[Hidrometalurgia] Aula 12 - Metalurgia do Níquel I

[Hidrometalurgia] Aula 12 - Metalurgia do Níquel I

(Parte 1 de 3)

Prof. Brenno Ferreira de Souza – Engenheiro Metalúrgico

Introdução

É um metal de transição de coloração branco- prateada, condutor de eletricidade e calor, dúctil e maleável porém não pode ser laminado, polido ou forjado facilmente, apresentando certo caráter ferromagnético.

É encontrado em diversos minerais, em meteoritos (formando liga metálica com o ferro ) e, em princípio, existe níquel no núcleo da Terra.

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Introdução

É resistente a corrosão , e só pode ser utilizado como revestimento por eletrodeposição.

O metal e algumas de suas ligas metálicas, como o metal Monel, são utilizados para manejar o flúor e alguns fluoretos porque reage com dificuldade com estas substâncias.

Seu estado de oxidação mais comum é +2 , podendo apresentar outros.

•Tem-se observado estados de oxidação 0, +1 e +3 em complexos, porém são muito pouco característicos.

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Aplicações

Aproximadamente 65% do níquel consumido é empregado na fabricação de aço inoxidável

(austenico ou corrente) e outros 12% em superligas de níquel.

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Aplicações

O restante 23% é repartido na produção de outras ligas metálicas, baterias recarregáveis, reações de catálise, cunhagens de moedas, revestimentos metálicos e fundição.

•Alnico, ligas para imãs.

•O mu-metal se usa para proteger campos magnéticos por sua elevada permeabilidade magnética.

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Aplicações

•As ligas níquel-cobre ( monel ) são muito resistentes a corrosão, utilizando-se em motores marítimos e indústria química.

•A liga níquel-titânio ( nitinol-5 ) apresenta o fenômeno memória de forma e é usado em robótica, também existem ligas que apresentam superelasticidade.

•cadinhos de laboratórios químicos.

•Catalisador da hidrogenação de óleos vegetais

•Usado em cordas de guitarra e outros instrumentos

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Produção Nacional

A indústria de níquel primário no Brasil é constituída por quatro empresas: Cia. Níquel Tocantins, Codemin S/A, Mineração Morro do Níquel S/A e Mineração Serra da Fortaleza.

A produção brasileira, embora não tão significativa no cenário internacional, teve em 1998 um aumento de 15,8% em relação ao ano anterior, devido à entrada da Mineração Serra da Fortaleza com sua produção de matte de níquel.

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Abundância e Obtenção

O níquel aparece na forma de metal nos meteoros junto com o ferro ( formando as ligas kamacita e taenita ), e acredita-se que exista no núcleo da Terra junto com o mesmo metal.

Combinado é encontrado em diversos minerais como garnierita, millerita, pentlandita e pirrotita.

As minas da Nova Caledônia , Austrália e Canadá produzem atualmente 70% do níquel consumido.

Outros produtores são Cuba, Porto Rico, Rússia, China e Brasil.

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Abundância e Obtenção

No Brasil, as minas estão concentradas nos Estados do Piauí, Pará, Bahia e Goiás, e são exploradas pelas empresas Anglo American Brasil LTDA, Companhia Vale do Rio Doce, Mirabela Mineração e Grupo Votorantim.

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Abundância e Obtenção

Baseando-se em evidências geofísicas e análises de meteoritos é suposto que o níquel ocorra em abundância no núcleo terrestre, formando ligas metálicas com o ferro.

O níquel, assim como o vanádio são os elementos-traço mais comuns encontrados na composição química do petróleo, em geral estando mais enriquecidos nos óleos pesados.

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Abundância e Obtenção

Atualmente 37,8% das reservas (medida) nacionais de níquel estão concentradas no estado de Goiás, em 2008 totalizaram 229.713.447 t, localizadas nos municípios de Americano do Brasil, Barro Alto, Crixás, Diorama, Goianésia, Goiás, Iporá, Jaupaci, Jussara, Montes Claros de Goiás, Niquelândia e Santa Fé.

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Abundância e Obtenção

No Estado do Pará, somaram 193.895.0 t, em

Marabá, Ourilândia e São Felix do Xingu, com

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