PROJETOS DE MAQUETES DE EDIFICAÇÕES - 07 curso pratico de maquetes

PROJETOS DE MAQUETES DE EDIFICAÇÕES - 07 curso pratico de maquetes

(Parte 1 de 3)

Curso

Prático de

Maquetes p.2

INTRODUO 4 TIPOS DE MAQUETE 5 ESCALA DE TRABALHO 6

FASES DE DESENVOLVIMENTO 7

O PROJETO 7 PLANIFICAO 8 CORTE 8 MONTAGEM E ACABAMENTOS PARCIAIS 8 MONTAGEM E ACABAMENTO FINAL 9

DESENVOLVIMENTO DA MAQUETE 10

PLANIFICAO E CORTE 10

Paredes (estrutura): 10 Lajes de piso e teto: 1 Revestimento: 1 Telhado: 1 Esquadrias: 16 Terreno: 16

MONTAGEM 17

Paredes: 17 Estrutura em pilares ou vigas: 17 Revestimentos: 18 Esquadrias, balcıes e grades: 20 Terrenos: 2 Vegetaçªo: 23 Ruas e calçadas: 24 Espelhos d Ægua: 24 Outros complementos: 25

DICAS E RECOMENDAÕES 26

p.3

MATERIAIS E FERRAMENTAS 28

FERRAMENTAS 28

Ferramentas de corte: 28 Outras ferramentas: 28

MATERIAIS 29

Material base para a maquete (estrutura): 29 Material para acabamento: 29 Instrumentos e materiais auxiliares: 30

ALGUMAS TÉCNICAS ARTESANAIS 31 p.4

Maquete Ø um modelo em escala reduzida de uma obra ou projeto de arquitetura, design, engenharia, topografia, cenografia etc. Pode ser usada como esboço ou peça de estudo destes projetos, ou para sua apresentaçªo e divulgaçªo. Em casos mais raros, a maquete pode ser tambØm um modelo ampliado.

A quantidade de detalhes, o tipo de material utilizado e as dimensıes de trabalho serªo escolhidos de acordo com o objetivo ou finalidade da maquete. Maquetes para apresentaçıes profissionais ou exposiçıes comemorativas sªo normalmente feitas com material mais durÆvel e de melhor qualidade e impacto visual, com o mÆximo de detalhamento a fim de que se aproximem o mais possível do real. JÆ as maquetes de estudo sªo feitas com materiais mais fÆceis de manusear, e , em geral, mais baratos.

É importante lembrar que assim como na elaboraçªo de projetos, a produçªo de uma maquete tambØm obedece a determinantes artísticos. A escolha do grau de detalhamento, dos materiais, cores e texturas, tanto podem obedecer à realidade do projeto quanto contrariÆ-lo.

Com esta apostila pretendemos apresentar alguns conhecimentos bÆsicos para que o iniciante possa desenvolver seus primeiros modelos (maquete didÆtica), que se diferem da maquete profissional principalmente pelo tipo de material utilizado.

Os conhecimentos prØvios em cada Ærea de atuaçªo tŒm destacada importância para que o produto final seja relevante e valorize o projeto.

Os exemplos e a própria organizaçªo da apostila estªo voltados para a Ærea de edificaçıes e arquitetura, mas podem ser aplicados a diferentes Æreas.

p.5

As maquetes podem ser de vÆrios tipos, conforme o que visam representar:

MAQUETES TOPOGRFICAS: representam terrenos, loteamentos ou projetos paisagísticos.

MAQUETES DE EDIFICAÕES: representam uma ou mais estruturas construídas, de exterior ou interior, com grau variado de detalhamento. Podem ainda ser de elementos ou projetos urbanos.

MAQUETES ESPECFICAS: representam elementos de alguma Ærea específica, como design, projeto de equipamentos, mobiliÆrio, objetos etc.

Quanto ao seu propósito, as maquetes podem ser ainda:

MAQUETES DE ESTUDO: executadas no início ou durante o processo de criaçªo do projeto. Servem de auxílio para definiçªo de formas, facilidade de execuçªo ou mesmo viabilidade do projeto.

MAQUETES DE EXECUO: de uso mais restrito, servem para estudo ou esclarecimento de algum elemento ou processo específico que pode vir a causar dificuldades na execuçªo do projeto.

MAQUETES DE APRESENTAO: para uso em concorrŒncias, ou na comercializaçªo de um projeto.

MAQUETES PARA EXPOSIO: representam edificaçıes históricas ou com relevante significado artístico ou social; assim como, em outras Æreas, projetos de significativa importância (como uma oleoduto, uma plataforma de petróleo etc.). os materiais utilizados sªo mais nobres, durÆveis e resistentes.

p.6

A escolha da escala depende da finalidade da maquete, do grau de detalhamento desejado e, mesmo, do tempo disponível.

Formas paisagísticas ou de implantaçªo (jardins, praças, loteamentos, condomínios): de 1/100 atØ 1/5000.

Unidade ou conjunto arquitetônico: de 1/200 (pouco detalhada) atØ 1/50.

Interiores e cenografia: 1/10 atØ 1/50. Design, estudo de produto, protótipos, objetos de arte: de 1/1 atØ 1/10.

Embora as escalas mais comumente usadas sejam aquelas recomendadas pela ABNT como as citadas acima -, nªo se deve desprezar outras escalas para casos específicos.

Em ordem de decrescente de tamanho, tŒm-se as escalas: 1/10, 1/12.5, 1/15, 1/20, 1/25, 1/331/3 (ou 3/100), 1/40, 1/50, 1/75 etc.

Os protótipos podem mesmo ser construídos na escala real, 1/1, dependendo de sua finalidade.

p.7

Tendo escolhido a escala de trabalho, o desenvolvimento da maquete serÆ feito em diversas fases, que podem variar, dependendo do tipo de maquete que se deseja representar.

O projeto

Antes de dar início à maquete Ø necessÆrio ter disponíveis desenhos relativos ao projeto. Caso estes desenhos nªo estejam prontos, ou estejam feitos em escala diferente, deve-se reservar um tempo para sua execuçªo na escala correta. Abaixo estªo descritos diferentes desenhos referentes à maquete de arquitetura ou engenharia. Nas demais Æreas, deve-se adaptar os desenhos de acordo com a necessidade.

Planta baixa: desenho das paredes de contorno (fachadas) e das paredes internas quando necessÆrio. Planta de localizaçªo ou de situaçªo: posiçªo da construçªo no terreno, piscina, edículas, jardins, localizaçªo de rios, curvas de nível, lagos etc. Fachada: desenho das paredes externas da construçªo, com a representaçªo de aberturas e recortes, assim como a inclinaçªo da cobertura quando necessÆrio. Planta de cobertura: representaçªo do telhado, terraço, chaminØs, e outros detalhes.

Caso o interior da edificaçªo seja visível na maquete, pode-se ainda executar os desenhos: Cortes: na quantidade e posicionamento que for necessÆrio.

Elevaçıes: vistas das paredes internas, com representaçªo de aberturas e indicaçªo de revestimento.

Para maquetes que visem representar apenas interiores, serÆ necessÆrio ainda o desenho ou a medida do mobiliÆrio, luminÆrias e outros detalhes.

p.8

Planificaçªo

A planificaçªo Ø a fase em que as partes componentes da maquete sªo desenhadas ou riscadas no material base, formando a estrutura da maquete. Ou seja, sªo marcadas sobre o papel cartªo, isopor ou a madeira, as paredes com suas aberturas, as Æguas do telhado, as lajes de piso, de entrepiso e forro, os pilares etc.

A planificaçªo dos detalhes (mobiliÆrio, pequenos detalhes construtivos) pode ser feita numa fase posterior, em separado.

Corte

Após a planificaçªo Ø feito o corte das partes. É importante verificar a precisªo das medidas antes de cortar, para nªo desperdiçar tempo e material.

O corte deve ser feito sobre uma superfície dura e firme, como vidro ou bancadas de madeira. No caso da maquete feita em madeira, o corte pode ser feito diretamente na bancada de uma serra circular, se disponível, com serras manuais ou mesmo estilete, no caso da balsa (tipo de madeira macia fÆcil de trabalhar). Para o corte de peças maiores, recomenda-se fixar com grampos ou braçadeiras.

O material cortado pode ser marcado (nomeando paredes, elementos do telhado etc.) para facilitar a fase posterior de montagem. Recomenda-se guardar partes menores em caixas ou sacos plÆsticos.

Montagem e acabamentos parciais

Algumas partes da maquete podem ser unidas previamente para depois serem unidas à estrutura maior, como a construçªo, o terreno, as edículas, mobiliÆrios etc.

Em alguns casos deve ser feita a pintura ou o revestimento final da peça antes da montagem, mas apenas se sua posiçªo depois de colada impossibilitar o perfeito acabamento.

p.9

Montagem e acabamento final

Na montagem final sªo unidas todas as partes da maquete, e esta Ø colocada sobre uma base. Esta base pode ser parte da maquete, como um terreno ajardinado, por exemplo, ou pode servir apenas de moldura para a mesma, desta forma serÆ pintada ou revestida em cor neutra apenas para compor o conjunto.

A base deve ser firme e, de preferŒncia, nªo muito pesada a fim de facilitar o transporte.

p.10

Neste item serªo abordados alguns aspectos da construçªo de uma maquete, de acordo com cada fase de execuçªo.

Planificaçªo e Corte

Paredes (estrutura):

Nesta fase, a marcaçªo das medidas deve ser feita de modo a compensar a diferença entre a espessura do material de trabalho (papel ou madeira) e a medida real da parede na escala correta.

Por exemplo, usando o cartªo ParanÆ de 2 m de espessura, pode-se simular a espessura de uma parede de 0.15 m na escala 1/50, que vale na verdade 3 m. Esta diferença serÆ desprezível ao final, depois do revestimento, mas se nªo for compensada, o contorno da edificaçªo pode nªo fechar, ou as paredes internas podem ficar com alguns milímetros a mais ou a menos.

EXEMPLO: na figura, o comprimento da parede externa (1) Ø de 10.0 m, a parede interna (2) entªo mede 9.70 m, descontando 0.15 m de cada parede lateral (3). Mas se a espessura do cartªo Ø apenas de 2 m (corresponde a 0.10 m na escala 1/50), a parede interna deve ser recortada com 9.80 m para encaixar corretamente.

O mesmo raciocínio deve ser usado na marcaçªo de paredes que separam compartimentos de diferentes níveis como as paredes externas, por exemplo ou aquelas que servem a mais de um pavimento.

p.1

OBSERVAO: as paredes contíguas podem ser desenhadas continuamente e, na montagem, dobradas atØ formar o contorno correto (o que produz menor nœmero de emendas), ou podem ser cortadas separadamente.

Lajes de piso e teto:

A medida das lajes pode ser marcada pelo contorno interno ou externo das paredes. No caso de lajes intermediÆrias entre dois pavimentos, Ø recomendÆvel usar o contorno interno, para que nªo apareçam na fachada. A laje do 1” piso pode ser feita pelo contorno externo, para servir de apoio às paredes e facilitar a montagem.

A decisªo sobre as medidas usadas depende do tipo de maquete que se estÆ construindo.

Revestimento:

Na planificaçªo dos revestimentos deve-se primeiro ter a base (estrutura) cortada para que se possa verificar as medidas e compensar algum possível erro de corte ou mediçªo. Devem ser deixadas sobras para permitir a colagem e o arremate dos revestimentos.

Na parte de montagem, mais à frente, serªo abordados os diferentes tipos de revestimento.

Telhado:

OBSERVAO: esta parte de execuçªo da maquete Ø um pouco longa e, talvez, um tanto complexa para quem nªo tem conhecimentos de representaçªo de telhados. Assim, deve-se procurar auxílio para sua execuçªo. Para aqueles, no entanto, que conhecem desenho ou geometria descritiva, a explicaçªo dada nas próximas pÆginas deve ser suficiente.

O telhado serÆ desenhado levando em conta as distorçıes de medida. A planta de cobertura e as fachadas nªo apresentam todas as Æguas em p.12

p.13

Para desenhar as Æguas (superfícies) do telhado Ø preciso conhecer suas medidas reais, que sªo representadas nos desenhos como: ― Cobertura: apenas os beirais e as cumeeiras estªo em V.G.

― Fachadas: alguns beirais e algumas cumeeiras que aparecem em cada fachada, e a altura da cumeeira estªo em V.G.

OBSERVAO: nas fachadas, os espigıes e rincıes nªo estªo em V.G., mas o comprimento com que aparecem corresponde à altura da Ægua do telhado em V.G.

Para desenhar a Ægua triangular, por exemplo, basta desenhar um triângulo isósceles da seguinte forma: 1. marcar a largura da Ægua (beiral). 2. a partir do meio deste lado (M), marcar a altura da Ægua. 3. ligar os trŒs pontos como na figura.

largura t. d g ua largura alt. d a águ a p.14

A Ægua em forma trapezoidal, ficarÆ como: A Ægua em forma de paralelogramo serÆ desenhada como:

1. marcar o comprimento do beiral como aparece na planta de cobertura. 2. marcar a altura da cumeeira. 3. tirar paralelas, nos pontos 1 e 2, ao lado de alguma Ægua triangular jÆ desenhada. 4. fechar o paralelogramo conforme a figura.

alt . d g ua

12 3 COMPRIMENTO t. da u a p.15

O telhado pode ser feito apenas com as Æguas justapostas, ou feito sobre uma estrutura que simule seu madeiramento. Esta estrutura nªo precisa ser exatamente igual ao real, quando nªo estiver aparente, servindo apenas para auxiliar a montagem.

OBSERVAO: a parte da estrutura do telhado que avança alØm do beiral deve ser tratada adequadamente, sendo coberta pela laje de forro, revestida conforme o material de acabamento, ou mesmo recortada para nªo aparecer. O acabamento do beiral pode ser complementado com pequenas peças que simulem o madeiramento.

p.16

10.0 RN = 10 = 0

Esquadrias:

As esquadrias (portas e janelas fixas ou móveis) podem ser feitas de diferentes formas e materiais, de acordo com o projeto. Seu encaixe pode ser justaposto ou sobreposto ao vªo, ou seja, podem ser encaixadas na abertura da parede - processo mais difícil, usado em escalas maiores - ou coladas por fora e/ou por dentro das paredes.

Na planificaçªo das esquadrias Ø recomendÆvel conferir as medidas dos vªos, a fim de compensar possíveis erros cometidos na marcaçªo ou corte das paredes. Caso as esquadrias sejam sobrepostas ao vªo, deve-se deixar uma sobra para colar sobre as paredes.

OBSERVAO: em escalas menores (1/100 ou inferior), as esquadrias podem ser apenas desenhadas sobre as paredes, sem maior detalhamento.

Terreno:

A planificaçªo do terreno varia conforme os detalhes que apresenta. Os terrenos planos sªo representados apenas por seu contorno, sendo acrescentadas construçıes e outros elementos existentes (piscina, edícula, jardins etc.).

Os terrenos com variaçªo de nível podem ser representados de diversas formas, da mais realista à mais esquemÆtica, e com materiais diversos (serªo vistos mais adiante, na parte de acabamentos).

Na fase de planificaçªo Ø necessÆrio marcar os contornos (divisas), e a medida e localizaçªo das construçıes e elementos mais importantes; assim como desenhar as curvas de nível, que irªo determinar os desníveis.

p.17

Montagem

Paredes:

Caso as paredes tenham sido desenhadas continuamente, serÆ preciso primeiro marcar as dobras nos cantos. Para dobrar o papel mais espesso, Ø feito um vinco nos pontos de dobra. Para isto usa-se o lado sem fio do estilete, ou, para papØis mais espessos ainda (como o cartªo ParanÆ), cortase parte de sua espessura com cuidado.

Para as paredes que sªo cortadas separadamente, o encaixe pode ser feito de outras formas (VER FIGURA); a segunda Ø mais usada por ser mais simples:

Estrutura em pilares ou vigas:

Caso sejam de madeira, podem ser usadas pequenas ripas, palitos ou mesmo papelªo revestido ou pintado na cor desejada. Para concreto, usa-se o papel ParanÆ, ou outro tipo de material, revestido tambØm na cor apropriada.

Para pilares de secçªo cilíndrica, pode-se trabalhar tambØm com pequenas tiras de papel (jornal ou similar) enroladas bem firme e coladas.

OBSERVAO: o vinco deve ser feito sempre na parte externa da dobra.

p.18

Revestimentos:

― Pisos e Azulejos: podem ser feitos sobre um papel mais fino, da cor desejada, com as linhas traçadas à lÆpis ou caneta; este papel Ø colado sobre a parede. Para escalas maiores, com representaçªo simplificada, pode-se usar um papel mais grosso (como o cartªo ou cartolina) riscado com o estilete. Uma outra opçªo seria colar pequenos quadrados uns ao lado dos outros sobre a extensªo a ser revestida; esta, no entanto, Ø a opçªo mais trabalhosa e com acabamento mais irregular.

(Parte 1 de 3)

Comentários