PROJETOS DE MA...DE EDIFICAÇÕES - 02 leitura e interpreta??o de projetos

PROJETOS DE MA...DE EDIFICAÇÕES - 02 leitura e interpreta??o de projetos

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Leitura e Interpretação de projetos

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Prancheta Régua tê

Régua paralela Esquadros Compasso

Escalímetro Gabaritos ESCALA NUMÉRICA

Planta de situação Planta de locação Planta de cobertura Planta baixa Cortes Fachadas Detalhes técnicos Perspectiva UNIDADE I NOÇÕES SOBRE PROJETO HIDRÁULICO OBJETIVOS DA INSTALAÇÃO PREDIAL DE ÁGUA FRIA ETAPAS DO PROJETO

SISTEMA DE ABASTECIMENTO SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO Sistema de distribuição direta

Sistema indireto de distribuição Sistema de distribuição mista TERMINOLOGIA

Água fria Água quente

Sistema unitário Sistema separador absoluto Sistema misto TERMINOLOGIA OBJETIVOS DE UMA INSTALAÇÃO PREDIAL DE ESGOTO SANITÁRIO ESTAPAS DO PROJETO SISTEMA DE ESGOTO PRIMÁRIO, SECUNDÁRIO E VENTILAÇÃO DEFINIÇÕES SÍMBOLOS E ABREVIATURAS PARA PROJETO SANITÁRIO REFERÊNCIAS

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A capacidade de elaborar projetos pode estar relacionada à facilidade que algumas pessoas apresentam em demonstrar algo que queira executar. Capacidade essa, que para muitos é chamada de “dom”. Independente dessa afinidade, os projetistas, em sua atividade, procuram fazer de seus projetos algo legível a todos que neles se debrucem para estudá-los. O estudo de projetos na Construção Civil é fundamental para a realização de qualquer atividade da área, pois nele está representado graficamente todo dimensionamento das diversas fases de uma obra, além de representar o objetivo almejado pelo cliente. A fidelidade ao projeto é o que se espera como resultado final das atividades realizadas para sua construção.

É fundamental nesse processo de construção do conhecimento descobrir que muitos elementos são representados de forma padronizada para cada tipo de projeto, o que chamamos de simbologia gráfica. Seu prévio conhecimento tornará possível a completa compreensão do projeto, facilitando sua leitura.

Como se pode perceber, para ler e interpretar projetos e dele extrair as ações necessárias ao desenvolvimento das fases da construção de uma obra não é necessário saber desenhar, mas sim ter prévio conhecimento da simbologia especifica do respectivo projeto e a finalidade para qual ele foi elaborado. Conhecimento esse acessível a todos que almejam trabalhar na área da Construção Civil.

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Para se qualificar em leitura e interpretação de projetos, é necessário percorrer um processo de aprendizado, que deve iniciar com o conhecimento dos instrumentos utilizados para o desenho, indo até as noções básicas necessárias a correta leitura e interpretação dos principais projetos relacionados à construção civil – arquitetônico hidráulico e sanitário. Nesse caminho se adquire vários tipos de informação, as quais enriquecem o universo daqueles que o percorrem, contribuindo de maneira positiva para a sua formação e qualificação, especialmente se atrelada à área dos profissionais desse campo de conhecimento.

A representação gráfica é uma parte importante no que diz respeito aos projetos relacionados à construção civil. Pois proporciona meios para que o projetista possa materializar suas idéias e desejos. Para obter uma correta representação é necessária a utilização adequada de certos instrumentos, tais como: prancheta, papel, régua tê, régua paralela, esquadros, compasso, transferidor, gabaritos, réguas flexíveis, escalímetro, dentre outros.

Atualmente, com a evolução tecnológica, o computador configura-se como uma ferramenta completa e indispensável para o desempenho da atividade de representação gráfica de projetos, através da utilização de programas específicos, como o AutoCAD. No entanto, seu uso não invalida os anteriores citados, pois estes fazem parte de um aprendizado inicial, importante, inclusive, para o seu manuseio.

Imagem 01: Representação de uma maquete eletrônica da fachada frontal de uma residência. (fonte: desconhecido)

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A seguir, ilustraram-se alguns dos instrumentos que auxiliam na prática do desenho técnico e que são necessários ao conhecimento de qualquer iniciante no estudo para elaboração gráfica de projetos.

Prancheta

Tipo de mesa, geralmente de madeira e formato retangular, que serve como instrumento de apoio a fixação dos papéis e a conseqüente atividade de desenho. Sobre ela também se utilizam as réguas tê e paralelas.

Imagem 02: Imagem de uma prancheta. (fonte: w.trident.com.br)

Régua tê É uma régua composta de duas outras, fixadas uma na outra. Uma delas é pequena e de madeira grossa, que desliza pela lateral da prancheta, esta parte denomina-se haste. A outra é normalmente em acrílico e desliza sobre a superfície da prancheta. Estas réguas formam um ângulo de 90º. A régua tê é um instrumento móvel que serve para traçar linhas horizontais paralelas¹ no sentido do comprimento da prancheta. Também serve de apoio aos esquadros para traçar paralelas verticais ou com determinadas inclinações. O comprimento da régua deve ser um pouco menor que a prancheta.

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Imagem 03: Ilustração de uma régua tê. (fonte: MONTENEGRO, 1978, P. 04)

Régua paralela

Tem a mesma função da régua tê, porém é instalada com cordas fixadas nas extremidades da prancheta, permitindo seu deslizamento sobre a superfície.

Imagem 04: Imagem de uma régua paralela. (fonte: w.trident.com.br)

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Imagem 05: Ilustração de uma régua paralela fixada na prancheta. (fonte: MONTENEGRO, _, P. _)

Esquadros

São instrumentos, em sua grande maioria de plástico ou acrílico, utilizado para traçar retas, que podem ser perpendiculares às horizontais traçadas com a régua tê ou paralela. Podendo também ser, perpendiculares² às retas inclinadas, neste caso sem a utilização de régua.

Existem dois tipos de esquadros, um menor em forma de um triângulo de 45º. E outro maior, em forma de triângulo retângulo³, cujos ângulos são de 30 e 60º.

Imagem 06: Imagem de um par de esquadros técnicos. (fonte: w.trident.com.br)

_ 2 Retas perpendiculares, são linhas que se cruzam em um único ponto em comum, formando ângulos de 90º. Essas retas são fáceis de observar no assentamento de pisos cerâmicos, cujos trinchos desses pisos formam esses ângulos em suas extremidades. 3 Triangulo cujo um de seus vértices forma um ângulo de 90º.

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Compasso

É o instrumento que serve para traçar circunferências ou arcos de circunferências. É utilizado da seguinte maneira: aberto, com o raio desejado, fixa-se a ponta seca no centro da circunferência a traçar e segurando-se o compasso pela parte superior com os dedos indicador e polegar, imprimi-se ao mesmo, um movimento de rotação até completar a circunferência.

Imagem 07: Imagem de um compasso técnico de precisão. (fonte: BEZERRA, 2010)

Escalímetro

É uma espécie de régua graduada em formato triangular bastante utilizada, que traz consigo seis escalas de medição diferentes. No mercado existem vários padrões de escalímetro, variando de acordo com o tipo de escala. O mais usual é o que traz as escalas de 1:20 (lê-se: "um para vinte"); 1:25; 1:50; 1:75; 1:100 e 1:125 (também pode ser representada da seguinte forma: 1/20; 1/25; 1/50; 1/75; 1/100 e 1/125).

Imagem 08: Imagem de escalímetros de padrões diferentes. (fonte: w.trident.com.br)

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Gabaritos São instrumentos que servem como base para a representação precisa de determinados objetos e/ou equipamentos bastante utilizados no desenho técnico. Auxiliando o projetista na elaboração de desenhos já universalmente reconhecidos e padronizados, não havendo, portanto, a necessidade de construir novos desenhos que o representam.

Existe uma diversidade de modelos, tais como: gabarito de círculos; formas geométricas; louça sanitária; instalações elétricas; instalações hidráulicas; mobiliário; dentre outros.

Imagem 09: Imagem de gabarito de instalações sanitária. (fonte: w.trident.com.br) ESCALA NUMÉRICA

Antes de iniciar a atividade de leitura e interpretação de projetos, há a necessidade de conhecer alguns preceitos fundamentais que tornam essa prática mais fácil ao observador. Tais como, o prévio conhecimento de escalas numéricas, cotas e projeções ortogonais.

O termo escala pode ser entendido como sendo a relação entre cada medida do desenho e a sua dimensão real no objeto. Ou seja, é uma relação de proporcionalidade encontrada entre ambos, podendo ser de redução ou ampliação. Na construção civil as escalas sempre serão de redução, pois se constrói prédios enormes que estão

Leitura e Interpretação de Projetos | desenhados numa simples folha de papel. Quanto à escala de ampliação, é mais comum nas áreas da mecânica e microeletrônica, onde algumas peças são minúsculas e precisão ser desenhadas de maneira ampliada para facilitar a compreensão de seus detalhes.

Alguns exemplos são o microchip e a ponta de uma caneta esferográfica.

As escalas podem ser classificadas como numérica ou gráfica. A primeira é representada por números. Já a gráfica é a representação da numérica por meio de gráfico.

Imagem 10: Ilustração dos tipos de representações de escalas. Acima uma gráfica, e abaixo, uma numérica. (fonte: Desconhecido)

Como já foi visto, a escala numérica pode ser de ampliação e de redução. A primeira é utilizada quando se deseja obter representações gráficas maiores que o tamanho natural do objeto. As escalas de ampliação recomendadas são 2/1; 5/1; 5/1;

10/1; 20/1; 100/1; etc. No entanto, quando se tem objetos cujas grandes dimensões impossibilitam sua representação, emprega-se a escala de redução. As mais usadas são 1/5; 1/10; 1/20; 1/25; 1/50; 1/100; 1/200; 1/500; 1/1000 etc. Para a escolha entre uma ou outra, deve-se levar em consideração o tamanho do objeto a ser representado; as dimensões do papel e a clareza que se dá ao desenho.

Vejamos a seguir, alguns exemplos de como representar algumas medidas em escala utilizando uma régua comum e tendo conhecimento da seguinte fórmula matemática:

Onde;

1/M – módulo da escala D – comprimento de linha no desenho R – comprimento de linha no terreno (real)

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Exemplo 01:

Uma porta tem 80 cm de largura, como posso representar essa medida na escala de 1/5 no papel, utilizando uma régua?

Escala 1/5 - cada 1 cm do desenho representa 5cm na largura da porta. Para desenhar nesta escala, divide-se por 5 a verdadeira grandeza das medidas. Então podemos estabelecer a seguinte relação: 1/5 = D/R.

Onde; D= uma medida no desenho a ser calculada.

R= a mesma medida feita no objeto (a medida real) = 80 cm.

Vamos lá;

D = 16 cm

Conclusão: A porta de 80 cm de largura vai ser representada com 16 cm na escala de 1/5, no papel.

EXEMPLO 02:

Um terreno tem 10 m de frente, qual medida pode representar essa dimensão no papel, na escala de 1/50?

Representar em escala uma grandeza de 10 metros na escala 1/50, é desenhar essa medida cinqüenta vezes menor do que sua medida real. Vamos estabelecer a seguinte relação: 1/50 = D/R.

Onde; D= uma medida no desenho a ser calculada. R= a mesma medida feita no terreno (a medida real) = 10 m.

A fórmula é nada mais do que uma regra de três simples, que se aprende no ensino fundamental.

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Só para lembrar: 1 m = 100 cm, logo; 0,2 m = 20 cm.

Conclusão: Um terreno de 10 m de frente vai ser representado na escala de 1/50 no papel, com 20 cm.

A escala vai representar a relação de verdadeira grandeza das dimensões, seja de peças mecânicas ou de medidas de terreno, prédio ou ambiente na construção civil.

Imagem 1: Ilustração da redução em escala de uma casa. (fonte: FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE MINAS GERAIS, _, p. 06)

“Foi visto nos exemplos anteriores, a maneira de se calcular a representação de uma medida no desenho utilizando-se para tanto de uma escala previamente estabelecida e régua. Porém, é possível com a mesma fórmula estudada, calcular medidas reais, tendo suas medidas desenhadas em escala num papel.

Ou seja, o processo inverso dos cálculos realizados acima. Sugeri-se que o aluno calcule a medidas reais de um terreno, desenhado na escala de 1/50, que mediu na régua 15 cm de largura, por 30 cm de comprimento?”

Observe que a resposta foi dada na mesma unidade de medida da pergunta do problema, em metros (m). Sendo necessário, para a utilização da régua, transformar essa unidade em centímetros (cm).

Leitura e Interpretação de Projetos | COTAS

São os números que representam às dimensões do que está sendo representado pelo desenho. Qualquer que seja a escala do desenho, as cotas significam a verdadeira grandeza das dimensões.

Regras básicas:

As cotas devem ser escritas na posição horizontal, de modo que permita a leitura com o desenho na posição normal e o observador a sua direita;

Os algarismos devem ser colocados acima da linha de cota, quando esta for contínua; Todas as cotas de um desenho devem estar na mesma unidade de medida;

Uma cota na deve ser cruzada por uma linha do desenho;

As linhas de cota são desenhadas paralelas à direção da medida;

Passar as linhas de cota de preferência fora da área do desenho;

Evitar a repetição de cotas;

O valor das cotas prevalece sobre as medidas calculadas tendo como base o desenho.

Imagem 12: Ilustração que exemplifica algumas formas corretas de cotar. (fonte: MONTENEGRO, 1978, p. 37)

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Imagem 13: Ilustração que mostra os tipos de cotas utilizadas em projetos da área de construção civil. (fonte: MONTENEGRO, 1978, p. 37)

A projeção ortogonal é o meio ou técnica, que possibilita a representação gráfica (ou desenho) dos vários lados de uma peça, no caso de desenho mecânico, ou das fachadas externas de uma casa em projetos arquitetônicos.

Imagem 14: Ilustração das representações gráficas de uma peça, nas faces de um cubo. (fonte: ARRUDA, 2004, p. 2)

Imagem 15: Ilustração do rebatimento das representações gráficas de uma peça, nas faces de um cubo. (fonte: ARRUDA, 2004, p. 2)

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Imagem 16: Ilustração das vistas da peça que foi projetada nas faces do cubo. (fonte: ARRUDA, 2004, p. 21)

O mesmo conceito ilustrado nas figuras apresentadas anteriormente é utilizado na arquitetura. Onde as várias faces de um prédio são representadas (ou desenhadas) conforme seja necessário a sua completa compreensão.

Imagem 17: Ilustração das representações gráficas de uma casa num cubo. (fonte: MONTENEGRO, 1978, p. 42)

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Imagem 18: Ilustração do rebatimento das vistas de uma casa num plano. (fonte: MONTENEGRO, 1978, p. 43)

Imagem 19: Ilustração das vistas de uma casa. (fonte: MONTENEGRO, 1978, p. 40)

O conhecimento das projeções ortogonais auxilia a compreensão do projetista na elaboração de desenhos, auxiliando-o na construção mental do projeto e o materializando num papel.

Leitura e Interpretação de Projetos | TIPOLOGIA DE TRAÇOS

A compreensão de um projeto (ou desenho), esta relacionada intimamente aos traços que o compõem. Cada tipo de linha vai passar uma informação ao leitor que o auxiliará na correta interpretação do desenho. Saber reconhecer, portanto, cada tipo de linha é uma atividade indispensável ao profissional da construção civil, pois ela trará informações importantes para execução de um projeto.

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