*cetem gesso

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Gipsita 468

Tabela 14: Especificações exigidas para o gesso utilizado como carga mineral em diversas aplicações industriais (Rivero, 1997).

Propriedade Exigência

Pureza 98,7% (mín.)

Alvura (ISO) > 91%

Índice de refração 1,54

Peso específico (g/cm3) 2,6 Abrasividade (mg) 10 a 14

Fe2O3 (%) 0,06 (máx.) SiO2 (%) 0,14 (máx.)

Granulometria (µm) > 53 (1% max.)

6. MINERAIS E MATERIAIS ALTERNATIVOS

O consumo de gipsita para fabricação de cimento é restrito à região nordeste, exceto no caso da produção de cimentos especiais. Isso se deve ao elevado custo do frete motivado pela grande distância que separa o pólo gesseiro do Araripe das fábricas de cimento de outras regiões do país.

Nas fábricas de cimento das regiões sul e sudeste, a gipsita natural é substituída pelo fosfogesso, um subproduto obtido nos processos de produção de ácido fosfórico, nas indústrias de fertilizantes fosfatados. Algumas empresas da região sudeste utilizam o sulfato de sódio proveniente das salmouras obtidas em salinas (Lyra Sobrinho et al., 2004).

No uso agrícola, a gipsita (CaSO4. 2H2O) pode ser substituída pelo calcário

(Ca.CO3), nas camadas superficiais (até 20 cm) do solo. Nas camadas mais profundas (20 a 40 cm) é necessário o uso da gipsita, devido à sua maior solubilidade se comparada ao calcário.

Por sua vez, o uso da gipsita/gesso como carga mineral em papel, plásticos, adesivos, tintas e outras aplicações industriais têm a concorrência do caulim e do carbonato de cálcio, entre outros.

Rochas e Minerais Industriais – CETEM/2005 469

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