Educação ambiental imprimir agora

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(Parte 1 de 2)

UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO – UFMA

CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS SAÚDE E TECNOLOGIA – CCSST

CURSO ENGENHARIA DE ALIMENTOS

DISCIPLINA ECOLOGIA 3° PERÍODO

ALANNA DIÓGENES SANTOS

ANDERSON SOUSA PINHEIRO

CRISTINA RODRIGUES ALMEIDA

JANAHINA RODRIGUES FRAGOSO

NATHIANY KAREN ALBUQUERQUE LUCENA

SILENE MARIA ALVES BARROS

SUSANE KARYNE GOMES DA SILVA

POLÍTICA E EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM IMPERATRIZ

IMPERATRIZ-MA

2010

ALANNA DIÓGENES SANTOS

ANDERSON SOUSA PINHEIRO

CRISTINA RODRIGUES ALMEIDA

JANAHINA RODRIGUES FRAGOSO

NATHIANY KAREN ALBUQUERQUE LUCENA

SILENE MARIA ALVES BARROS

SUSANE KARYNE GOMES DA SILVA

POLÍTICA E EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM IMPERATRIZ

Trabalho apresentado ao Professor José Ribamar

da disciplina de Ecologia do curso de engenharia

de alimentos.

IMPERATRIZ – MA

2010

INTRODUÇÃO

Nas últimas décadas, manter o equilíbrio ambiental tem sido um desafio para a humanidade, tendo em vista que, os recursos naturais disponibilizados para suprir as necessidades do homem, começam a apresentar sinais de escassez. Fato que se justifica pela exploração irracional desses recursos, o avanço populacional, bem como o estabelecimento de atividades interventor e transformadora do ambiente natural.

A idéia de preservação ambiental começou na Europa com o início das atividades industriais e os impactos causados por ela. Este cenário promoveu o surgimento da necessidade de contemplação da natureza, e o início de uma consciência ecológica que impulsionou algumas discussões de como conservar as áreas representativas da vida natural no planeta, começando pela necessidade de um consumo sustentável. 1

A Educação Ambiental é um novo conceito de educação voltada para a sustentabilidade do ambiente e da sociedade que se ver as voltas com problemas ambientais que podem ser revertidos, bem como outros que não podem mais ser modificado. Neste contexto, a mudança de hábitos e paradigmas tem a escola como principal meio de difusão para a melhoria da qualidade de vida das pessoas em geral.

Com relação à educação ambiental no Brasil ainda é preciso orientações sobre a prática da educação ambiental, pois a mesma deve ser voltados para a mudança de postura, hábito e paradigma para a sustentabilidade ser uma realidade. Em outras palavras é preciso que uma diretriz que seja voltada para o exercício da educação ambiental na formação da cidadania.

EDUCAÇÃO AMBIENTAL

A educação como instrumento de realização pessoal e sócio-cultural da sociedade, calcada na informação, aprendizado, assim a importância do conhecimento como um todo. É importante observar a educação ambiental simplesmente como uma das formas de educação.

Segundo a Wikipédia,a Educaçãoambiental é um ramo da educação cujo objetivo é a disseminação do conhecimento sobre o ambiente, a fim de ajudar à sua preservação e utilização sustentável dos seus recursos. Observando a educação ambiental como processo não só educativo mais orientador da realidade. Carvalho (data) afirma‘‘(...) a falta de percepção da Educação Ambiental como sendo essencialmente Educação, apontando esta ausência como um dos fatores mais agravantes na produção de uma “prática descontextualizada”, voltada para problemas de ordem física do ambiente, incapaz de discutir questões político-sociais e teorias básicas da educação” (Loreiro,1996:82) ’’. Afirma Rita Mendonça à Revista Escola: “Os processos educativos ficaram racionais e a escola descuidou dos sentimentos, das sensações e das relações em sala de aula, esquecendo o ar, a água, o corpo, o bairro, a cidade, o planeta. Ora, se a educação ambiental pretende resolver os problemas ambientais pela formação das pessoas, é preciso usar ferramentas transformadoras. Uma delas é o aprendizado “seqüencial.” 2 A educação ambiental se constitui numa forma abrangente de educação, que se propõe atingir todos os cidadãos, através de um processo pedagógico participativo permanente que procura incutir no educando uma consciência crítica sobre a problemática ambiental, compreendendo-se como crítica a capacidade de captar a gênese e a evolução de problemas ambientais, segundo o site Ambiente Brasil. 3

Vários foram os acontecimentos marcantes na história da educação ambiental, mas é importante destacar que a educação ambiental se dá desde os primórdios do tempo á medida que o homem observou a importância da preservação da natureza, para a manutenção dos recursos e do próprio homem. Com a Conferência de Estocolmo em 1972, puderam-se debater a nível mundial soluções para combater a degradação ambiental em virtude ao desenvolvimento dos países, neste encontro foram reunidos 1133 países, 19 órgãos governamentais e 400 ONG’s. Deste encontro ficou acertado, dentre outros pontos, diversas orientações aos governantes sobre como agir de maneira ecologicamente correta, a importância estratégica que a Ciência, a Tecnologia, a Educação e a Pesquisa assumem no sentido de promoverem a preservação ambiental. A partir desse encontro se sucederam vários seminários, conferências e encontro debatendo o tema. Em seguida o Encontro em Belgrado 1975 focando para a utilização racional do recurso ambiental, a Conferência de Tbilisi 1977 conseguiu reunir e sistematizar alguns pressupostos e diretrizes elementares para quaisquer trabalhos de base ambiental, insistindo na necessidade da cooperação em diferentes âmbitos (local regional e internacional) e na inclusão da dimensão ambiental nos projetos de desenvolvimento, segundo Vilson (2006).

A própria definição de Educação Ambiental foi bastante discutida mais foi na Conferência de Tbilisi E. A. definida como "uma dimensão que deveria ser dada ao conteúdo e prática educacional, buscando a resolução dos problemas do meio ambiente via enfoques interdisciplinares, e de uma ativa e responsável participação de cada indivíduo e da coletividade como um todo". Nesta Conferência estabeleceu-se que: “O processo educativo deveria ser orientado para a resolução dos problemas concretos do meio ambiente, através de enfoques interdisciplinares e, de participação ativa e responsável de cada indivíduo e da coletividade”.4

Os objetivos da E.A., propostos em Tbilisi (1977), e que se mantêm até hoje são:

a - Consciência - ajudar os grupos sociais ou individuais a adquirirem consciência do ambiente global, seus problemas e a sensibilizarem-se por suas questões. Maior atenção deve ser dada aos problemas globais (como desmatamentos, camada de ozônio, extinção de espécies, poluição, etc);

b- Conhecimento-. Ajudar os grupos sociais e individuais a adquirirem diversidade de experiências e compreensão do meio e seus problemas. Não deve se restringir à transmissão de conhecimentos científicos;

 c- Comportamento - ajudar os grupos sociais e individuais a comprometerem-se com uma série de valores, e a sentirem interesse e preocupação pelo ambiente, motivando-os de tal modo que possam participar ativamente da melhoria e da proteção do mesmo;

d- Habilidades - auxiliar na aquisição de habilidades necessárias para determinar e resolver os problemas;

e- Participação - ajudar os grupos sociais e individuais a perceberem suas responsabilidades e a necessidade de sua participação ativa para a solução dos problemas, visando a melhoria da qualidade de vida.

Princípios básicos da Educação Ambiental

a- O ambiente deve ser visto como um todo (aspectos sociais, biológicos, políticos, econômicos, científico, técnico, etc). O aluno deve conhecer o ambiente para agir sobre ele;

b- A E. A. deve acontecer de modo permanente dentro e fora da escola - o aluno além de conhecer e modificar os ambientes da escola deve estender suas ações ao entorno e em todos os níveis de ensino;

c- Deve ser multidisciplinar e abrangente- o processo deve envolver as várias áreas do conhecimento (geografia, história, biologia, economia, etc) pessoas ou grupos sociais na prevenção e busca de soluções para os problemas ambientais que a comunidade enfrenta.

d- Deve criar novos modelos de conhecimento e responsabilidade ética nos indivíduos, grupos e sociedade como um todo, em direção ao meio ambiente.

A educação ambiental pode contribuir para o desenvolvimento através da formação de uma nova mentalidade ecológica, em conseqüência de uma qualidade de vida melhor. A UNESCO (órgão da ONU) responsável pela divulgação e realização desta nova perspectiva educativa, realiza vários seminários regionais em todos os continentes, procurando estabelecer os fundamentos filosóficos e pedagógicos da Educação Ambiental, a Educação Ambiental vem sendo trabalhada no Brasil de maneira mais sensível. Carvalho relata que “O próprio relatório da CIMA, preparatório para o Rio-92 declarou abertamente que dos maiores problemas para o desenvolvimento da Educação Ambiental foi o fato dela ter sido sempre tratada como relativa sendo algo pertinente à área de Educação, que seu lugar (CIMA, 1992)”.

No Brasil o maior acontecimento foi o ECO-92 que destacou a Conferência do Rio que consagrou o conceito de desenvolvimento sustentável e contribuiu para a mais ampla conscientização de que os danos ao meio ambiente eram majoritariamente de responsabilidade dos países desenvolvidos.Com a realização da Conferência Rio-92 (1992) enfocando os problemas ambientais globais e o desenvolvimento sustentável. Nesta conferência é produzida a Carta Brasileira de Educação Ambiental elaborada pela Coordenação de Educação Ambiental do MEC, onde é avaliado o processo de Educ. Ambiental no Brasil e se estabelecem as recomendações para a capacitação de recursos humanos. É aprovado no Brasil o Programa Nacional de Educação Ambiental (PRONEA) que prevê ações nos âmbitos de E. A. formal e não formal. À partir daí, várias organizações estaduais de meio ambiente e ONGs implantam programas de E.A. e os municípios criam as secretarias municipais de meio ambiente, que têm como uma de suas funções, o desenvolvimento de atividades de E.A.

No processo de construção de uma sociedade com melhor qualidade de vida a E.A. não deve se basear na transmissão de conteúdos específicos, já que não existe um só conteúdo a ser abordado. O conteúdo deve ser definido a partir do levantamento da problemática ambiental vivida pela comunidade. Sendo assim o desenvolvimento de curso, palestras, projetos, ONG’s em universidades, escola primária, empresas e movimentos ambientalistas identificados com a causa de preservação do meio ambiente para o bem comum da humanidade vem sendo difundida o que estreita mais ainda a relação ser humano–natureza.

Refletir sobre o nosso comportamento e as relações que temos com a natureza e com as pessoas também é parte fundamental desse processo na opinião de Rita Mendonça. Bióloga e socióloga, ela é co-fundadora do Instituto Romã, entidade sediada em São Paulo que representa no Brasil a Sharing Nature Foundation - organização não-governamental americana dedicada à educação ao ar livre. 5

A cidade de Imperatriz passou por um processo de aceleração de devastação de suas florestas sem estudo prévio e que causou processo erosivo em todo o município, quer seja na zona rural como na zona urbana. No que se refere à zona urbana o processo parece ser mais destruidor devido o intenso fluxo migratório de pessoas vindas de todo o país para formação da cidade, que criou um espaço bem diferente num contexto social. As periferias foram povoadas por pessoas que sem a formação adequada retiraram à vegetação das margens dos riachos que cortam o município, assim como, as delimitações das áreas de construção de suas casas. Nesse contexto marcado pela degradação permanente do meio ambiente e do seu ecossistema, envolve-se um conjunto de fatores do universo educativo em todos os níveis, potencializando o engajamento dos diversos sistemas de conhecimento e a sua capacitação numa perspectiva interdisciplinar. 6

Visto isso, em Imperatriz-Ma há vários projetos em escolas, a Secretária de Educação do Estado, na pessoal de Mariene,temos meses que abordamos mais esse tema  : julho, setembro mês da arvore. Então as escolas aproveitam  para desenvolver projetos interdisciplinar especifico para essa temática. Um trabalho mais consistente em relação a isso: temos três professoras  da área de educação que estão prestando serviço  na secretaria do meio ambiente, com parceria do secretário para que  essas pessoas tivessem  a preocupação em fazer o acompanhamento escolar estimulando a elaboração desses projetos.  Elas mandam relatórios para nós detalhando essa tipo de projeto desenvolvido  nas escolas. No ano passado 10 escolas se envolveram num trabalho plante uma arvore e isso se estendeu na cidade. Pastas com os projetos que envolvem o meio ambiente nas escolasforam disponibilizados, para vermos os projetos e depois a aplicabilidades detes nas escolas.

Dentre eles estão:

Centro Educacional Adelina Lopes com o Projeto de ética e geografia que trabalho a ética e meio ambiente. A implantação se dá através da conscientização, orientada por Delkenia Oliveira Ribeiro da disciplina Geografia e ético-Ensino fundamental utilizando como método pesquisas em sites,músicas,livros e etc...

Outro projeto interessante  é o da Escola Amaral raposo com o projeto em defesa da biodiversidade para melhoria da qualidade de vida, com o tema meio ambiente e ecologia. Eles trabalham nos 3 turnos(matutino,vespertino e noturno), as turmas são divididas em grupo e cada grupo teve uma tarefa a realizar no seminário, com a coordenação de um ou

mais quatro professores. Divisão: 1º ano-01 Riacho bacuri1ºano- 02 poluição atmosférica2º ano-01 tipo de resíduos sólidos: urbanos e industriais2º ano - 02 Desertificação3º ano A -01 Desenvolvimento sustentável3º ano A - 02 tipos de energia  alternativa3º ano B - Rio Tocantins O Dia do projeto (05/05 á 02/06/2010)

Com esse projeto cada subtemas são divididos por turmas. Que objetiva proporcionar aos alunos do Centro de Ensino Amaral raposo, estudos e pesquisas para a apropriação do conhecimento na área das ciências da natureza e a partir daí ter um posicionamento mais político e correto sobre o uso do meio ambiente. Envolve toda a direção da escola e aproxima a escola da comunidade. Propõe tarefas de punho científico, com enfoque social, político, econômico e cultural que proporcionem maior conhecimento  dos alunos sobre o meio ambiente. Tendo como público alvo os alunos do Centro de Ensino Amaral Raposo, pais, responsáveis e comunidade.

Em visita as escolas, pode-se observar a preocupação com o meio ambiente e a importância da preservação.

Escolas vistadas: - Graça AranhaDiretora: Marizete leite coelho

Projeto arborização nas escolas ( projeto da coordenação,juntamente com a direção),a escola pediu as mudas na secretaria do meio ambiente para distribuição na comunidade e uma quantidade para a própria escola. Mais o interessante disso é que os próprios alunos têm a consciência de ir regá-las. Outros projetos elaborados pela escola:

-projeto das latinhas

O objetivo do projeto das latinhas era de tirar o material químico do meio ambiente para a preservação do meio ambiente e o segundo foi comprar um data show para a escola, que é um instrumento de recurso utilizado em  sala de aula.

-projeto limpeza nota 100

Acontece com as turmas da escola (trabalham com os dois turnos),onde os alunos deixam a sala limpa após o termino da aula; os alunos  são observados pelos seus colegas,  e o presidente da sala faz um relatório diariamente sobre o estado da sala(se está limpa ou não, entre outras coisas.). Diariamente são selecionados dois alunos para limpar a sala e evitar a sujeira.  Esse trabalho tem como objetivo manter o aluno consciente e ver a importância de se ter  um ambiente limpo e agradável.  E todo mês verificamos como foi o andamento em cada sala e atribuímos uma cor  a cada nível de desenvolvimento desse projeto em sala, é exposto na parede um tipo de relatório mostrando através de cores o desenvolvimento de cada sala e no final do ano a sala que tiver mais pontuação é premiada.O líder faz o relatório de como ficou a organização da limpeza, e cada turma um til com uma dada cor, a turma que obtiver mais cores verdes, terá um prêmio uma viagem no final do ano.Por isso, cada líder da turma tem um quadro de avaliação.

Figura 1 :Av JK

A prefeitura municipal de imperatriz desenvolve vários projetos de cunho sócio-ambiental entre eles, o projeto de arborização da avenida avenida Juscelino Kubstick (JK), em parceria com Sepluma (Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Meio Ambiente ) UNISULMA(Universidade do Sul maranhão),UEMA( Universidade Estadual do Maranhão) e Escola Paulo Freire.” O secretário-adjunto (Sepluma), Rubenir Brígido, informou que o município está apoiando um dos maiores projetos de arborização da extensa Avenida JK, localizada na região do grande Santa Rita. Segundo ele, a participação dos estudantes é de fundamental importância para despertar a conscientização da comunidade sobre a necessidade de preservação das mudas de árvores que serão plantadas em toda a extensão da Avenida JK, visando melhorar o aspecto urbanístico e paisagístico de Imperatriz”.7

Figura 2: coleta seletiva

PROJETO PILOTO - Coleta seletiva começa a ser implantada em Imperatriz

A informação foi prestada à reportagem pela secretária adjunta, Rubeny Brígida, da Secretaria de Planejamento Urbano e Meio Ambiente (Sepluma). “Vamos organizar e também melhorar a qualidade de vida dos catadores de resíduos sólidos que atuam na cidade e no lixão, situado na margem da ‘Estrada do Arroz’”, disse.Rubeny Brígida assegura que serão instalados, em caráter experimental, diversos contêiners padronizados em pontos estratégicos da cidade: Calçadão, na Universidade do Sul do Maranhão (Unisulma), Praça de Fátima, na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e no campus da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Ela assinala que os contêiners serão identificados para que a comunidade possa depositar de maneira consciente os resíduos sólidos que serão utilizados para reciclagem (reutilizado).

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