Desenho Mecânica Básico

Desenho Mecânica Básico

(Parte 1 de 5)

Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais - FIEMG

Belo Horizonte 2009

Presidente da FIEMG Robson Braga de Andrade

Gestor do SENAI Petrônio Machado Zica

Diretor Regional do SENAI e

Superintendente de Conhecimento e Tecnologia Alexandre Magno Leão dos Santos

Gerente de Educação e Tecnologia Edmar Fernando de Alcântara

Organização Francisco Carlos Ramos

Unidade Operacional

Centro de Formação Profissional Guilherme Caldas Emrich

Apresentação04.
Introdução05
I - Material06
I – Uso do Material07
I – Formatos de Papel10
IV – Caligrafia Técnica1
V – Legenda13
VI – Tipos de Linhas15
VII – Geometria – Figuras Planas17
VIII – Geometria Espacial19
IX – Escalas2
X – Vistas Ortográficas24
XI – Cotagem31
XII – Perspectiva Isométrica4
XIII –Perspectiva Cavaleira52
XIV – Exercícios5

“Muda a forma de trabalhar, agir, sentir, pensar na chamada sociedade do conhecimento. “

Peter Drucker

O ingresso na sociedade da informação exige mudanças profundas em todos os perfis profissionais, especialmente naqueles diretamente envolvidos na produção, coleta, disseminação e uso da informação.

O SENAI, maior rede privada de educação profissional do país,sabe disso , e ,consciente do seu papel formativo , educa o trabalhador sob a égide do conceito da competência:” formar o profissional com responsabilidade no processo produtivo, com iniciativa na resolução de problemas, com conhecimentos técnicos aprofundados, flexibilidade e criatividade, empreendedorismo e consciência da necessidade de educação continuada.”

Vivemos numa sociedade da informação. O conhecimento , na sua área tecnológica, amplia-se e se multiplica a cada dia. Uma constante atualização se faz necessária. Para o SENAI, cuidar do seu acervo bibliográfico, da sua infovia, da conexão de suas escolas à rede mundial de informações – internet- é tão importante quanto zelar pela produção de material didático.

Isto porque, nos embates diários,instrutores e alunos , nas diversas oficinas e laboratórios do SENAI, fazem com que as informações, contidas nos materiais didáticos, tomem sentido e se concretizem em múltiplos conhecimentos.

O SENAI deseja , por meio dos diversos materiais didáticos, aguçar a sua curiosidade, responder às suas demandas de informações e construir links entre os diversos conhecimentos, tão importantes para sua formação continuada !

Gerência de Educação e Tecnologia

Introdução

O desenho técnico é uma forma de expressão gráfica que tem por finalidade a representação de forma, dimensão e posição de objetos de acordo com as diferentes necessidades requeridas pelas diversas modalidades de engenharia e também da arquitetura. Utilizando-se de um conjunto constituído por linhas, números, símbolos e indicações escritas normalizadas internacionalmente, o desenho técnico é definido como linguagem gráfica universal da engenharia (civil, mecânica) e da arquitetura. Assim como a linguagem verbal escrita exige alfabetização, a execução e a interpretação da linguagem gráfica do desenho técnico exigem treinamento específico, porque são utilizadas figuras planas (bidimensionais) para representar formas espaciais. Conhecendo-se a metodologia utilizada para elaboração do desenho bidimensional é possível entender e conceber mentalmente a forma espacial representada na figura plana. Na prática pode-se dizer que, para interpretar um desenho técnico, é necessário enxergar o que não é visível e a capacidade de entender uma forma espacial a partir de uma figura plana é chamada visão espacial.

A Padronização dos Desenhos Técnicos

Para transformar o desenho técnico em uma linguagem gráfica foi necessário padronizar seus procedimentos de representação gráfica. Essa padronização é feita por meio de normas técnicas, seguidas e respeitadas internacionalmente. As normas técnicas são resultantes do esforço cooperativo dos interessados em estabelecer códigos técnicos que regulem relações entre produtores e consumidores, engenheiros, empreiteiros e clientes. Cada país elabora suas normas técnicas e estas são acatadas em todo o seu território por todos os que estão ligados, direta ou indiretamente, a este setor. No Brasil as normas são aprovadas e editadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, fundada em 1940. Para favorecer o desenvolvimento da padronização internacional e facilitar o intercâmbio de produtos e serviços entre as nações, os órgãos responsáveis pela normalização em cada país, reunidos em Londres, criaram em 1947 a Organização Internacional de Normalização (International Organization for Standardization – ISO). Quando uma norma técnica proposta por qualquer país membro é aprovada por todos os países que compõem a ISO, essa norma é organizada e editada como norma internacional. As normas técnicas que regulam o desenho técnico são normas editadas pela ABNT, registradas pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) como normas brasileiras - NBR e estão em consonância com as normas internacionais aprovadas pela ISO.

Material • Par de esquadros em acrílico com graduação em cm;

• Lapiseira 0,5 ou 0,7 – grafite tipo HB;

• Borracha de vinil;

• Compasso de metal;

• Fita crepe;

• Bloco Prancha Formato A4 ; • Lixa para apontar o compasso.

Uso do Material

I.a - Algumas Técnicas de Manuseio

Para traçados apoiados em esquadro ou régua, o grafite jamais deverá tocar suas superfícies, evitando assim indesejáveis borrões.Para conseguir isso, incline ligeiramente a lapiseira/lápis conforme a figura ao lado.

O grafite do compasso deverá ser apontado em forma de cunha, sendo o chanfro voltado para o lado contrário da ponta seca, conforme o ilustrado abaixo:

I.b – Uso da Régua “T”

A régua “T” será utilizada sempre de modo horizontal, e seu manuseio se dará com a mão que não utilizamos para desenhar, ou seja, se o indivíduo é destro, deverá movimentá-la com a mão esquerda e vice-versa.

Com a régua “T” procede-se o traçado de linhas horizontais. Para o traçado de linhas inclinadas e/ou horizontais, servirá como base para os esquadros, que deslizarão apoiados sobre a mesma.

o O antebraço deve estar totalmente apoiado sobre a Prancheta.

o A mão deve segurar o lápis naturalmente, sem forçar, e também, estar apoiada na prancheta. o Deve-se evitar desenhar próximo às beiradas da prancheta, sem o apoio do antebraço.

o O antebraço não estando apoiado acarretará um maior esforço muscular, e, em conseqüência, imperfeição no desenho. o Os traços verticais, inclinados ou não, são geralmente desenhados, de cima para baixo o Os traços horizontais são feitos da esquerda para a direita.

I.c –Esquadros B F

A C D E Podemos demarcar diversos ângulos conjugando os esquadros:

Traçando linhas verticais com os esquadros Traçando linhas horizontais com os esquadros

Formatos de Papel

Os formatos de papel recomendados pela A.B.N.T. e suas respectivas margens são os seguintes:

OBSERVAÇÕES: Todas as dimensões da tabela acima têm como unidade m.

• Relação dos tamanhos dos formatos de papel

Caligrafia Técnica

As letras e algarismos que compõe a caligrafia utilizada no desenho técnico seguem normatização da A.B.N.T. (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Abaixo as duas formas de caligrafia a serem utilizadas.

IV .a – Padrão Vertical o Letras Maiúsculas. A B C D E F G H I J K L M N O o Letras Minúsculas a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z

IV.b – Padrão Inclinado (75°) o Letras Maiúsculas A B C D E F G H I J K L M N O o Letras Minúsculas a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z

IV.c – Proporções

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