Apostila preparatória para Vestibular - 15 geografia a

Apostila preparatória para Vestibular - 15 geografia a

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Inclusão para a Vida Geografia A AULA 01

PRÉ-VESTIBULAR DA UFSC 1

A Terra realiza diversos movimentos. Os principais são: a ROTAÇÃO e a TRANSLAÇÃO. A rotação é o movimento que a Terra faz em torno de seu próprio eixo, sua duração é de 24 horas e a sua principal conseqüência é a sucessão das noites e dos dias. A rotação se dá no sentido de oeste à leste, sendo sua velocidade da ordem de 1660 km por hora nas proximidades do Equador. O movimento que a Terra faz ao redor do Sol, uma curva fechada de forma elíptica, é chamado de translação. A duração desse movimento é de 365 dias e 6 horas. O planeta encontra-se mais próximo do Sol (periélio) no início do ano e mais distante dele (afélio) no meio do ano. Como o ano convencional dura somente 365 dias e a translação é de 365 dias e 6 horas, essa diferença de 6 horas é compensado de 4 em 4 anos, acrescentando um dia a mais no mês de fevereiro. O ano de 366 dias, com 29 dias em fevereiro, é denominado de bissexto. A principal conseqüência do movimento de translação é a sucessão das estações do ano: primavera, verão, outono e inverno.

O Planeta Terra é cortado por linhas imaginárias cuja função é localizar qualquer ponto em sua superfície. Com esta finalidade, determinam-se as coordenadas geográficas: a longitude e a latitude. Se você quiser localizar algum ponto no globo terrestre, saiba que o Equador é o maior círculo, “perpendicular” ao eixo do planeta. O Equador divide a Terra em dois hemisférios: Sul e Norte. Acima e abaixo do Equador, podemos traçar infinitos círculos paralelos que, à medida que se afastam para o Sul ou para o Norte, diminui de tamanho. A distância dos paralelos é medida em graus. Portanto, chamamos de latitude a distancia, em graus, de qualquer lugar da superfície terrestre em relação ao Equador.

Entretanto, jamais acharemos algum ponto na Terra se conhecermos somente sua latitude. Precisamos cruzar as duas coordenadas: latitude e longitude. Esta é a distancia, também medida em graus, de qualquer lugar da superfície terrestre em relação ao Meridiano de Greenwich – uma cidade próxima de Londres - que divide o planeta em dois hemisférios: ocidental e oriental. Os meridianos são círculos que vão de pólo a pólo, tendo por esta razão, o mesmo comprimento.

A localização de áreas do planeta por meio das coordenadas geográficas é essencial para as viagens marítimas, a navegação aérea, sendo muito útil para planejar e efetuar operações militares. O comandante de um navio, o piloto de avião e os generais que coordenam ataques precisam saber seu ponto de destino e, no caso militar, as regiões que serão atingidas.

Como você aprendeu anteriormente, a rotação da

Terra é o movimento responsável pela sucessão de dias e noites. Mas ela também é a causa das diferenças de horário entre as diversas regiões do planeta. Em relação ao Meridiano de Greenwich, qualquer ponto sobre a superfície terrestre varia de 0 a 180 para Oeste ou Leste. Assim, a longitude completa da Terra é de 3600 que, divididos pelas 24 horas de duração do dia, dão como resultado 150. Dessa maneira, a cada 150 que nosso planeta gira corresponde a 1 hora. Portanto,ao dividirmos o

Geografia A Inclusão para a Vida mundo em 24 partes (conforme a duração do dia), cada uma delas significa um fuso horário. Em 1895, quando da Conferência de Geografia realizada em Londres, foi estipulado que todas as regiões dentro de um mesmo fuso adotaria o mesmo horário. Na ocasião, também foi estabelecido que o Meridiano de Greenwich fosse o meridiano de referência, em função do qual todos os relógios do planeta são acertados.

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1. UFMS A Terra possui uma inclinação de 23º 27’ em seu eixo, em relação ao plano da órbita. Tal inclinação, associada ao seu movimento de rotação e translação, propicia a incidência dos raios solares de maneira diferente sobre o globo terrestre.

Sobre o movimento de translação identificado no esboço acima, é correto afirmar que: (01) o movimento de translação é o movimento que a Terra realiza em torno de um eixo imaginário que a atravessa de pólo a pólo; (02) no dia 21 de março nós temos o equinócio de primavera para o hemisfério sul e o equinócio de outono para o hemisfério norte; (04) nos dias 21 de junho e 21 de dezembro ocorrem os dias de solstício, ou seja, quando há máxima desigualdade na distribuição de luz e calor entre os hemisférios; (08) os dias 21 de março e 23 de setembro, também conhecidos como equinócio, são os dias do ano em que os raios solares estão distribuindo de forma eqüitativa, luz e calor para os dois hemisférios;

(16) no dia 21 de junho temos o solstício de verão no hemisfério norte e o solstício de inverno no hemisfério sul;

(32) no solstício de inverno, no hemisfério sul, ocorre o dia mais longo e a noite mais curta do ano

2. U. E. Ponta Grossa-PR Com relação ao Sistema Solar, assinale o que for correto. (01) Acreditando que a Terra era o centro do Universo, Cláudio Ptolomeu criou um modelo geocêntrico para o Sistema Solar. Séculos mais tarde, Nicolau Copérnico apresentou o sistema heliocêntrico, com o Sol, e não mais a Terra, no centro do sistema planetário. (02) O Sistema Solar é constituído pelo Sol, planetas, satélites, asteróides, meteoróides, cometas e poeira. (04) Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol e Plutão, o mais distante. (08) Quando se coloca entre o Sol e a Terra, em circunstâncias favoráveis, a Lua, que é o único satélite natural da Terra, pode provocar um eclipse do Sol. (16) No Sistema Solar, os maiores planetas se encontram mais próximos do Sol e os menores, mais afastados dele.

AULA 02 O Clima da Terra

• O clima é o comportamento do tempo atmosférico ao longo do ano. Se falarmos que o “dia está quente” ou “o dia está seco” estamos nos referindo ao comportamento da atmosfera nesses dias.

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Zonas térmicas da Terra O clima de uma região é determinado pela massa de ar dominante e depende da zona térmica em que a região está localizada. Assim:

• as zonas polares conhecem climas frios, já que são dominadas por massas de ar frio ao longo de todo o ano.

• a zona equatorial possui clima quente, pois é dominada por massas de ar quente, mesmo no inverno.

• as zonas temperadas, onde as estações do ano são bem definidas, conhecem massas de ar frio no inverno e de ar quente no verão.

O clima de uma determinada região é resultante de uma série de fatores:

latitude – quanto mais nos distanciamos do Equador, portanto quanto maior a latitude, menores são as médias anuais de temperatura.

altitude – no alto de uma montanha, sentiremos mais frio, no mesmo momento e na mesma latitude, que numa praia. Portanto, quanto maior a altitude, menor é a temperatura. Sabemos que os raios solares, quando atingem qualquer ponto da Terra, aquecem sua superfície que irradiará o calor para a atmosfera.

massas de ar – ventos que se deslocam, por diferença de pressão, entre as diversas regiões do planeta, sempre carregando as características de umidade e temperatura da região de onde vieram. À medida que se deslocam, vão se alterando pelo contato com outras massas de ar com as quais trocam calor. As massas de ar podem ser classificadas de oceânicas, que apresentam muita umidade, e as continentais, quase sempre secas; as que se originam de regiões tropicais e equatoriais são quentes e as que nasceram em áreas temperadas e polares são frias; continentalidade e maritimidade – se uma região se encontra próxima a grandes quantidades de água sofrerá alterações tanto na umidade relativa do ar como também na temperatura. Assim, nas áreas continentais a temperatura é maior do que nas regiões próximas ao mar.

correntes marítimas – as grandes massas de água que se deslocam pelos oceanos, possuindo pressão, quantidade de sal e temperaturas próprias, também influenciam o clima. Exemplo disso é a corrente quente do Golfo (“Gulf Stream”) que impede o congelamento do mar do Norte. Já a corrente fria de Humboldt ameniza as temperaturas tanto do norte do Chile como no sudoeste dos Estados Unidos da América;

Mapa das correntes marítimas relevo – influi na temperatura e na umidade, pois facilita ou dificulta a circulação das massas de ar. Nos Estados Unidos, por exemplo, a serra Nevada e as montanhas Rochosas impedem o trânsito das massas de ar vindas do Pacífico, fazendo com que as chuvas sejam abundantes nas regiões próximas ao mar e, do outro lado das montanhas, o clima é árido. Em nosso país, a Serra do Mar, pela sua disposição longitudinal, facilita a circulação da massa polar e dificulta o trânsito da massa de ar tropical atlântica;

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Geografia A Inclusão para a Vida vegetação – as plantas tiram umidade do solo pela raiz e a enviam à atmosfera pelas folhas, contribuindo para alterar a temperatura. Além disso, a vegetação impede que os raios solares atinjam diretamente a superfície terrestre. Portanto, o desmatamento (a destruição das florestas pela derrubada de árvores) é ruim, já que diminui a umidade do ar e provoca a elevação da temperatura.

CORRETAMENTE que:

1. A ilustração apresentada abaixo, permite afirmar

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01. As áreas localizadas no litoral não sofrem influência marítima no que diz respeito às condições climáticas. 02. A presença de uma área montanhosa próxima ao litoral explica a ocorrência de chuvas orográficas. 04. As setas indicativas da direção dos ventos, na ilustração, demonstram que eles sopram das áreas de alta pressão, localizadas sobre o mar, para o continente. 08. A área assinalada pela letra A, em razão da sua topografia, dispensa cuidados relativos à prevenção da erosão. 16. Os elementos presentes, na ilustração, caracterizam um ambiente natural propício ao desenvolvimento de uma formação florestal xerófita.

2. Observe, atentamente, a figura abaixo e assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S).

01. Situadas praticamente na mesma latitude, as cidades apresentadas na ilustração possuem temperaturas médias anuais diferentes em virtude da altitude. 02. As três cidades apresentam temperaturas médias anuais típicas de áreas em que domina o clima equatorial. 04. Localizada na Serra da Mantiqueira, Campos do Jordão apresenta temperaturas médias anuais inferiores às de cidades situadas na mesma latitude, porém em altitudes inferiores. 08. Santos, importante cidade portuária, tem sua temperatura influenciada apenas pela continentalidade, o que redunda em maiores variações térmicas. 16. São Paulo, a maior metrópole brasileira, tem as temperaturas médias intermediárias entre as outras duas cidades devido à inversão térmica que ocorre em todas as estações do ano.

AULA 03

Os continentes, conforme se apresentam nos dias de hoje, foram na verdade originados de um processo de fragmentação e afastamento de terras emersas de um único aglomerado primordial, processo este que durou centenas de milhões de anos. Este aglomerado de terras continentais, chamado Pangéia, existiu há cerca de 200 milhões de anos atrás.

O afastamento de suas porções continentais foi gerado provavelmente a partir da atividade tectônica terrestre que, no período referido, encontrava-se em plena ação e em larga escala. Segundo consta nos estudos realizados, uma primeira porção continental teria sido separada das demais na região setentrional da Pangéia. A este primeiro grande fragmento deu-se o nome de Laurásia, originada por volta de 130 milhões de anos atrás. Os territórios que na atualidade formam a África e a América do Sul formavam dois fragmentos colados em suas regiões costeiras. Especula-se tal fato, inclusive, pela similaridade entre tipos de vegetação e terrenos encontrados nos dois continentes.

AS CAMADAS DA TERRA Quatro são as principais camadas de nosso planeta:

As quatro porções da Terra

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A crosta terrestre é formada por doze placas tectônicas, que flutuam sobre o magma pastoso. Quando da fase inicial da Terra, existiam menos placas. Com o tempo, em razão de se moverem em vários sentidos, já que o planeta é esférico, as placas se encontraram em vários pontos da crosta terrestre, dando origem aos terremotos e aos dobramentos do relevo. Em grego, o termo tectônica quer dizer “processo de construir”. Para a ciência geográfica, significa as deformações da crosta terrestre geradas pelas pressões provenientes do interior do planeta.

Nas áreas de encontro das placas, a crosta terrestre é frágil, principalmente nas regiões de contato dos oceanos com os continentes, o que possibilita a saída de magma, dando origem aos vulcões. Quando dos choques entre as placas, o atrito daí decorrente provoca os terremotos. Nos oceanos, as placas (sima) são pesadas e, por este motivo, tendem a mergulhar sob as placas continentais (sial). Esse fenômeno, conhecido como subducção, gera as fossas marítimas, normalmente nas zonas onde ocorre o encontro das placas. Como as placas oceânicas se situam debaixo das continentais, a pressão das primeiras sobre estas últimas provocam dobras e enrugamentos, provocando, desde a era mesozóica, os movimentos orogenéticos (em grego, “oros” significa “montanha”). Data daí o aparecimento das grandes cadeias montanhosas do planeta Terra, formadas pelo enrugamento, elevação ou dobramento de partes da crosta terrestre. Este fenômeno é relativamente recente na história do nosso planeta, tendo acontecido no fim da era mesozóica e início da cenozóica. Por essa razão, denominamos dobramento moderno. As mais altas cadeias de montanhas do planeta, tais como o Himalaia, as Rochosas e os Andes, são de formação recente, apresentando elevadas altitudes, pouco desgaste e grande instabilidade física, pois elas estão ainda em processo de formação. Nelas, são comuns vulcões e terremotos. A Terra, se levarmos em conta a sua origem geológica, conhece três formações básicas:

• bacias sedimentares

• escudos cristalinos

• dobramentos modernos

Estruturas geológicas

Os dobramentos modernos, ou cadeias orogênicas recentes, correspondem às grandes cadeias montanhosas do globo datadas do período Terciário da Era Cenozóica. Sua gênese é explicada pelo movimento das placas tectônicas. Os principais exemplos desse fenômeno são os Andes, os Alpes, o Himalaia e as Montanhas Rochosas. Por serem de formação recente, não foram ainda desgastadas pela erosão e apresentam altitudes elevadas. O Brasil, por exemplo, não conhece formações geradas por dobramentos modernos.

Relevo é a forma assumida pela superfície da crosta terrestre após ser modelada pela atuação de agentes internos e externos. Os fatores fundamentais para a formação do relevo são os de origem tectônica, tais como a constituição de cadeias de montanhas e a ocorrência de atividades vulcânicas ou terremotos.

As transformações das formas de terreno na superfície terrestre são geradas pelos movimentos das placas tectônicas e complementadas pela ação de agentes externos erosivos, como vento, chuva, rios, neve e gelo. Em termos bem simples, os agentes externos alteram as formas de terreno modeladas pelos internos. As principais formas de relevo são as montanhas, os planaltos, as planícies e as depressões.

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