[Ensaios Destrutivos e Não Destrutivos] Aula 15 - Ensaios Visuais

[Ensaios Destrutivos e Não Destrutivos] Aula 15 - Ensaios Visuais

(Parte 1 de 4)

Prof. Brenno Ferreira de Souza – Engenheiro Metalúrgico

Introdução

END é a sigla que identifica o novo grupo de ensaios que serão estudados nesta e nas próximas aulas: os ensaios não destrutivos.

Esses ensaios caracterizam-se por não deixar marcas no material ensaiado, lembra-se?

Por isso podem ser realizados em produtos acabados, sem qualquer risco de inutilizá-los em conseqüência do ensaio.

Quando vai à feira e escolhe frutas e legumes, você usa a visão para separar, por exemplo, aquela laranja mais bonita e saudável daquela feia e estragada.

Essa atividade simples nada mais é do que um tipo de ensaio não destrutivo: o ensaio visual.

Prof. Brenno Ferreira de Souza – Engenheiro Metalúrgico

Introdução

Outro exemplo. Você já imaginou quantas peças diferentes existem num automóvel? Cada uma delas tem sua importância, mas sabemos que umas são mais importantes do que outras.

Imagine se o sistema de freios falhasse ao ser acionado; causaria, sem dúvida, danos muito mais significativos do que se a tampa do porta-luvas emperrasse. Claro, não é?

Por este motivo, é muito importante definir claramente os critérios de aceitação e rejeição de cada componente de um determinado produto, pois isso determina a escolha do tipo de ensaio não destrutivo aplicado a cada material, o que é fundamental para garantir a segurança e o bem-estar dos usuários

Prof. Brenno Ferreira de Souza – Engenheiro Metalúrgico

Introdução

Geralmente, um único tipo de ensaio não abrange toda a extensão da peça ou da parte a ser examinada.

Podemos fazer uma comparação. Por exemplo, o exame do próprio corpo humano.

Sabemos que num exame de rotina o médico usa vários tipos de END para diagnosticar um problema ou atestar que o paciente se encontra em perfeita saúde.

Prof. Brenno Ferreira de Souza – Engenheiro Metalúrgico

Introdução

Que exames são esses? Por exemplo, quando o médico examina a garganta com um palito ou uma lanterninha apropriada, está realizando um exame visual.

Ouvir os batimentos do coração com o estetoscópio, analisar os pulmões por meio de uma chapa radiográfica ou medir a pressão arterial podem fazer parte de um único processo de avaliação da saúde de um paciente.

Analisando o resultado de cada um dos exames, o médico tira conclusões e toma decisões.

Prof. Brenno Ferreira de Souza – Engenheiro Metalúrgico

Introdução

Voltemos à indústria. Os procedimentos são similares.

Nas próximas aulas, estudaremos os principais ensaios não destrutivos:

•Por líquidos penetrantes, •Partículas magnéticas,

•Ultra-som e

•Radiografia industrial.

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O Ensaio Visual

O ensaio visual dos metais foi o primeiro método de ensaio não destrutivo aplicado pelo homem.

É, com certeza, o ensaio mais barato, usado em todos os ramos da indústria.

Assim, a inspeção visual exige definição clara e precisa de critérios de aceitação e rejeição do produto que está sendo inspecionado.

Requer ainda inspetores treinados e especializados, para cada tipo ou família de produtos.

Um inspetor visual de chapas laminadas não poderá inspecionar peças fundidas e vice-versa, sem prévio treinamento.

Prof. Brenno Ferreira de Souza – Engenheiro Metalúrgico

Descontinuidades e Defeitos

É importante que fiquem claros, no início desse nosso estudo, os conceitos de descontinuidade e defeito de peças.

Esses termos são muito comuns na área de ensaios não destrutivos.

Para entendê-los, vejamos um exemplo simples: um copo de vidro com pequenas bolhas de ar no interior de sua parede, formadas devido a imperfeições no processo de fabricação, pode ser utilizado sem prejuízo para o usuário.

Essas imperfeições são classificadas como descontinuidades.

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Descontinuidades e Defeitos

Mas, caso essas mesmas bolhas aflorassem à superfície do copo, de modo a permitir a passagem do líquido do interior para a parte externa, elas seriam classificadas como defeitos, pois impediriam o uso do copo.

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Descontinuidades e Defeitos

De modo geral, nos deparamos na indústria com inúmeras variáveis de processo que podem gerar imperfeições nos produtos.

Essas imperfeições devem ser classificadas como descontinuidades ou defeitos.

Os responsáveis por essa atividade são os projetistas profissionais, que por meio de cálculos de engenharia selecionam os componentes de um produto que impliquem segurança e apresentem o desempenho esperado pelo cliente.

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