trabalho de fisiologia II DPOC

trabalho de fisiologia II DPOC

DPOC

DPOC

  • Doença caracterizada por obstrução progressiva e parcialmente reversível das vias aéreas e diminuição do fluxo aéreo expiratório, podendo ser acompanhada de hiperatividade brônquica.

Pacientes com dpoc enfisema e bronquite

DPOC

  • 1)Bronquite crônica:

Caracteriza-se pela presença de tosse e produção de expectoração por pelo menos 3 meses em cada um de 2 anos consecutivos, não resultando de outra causa aparente;

2)Enfisema:

Caracteriza-se por aumento anormal dos espaços aéreos distais ao bronquíolo terminal, acompanhado por alterações destrutivas das paredes alveolares.

Epidemiologia

  • Predomínio nos homens;

  • Incidência aumenta com a progressão da idade;

  • Tendência de diminuir a mortalidade por DCV, observa-se o contrário no DPOC;

  • 6º causa de morte no Brasil e a 3º causa de internação hospitalar;

Fatores de Risco

  • TABAGISMO;

  • Poluição atmosférica;

  • Exposição ocupacional;

  • Infecções;

  • Alcoolismo;

  • História familiar  enfisema por deficiência de alfa-1-antitripsina;

Fisiopatologia

  • Obstrução vias aéreas (hipersecreção / obstrução pequenas vias aéreas).

  • Destruição parênquima.

  • Anomalias vasculares pulmonares (espessamento vasos).

Tipo patológico - Enfisema

  • Centro-acinar:

a destruição do parênquima localiza-se na região central do ácino ou lóbulo pulmonar;

relacionado ao tabagismo ( mais comum);

predomina nos lobos superiores;

  • Pan acinar:

destruição uniforme de todo o lóbulo, acompanhado de fenômenos obstrutivos e aumento volumétrico do pulmão;

Deficiência genética de alfa-1-antitripsina;

enfisema

Enfisema proteolítico

  • Deficiência de alfa-1-antitripsina;

  • 3% dos portadores de enfisema possuem essa deficiência;

  • Indivíduos com idade <55anos;

  • História marcante familiar;

  • Sem relação com o tabagismo;

Quadro clínico

Exame físico

  • Pletora facial;

  • Tórax em tonel;

  • Edema de MMII, turgência jugular;

  • Prolongamento da fase expiratória;

  • Contração da musculatura abdominal na expiração;

Pink Puffers

  • Longilíneo;

  • Fácies angustiada;

  • Magro;

  • Tórax em tonel;

  • Dispnéia expiratória;

  • Sem sinais de cor pulmonale e hipóxia significativa;

  • MV;

Blue Bloater

  • Brevilíneo;

  • Obesos;

  • Pletora facial;

  • Respiração ruidosa com estertores;

  • Hipoxemia;

  • Cor pulmonale;

Diagnóstico

Clínico:

 Tosse crônica + expectoração + dispnéia + história de exposição aos fatores de risco.

Exames complementares:

Raio-X de tórax

RAIO X

Permite caracterizar a presença de:

ENFISEMA - hiperinsuflação pulmonar, hipertransparência, bolhas de enfisema.

BRONQUITE CRÔNICA: - espessamento de paredes brônquicas e infiltração ao longo de feixes broncovasculares. .

Raio-X de tórax

  • Bronquítico Crônico

Normal;

Reforço da trama broncovascular;

Imagens tubulares principalmente nas regiões hilobasais;

Discreta insuflação pulmonar;

Espirometria

Padrão-ouro (diagnóstico e estadiamento);

Padrão obstrutivo:

A espirometria também é utilizada para avaliar a gravidade da obstrução das vias aéreas e para monitorizar o tratamento. O fluxo expiratório máximo (a velocidade máxima com que o ar é expirado) pode ser medido com o auxílio de um medidor de fluxo máximo portátil. Esse teste é utilizado para a monitorização domiciliar da gravidade. Geralmente, as velocidades do fluxo máximo são menores entre 4 e 6 horas da manhã e maiores às 4 horas da tarde..

Pulmão normal X fumante

ECG

  • Alterações de cor pulmonale:

Outros exames complementares

  • Hemograma: policitemia;

  • Gasometria arterial:

♦Hipoxemia e hipercapnia;

♦Acidose respiratória crônica com aumento compensatório do bicarbonato;

  • TC:

útil para o diagnóstico diferencial;

Complicações

  • Infecção;

  • Insuficiência respiratória;

  • Policitemia;

  • Pneumotórax;

  • Cor pulmonale;

Diagnóstico diferencial

  • Asma;

  • Insuficiência cardíaca;

  • Bronquiectasia;

  • TB;

Diagnóstico diferencial entre asma e dpoc

  • Dpoc Asma

  • -início da meia idade Início precoce(frequentemente

  • -progressão lenta na infância)

  • dos sintomas Sintomas matinais e noturnos.

  • -história de tabagismo Alergia, rinite alérgica

  • longo prazo História familiar de asma

  • Dispnéia durante o Grande parte reversível

  • Exercício

  • Grande parte irreversível.

Cianose por hipoxia

Reabilitação respiratória

Tratamento

  • Objetivos:

1)Prevenir a progressão da doença;

2)Aliviar os sintomas;

3)Melhorar a condição da saúde;

4)Prevenir e tratar as complicações e exacerbações.

Tratamento

  • Varia de acordo com a gravidade da doença ( sintomas, limitação do fluxo aéreo, frequência e gravidade das exacerbações, complicações, as comorbidades);

  • Medidas educacionais;

  • Broncodilatadores;

  • Corticóides;

  • Oxigenioterapia;

  • Transplante de pulmão;

  • Cirurgia redutora pulmonar

Tratamento

  • Redução dos fatores de risco ( TABAGISMO );

  • Dieta pobre em carboidrato;

  • Protetor de mucosa gástrica;

  • Exercícios físicos;

  • Fisioterapia respiratória;

  • Vacinas;

Broncodilatadores

  • Principal terapia no tratamento de manutenção do DPOC;

  • Preferência pela via inalatória;

  • A combinação de drogas com diferentes mecanismos e duração de ação pode aumentar a eficácia e diminuir a incidência dos efeitos colaterais;

Beta-2-agonistas

  • Liga ao receptor beta 2 da célula  ativação da adeniciclase  conversão do ATP em AMPc  através da proteína cinase A reduz o tônus muscular;

  •  VEF1s, capacidade inspiratória, volume residual  Dispnéia e  na tolerância das atividades físicas;

Curta ação Longa ação

Início de ação quase imediato;

Duração: 4-6h;

Posologia: até 4 vezes/dia;

Alívio sintomático;

Beta-2-agonistas – Efeitos colaterais

  • Tremores;

  • Taquicardia;

  • Hipocalemia;

  • Agitação;

  • Hiperglicemia

  • Arritmias;

Anticolinérgicos

  • Bloqueio dos receptores colinérgicos inibindo a broncoconstrição reflexa colinérgica  BRONCODILATAÇÃO;

Anticolinérgicos – Efeitos colaterais

  • Boca seca;

  • Tosse;

  • Irritação da garganta;

Metilxantinas

  • Broncodilatadores adicionais no DPOC, porém menos eficazes e com a desvantagem de agir mais lentamente;

  • Inibem a fosfodiesterase com subseqüente aumento da concentração de AMPc intracelular e relaxando a musculatura lisa brônquica;

Metilxantinas

  • Efeitos colaterais:

Sintomas GI;

Cefaléia;

Insônia;

Arritmias;

Convulsões;

Corticóides

  • Indicações:

Melhora sintomática e uma resposta espirométrica documentada aos corticóides inalados;

Estádio IIb e exarcebações repetidas;

Agudizações do DPOC;

  • Uso inalatório é superior ao sistêmico;

  • Podem aliviar os sintomas, mas não modifica o declínio a longo prazo no VEF1s;

Oxigênio

  • PaO2 < 55 mmHg ou SaO2<88;

  • 55 mmHg < PaO2 < 60mmHg ou SaO2 > 88mmHg e evidência de hipertensão pulmonar, ICC ou eritrocitose;

  • Fluxo deve ser no máximo 1-2l/min;

Exacerbações do DPOC

  • Etiologia:

Infecção respiratória (H. influenzae, S. pneumoniae, M. catarrhalis);

Hiperreatividade brônquica;

Drogas depressoras do centro respiratório;

ICC...

Tratamento domiciliar

  • Broncodilatadores:  dose e/ou frequência da terapia;

  • Corticóides:

♦Prednisona;

  • Antibióticos:

♦ tosse, dispnéia;

♦  do volume da expectoração e alteração na cor;

Opções: Amoxicilina-clavulanato, cefalosporina de 2º ou 3º geração, macrolídio, quinolonas respiratórias;

  • Oxigênio: manter SaO2 entre 90-92%;

Conclusão

  • O DPOC consiste em uma doença que leva à obstrução progressiva e parcialmente reversível das vias aéreas e diminuição do fluxo aéreo expiratório, podendo ser acompanhada de hiperatividade brônquica.

  • Corresponde a 6º causa de morte no Brasil e a 3º causa de internação hospitalar.

  • Sua incidência vem crescendo na população feminina e se não forem implantadas novas medidas anti-tabagismo a taxa de mortalidade por DPOC só aumentará nos próximos anos.

  • A forma mais fácil de prevenção é a abstenção do tabaco e por isso faz-se necessário a implementação de MEDIDAS anti-tabaco em todo o mundo, principalmente na população adolescente e adultos-jovens.

Comentários