Ascite- Conduta diagnóstica e terapêutica

Ascite- Conduta diagnóstica e terapêutica

(Parte 3 de 3)

Deve ser suspeitada quando: 1. A análise do LA revela dois dos três critérios de perfuração de alça: nível de proteína maior que 1.0g/dL ; nível de glicose menor que 50mg/dL; LDH maior que o limite superior aceitável para o plasma. 2. Cultura polimicrobiana positiva 3. Múltiplos organismos e PMN na coloração de Gram 4. Nível de bilirrubina acima de 6 mg/dl e maior do que o nível sérico. O tratamento com cefotaxima e metronidazol deve ser iniciado imediatamente. Estudos de imagem abdominal com contraste hidrossolúvel devem localizar o sítio da pefuração.

É mandatória tanto para a peritonite perfurada quanto para a não perfurada, pois a ausência de intervenção cirúrgica corresponde a 100% de mortalidade. Os pacientes com peritonite bacteriana secundária não perfurada podem ser confundidos com PBE, mas a contagem de PMN continua aumentando acompanhando culturas positivas repetidas.

A Ascite de origem não cirrótica raramente complica com PBE.Os principais fatores de risco para PBE são PTLA menor que 1,0g/dL, hemorragia gastrintestinal e episódio anterior de PBE. O uso de Norfloxacina oral 400mg 12/12h por 7 dias previne a PBE em pacientes hospitalizados após hemorragia gastrintestinal (translocação bacteriana induzida pelo choque hipovolêmico) em mais de 80% dos casos.

É recomendado um curso curto de quinolona profilática para pacientes hospitalizados com PTLA menor que1g/dL ou hemorragia por varizes e mais longo para os sobreviventes de um episódio de PBE. O estímulo a diurese pode reduzir o risco de PBE por concentrar o LA, aumentando sua capacidade de opsonização.

É um expressivo derrame pleural sintomático que ocorre em pacientes cirróticos (5% - sendo 85% direito) sem doença cardiopulmonar primária, devido a formação de bolhas herniadas pelo diafragma que formam válvulas unidirecionais que se abrem na inspiração.Quando os defeitos diafragmáticos são importantes, a Ascite pode tornar-se indetectável ao exame clínico, apesar da presença de volumoso derrame pleural, levando a exaustiva procura de causas pulmonares, sem incluir a cirrose no diagnóstico diferencial. A toracocentese evidencia um transudato com níveis de proteína total menor que 2,5g/dL, geralmente 1,0g/dL maior que PTLA; gradiente de albumina sérica-pleural maior que 1,1g/dL (semelhante ao GASA alto da

3Ascite na cirrose); com PMN menor que 250 cél/m. O diagnóstico pode ser assegurado pela injeção de mcolóide sulfúrico marcado com Tecnécio (Tc 9) na cavidade peritonial demonstrando a comunicação entre os espaços peritonial e pleural. O tratamento inclui restrição de sódio, diuréticos e toracocentese (evitar retirada de volumes superiores a 2 L em cada sessão, sob o risco de edema pulmonar unilateral por reexpansão).A drenagem torácica com pleurodese química geralmente não é bem sucedida.Outras medidas terapêuticas incluem a cirurgia videolaparoscópica para correção do defeito no diafragma, colocação de TIPS e o THO como terapia definitiva.

Peritonite secundária

Laparotomia cirúrgica de emergência Profilaxia contra PBE

Hidrotórax hepático

(Parte 3 de 3)

Comentários