Estradas - Projeto

Estradas - Projeto

(Parte 10 de 10)

respectivas coordenadas relativas”

Assim, pode-se inferir a seguinte regra geral: “numa poligonal orientada, as coordenadas absolutas de um vértice são iguais às coordenadas absolutas do vértice anterior mais (ou menos) as FIGURA 3.3 – SISTEMA CARTESIANO E COORDENADAS ABSOLUTAS

correspondentes variam de 0° a < 360°)

Observe-se que essa formulação é genérica, ou seja, as fórmulas resultam aplicáveis para qualquer quadrante em que se situe o alinhamento, pois os sinais das coordenadas relativas resultam automaticamente do cálculo das funções seno e cosseno dos Azimutes (já que os ângulos

Em projeto geométrico, as coordenadas absolutas são usualmente expressas em metros, com precisão topográfica, relacionadas a um sistema reticulado plano, referenciado à projeção conforme Universal Transversa de Mercator (UTM). A determinação das coordenadas absolutas dos vértices (bem assim das coordenadas absolutas de quaisquer pontos) de uma poligonal é muito útil para fins de representação gráfica dessa poligonal, em especial quando se trata de poligonais abertas, como sói acontecer nos trabalhos pertinentes à elaboração de projetos geométricos de rodovias.

questão da divisão do desenho em pranchas, e a articulação das mesmas ao longo do projeto

O desenho de poligonais extensas fica bastante facilitado quando feito com auxílio das coordenadas dos pontos, referidas a um sistema reticulado (sistema de eixos cartesianos). Isto permite não só maior precisão gráfica quando o desenho é feito manualmente, mas também simplifica a

3.5 DEFINIÇÃO DOS TRAÇADOS

No lançamento de traçados para as rodovias, estes devem ser considerados como entidades tridimensionais contínuas, com mudanças de direção fluentes e gradativas.

Para facilidade de trabalho e conveniência técnica na elaboração dos projetos, os elementos geométricos da rodovia são decompostos, como já comentado anteriormente, nos elementos em planta, em perfil e em seção transversal.

No entanto, deve-se lembrar que a rodovia projetada, uma vez construída e aberta ao tráfego, apresenta-se aos usuários como entidade tridimensional, em perspectiva natural, com seus

AzA-B elementos em planta, em perfil e em seção transversal atuando de forma combinada sobre os usuários em movimento, sujeitando-os a esforços – e, conseqüentemente, a desconfortos – dinâmicos, que podem afetar a fluidez do tráfego, as condições de segurança e, enfim, a qualidade do projeto.

Assim, é sempre necessário buscar a continuidade espacial dos traçados, mediante intencional e criteriosa coordenação dos seus elementos geométricos constituintes, em especial dos elementos planimétricos e altimétricos, visando ao adequado controle das condições de fluência ótica e das condições de dinâmica de movimento que o traçado imporá aos usuários.

As combinações dos diferentes elementos do traçado em planta e em perfil resultam na formação de entidades tridimensionais com aparências diferenciadas, como se pode visualizar nas ilustrações da figura 3.4, onde se mostram as conjugações básicas e os resultados correspondentes, em termos de percepção dos traçados, na perspectiva dos usuários.

FIGURA 3.4 – COMBINAÇÃO DOS ELEMENTOS EM PLANTA E EM PERFIL

Tangente

Trecho reto Tangente com inclinação longitudinal única

Tangente Curva

Concavidade em tangente

Tangente Curva

Convexidade em tangente

Curva

Trecho reto Curva horizontal com inclinação longitudinal única

Curva Curva

Concavidade com curva horizontal

Curva Curva

Convexidade com curva horizontal

Fonte: Diretrizes para a concepção de estradas : condução do traçado – DCE-C (DER/SC, 1999, p.3).

(Parte 10 de 10)

Comentários