INFORMAÇÕES BÁSICAS SOBRE TELEFONIA

INFORMAÇÕES BÁSICAS SOBRE TELEFONIA

(Parte 4 de 7)

Convém salientar que se a chave estiver na posição "off" ou "talk", a campainha não será acionada. É importante saber como o sinal de campainha presente na linha telefônica chega até a unidade móvel. Através de um acoplamento capacitivo, o sinal da campainha é transferido da linha telefônica para os circuitos da unidade base.

Este sinal aciona um multivibrador, que por seu turno modula o sinal de um oscilador, (o mesmo que gera o sinal do "page").

Assim, o sinal deste oscilador, modulado pelo sinal do multivibrador é aplicado no transmissor onde passa a modular a portadora do mesmo.

Convém salientar que a alimentação do transmissor da base é estabelecida temporariamente, durante o sinal da campainha, pela ação do citado multivibrador.

Desta forma, o transmissor da base irradia o sinal da portadora modulado pelo sinal da campainha. Na unidade móvel, o sinal da campainha é recuperado pelo receptor, e depois de amplificado, é aplicado no transdutor de cristal (ressonador) onde é transformado em som.

Já se sabe que a freqüência da portadora do transmissor da unidade base deve ser diferente da freqüência da portadora do transmissor da unidade móvel.

Se assim não fosse, o sistema não funcionaria, pois um receptor captaria o sinal do transmissor da própria unidade e também da outra unidade. Cabe agora saber quais são as freqüências destas portadoras.

Foram destinados ao sistema de telefone sem fio, 10 canais com um par de freqüências para cada um (vide tabela de freqüências envolvendo todos os canais citados).

Observando a tabela, pode-se ver que um telefone sem fio que opera canal 1 tem a freqüência de 46610 kHz na portadora do transmissor da unidade base, assim, o receptor da unidade móvel deste telefone deve estar preparado para receber esta freqüência.

O mesmo telefone tem freqüência de 49670 kHz na portadora do transmissor da unidade móvel. Isto obriga o receptor da unidade base a estar preparado para receber esta freqüência.

Pode-se ver também que para o caso de um telefone que opera no canal 2, a portadora da base tem uma freqüência de 46630 kHz e a portadora da unidade móvel tem uma freqüência de 49845 kHz.

DESCRIÇÃO DOS CIRCUITOS DO PHC 702

Como se sabe, na unidade móvel encontra-se os seguintes circuitos: - do receptor, do amplificador de áudio, do amplificador do sinal da campainha e do sinal do "page", do transmissor, do oscilador gerador do sinal piloto e os de discagem.

Para se entender melhor os circuitos da unidade móvel, é aconselhável uma observação atenta no esquema e no diagrama em blocos que se encontram anexos.

O receptor da unidade móvel exerce diversas funções, dentre as quais se destacam as seguintes:

Captação das ondas eletromagnéticas irradiadas pelo transmissor da unidade base, amplificação do sinal de radiofreqüência (RF), conversão de freqüências, demodulação para a obtenção do sinal de áudio e do piloto, ou então, conforme o caso, do sinal "page".

A captação das ondas eletromagnéticas e conseqüente conversão em sinal de RF é obtida através do circuito de antena, do qual faz parte o transformador T1.

Neste transformador o sinal de RF passa do primário para o secundário por indução.

O primário não é sintonizado, o secundário, porém, forma com o capacitor C2 um circuito ressonante paralelo, sintonizado na freqüência da portadora do transmissor da unidade base.

Isto significa que se o telefone em questão opera no canal 2, a freqüência de ressonância do secundário de T1 deve ser de 46630 Khz.

Faz parte também do circuito de antena, a bobina L2 que, juntamente com C1, constitui um circuito ressonante paralelo sintonizado na freqüência da portadora do transmissor da própria unidade móvel. A função deste circuito é impedir que esta portadora penetre no receptor da própria unidade.

O sinal de RF presente no secundário de “T1” é transferido para o primário do transformador “T2”, através do capacitor C3.

O primário de T2 forma com o capacitor C4 um circuito ressonante paralelo que a exemplo do secundário de T1, está sintonizado na freqüência da portadora da unidade base.

O secundário deT2, que não é sintonizado, recebe por indução o sinal de RF do primário e o transfere para a base do transistor Q1, através do capacitor C29.

FIG. 5

O transistor Q1 faz parte do amplificador de RF, cuja função é amplificar c sinal de RF (portadora) captado pelo circuito de antena e fornecê-lo ao circuito conversor. O transformador T3 propicia um acoplamento indutivo entre o coletor de Q1 e a base de transistor Q2. Com isto, é possível obter-se um casamento de impedâncias entre a saída do amplificador de RF (Q1) e a entrada do conversor (Q2). O primário do transformador TS forma com o capacitor C67, um circuito ressonante paralelo, sintonizado na freqüência da portadora da base. Como se pode notar, entre a antena e a entrada do conversor, encontra-se 3 circuitos ressonantes que garantem a chegada no conversor do sinal da portadora, gerado no transmissor da unidade base. Qualquer outro sinal de freqüência diferente, dificilmente conseguirá passar por estes circuitos ressonantes.

A função do circuito conversor, do qual faz parte o transistor Q2, é processar uma conversão de freqüências, também conhecida como batimento ou heterodinagem. Para que haja a conversão de freqüências é necessária à presença de dois sinais, por isso, na base do transistor Q2, além do sinal da portadora da base, chega também um sinal de RF puro, gerado por um circuito oscilador a cristal, onde se encontra o transistor Q3.

No circuito conversor é obtido um sinal cuja freqüência corresponde à diferença entre as freqüências dos sinais que entraram. Este sinal é conhecido como sinal de freqüência intermediária (F1), cujo valor é de 10,7 MHz. (10.700.0 hz).

Cabe aqui citar alguns exemplos de conversão de freqüências, para que este assunto possa ficar bem esclarecido.

Se o aparelho opera no canal 5, a freqüência da portadora da unidade base é de 46730 kHz, conforme mostra a tabela já apresentada. Este sinal chega à base do transistor Q2 (conversor) juntamente com o sinal de RF puro, produzido pelo circuito oscilador local.

A freqüência deste último, para o caso do canal 5, é de 36030 Khz. Assim, no circuito conversor, vamos ter o batimento entre o sinal de 46730 kHz e o sinal de 36030 kHz, dando como resultado a freqüência intermediária de 10700 kHz, que corresponde à diferença entre os dois (46730 - 36030 = 10700 kHz). Este sinal de 10,7 MHz contém os mesmos componentes de modulação que existem no sinal de 46730 Khz.

Outro exemplo ajudará a entender melhor o assunto. Se o aparelho opera no canal 2, a freqüência dá portadora da unidade base e que chega ao conversor (Q2) é de 46630 kHz e a freqüência do oscilador local é de 35930 kHz logo, o batimento resulta novamente na freqüência de 10, 7 MHz (46630 - 35930 = 10700 kHz). Portanto, independentemente do canal para o qual o aparelho foi projetado, a freqüência intermediária é sempre a mesma, ou seja, 10,7 MHz.

O secundário do transformador T3 está acoplado à base do transistor Q2 (conversor) através do capacitor C7. O transistor Q2, como se sabe, faz parte do conversor, que alem de proporcionar a conversão de freqüências, confere ainda uma ampliação ao sinal de F1, ou seja, o circuito apresenta um ganho, conhecido como ganho de conversão. Fazendo um acoplamento indutivo, encontra-se na saída do conversor, o transformador de T4, que pode ser chamado de transformador de Fl, pois o seu primário forma com o capacitor, um circuito ressonante paralelo, sintonizado em 10,7 MHz.

O circuito oscilador local, como se sabe, é encarregado de fornecer ao conversor, o sinal de RF puro, para a conversão de freqüências.

Trata-se de um circuito oscilador a cristal, pois o mesmo deve ter uma boa estabilidade de freqüência. Como já foi visto no caso do aparelho pegar no canal 5, a freqüência deste oscilador deve ser de 36030 kHz, portanto, o cristal deste circuito deve ser fabricado para esta freqüência. Já no caso do canal 2 este cristal deve ser de 35930 Khz. A tabela apresentada a seguir, mostra a freqüência dos cristais utilizados no oscilador local, para os 10 canais do sistema de telefonia.

No segundo oscilador utiliza-se um cristal com freqüência padrão de 10,245 MHz (Todos os Canais). Um acoplamento indutivo, propiciado pelo transformador T6, garante um bom casamento de impedâncias entre o oscilador local e o conversor. O primário deste transformador forma um circuito ressonante, sintonizado na mesma freqüência do cristal.

O sinal do oscilador local presente no secundário de T6, é transferido para a base do transistor Q2, através do capacitor C11.

O sinal de 10,7 MHz presente no secundário do transformador T4, passa por um filtro cerâmico e chega até no pino 16 do circuito integrado IC1. A função desse filtro cerâmico é permitir a passagem apenas do sinal de 10,7 MHz. O acoplamento entre o filtro cerâmico e o pino 16 do IC1 é efetuado pelo capacitor C16.

CIRCUITO INTEGRADO IC1 CONVERSOR I E OSCILADOR

Dentro do circuito integrado IC1, encontra-se um outro conversor, que pode ser chamado de conversor I.

Este circuito conversor trabalha em conjunto com um oscilador a cristal, que gera um sinal de RF puro de 10.245 Khz. Neste conversor processa-se o batimento entre o sinal de 10,7 MHz e o sinal de 10.245 kHz, dando como resultado uma nova freqüência intermediária de 455 kHz (10.700 - 10.245 = 455). Este novo sinal de Fl, também possui os mesmos componentes de modulação que estão presentes na portadora da unidade base.

Este segundo batimento garante uma pureza ainda maior para o sinal que será aplicado no circuito seguinte, ou seja, no demodulador.

Como se pode ver no esquema, o cristal de 10.245 kHz está ligado no pino 1 do IC1. Entre os pinos 3 e 5 deste Cl, encontra-se um filtro cerâmico de 455 kHz, cuja função é deixar passar para o demodulador apenas o sinal de 455 Khz.

IC 1 – DEMODULADOR

Ainda no circuito integrado, encontra-se o demodulador, cuja função é transformar as variações de freqüência do sinal de 455 kHz em sinal de informação, ou seja, em sinal de áudio, em sinal do "page", ou ainda em sinal da campainha.

Fazendo parte do circuito demodulador, encontra-se ligada no pino 8 do IC1, a bobinaT5, que constitui um circuito ressonante sintonizado em 455 Khz. Os capacitores C21 e C24 propiciam o desacoplamento para o circuito demodulador.

A saída do demodulador está presente no pino 9 do IC1. A partir deste pino, encontram-se dois caminhos para os sinais, um para o sinal de áudio e outro para os sinais do "page" e da campainha.

O sinal de áudio, presente no pino 9 do IC1, é levado até o pino 10 do mesmo circuito integrado, através do capacitor C22 e dos resistores R16 e R66 que, juntamente com o C66 e C23, propiciam uma filtragem adequada.

IC 1 - PRÉ - AMPLIFICADOR DE ÁUDIO

O pino 10 do IC1 é à entrada de um pré-amplificador de áudio, cuja saída se apresenta no pino 1.0 sinal de áudio, presente no pino 1 do IC1 é levado até a base do transistor Q4 através do capacitor C19 e do resistor R23.

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