Prática Manuseio de uma bico de bunsen e aquecimento de tubos de ensaio e béquer

Prática Manuseio de uma bico de bunsen e aquecimento de tubos de ensaio e béquer

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO (UEMA)

CENTRO DE ESTUDOS SUPERIORES DE CAXIAS (CESC)

DEPARTAMENTO DE QUÍMICA E BIOLOGIA (QUIBIO)

CURSO: QUIMICA LICENCIATURA

DISCIPLINA: QUÍMICA ANALÍTICA QUALITATIVA

PROFESSORA: MAURA CÉLIA CUNHA E SILVA

RELATÓRIO: MANUSEIO DE UM BICO DE BUNSEN E AQUECIMENTO DE TUBOS DE ENSAIO E BÉQUER

ACADÊMICOS:

Francisco de Assis

Jadiel de Almeida Gomes

João Guilherme

Rayan Soares dos Santos

Walburg Levisk Dias de Moraes

Josimária Torres da Silva

Wilame Brito da Silva

CAXIAS-MA

Março/2012

SUMÁRIO

MANUSEIO DE UM BICO DE BUNSEN E AQUECIMENTO DE TUBOS DE ENSAIO E BÉQUER

  1. INTRODUÇÃO

No laboratório de Química existem vários tipos de bicos de gás como exemplo: o bico de Bunsen ( é o mais comum e foi utilizado na prática), o bico de Tirril, bico de Mecker, entre outros. Antes de manusear o bico Bunsen vamos apresentar o principio de seu funcionamento. O gás (butano e propano) contido do botijão é conduzido pela mangueira até o queimador pela base e o seu fluxo é regulado por uma torneira externa na parte inferior do bico. À medida que o gás sobre pelo tubo do queimador (ou corpo), o ar é injetado através orifícios situados um pouco acima da base. A quantidade de ar pode ser controlada girando-se o anel que fica sobre os orifícios.

A etapa inicial para se acender um bico de gás é fechar a entrada de ar e posicionar o queimador longe de objetos inflamáveis. A seguir, deve-se abrir o gás e acender o queimador. A chama obtida apresenta uma cor amarela brilhante e bastante grande. Esta chama é “fria” e inadequada ao uso porque a mistura é pouco oxidante. Para que a chama mais quente seja obtida, deve se abrir vagarosamente a entrada de ar de modo que a chama fique completamente azulada. Foi observado três zonas (externa, intermediária e interna). A zona externa apresentou uma cor violeta pálida, quase invisível, onde os gases fracamente expostos ao ar sofrem combustão completa, resultando em CO2 e H2O (C3H8 + 5O2 → 3CO2 + 4H2O). Esta zona é denominada de zona oxidante com temperatura de 1560 – 1540°C. A zona intermediária apresentou uma luminosidade que caracterizada por combustão incompleta, por deficiência do suprimento de O2 ( 2C + O2 2CO). O carbono forma CO, o qual se decompõe pelo calor, resultando diminutas partículas de C (carbono) que, incandescentes, dão luminosidade à chama. Esta zona é denominada de zona redutora com temperatura abaixo de 1540°C. A zona interna apresentou limitada por uma “casca” azulada contendo os gases que ainda não sofreram combustão – mistura carburante com temperaturas em trono de 300°C.

Quando formos aquecer vidrarias como béquer, erlenmeyer, balões etc, não devemos usar diretamente o bico de Bunsen, pois a chama deve ser distribuída uniformemente através de uma tela de amianto que impede que a chama passe diretamente para a vidraria. No caso de aquecimento de tubo de ensaio podem ser aquecidos diretamente na chama do bico de Bunsen, porém a chama deve ser média e o tubo deve estar seco por fora, para evitar que se quebre ao ser aquecido. O tubo deve ficar virado para a parede ou numa direção em que não se encontre ninguém, pois é comum, aos operadores sem prática, deixar que repentinamente o líquido quente salte fora do tubo, o que pode ocasionar queimaduras. O tubo é seguro próximo de sua boca, pela pinça de madeira e agita-se brandamente, para evitar superaquecimento do líquido.

  1. OBJETIVO:

  • Aprender a utilizar o bico de Bunsen.

  • Aprender a aquecer tubos de ensaio e béquer em laboratório.

  1. MATERIAIS

Materiais Utilizados:

- Bico de Bunsen

- Tela de amianto

- Tripé de ferro

- Suporte universal

- Pinça de madeira

- Béquer de 205 mL

- Tubo de ensaio

- Cápsula de porcelana

- Termômetro

  1. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL:

Procedimento 1: Uso do bico de Bunsen

Luminosidade da chama

Quando o anel de regulagem de ar primário estava fechado observamos uma chama grande e luminosa de cor amarela (libera menos calor) que é característica de uma combustão incompleta na zona redutora. Depois regulamos o anel gradativamente até a entrada de ar primária estar completamente aberta, onde foi observada um chama não luminosa de cor azulada que caracteriza uma combustão completa (libera mais calor).

Regiões da chama

Observamos 3 (três) regiões bem distintas, são elas: zona externa, intermediária e interna. O esquema abaixo exemplifica.

Procedimento 2: Aquecimento de líquidos em béquer

Colocamos cerca de 100 mL de água em um béquer de 250 mL, depois colocamos o béquer em cima da tela de amianto (que estava sobre o tripé) para aquecer uniformemente na chama forte do bico de Bunsen (janelas abertas e torneira de gás totalmente abertas). Observamos uma temperatura de ebulição de 100°C marcada no termômetro. Depois apagamos o bico de Bunsen e deixamos o béquer com o auxilio de uma luva revestida com material próprio manuseio de vidro quente.

Procedimento 3: Aquecimento de líquidos em tubos de ensaio

Colocamos cerca de 4 mL de água em um tubo de ensaio, depois com a pinça de madeira seguramos o tubo de ensaio próximo a “boca”, e colocamos para aquecer no bico de Bunsen regulado ( torneira de gás aberta pela metade e janelas abertas pela metade), com o tubo de ensaio voltado para a parede, com uma inclinação de cerca de 45° e com pequena agitação até a ebulição da água ser processada quase que totalmente. Por último retiramos o tubo do fogo e deixamos esfriar na estante para tubos de ensaio e verificamos de válvula do botijão de gás e do bico de Bunsen estavam fechadas.

  1. RESULTADOS E DISCURSÕES:

Para a realização do experimento foi necessário muito cuidado, pois o procedimento de aquecimento requer do acadêmico um trabalho sistemático para que seja evitando acidentes como queimaduras e explosões no ambiente laboratorial. Na prática referente as regiões da chama observamos 3 (três) regiões distintas que a chama do bico de Bunsen apresentou. Já no procedimento de aquecimento do béquer e do tudo de ensaio, observamos que há diferenças entre um aquecimento utilizando um béquer que feito com o auxilio de uma tela de amianto, já o tubo de ensaio não precisa da tela, podendo ser aquecido diretamente.

  1. CONCLUSÃO:

A prática realizada no laboratório gerou resultados importantíssimos para os acadêmicos de química, pois proporcionou a apropriação de conhecimentos básicos de aquecimento utilizando o bico de Bunsen, como também dos materiais que podem ser aquecidos diretamente e indiretamente no bico. Não podemos também deixar de citar que as outras práticas também contribuíram para um melhor desenvolvimento, pois acreditamos que o trabalho numa laboratório depende de uma relação entre teoria e prática.

  1. BIBLIOGRAFIA:

Acessado dia 31/03/2012 <http://www.ebah.com.br/content/ABAAAApq8AE/tecnicas-aquecimento-laboratorio>.

Comentários