É a inflamação do fígado causada pela infecção pelo vírus da hepatite C (VHC ou HCV), transmitido através do contato com sangue contaminado.

  • É a inflamação do fígado causada pela infecção pelo vírus da hepatite C (VHC ou HCV), transmitido através do contato com sangue contaminado.

Órgão maciço, constituído por células chamadas hepatócitos.

  • Órgão maciço, constituído por células chamadas hepatócitos.

  • Localiza-se na parte superior direita do abdome e é a maior glândula do organismo.

Algumas funções:

  • Algumas funções:

    • Receber os nutrientes e as substâncias absorvidas no intestino;
    • Neutralizar eventuais substâncias tóxicas;
    • Armazenar nutrientes.

Prevalência 1 – 2%.

    • Prevalência 1 – 2%.
    • Dez vezes menor que HBV.
    • Incidência de 1,8% após acidente perfuro-cortante de fonte infectada pelo HCV.

As informações genéticas são codificadas em RNA. No hospedeiro, este RNA em forma de fita é copiado e utilizado como "molde" para a produção de novos vírus.

  • As informações genéticas são codificadas em RNA. No hospedeiro, este RNA em forma de fita é copiado e utilizado como "molde" para a produção de novos vírus.

São os subtipos do vírus.

  • São os subtipos do vírus.

  • São fatores importantes na resposta ao tratamento.

  • Classificação: 1a, 1b, 2a, 2b, 3, 4, 5a, 6a.

  • Distribuição:

    • Em todo o mundo: 1a, 1b, 2a, 2b.
    • Regiões específicas : 5a e 6a.

No Brasil: 1a, 1b, 2a, 2b e 3.

  • No Brasil: 1a, 1b, 2a, 2b e 3.

  • Reproduz-se no citoplasma e retículo endoplasmático, produzindo proteínas virais. Algumas inibem a apoptose celular e outras inibem a ação do interferon.

  • O vírus tem uma preferência em infectar os hepatócitos do fígado.

Sangue e Derivados de sangue;

  • Sangue e Derivados de sangue;

  • Hemodiálise;

  • Uso de drogas intravenosas;

  • Manipulação de material contaminado;

  • Cortes e ferimentos expostos;

  • Gestação;

  • Relação sexual.

Duração prolongada da infecção;

  • Duração prolongada da infecção;

  • Idade avançada na época da infecção;

  • Alto consumo de álcool;

  • Infecção conjunta com VHB ou HIV.

Assintomática em 90% dos casos.

  • Assintomática em 90% dos casos.

  • Sintomas inespecíficos: como letargia, dores musculares e articulares, cansaço, náuseas ou desconforto no hipocôndrio direito.

Icterícia;

  • Icterícia;

  • Colapso na produção de proteínas e na neutralização de substâncias tóxicas;

  • Prejuízo de todas as funções primárias do fígado;

  • Cirrose;

  • Fibrose.

Hematológica

  • Hematológica

  • Renal

  • Ocular

  • Neuromuscular

  • Doenças auto-imunes e diabetes.

Período de Incubação: 15-160 dias.

  • Período de Incubação: 15-160 dias.

  • Período Prodômico ou Fase Aguda

  • Período de Estado ou Fase Crônica

ELISA: teste de triagem (screening);

  • ELISA: teste de triagem (screening);

  • Indicado: Uso de drogas EV, transfusão, hemodiálise, elevação persistente da ALT, profissional de saúde após acidente profissional, crianças nascidas de mães VHC +.

  • RIBA

Indicações:

  • Indicações:

    • Diagnóstico de viremia (pré-tratamento);
    • Diagnóstico precoce;
    • Transmissão materno-fetal;
    • Imunossuprimidos;
    • Avaliação de resposta ao tratamento.
  • ALT e AST oscilam muito.

Indicações:

  • Indicações:

    • Somente nos candidatos a tratamento.
    • Avalia prognóstico de resposta e pode definir estratégia de tratamento.

Albumina (Alb)

  • Albumina (Alb)

  • Alanina transaminase (ALT)

  • Aspartato transaminase (AST)

  • Bilirrubina total (TBIL)

Resposta imunológica é o fator de agressividade da doença.

  • Resposta imunológica é o fator de agressividade da doença.

  • Participação de células T CD8+.

  • Associação com Hepatites Auto-Imunes.

  • Extra-hepática: desenvolvimento da crioglobulinemia.

AST e ALT elevadas antecedem o aumento da bilirrubina.

  • AST e ALT elevadas antecedem o aumento da bilirrubina.

  • Icterícia visível na pele (2,5mg/dL) evoluindo para níveis de até 30mg/dL.

  • Anemia hemolítica e defeito da G6PD são observadas quando bilirrubina > 30mg/dL.

Hipoglicemias.

  • Hipoglicemias.

  • Aumento do TP.

  • MFR elevados.

  • Diagnóstico específico: Anti-HCV sérico.

  • Linfócitos atípicos simulam mononucleose infecciosa.

Objetivo:

  • Objetivo:

    • Eliminar os sintomas, eliminar o vírus, interromper a progressão da doença, retardar a progressão fibrose e prevenir descompensação.
  • Injeção semanal de Interferon Peguilado & 4 a 6 comprimidos diários de Ribavirina.

Proteína produzida pelas células do organismo.

  • Proteína produzida pelas células do organismo.

  • Induz um estado de resistência antiviral em células teciduais não infectadas.

  • Os IFN são produzidos na fase inicial da infecção e constituem a primeira linha de resistência a muitas viroses.

Tem ação direta contra vírus RNA e DNA.

  • Tem ação direta contra vírus RNA e DNA.

  • Age inibindo a replicação do vírus da hepatite.

Resposta virológica rápida

  • Resposta virológica rápida

  • Resposta virológica precoce

  • Resposta virológica lenta

  • Resposta virológica ao final do tratamento

  • Resposta virológica sustentada

Pacientes:

  • Pacientes:

    • Genótipo do vírus que não seja o 1;
    • Baixa viremia (quantidade de vírus no sangue);
    • Ausência de fibrose ou cirrose ao início do tratamento.

Genótipo 1, alta viremia, fibrose avançada ou cirrose compensada, obesidade, raça negra, uso descontinuado ou redução na dose da medicação, idade avançada, consumo de bebida e acumulo de ferro.

  • Genótipo 1, alta viremia, fibrose avançada ou cirrose compensada, obesidade, raça negra, uso descontinuado ou redução na dose da medicação, idade avançada, consumo de bebida e acumulo de ferro.

As pessoas em tratamento deve ser acompanhadas freqüentemente. Exames laboratoriais são necessários a cada 1-2 semanas durante os primeiros 2 meses e depois a cada 4-8 semanas. Dosagens periódicas de hormônios tireoidianos são necessários.

  • As pessoas em tratamento deve ser acompanhadas freqüentemente. Exames laboratoriais são necessários a cada 1-2 semanas durante os primeiros 2 meses e depois a cada 4-8 semanas. Dosagens periódicas de hormônios tireoidianos são necessários.

Seis meses após o término do tratamento realiza-se novo exame de sangue com o objetivo de avaliar a presença ou ausência do vírus. Se este exame indicar que não há mais VHC na circulação dizemos que houve uma resposta virológica sustentada, o que alguns médicos classificam como cura.

  • Seis meses após o término do tratamento realiza-se novo exame de sangue com o objetivo de avaliar a presença ou ausência do vírus. Se este exame indicar que não há mais VHC na circulação dizemos que houve uma resposta virológica sustentada, o que alguns médicos classificam como cura.

Mulheres em tratamento, devem manter o uso de método anticoncepcional efetivo durante e até 6 meses após o final do tratamento. Não é contra-indicado o uso de anticoncepcionais orais.

  • Mulheres em tratamento, devem manter o uso de método anticoncepcional efetivo durante e até 6 meses após o final do tratamento. Não é contra-indicado o uso de anticoncepcionais orais.

Sintomas ‘’gripais’’

  • Sintomas ‘’gripais’’

  • Hemólise

  • Leucopenia

  • Plaquetopenia

  • Depressão

  • Dificuldade para controlar a diabetes

  • Hiper ou hipotireoidismo

Dieta:

  • Dieta:

    • A obesidade, a dislipidemia e a resistência a insulina são fatores relacionados entre si que desencadeiam o aparecimento da doença hepática gordurosa não alcoólica;
    • Não há restrições nutricionais específicas, exceto o uso de álcool.

Atividade física:

  • Atividade física:

    • Não há contra-indicação à exercícios físicos regulares (aeróbicos) na hepatite C, exceto em portadores de cirrose hepática com varizes esofágicas de alto risco de sangramento.
    • A atividade física saudável está relacionada a melhora na qualidade de vida.

É o tratamento de escolha para a hepatite C aguda fulminante (embora rara), crônica em fase de cirrose avançada (com encefalopatia hepática, ascite refratária, hemorragia digestiva de difícil controle por varizes e/ou episódio de peritonite bacteriana espontânea) ou na presença de hepatocarcinoma.

  • É o tratamento de escolha para a hepatite C aguda fulminante (embora rara), crônica em fase de cirrose avançada (com encefalopatia hepática, ascite refratária, hemorragia digestiva de difícil controle por varizes e/ou episódio de peritonite bacteriana espontânea) ou na presença de hepatocarcinoma.

Rigoroso controle de qualidade dos bancos de leite;

  • Rigoroso controle de qualidade dos bancos de leite;

  • Utilização de todos os equipamentos de proteção pelos profissionais de saúde;

  • Seringas e agulhas para injeção de drogas não podem ser compartilhadas.

Cuidados gerais de suporte que promovam o repouso, o equilíbrio hidroeletrolítico, a prevenção de lesões, a prevenção da disseminação da doença, os conhecimentos e a nutrição adequados, o conforto, a prevenção da alteração da integridade cutânea e a prevenção do isolamento social.

  • Cuidados gerais de suporte que promovam o repouso, o equilíbrio hidroeletrolítico, a prevenção de lesões, a prevenção da disseminação da doença, os conhecimentos e a nutrição adequados, o conforto, a prevenção da alteração da integridade cutânea e a prevenção do isolamento social.

Aumento da tolerância ao esforço;

  • Aumento da tolerância ao esforço;

  • Manutenção da ingesta hídrica e do estado nutricional;

  • Promoção da propagação de infecções;

  • Promoção de medidas de conforto e integridade da pele;

  • Prevenção de traumatismos;

  • Precauções para evitar hemorragias.

RAVEL, R. Laboratário Clínico. 6.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997.

  • RAVEL, R. Laboratário Clínico. 6.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997.

  • WALLACH, 1. Interpretação de Exames Laboratoriais. 83.ed.Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009.

  • Www.Abcdasaude.Com.Br/artigo.Php?230 . Acessado dia 06 de maio de 2011 às 20h42min.

  • www.hepcentro.com.br/hepatite_c.htm. Acessado dia 07 de maio de 2011 às 12h06min.

  • www.hepatites.com.br/conheca_hepatite/conheca_hepatite_PT.htm. Acessado dia 07 de maio de 2011 às 11h57min.

  • Http://portal.Saude.Gov.Br/portal/saude/gestor/visualizar_texto.Cfm?Idtxt=32991. Acessado dia 07 de maio de 2011 às 12h40min.

  • www.minhavida.com.br/conteudo/1546-Entenda-a-Hepatite-C.htm. Acessado dia 07 de maio de 2011 às 12h12min.

Comentários