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5.23.5 As altitudes ou cotas dos vértices das poligonais secundárias devem ser assinaladas até o milímetro, centímetro ou decímetro se foram obtidas por nivelamento geométrico, trigonométrico ou taqueométrico, respectivamente.

5.23.6 O lançamento dos pontos de detalhe pode ser realizado por suas coordenadas planorretangulares ou por meio de suas coordenadas polares, no sistema topográfico adotado.

5.23.7 Os pontos de detalhe devem ter sua altitudes ou cotas assinaladas até o decímetro quando tomadas diretamente sobre o terreno, não importando o processo de nivelamento adotado. Quando os pontos de detalhe forem materializados e suas altitudes ou cotas determinadas por nivelamento geométrico, estas devem ser registradas até os centímetros.

5.23.8 As curvas de nível devem ser traçadas a partir dos pontos notáveis definidores do relevo, passando pelas interpolações controladas nas altitudes ou cotas entre pontos de detalhe. As curvas-mestras, espaçadas de cinco em cinco curvas, devem ser reforçadas e cotadas. No caso de haver poucas curvas-mestras, as intermediárias também devem ser cotadas.

5.24 O desenho topográfico final do levantamento topográfico deve ser obtido por copiagem do original topográ-

12NBR 13133/1994 fico, de forma permanente sobre base dimensionalmente estável, e deve utilizar as convenções topográficas adotadas nesta Norma (ver Anexo B). Alternativamente, pode ser substituído por mesa de desenho automático.

5.24.1 As plantas devem ser apresentadas em formatos definidos pela NBR 10068, adequadas à finalidade do levantamento topográfico pelas suas áreas úteis, com representação de quadrículas de 10 cm de lado, trazendo nas bordas da folha as coordenadas planorretangulares de identificação da linha que representam, comportando, ainda, moldura, convenções e identificadores segundo modelo definido pela destinação do levantamento.

5.24.2 A toponímia, os números e outras referências devem ser desenhados de acordo com a NBR 6492.

5.24.3 Os vértices das poligonais do apoio topográfico e as referências de nível devem estar lançadas nas plantas, sendo estas com as suas altitudes ou cotas assinaladas conforme 5.2.2 e os vértices locados por suas coordenadas conforme 5.2.1.3.

5.24.4 No desenho final também devem ser registradas as origens planimétrica e altimétrica, bem como a finalidade do levantamento.

5.25 O relatório técnico, quando do término de todo e qualquer levantamento topográfico ou serviço de topografia, deve conter, no mínimo, os seguintes tópicos:

f)descrição do levantamento ou do serviço executado;

j)equipe técnica e identificação do responsável técnico; l) documentos produzidos; m)memórias de cálculo, destacando-se: -planilhas de cálculo das poligonais;

-planilhas das linhas de nivelamento. 6 Condições específicas

6.1 As condições específicas para o levantamento topográfico referem-se apenas às fases de apoio topográfico e de levantamento de detalhes, que são as mais importantes em termos da definição de sua exatidão (erros sistemáticos e erros acidentais).

6.2 As condições específicas fundamentam-se na seleção de métodos, processos e aparelhagem que assegurem propagações de erros acidentais no levantamento topográfico, não excedentes às tolerâncias admissíveis por suas destinações, no objetivo da compatibilização das medidas angulares, lineares e de desníveis.

6.3 A vinculação (ou amarração) do levantamento topográfico ao SGB deve ter a mesma exatidão do apoio topográfico em sua ordem superior, levando em consideração as hipóteses estabelecidas em 5.3.

6.4 Considerando as finalidades do levantamento topográfico, a densidade de informações a serem representadas e a exatidão necessária a cada finalidade, podem-se elaborar as Tabelas 5 a 9, que consubstanciam conjuntos de elementos, isolados ou combinados, formando as seguintes classes:

a)oito classes de levantamento planialtimétrico de áreas, abrangendo métodos de medição, escalas de desenho, eqüidistantes de curvas de nível e densidade mínima de pontos a serem medidos estão apresentadas na Tabela 5; b)duas classes de levantamento planialtimétrico cadastral, abrangendo métodos de medição, escalas de desenho, eqüidistâncias das curvas de nível e densidade mínima de pontos a serem medidos estão apresentadas na Tabela 6; c)cinco classes de poligonais planimétricas, abrangendo aparelhagem, procedimentos, desenvolvimentos e materialização, estão apresentadas na Tabela 7; d)quatro classes de nivelamento de linhas ou circuitos e de seções, abrangendo métodos de medição, aparelhagem, desenvolvimentos e tolerâncias de fechamento, estão apresentadas na Tabela 8; e)duas classes de levantamento para rede de referência cadastral municipal, abrangendo aparelhagem, métodos de medição, desenvolvimento de poligonais e tolerâncias aceitáveis para as linhas de nivelamento após o ajustamento e materialização de vértices e referências de nível, estão apresentadas na Tabela 9.

6.4.1 Para estabelecer a metodologia de um levantamento topográfico, deve-se considerar sua finalidade básica e dimensões da área a ser levantada, enquadrando-o em uma das classes de levantamento topográfico planialtimétrico ou levantamento planialtimétrico cadastral, constantes nas Tabelas 5 e 6.

6.4.1.1 Para este enquadramento, devem ser considerados os argumentos de entrada das referidas tabelas, ou seja: escala de desenho adequada, eqüidistância de curvas de nível necessária e densidade de pontos a serem medidos por hectare, segundo o grau de detalhamento suscitado pela finalidade do levantamento ou pelas condições locais.

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6.4.1.2 Definida a classe de levantamento, deve-se obedecer à metodologia correspondente, estabelecida nas referidas tabelas para cada classe de levantamento.

6.4.2 As finalidades das cinco classes de poligonais planimétricas apresentadas na Tabela 7 referem-se a:

a)Classe IP - Adensamento da rede geodésica - (transporte de coordenadas); b)Classe IIP - Apoio topográfico para projetos básicos, executivos, como executado, e obras de engenharia; c)Classe IIIP - Adensamento do apoio topográfico para projetos básicos, executivos, como executado, e obras de engenharia; d)Classe IVP - Adensamento do apoio topográfico para poligonais IIIP. Levantamentos topográficos para estudos de viabilidade em projetos de engenharia; e)Classe VP - Levantamentos topográficos para estudos expeditos.

Tabela 5 - Levantamento topográfico planialtimétrico

Densidade mínima de pontos a serem medidos por hectare

acima de entrede até
20%10% e 20% 10%

dodas curvasTerreno comTerreno comTerreno com desenhode nível declividadedeclividadedeclividade

Poligonais planimétricas, perimétricas e internas da classe V P ou de ordem superior. Estações das poligonais niveladas conforme nivelamento

I PAda classe IV N ou de ordem superior. Pontos1:5000 5 m432 irradiados medidos taqueometricamente com leitura dos três fios sobre miras devidamente comparadas, visada máxima de 150 m, teodolito classe 1.

Poligonais planimétricas da classe IV P ou de ordem superior. Estações das poligonais niveladas pela classe I N ou de ordem superior.

I PAPontos irradiados medidos taqueometricamente1:2000 2 m1075 com leitura dos três fios sobre miras devidamente comparadas, visada máxima de 150 m, teodolito classe 1.

Poligonais planimétricas da classe I P ou de ordem superior. Estações das poligonais niveladas pela classe I N ou de ordem superior.

I PAPontos irradiados medidos1:10001 m322518 taqueometricamente com leitura dos três fios sobre miras devidamente comparadas, visada máxima de 100 m, teodolito classe 1.

Poligonais planimétricas da classe I P ou de ordem superior. Estações das poligonais niveladas pela classe I N ou de

Escala Eqüidistância Classe Metodologia

/continua

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Densidade mínima de pontos a serem medidos por hectare

acima de entrede até
20%10% e 20% 10%

dodas curvasTerreno comTerreno comTerreno com desenhode nível declividadedeclividadedeclividade

Mesmo método de medição da classe V P,

V PAexceto as linha de base que serão de 40 m1:2000 2 m 16128 Seçõesem 40 m e o levantamento das seções ou e/ou16 transv.transversais que será o de pontos1:1000 pontos espaçados, no máximo, 40 m um do outro. cotados

Poligonais planimétricas e locação das linhas de base de 20 m em 20 m, com estacas de madeira, por poligonais de classe IV P ou de ordem superior. Nivelamento das linhas-base e das poligonais com nivelamento classe I N

transv.taqueométricas, definindo pontos de 1:500pontos

VI PA ou de ordem superior. Levantamento das1:1000 1 m362518 Seçõesseções transversais com medidas ou e/ou mudança de declividade ecotados espaçados, no máximo a cada 30 m com leitura dos três fios, miras devidamente comparadas, visada máxima de 150 m, teolodolito classe 1. Em faixas com áreas superiores a 100 ha, recomendam-se poligonais classe I P.

Poligonais planimétricas e locação das linhas de base estaqueadas de 10 m em 10 m, por poligonais de classe IV P ou de ordem superior. Os pontos transversais nas 1 m

VII PAseções transversais, estaqueados também e/ou malhade 10 m em 10 m, com poligonais de1:500 pontos--- classe VI P ou de ordem superior. Emcotados áreas superiores a 100 ha, recomendam-se poligonais da classe I P. Nivelamento com classe I N.

Mesmo método de medição da classe VII PA, exceto o estaqueamento das1:1000 1 m

VIII PAlinhas-base que será de 20 m em 20 m ou e/ou--- malhae o levantamento das seções transversais1:500 pontos que é o de pontos estaqueados de 20 mcotados em 20 m.

Classe Metodologia

/continuação Escala Eqüidistância

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