Manual de Hematologia

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(Parte 5 de 9)

• Envenenamentos como picada de escorpião ou ataque de abelhas. • Tabagismo.

• Exercício vigoroso. • Dor aguda, convulsões epilépticas, eclampsia e pré-eclampsia.

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6.2.Neutropenia ou Neutrocitopenia

É a diminuição do número absoluto de neutrófilos; pode ser um fenômeno isolado ou fazer parte de uma pancitopenia.São causas de neutropenia:

· Agranulocitose: síndrome caracterizada pela diminuição severa e passageira dos neutrófilos do sangue, com preservação das demais séries. • Infecções virais como sarampo, caxumba, rubéola, dengue,infecção pelo HIV.

• Infecções bacterianas como febre tifóide, brucelose. • Infecções por protozoários como a malária, o calazar, a tripanossomíase.

• Irradiação.

• Anemia megaloblástica e anemia aplástica. • Hiperesplenismo.

• Alcoolismo. • Hipertireoidismo.

6.3.Eosinofilia

É o aumento do número absoluto de eosinófilos, ultrapassando o número de referência. É um achado comum nos hemogramas em laboratórios que atendem população de baixo nível sócio-econômico.São causas de eosinofilia:

• Doenças alérgicas como eczema atópico, asma, rinite elérgica, urticária aguda. • Hipersensibilidade medicamentosa comosulfonamidas, penicilinas.

• Infecções parasitárias(particularmente quando há invasão tecidual) como esquistossomose, estrongiloidíase, ascaridíase, ancilostomíase, cisticercose, toxocaríase. • Doenças cutâneas como o pênfigo, o penfigóide bolhoso, o herpes gestacional. As micoses superficiais não causam eosinofilia significativa. • Eosinofilia hereditária.

• Eosinofilia na leucemia mielóide crônica.

• Eosinofilia sem causa aparente.

6.4.Eosinopenia

É a redução da contagem de eosinófilos abaixo da que seria esperada em um indivíduo da mesma idade. A eosinopenia é raramente notada na distenção sanguínea de rotina, pois o limite inferio é muito baixo.São causas de eosinofilia:

• Estresse agudo, incluindo trauma cirurgia, queimaduras, convulsões epileptiformes,inflamação aguda,infarto do miocárdio, drogas incluindo os corticóides.

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6.5.Linfocitose

É o aumento do número absoluto de linfócitos. Uma vez que as contagens de linfócitos em lactentes e crianças são consideravelmente mais altas que as dos adultos, é muito importante usar a faixa de referência adaptada a idades.São causas de linfocitose:

· Infecções virais, incluindo: sarampo, rubéola, caxumba, influenza, hepatite infecciosa, mononucleose infecciosa, linfocitose infecciosa, citomegalovirose

• Linfocitose transitória relacionada com o estresse. • Esplenectomia

• Reações alérgicas a droga • Leucemia linfóide

6.6.Linfopenia

É a redução da contagem de linfócitos. A linfopenia é extremamente comum como parte resposta aguda ao estresse; sua detecção é mais provável quando se faz uma contagem diferencial automatizada e quando as contagens são expressas em números absolutos. São causas de linfopenia:

• Insuficiência renal incluindo aguda e crônica • Carcinoma

• Irradiação • Alcoolismo

• Artrite reumatóide e lúpus eritematoso sistêmico • Anemia ferropênica

6.7.Monocitose

É o aumento do número de monócitos acima do seria esperado em um indivíduo sadio da mesma idade. O número absoluto de monócitos é mais elecado nos recém-nascidos que nos outros períodos da vida.São causas de monocitose:

• Infecção crônica, incluindo a síflis

• Condições inflamatórias crônicas (colite ulcerativa, artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico)

• Carcinoma • Condições leucêmicas e mieloproliferativas

• Hemodiálise à longo prazo.

• Leishmaniose e Hanseníase • Tuberculose

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6.8.Basofilia

É comum observar um aumento acentuado nas contagens de basófilos nas desordens mieloproliferativas, em algumas leucemias e em choque anafilático.Porém a observação de basopenia não tem sido considerada de importância diagnóstica.

Hemostasia é o processo pelo qual o sangue permanece líquido vascular, apesar das lesões que venham a sofrer.

A hemostasia resulta de uma série de interações complexas pelos quais o sangue é mantido fluido no sistema vascular; são prevenidos processos hemorrágicos espontâneos e contidos sangramentos traumáticos. Depende basicamente da resistência e contratilidade normais dos vasos, da atividade plaquetária normal, de um sistema adequado de coagulação e da estabilidade do coágulo. Com o processo de coagulação do sangue é obtido um coágulo sólido de fibrina através da interação de plaquetas, fatores plasmáticos, seus inibidores e ativadores. Quando há lesão de um vaso sangüíneo, o sistema hemostático intervem imediatamente. Incialmente, há vasoconstricção reflexa reduzindo o fluxo sangüíneo local. Em seguida, as plaquetas se predem às fibras de colágeno do tecido conectivo exposto no processo chamado de adesão e uma às outras no processo de agregação, amplificado pela liberação de substâncias intraplaquetárias armazenadas em grânulos ocorrendo a formação do tampão hemostático. Este fenômeno é regulado pelo nível de AMP cíclico presente no interior das plaquetas que é derivado do ATP pela ação da fosfodiesterase .

Concomitantemente, através das vias extrínseca e intrínseca, a partir de fatores plasmáticos, ocorre a ativação de protrombina em trombina que atua sobre o fibrinogênio para formar a rede de fibrina que é estabilizada pela ação do fator XIII com a formação de um coágulo sólido.

Posteriormente, ocorre a lise deste coágulo pelo sistema fibrinolítico, onde o plasminogênio é ativado à plasmina, dividindo a molécula em um série de produtos conhecidos como produtos de degradação de fibrina. Ocorre assim a reparação do local lesado e o restabelecimento do fluxo sangüíneo normal.

Distúrbios adquiridos ou hereditários (na maioria das vezes deficiências de um único fator – grupo das hemofilias) destes sistemas fisiológicos ocasionam doenças hemorrágicas ou trombose.

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