletrônicas, com saída em impressora ou em computadores, as saídas impressas devem registrar os dados de entrada, resultados e outros elementos característicos.

5.21 O levantamento de detalhes deve ser feito a partir das poligonais em operações que podem conduzir, simultaneamente, à obtenção da planimetria e da altimetria, ou então, com procedimentos separados, se condições especiais do terreno ou exigências de exatidão assim exigirem. A densidade de pontos deve ser compatível com a escala de representação, características do terreno e finalidade do levantamento (ver 6.4).

NBR 13133/199411

5.21.1 O levantamento altimétrico dos pontos de detalhe pode ser realizado por nivelamento trigonométrico e/ou taqueométrico, a partir dos vértices das poligonais (principais, secundárias e auxiliares), cujas altitudes ou cotas devem ser determinadas a partir das referências de nível do apoio topográfico, por meio de nivelamento geométrico ou por nivelamento trigonométrico. Se feito por nivelamento geométrico, os vértices são obrigatoriamente medidos em mudanças do instrumento; se por trigonométrico, com controle de leituras ré e vante.

5.21.2 Todos os elementos observados (ângulos, distâncias, altura do instrumento, altura do sinal, leituras nas miras e outros elementos que possibilitem os cálculos) devem ser registrados, em cadernetas apropriadas, de forma clara, ordenada, completa, precisa e impessoal. Além disso, ela deve conter croquis dos detalhes a representar, com indicação dos pontos visados e medições complementares de distâncias destinadas a servir de verificação, ou mesmo, para completar o levantamento. A boa ordenação dos elementos colhidos no campo é indispensável aos cálculos e desenho correto e completo da planta que, normalmente, são efetuados por profissionais diferentes.

5.21.3 Os cálculos podem ser executados diretamente nas próprias cadernetas de campo, por meio de calculadoras, transcrevendo os resultados nestas, ou em planilhas apropriadas, ou ainda por computadores. Neste caso, as saídas impressas devem registrar os dados de entrada, resultados e outros elementos característicos, como erros de fechamento angular e linear e sua forma de distribuição.

5.2 Os registros dos dados, tanto os coletados no campo como os calculados, devem ser feitos de forma hierarquizada, dependendo dos métodos e processos adotados para a coleta dos dados.

5.2.1 Planimetricamente, recomenda-se os critérios estabelecidos em 5.2.1.1 a 5.2.1.3.

5.2.1.1 Leituras angulares

5.2.1.1.1 As poligonais devem ter ângulos lidos e registrados com precisão.

5.2.1.1.2 Para os pontos de detalhe, os ângulos podem ser lidos com a mesma precisão de leitura direta do teodolito.

5.2.1.2 Medidas lineares

5.2.1.2.1 As poligonais devem ter seus lados medidos e registrados conforme estabelecido em 6.4.

5.2.1.2.2 Os lados, quando medidos por estadimetria, devem ser lidos e registrados os três fios estadimétricos com as leituras em milímetros.

5.2.1.2.3 Para os pontos de detalhe, as medidas devem ser lidas e registradas em centímetros, quando utilizados medidores eletrônicos ou trenas.

5.2.1.3 Concordância das medidas

Processados os cálculos, as coordenadas analíticas devem ser registradas de forma concordante com as medidas observadas.

5.2.2 Altimetricamente, os resultados dos cálculos devem ser registrados até milímetros, centímetros e decímetros, respectivamente, para as altitudes ou cotas obtidas por nivelamento geométrico, nivelamento trigonométrico e nivelamento estadimétrico.

5.23 Os elementos levantados no campo, devidamente calculados e compensados, devem ser lançados na escala predeterminada, numa base dimensionalmente estável quadriculada, constituindo-se no original topográfico.

5.23.1 A quadriculação da base deve ser realizada com a utilização de coordenatógrafos de boa qualidade ou mesa de desenho automático (plotter) em quadrículas de 10 cm de lado.

5.23.2 Os processos e instrumentos utilizados na elaboração do original topográfico devem estar de acordo com a escala adotada e não devem conduzir erros de graficismo que prejudiquem a exatidão conseguida nas operações de campo.

5.23.3 Os pontos do apoio topográfico planimétrico devem ser lançados por suas coordenadas planorretangulares no sistema topográfico adotado, utilizando-se, preferencialmente, coordenatógrafo de boa qualidade ou mesa de desenho automático.

5.23.4 As referências de nível do apoio topográfico devem ter as suas altitudes ou cotas assinaladas até o milímetro, se estas foram obtidas por nivelamento e contranivelamento geométrico, e até o centímetro, se por nivelamento trigonométrico.

(Parte 5 de 12)

Comentários