NASA tem sinal verde para trazer amostras de Marte

NASA tem sinal verde para trazer amostras de Marte

Espaço

NASA tem sinal verde para trazer amostras de Marte

Redação do Site Inovação Tecnológica - 09/03/2011

Concepção do robô da missão MAX-C, um robô de médio porte (340 kg) que deverá dar os primeiros passos para coletar amostras de solo e rochas de Marte e trazê-las de volta à Terra.[Imagem: NASA]

Um relatório do Conselho Nacional de Pesquisas dos Estados Unidos recomenda um conjunto de missões espaciais a serem conduzidas pela NASA na década 2013-2022.

No topo da lista está o início de um esforço conjunto entre várias agências espaciais para trazer amostras de solo e rochas de Marte.

Mas há também uma série de preocupações de natureza econômica que deverão ser suplantadas para que as missões possam ser levadas adiante.

Ciência com orçamento

Segundo o relatório, se o orçamento da NASA não conseguir sustentar todas as missões recomendadas, deverá ser dada prioridade a missões de menor escala, dentro dos programas Novas Fronteiras e Descobertas.

"Nossas recomendações foram guiadas pelo interesse científico, e elas oferecem um mix equilibrado de missões - grandes, médias e pequenas - que têm o potencial para expandir enormemente nosso conhecimento do Sistema Solar," afirmou Steven W. Squyres, coordenador do comitê.

"Entretanto, nesses tempos de dificuldades econômicas, algumas escolhas difíceis poderão ser necessárias. Com isto em mente, nossas missões prioritárias foram cuidadosamente selecionadas com base no seu potencial para render os maiores benefícios científicos possíveis por dólar investido," completou Squyres.

Mars Astrobiology Explorer Cacher (MAX-C)

Esta é a missão que ficou no topo de prioridades do comitê, o que significa que ela quase certamente será levada a cabo pela NASA e pela ESA.

A missão usará um único robô movido por energia solar que utilizará a mesma estrutura de pouso do Laboratório Científico de Marte, o próximo robô marciano, que será lançado ainda em 2011.

O objetivo da missão será determinar se Marte já teve suporte para formas de vida semelhantes às da Terra e ajudará a elucidar o passado geológico e climático do planeta.

A missão será a primeira de um grande esforço para eventualmente trazer amostras do planeta no futuro - esta missão sozinha não contempla o retorno das amostras para a Terra.

Mas ela só será levada a cabo se a NASA conseguir baixar o orçamento da missão para U$2,5 bilhões, U$1 bilhão a menos do que o estimado.

Com a maior torcida da comunidade científica, a sonda JEO perdeu a oportunidade por ser uma missão considerada cara demais. [Imagem: NASA]

Jupiter Europa Orbiter (JEO)

A prioridade número dois é uma missão para Europa, lua de Júpiter, um dos ambientes mais promissores no Sistema Solar para ter suporte à vida, devido ao oceano que se acredita existir sob sua superfície.

A missão só será conduzida se a NASA conseguir aumentar seu orçamento além do que está previsto hoje.

Embora provavelmente mais promissora em termos de localização de vida extraterrestre, e por isso mesmo detentora da maior torcida na comunidade científica, a missão foi preterida pelo seu alto custo, que deverá atingir US$4,7 bilhões.

O comitê concluiu que um custo tão elevado prejudicaria muitas outras missões menores que poderão ser levadas a efeito.

Uranus Orbiter and Probe

A terceira prioridade entre as missões de grande porte é o estudo da estrutura interior de Urano, sua composição e sua atmosfera.

Com um custo estimado em U$2,7 bilhões, o terceiro lugar praticamente descarta a realização da missão na próxima década.

Para as missões de médio e pequeno porte, o comitê não entra em detalhes, recomendando apenas que elas sejam selecionadas dentre aquelas nos programas Novas Fronteiras e Descobertas.

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