bem-estar de bovinos de corte

bem-estar de bovinos de corte

(Parte 1 de 4)

Bem-estar animal na cadeia produtiva de bovinos de corte

Taianna de Campos Paz

Bem-estar animal na cadeia produtiva de bovinos de corte

Taianna de Campos Paz

Orientadora: Prof. Drª. Margarida Maria Nascimento Figueiredo de Oliveira

Monografia apresentada ao Curso de Graduação em Zootecnia como parte do requisito exigido para a conclusão do Curso.

Taianna de Campos Paz

Monografia apresentada ao Curso de Graduação em Zootecnia como parte do requisito exigido para a conclusão do Curso.

APROVADA em/...../.....

iv

À Deus, por me guiar sempre. À minha família, pela torcida, carinho e apoio.

Dedico este trabalho à minha mãe.

Obrigada por me proporcionar essa imensa alegria.

Você me ensinou o valor do conhecimento, você é minha inspiração. Tenho orgulho de ser sua filha.

À minha orientadora e amiga Profª. Drª. Margarida Maria Nascimento

Figueiredo de Oliveira

Obrigada por tudo,

pela confiança e amizade

Pelos conselhos, ensinamentos, e dedicação

Aos meus amigos de Diamantina, pelos momentos que passamos juntos, que foram ótimos, pela cumplicidade, carinho e união, Com certeza, vocês fizeram de mim uma pessoa melhor.

v RESUMO

PAZ, T. C. Bem-estar animal na cadeia produtiva de bovinos de corte 2009. XXIIIp. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Zootecnia). Faculdade de Ciências Agrárias, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Diamantina, 2009.

Palavras Chave: Comportamento, bem-estar, bovinos.

A situação atual da pecuária de corte no Brasil coloca nosso País em destaque neste setor no contexto mundial. Além de possuir o maior rebanho comercial bovino do mundo, alcançou-se a posição de maior exportador mundial de carne. No entanto, não se pode esquecer a importância de um manejo adequado, que minimize o estresse dos animais, assegurando bons rendimentos de carcaça e alta qualidade da carne.

Estudos do comportamento animal permitem compreender como se dão as interações dos animais em seu ambiente de criação, que permitem evitar situações negativas que resultam em estresse e conseqüentes perdas econômicas. Neste caso é importante que na cadeia da bovinocultura de corte tenha conhecimento sobre o comportamento animal, para que assim possam evitar produtos de qualidade inferior ao esperado.

A globalização dos mercados, cada vez mais disputados, mostra que os consumidores vêm aumentando suas exigências quanto à qualidade e com crescentes preocupações com a saúde e a ecologia. Portanto, é necessário que a cadeia produtiva da carne esteja preparada, como um todo, para atingir estas expectativas.

vi ABSTRACT

The beef cattle situation current in Brazil placed our country in highlight on global context. Besides baroque the bigger commercial cattle world, became to position of bigger world exporter of meat.

Studies of animal behavior allows comprehending how the interactions of animals in their rearing environment, thus avoiding negative situations that result in stress and consequent economic losses. In this case it is important that the chain of beef cattle have knowledge about animal behavior, so they can avoid products of lower quality than expected.

The globalization of markets, increasingly contested, shows that consumers are increasing their demands for quality and growing concerns about health and ecology. Therefore, it is necessary for the production chain of meat is prepared, as a whole, to achieve these expectations.

Key words: Behavior, well-being, cattle.

vii ÍNDICE

RESUMOV
ABSTRACTVI
1. INTRODUÇÃO1
2. REVISÃO DA LITERATURA3
2.1 Bem-estar animal e suas implicações3
2.1.1 Manejo e práticas de bem-estar5
2.1.2 Estresse7
2.1.3 Manejo pré-abate8
2.1.4 Ambiência9
2.1.5 Instalações10
2.1.6 Currais de confinamento10
2.1.7 Corredores, cercas e porteiras10
2.1.8 Sombreamento1
2.1.9 Currais de manejo12
2.2 Manejo no embarque e desembarque13
2.2.1 Comportamento14
2.2.2 Rastreabilidade17
2.3. Qualidade da carne18
2.3.1 Abate humanitário18
2.3.2 Fatores que influenciam a qualidade da carne19
3. CONSIDERAÇÔES FINAIS20
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Página 21

1 1. INTRODUÇÃO

No contexto mundial o Brasil ocupa posição de destaque no cenário da pecuária bovina de corte como maior exportador de carne bovina. Os avanços na área de melhoramento animal, nutrição e manejo, levaram os produtores de carne bovina a desenvolverem a atividade de forma intensa, o que implica na comparação do animal com uma máquina, minimizando a preocupação com a biologia do bovino.

Por outro lado, os mercados cada vez mais disputados, os consumidores aumentando suas exigências quanto à qualidade da carne, saúde e ecologia, requer mais organização nas bases da produção, principalmente no que diz respeito ao bem-estar do animal e consequentemente, qualidade da carne.

Nos últimos anos muito se escutou sobre tendências e exigências de mercado dentro da cadeia produtiva da carne bovina. Padronização de produto, agregação de valor e remuneração pela qualidade se tornaram termos comuns no vocabulário dos agentes do setor.

O consumidor bem informado, ao adquirir a carne, pressupõe que ela seja proveniente de animais saudáveis, abatidos e processados higienicamente, e que esta condição tenha sido verificada rigorosamente pelo serviço de vigilância sanitária, seja rica em nutrientes, tenha uma aparência típica da espécie e seja bem palatável à mesa. Ou seja, o necessário para que a empresa respeite o consumidor.

As redes de supermercados e os comerciantes em geral devem optar por vender carnes de qualidade assegurada, chamando atenção para os aspectos de inspeção sanitária, temperatura de conservação e certificado de origem. Ao decidirem pelo respeito ao consumidor, irão descobrir que o custo da qualidade não precisa onerar o preço.

Os maiores frigoríficos do país têm passado a adotar tabelas que oferecem prêmios aos produtores que fornecem animais dentro dos padrões pré-estabelecidos, como, homogeneidade do lote, raça, sistemas de alimentação, distância dos animais da indústria, contusões na carcaça, qualidade do couro, bem estar dos animais, certificações, entre outras. Portanto, é fato a crescente tendência pela valorização de produtos produzidos de forma natural, sustentáveis do ponto de vista ambiental e social.

Nesse sentido, vários estudos comprovam a necessidade de um manejo adequado que assegure bons índices de produtividade e alta qualidade do produto, sem colocar o bem-estar dos animais em risco. É preciso aprofundar o conhecimento sobre a biologia da espécie, o ambiente de criação, as ações de manejo e definir quais práticas devem ser banidas e quais devem ser mantidas.

Durante todo manejo, o estresse deve ser reduzido, o embarque deve ser bem monitorado, e o transporte, por ser o evento mais estressante, deve ser observado com bastante cuidado. No desembarque os cuidados devem ser os mesmo adotados para o embarque. É necessário que após o desembarque os animais tenham à disposição um curral de espera, sejam levados para a linha de abate sem estresse, os boxes de atordoamento devem ser individuais, a sangria deve ser rápida e logo após a sensibilização. Assim, teremos bom rendimento de carcaça e alta qualidade de carne.

Programas de qualidade de carne devem enfatizar mais do que a oferta de produtos seguros, nutritivos e saborosos. Há necessidade de compromissos com a produção sustentável e a promoção do bem-estar humano e animal, assegurando satisfação do consumidor e renda ao produtor, sem causar danos ao ambiente (COSTA, 2002). Neste cenário, a Etologia pode propiciar uma nova perspectiva para o modelo convencional de produção animal.

1.1. OBJETIVO

O meu objetivo ao desenvolver essa revisão da literatura é relacionar os métodos utilizados para assegurar o bem-estar de bovinos, por meio de estudos do comportamento, bem como suas relações com a qualidade da carne, e mostrar que com transparência e objetividade, é possível buscar melhorias para toda a cadeia da carne, do produtor ao consumidor.

1.2. JUSTIFICATIVA

A produção animal se tornou industrial sendo constituída de um sistema de criação animal que utiliza métodos intensivos de ―linha de produção‖, que maximiza a quantidade de carne produzida ao mesmo tempo que minimiza custos. A pecuária industrial caracteriza-se pelas altas densidades de lotação e, ou, confinamento intenso, taxas de crescimento forçadas, alta mecanização e baixa necessidade de mão-de-obra.

Com isso, cresce a cada dia, até mesmo como exigência do consumidor a preocupação com o bem-estar dos animais assim como a qualidade do produto final.

Assim, no meio técnico, científico e acadêmico, este tema merece cada vez mais atenção. Juntamente com as questões ambientais e a segurança alimentar, é um dos três maiores desafios a que a produção agropecuária será submetida nos próximos anos. Não restam dúvidas de que o bem-estar animal influencia positivamente sobre a qualidade da carne.

2. REVISÃO DA LITERATURA

2.1. Bem-estar animal e suas implicações

Atualmente, divulga-se muito o bem-estar animal, sua relação com a qualidade da carne bovina e vários estudos estão sendo realizados sobre o tema. Observa-se que não basta ter genética superior, alta produtividade, nutrição equilibrada e de boa qualidade, se o manejo dos os animais estiver sendo realizado de maneira incorreta. Tais temas provavelmente surgem do crescente interesse dos consumidores pela qualidade e pela segurança dos produtos que consomem. Essa preocupação inclui também a nãoexploração de mão-de-obra, o menor uso de insumos externos e a maneira como o sistema produtivo é conduzido. Os consumidores modernos se interessam cada vez mais por produtos com um ―histórico‖, que transmitam confiança e proporcionem maior satisfação, ou seja, demonstram ética e estão interessados em saber como os animais foram criados, alimentados e abatidos.

Sem dúvida, mediante os estudos de etologia aplicada à produção animal é possível atender a esse anseio. Podemos ir além, contribuindo para a adequação e evolução das técnicas de criação e manejo que atendam aos interesses do homem, respeitando-se as necessidades dos animais (PARANHOS DA COSTA & CROMBERG 1997). Isto implica em se conhecer muito bem a biologia das espécies domésticas e, também na definição de atitudes éticas nas relações entre o homem e os animais segundo Moser (1992), citado por Paranhos da Costa & Cromberg (1997).

(Parte 1 de 4)

Comentários