50986593 - dengue - manual - enfermagem

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(Parte 4 de 9)

◗ ATenÇÃO!!! A lavagem gástrica pode provocar o aumento de sangramento da mucosa gástrica.

7.7.6 Metrorragia

7.7.6.1 Conduta a) Realizar controle de diurese. b) Realizar balanço hídrico e hidroeletrolítico. c) Investigar fatores desencadeantes (medicamentos anticoagulantes e antiagregantes plaquetários, dispositivo intra-uterino, gravidez, aborto e puerpério recentes). d) Avaliar exames laboratoriais: plaquetas, TAP, hematócrito e hemoglobina. e) Controlar e avaliar metrorragia atentando para: volume, coloração, odor, presença de coágulos. f) Controlar e avaliar as eliminações atentando para: diurese (presença de hematúria, oligúria e anúria), fezes (melena, sangue vivo) e hematêmase. g) Realizar exame físico dirigido: dor pélvica, distensão abdominal, abdome em tábua, pele e mucosas e sinais de choque. h) Estabelecer um método de controle de sangramento vaginal: chumaço, absorvente. i) Orientar a não utilizar absorvente interno. j) Orientar, auxiliar, realizar e supervisionar a higiene da região pélvica. k) Verificar e registrar os sinais vitais. l) Registrar no prontuário as condutas de enfermagem prestadas.

8 Sinais de Choque

8.1 objetivo a) Acompanhar evolução clínica b) Detectar precocemente os sinais de choque. c) Prevenir complicações.

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8.2 Conduta a) Detectar precocemente os sinais: hipotensão, hipotermia, taquisfigmia, taquipnéia, sangramentos, hêmese severa, abdome plano, polidipsia, cianose de extremidades, tontura, irritabilidade, choro persistente ou sonolência em criança, tempo de enchimento capilar >2 segundos, sudorese, pele fria e pegajosa, oligúria/anúria, confusão mental, alteração na fala, torpor e coma. b) Controlar sinais vitais e instalar oxímetro de pulso. c) Identificar precocemente a convergência da pressão arterial. d) Controlar líquidos administrados. e) Administrar oxigênio. f) Desobstruir vias aéreas superiores. g) Manter cabeceira elevada. h) Proceder cateterismo gástrico conforme prescrição médica. i) Medir resíduo gástrico e atentar para o aspecto. j) Proceder cateterismo vesical usando técnica asséptica. k) Controlar a diurese e densidade urinária. l) Puncionar acesso venoso calibroso (dois acessos de preferência). m)Manter hidratação venosa conforme prescrição. n) Pesar diariariamente o paciente. o) Controlar exames laboratoriais. p) Observar alteração do nível de consciência. q) Manter o paciente aquecido. r) Registrar no prontuário as condutas de enfermagem prestadas.

8.3 Complicações a) Extravasamento de plasma. b) Choque ou persistência do choque. c) Sangramento. d) Dor abdominal. e) Hipóxia. f) Oligúria/anúria.

8.3.1 Extravasamento de plasma

8.3.1.1 Conduta a) Manter a circulação intravascular adequada. b) Manter acesso venoso periférico.

dengue: manual de enfermagem – adulto e criança secretaria de Vigilância em saúde / Ms23 c) Verificar os sinais vitais (SV)2/2 ou 4/4 horas; (Quadro SV). d) Avaliar o pulso e a temperatura de 1/1 hora. e) Verificar hematócrito de 4 a 6 horas. f) Orientar a ingesta de líquidos na ocorrência de náuseas ou vômitos persistentes não administrar ingesta. g) Realizar balanço hídrico e hidroeletrolítico. h) Manter acesso calibroso, duas vias (cuidados com venopunção). i) Observar cálculo e volume do gotejamento. j) Realizar exame físico. k) Realizar a hidratação venosa por bomba de infusão. l) Utilizar técnica asséptica. m) Acompanhar a administração de hemoderivados. n) Controlar a diurese no mínimo a cada 8 horas; o ideal é a cada 2 horas. o) Medir a densidade urinária no mínimo de 6/6 horas e no máximo de 12/12 horas. p) Observar resultado esperado: presença de urina em 8 horas, estabilização de sinais vitais. q) Comunicar alterações ao médico. r) Registrar no prontuário as condutas de enfermagem prestadas.

8.3.2 Choque ou persistência do choque

8.3.2.1 Conduta a) Monitorar sinais vitais de 15 a 30 minutos. b) Comunicar a ocorrência de choque imediatamente ao médico. c) Administrar fluídos venosos SF0, 9% ou ringer lactato conforme prescrito. d) Avaliar os exames laboratoriais. e) Anotar, registrar o tempo do choque e as intercorrências. f) Registrar no prontuário as condutas de enfermagem prestadas.

8.3.3 Sangramento

8.3.3.1 Conduta Procedimento conforme descrito no ítem 7.7.

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8.3.4 Dor Abdominal

8.3.4.1 Conduta Procedimento conforme descrito no ítem 7.4.

8.3.5 Hipóxia

8.3.5.1 Conduta a) Manter paciente monitorizado com oxímetro de pulso. b) Introduzir cateter nasal ou máscara de oxigênio conforme prescrição médica. c) Trocar o sistema a cada 24 horas (Protocolo de Oxigenoterapia – Anexo C). d) Verificar complicações decorrentes da oxigenoterapia (irritabilidade ocular e alterações de gasometria). e) Comunicar ao médico a chegada do resultado dos exames. f) Observar taquipnéia, cianose, esforço respiratório e alterações do nível de consciência. g) Aplicar escala de coma de Glasgow. h) Registrar colheita de gasometria com agulha de fino calibre (13/4,5). i) Registrar no prontuário as condutas de enfermagem prestadas.

◗ ATenÇÃO!!! O cateter pode causar trauma e sangramento.

8.3.6 Oligúria/anúria

8.3.6.1 Conduta a) Realizar controle de diurese, observar no prontuário aspectos como cor e odor (valor preocupante: oligúria). b) Realizar cateterismo vesical se necessário. c) Evitar sangramentos durante a remoção da sonda. d) Realizar a higiene externa. e) Realizar exame físico: nível de consciência e sinais de desidratação. f) Avaliar os exames urina tipo I e urocultura. g) Estimular a ingesta de líquidos. h) Registrar no prontuário as condutas de enfermagem prestadas.

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9 Dengue com complicações (formas atípicas) a) Derrame cavitário. b) Encefalopatia. c) Falência hepática, renal e respiratória. d) Hemoglobinúria.

.1 derrame cavitário

9.1.1 Conduta a) Realizar exame físico: taquipnéia, dispnéia, tosse, sons anormais, crepitação roncos e sibilos. b) Verificar os sinais vitais e enchimento capilar. c) Realizar balanço hídrico e hidroeletrolítico, Pressão venosa central. d) Observar a evolução do choque. e) Comunicar as alterações ao médico. f) Administrar oxigenioterapia conforme prescrição médica. g) Monitorar hematócrito. h) Administrar medicamentos conforme prescrição médica. i) Registrar no prontuário as condutas de enfermagem prestadas.

◗ ATenÇÃO!!! Após a melhora do quadro de insuficiência respiratória, manter saturação acima de 95%.

.2 encefalopatia

9.2.1 Conduta a) Avaliar nível de consciência (irritabilidade, distúrbio da fala, torpor, coma, desconforto respiratório). b) Providenciar material de emergência. c) Viabilizar oximetria. d) Aplicar escala de coma de Glasgow e avaliação neurológica de hora em hora. e) Atentar para o risco de crise convulsiva. f) Manter em segurança paciente em crise convulsiva. h) Comunicar ao médico o resultado de exames.

dengue: manual de enfermagem – adulto e criança secretaria de Vigilância em saúde / Ms26 i) Assegurar medicação e soroterapia. j) Manter acesso venoso calibroso. k) Atentar para cuidados de biossegurança com hemoderivados e hemodiálise. l) Aspirar secreção com cuidado, evitar sangramento durante o procedimento. n) Registrar no prontuário as condutas de enfermagem prestadas.

.3 Falências hepáticas, renais e respiratórias

9.3.1 Conduta a) Monitorar continuamente.

.4 Hemoglobinúria

9.4.1 Conduta a) Detectar precocemente a hemoglobinúria. b) Realizar balanço hídrico e hidroeletrolítico. c) Realizar rigoroso controle de diurese, atentando para coloração e volume urinário.

10 Medicamentos utilizados (conforme prescrição médica)

10.1 sintomáticos a) Antitérmicos e analgésicos

• Dipirona. • Paracetamol

• Os salicilatos não devem ser administrados, pois podem causar sangramentos. • Os antiinflamatórios não hormonais (ibuprofeno, diclofenaco, nimesulida) e drogas com potencial hemorrágico não devem ser utilizados.

dengue: manual de enfermagem – adulto e criança secretaria de Vigilância em saúde / Ms2 b) Antieméticos

• Metoclopramida. • Bromoprida.

• Alizaprida.

• Dimenidrinato.

c) Antipruriginosos

O prurido na dengue pode ser extremamente incômodo, mas é autolimitado, durando em torno de 36 a 48 horas.

A resposta à terapêutica antipruriginosa usual nem sempre é satisfatória, mas podem ser utilizadas as medidas a seguir: • Medidas tópicas: banhos frios e compressas com gelo.

d) Drogas de uso sistêmico:

• Dexclorfeniramina. • Cetirizina.

• Loratadina.

• Hidroxizine.

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