50986593 - dengue - manual - enfermagem

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◗ ATenÇÃO!!!

O uso de drogas sintomáticas é recomendado para os pacientes com febre elevada ou com dor. Deve ser evitada a administração destas por via intramuscular.

1 Confirmação laboratorial

A confirmação laboratorial é orientada de acordo com a situação epidemiológica: • em períodos não epidêmicos, solicitar o exame de todos os casos suspeitos; • em períodos epidêmicos, solicitar o exame em todo paciente grave ou quando houver dúvidas no diagnóstico, seguindo as orientações da Vigilância Epidemiológica de cada região.

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1.1 Métodos de diagnóstico

• Sorologia – Método Elisa. • Detecção de vírus ou antígenos virais » Isolamento viral

» Imunohistoquímica. • Anatomopatológico.

a) Diagnóstico sorológico – a sorologia é utilizada para a detecção de anticorpos antidengue e deve ser solicitada a partir do sexto dia do início dos sintomas.

b) Diagnóstico virológico – tem por objetivo identificar o patógeno e monitorar o sorotipo viral circulante. Para a realização da técnica de isolamento viral, a coleta deve ser solicitada até o quinto dia de início dos sintomas.

c) Anatomopatológico

» Todo óbito deve ser investigado. Todo paciente grave, que potencialmente pode evoluir para óbito, deve ter seu soro armazenado ou sangue colhido para a realização de exames específicos. » Fragmentos de fígado, pulmão, baço, gânglios, timo e cérebro podem ser retirados por ocasião da necropsia ou, na impossibilidade, por punção de víscera (viscerotomia), devendo ser feita tão logo seja constatado o óbito. » Para a realização dos exames histopatológico e imunohistoquímica, o material coletado deve ser armazenado em frasco com formalina tamponada, mantido e transportado em temperatura ambiente.

12 Critérios para alta hospitalar

Para a alta hospitalar, o paciente precisa preencher todos os seis critérios a seguir: » Ausência de febre durante 24 horas, sem uso de terapia antitérmica.

» Melhora visível do quadro clínico.

» Hematócrito normal e estável por 24 horas.

» Plaquetas em elevação e acima de 50.0/mm3.

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» Estabilização hemodinâmica durante 24 horas. » Derrames cavitários, quando presentes, em regressão e sem repercussão clínica.

13 Classificação final e encerramento do caso

Nesta etapa, são consideradas todas as informações clínica, epidemiológica e laboratorial para o diagnóstico final de um caso de dengue, conforme o Guia de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde.

A padronização da classificação de casos permite a comparação da situação epidemiológica entre diferentes regiões. A classificação é retrospectiva e, para sua realização, deve-se reunir todas as informações clínicas, laboratoriais e epidemiológicas do paciente, conforme descrito a seguir.

13.1 Caso confirmado de dengue clássica

É o caso suspeito, confirmado laboratorialmente. Durante uma epidemia, a confirmação pode ser feita pelos critérios clínico-epidemiológicos, exceto nos primeiros casos da área, os quais deverão ter confirmação laboratorial.

13.2 Caso confirmado de febre hemorrágica da dengue

É o caso confirmado laboratorialmente e com todos os seguintes critérios presentes: a) Febre ou história de febre recente de sete dias. b) Trombocitopenia (≤100.0/mm3 ou menos). c) Tendências hemorrágicas evidenciadas por um ou mais dos seguintes sinais: prova do laço positiva, petéquias, equimoses ou púrpuras, sangramentos de mucosas do trato gastrintestinal e outros. d) Extravasamento de plasma devido ao aumento de permeabilidade capilar, manifestado por: » hematócrito apresentando um aumento de 20% (adulto) e 10% (criança) sobre o basal na admissão; » queda do hematócrito em 20%, após o tratamento adequado;

» presença de derrame pleural, ascite e hipoproteinemia.

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Segundo a Organização Mundial da Saúde, a febre hemorrágica da dengue pode ser classificada de acordo com a sua gravidade em:

a) Grau I – febre acompanhada de sintomas inespecíficos, em que a única manifestação hemorrágica é a prova do laço positiva; b) Grau I – além das manifestações do grau I, hemorragias espontâneas leves (sangramento de pele, epistaxe, gengivorragia e outros); c) Grau I – colapso circulatório com pulso fraco e rápido, estreitamento da pressão arterial ou hipotensão, pele pegajosa e fria e inquietação; d) Grau IV – Síndrome do Choque da Dengue (SCD), ou seja, choque profundo com ausência de pressão arterial e pressão de pulso imperceptível.

13.3 Caso confirmado de dengue com complicações

Todos os casos que não se enquadram nos critérios da OMS de FHD e DC com sorologia ou isolamento viral positivo para dengue.

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