(Parte 1 de 2)

28AULA28 A U L A

IntroduçªoPolias e correias Às vezes, pequenos problemas de uma em- presa podem ser resolvidos com soluçıes imediatas, principalmente quando os recursos estªo próximos de nós, sem exigir grandes investimentos. Por exemplo: com a simples troca de alguns componentes de uma mÆquina, onde se pretende melhorar o rendimento do sistema de transmissªo, conseguiremos resolver o problema de atrito, desgaste e perda de energia. Esses componentes - as polias e as correias, que sªo o assunto da aula de hoje.

Polias

As polias sªo peças cilíndricas, movimentadas pela rotaçªo do eixo do motor e pelas correias.

28 AULA

Uma polia Ø constituída de uma coroa ou face, na qual se enrola a correia. A face Ø ligada a um cubo de roda mediante disco ou braços.

Tipos de polia

Os tipos de polia sªo determinados pela forma da superfície na qual a correia se assenta. Elas podem ser planas ou trapezoidais. As polias planas podem apresentar dois formatos na sua superfície de contato. Essa superfície pode ser plana ou abaulada.

A polia plana conserva melhor as correias, e a polia com superfície abaulada guia melhor as correias. As polias apresentam braços a partir de 200 m de diâmetro. Abaixo desse valor, a coroa Ø ligada ao cubo por meio de discos.

A polia trapezoidal recebe esse nome porque a superfície na qual a correia se assenta apresenta a forma de trapØzio. As polias trapezoidais devem ser providas de canaletes (ou canais) e sªo dimensionadas de acordo com o perfil padrªo da correia a ser utilizada.

28 AULA

AULAEssas dimensıes sªo obtidas a partir de consultas em tabelas. Vamos ver um exemplo que pode explicar como consultar tabela.

Imaginemos que se vai executar um projeto de fabricaçªo de polia, cujo diâmetro Ø de 250 m, perfil padrªo da correia C e ângulo do canal de 34”. Como determinar as demais dimensıes da polia?

Com os dados conhecidos, consultamos a tabela e vamos encontrar essas dimensıes:

Perfil padrªo da correia: CDiâmetro externo da polia: 250 m ngulo do canal: 34”T: 15,25 m S: 25,5 mW: 2,5 m Y: 4 mZ: 3 m H: 2 mK: 9,5 m U = R: 1,5 mX: 8,25 m

AlØm das polias para correias planas e trapezoidais, existem as polias para cabos de aço, para correntes, polias (ou rodas) de atrito, polias para correias redondas e para correias dentadas. Algumas vezes, as palavras roda e polia sªo utilizadas como sinônimos.

No quadro da próxima pÆgina, observe, com atençªo, alguns exemplos de polias e, ao lado, a forma como sªo representadas em desenho tØcnico.

28AULA polia de aro plano polia de aro abaulado polia escalonada de aro plano polia escalonada de aro abaulado polia com guia polia em "V" simples polia em "V" múltipla

AULAMaterial das polias

Os materiais que se empregam para a construçªo das polias sªo ferro fundido (o mais utilizado), aços, ligas leves e materiais sintØticos. A superfície da polia nªo deve apresentar porosidade, pois, do contrÆrio, a correia irÆ se desgastar rapidamente.

Correias

As correias mais usadas sªo planas e as trapezoidais. A correia em V ou trapezoidal Ø inteiriça, fabricada com seçªo transversal em forma de trapØzio. É feita de borracha revestida de lona e Ø formada no seu interior por cordonØis vulcanizados para suportar as forças de traçªo.

O emprego da correia trapezoidal ou em V Ø preferível ao da correia plana porque: •praticamente nªo apresenta deslizamento;

•permite o uso de polias bem próximas;

•elimina os ruídos e os choques, típicos das correias emendadas (planas).

Existem vÆrios perfis padronizados de correias trapezoidais.

AULAOutra correia utilizada Ø a correia dentada, para casos em que nªo se pode ter nenhum deslizamento, como no comando de vÆlvulas do automóvel.

Material das correias

Os materiais empregados para fabricaçªo das correias sªo couro; materiais fibrosos e sintØticos (à base de algodªo, pŒlo de camelo, viscose, perlon e nÆilon) e material combinado (couro e sintØticos).

Transmissªo

Na transmissªo por polias e correias, a polia que transmite movimento e força Ø chamada polia motora ou condutora. A polia que recebe movimento e força Ø a polia movida ou conduzida. A maneira como a correia Ø colocada determina o sentido de rotaçªo das polias. Assim, temos:

•sentido direto de rotaçªo - a correia fica reta e as polias tŒm o mesmo sentido de rotaçªo;

•sentido de rotaçªo inverso - a correia fica cruzada e o sentido de rotaçªo das polias inverte-se;

28 AULA•transmissªo de rotaçªo entre eixos nªo paralelos.

Para ajustar as correias nas polias, mantendo tensªo correta, utiliza-se o esticador de correia.

JÆ vimos que a forma da polia varia em funçªo do tipo de correia.

Relaçªo de transmissªo

Na transmissªo por polias e correias, para que o funcionamento seja perfeito,

Ø necessÆrio obedecer alguns limites em relaçªo ao diâmetro das polias e o nœmero de voltas pela unidade de tempo. Para estabelecer esses limites precisamos estudar as relaçıes de transmissªo.

Costumamos usar a letra i para representar a relaçªo de transmissªo. Ela Ø a relaçªo entre o nœmero de voltas das polias (n) numa unidade de tempo e os seus diâmetros.

A velocidade tangencial (V) Ø a mesma para as duas polias, e Ø calculada pela fórmula: V = p . D . n

V1 = V2fip . D1 . n1 = pD2 . n2 \

AULAComo as duas velocidades sªo iguais, temos:

D1 . n1 = D2 . n2 ou n D D

Portanto i n D D

Onde:D1 = diâmetro da polia menor

D2 = diâmetro da polia maior n1 = nœmero de rotaçıes por minuto (rpm) da polia menor n2 = nœmero de rotaçıes por minuto (rpm) da polia maior

Na transmissªo por correia plana, a relaçªo de transmissªo (i) nªo deve ser maior do que 6 (seis), e na transmissªo por correia trapezoidal esse valor nªo deve ser maior do que 10 (dez).

Teste sua aprendizagem. Faça os exercícios, a seguir. Depois confira suas respostas com as apresentadas no gabarito

Marque com um X a resposta correta.

Exercício 1

(Parte 1 de 2)

Comentários