Os Ciclos Econômicos de Imperatriz

Os Ciclos Econômicos de Imperatriz

Os Ciclos Econômicos de Imperatriz

Autor: Ábad Wallas dos Santos Oliveira¹

Orientadora: Erica Ribeiro S. Simonetti²

Resumo

Imperatriz e um Municipio com uma área de 1.367,90 km², com uma população que gira em torno de 247.505 mil habitantes, localizado no Estado do Maranhão. Durante seu desenvolvimento sócio-economico o município passou por alguns ciclos econômicos, sendo eles o ciclo do arroz, da madeira, do gado, da castanha, da borracha e do ouro, onde três deles atuaram diretamente na economia do município e os outros três atuaram de forma indireta no seu desenvolvimento econômico. No Artigo a seguir é possível conhecer os três ciclos que atuaram diretamente na economia do Município de Imperatriz, sendo o primeiro ciclo o ciclo do gado, onde o Município de Imperatriz ainda era uma Vila e se chamava Vila de Imperatriz, onde a região era essencialmente de criadores de gado. O ciclo do arroz, que acabou contribuindo para que o Estado do Maranhão se tornasse o segundo maior produtor de arroz do pais. O ciclo do arroz trouxe grandes benefícios para Imperatriz, sendo um deles a abertura da Rodovia Belém-Brasilia e a instalação de Usinas de arroz. Logo depois veio o ciclo da Madeira, que graças a Rodovia Belém-Brasilia e a grande quantidade de matéria prima, fez com que o Município de Imperatriz tivesse um grande desenvolvimento nesse período. O ciclo da Madeira deu inicio com a abertura da Rodovia Belem-Brasilia e pela inúmera riqueza de Flora encontrada no Município de Imperatriz, tornando assim o Município um dos maiores fontes de imposto do Estado do Maranhão.

Palavras- chave: Economia. Ciclos econômicos. Imperatriz.

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¹Academico do Curso do 5º Período de Ciências Econômicas da Faculdade de Imperatriz – FACIM.Email: abadbatalha22@hotmail.com

²Mestranda em Gestão e Desenvolvimento Regional-UNITAU,Economista, MBA em Gestão Financeira Controladoria e Auditoria (F.G.V) . E-mail: ericcaribeiro@hotmail.com

ABSTRACT

Imperatriz andaCitywith an area of​​1367.90 km², with a population thatis around247,505,000inhabitants, located in the State ofMaranhão. During hissocio-economic developmentthe cityhas gone throughsomecycles,they beingthe cycle ofrice,timber, cattle, nut, rubber and gold, where threeof themacteddirectly on theeconomy of the cityand the other threeactedindirectlyinits economic development. Inthe followingarticleyou canknow the threecyclesthat acteddirectly on theeconomy of theCity ofImperatriz, the first cycleof the cattlecycle, where thecity ofImperatrizwas stillavillage andwas called theVillage ofImperatriz, where the regionwas essentiallyof farmers. The cycleof rice, whicheventually contributed tothe stateof Maranhãoto become thesecondlargest rice producerin the country.Therice cyclehas broughtgreat benefits tothe Imperatriz, one of the opening of theBelém-Brasilia highwayand the installation ofriceplants. Shortly thereafter, thecycle ofMadeira,that thanks toBelem-Brasilia highwayand the vastamount of raw material, has made thecity ofImperatrizhadagreat developmentin this period.The cycleof Madeirastarted offwith the openingof theBelem-Brasilia highwayand thecountlesswealth offlorafoundin the city ofImperatriz, thus making thecity one of the largest sources of tax in the State of Maranhão.

Keywords:Economics. Cycle. Imperatriz.

INDRODUÇÃO

O objetivo deste trabalho é apresentar os ciclos econômicos que tiveram uma influencia direta na economia do Municipio de Imperatriz, que são eles o Ciclo do Gado, do Arroz e da Madeira. Será possível observar de forma resumido e bem simplificado como esses ciclos chegaram e se desenvolveram a ponto de contribuir para o desenvolvimento econômico do município de imperatriz, trazendo uma melhor qualidade de vida para as habitantes do município.

O trabalho esta organizado do seguinte modo. Primeiramente será apresentado um pouco sobre o Município de Imperatriz nos dias de hoje, logo depois será possível observa os seis ciclos de Imperatriz tanto diretos como indiretos, e logo depois será apresentado os ciclos indiretos na seguinte seqüência: Primeiro o Ciclo do Gado, logo depois o Ciclo do Arroz e os benefícios que ele trouxe para o Município, e por ultimo o Ciclo da Madeira e os benefícios que o mesmo trouxe para Imperatriz. O trabalho e do tipo Descritiva Exploratória e abordagem qualitativa.

Município de Imperatriz

Fonte: GOOGLE

Imperatriz foi fundada em 16 de julho de 1852, localiza-se no oeste do estado do Maranhão. Segundo a página da prefeitura de Imperatriz “o município encontra-se a 629,5 quilômetros da capital (São Luis). Suas coordenadas geográficas são 5º 31' 32' latitude sul; 47º 26' 35' longitude a W Gr., com altitude média de 92 metros acima do nível do mar. Tem limites com os municípios de Cidelândia, São Francisco do Brejão, João Lisboa, Divinópolis, Governador Edison Lobão e com o Estado do Tocantins.” (PREFEITURA MUNICIPAL pg. ON-LINE)

Fonte: PREFEITURA MUNICIPAL pg. ON-LINE

A área total do município é de 1.367,90 km², correspondendo aproximadamente 0,46% do território do Maranhão. O clima é tropical, quente e úmido, contendo duas estações: o inverno que vai de dezembro a abril, e verão, que vai de maio a novembro. A temperatura média da cidade gira em torno de 29° a 30°C. (PREFEITURA MUNICIPAL pg. ON-LINE)

O Município encontra-se na margem do rio Tocantins. A cidade contem um aeroporto e uma rodoviária ativa, e sua população e de mais ou menos 247.505 mil habitantes. (IBGE)

Os Ciclos econômicos diretos de Imperatriz

O município de imperatriz passou por grandes ciclos econômicos que afetaram a economia diretamente e indiretamente, entre eles estão o ciclo do arroz, da madeira, do gado, da castanha, da borracha e do ouro. Nesse trabalho vai ser possível ver o três ciclos que afetaram diretamente a economia de imperatriz.

O Ciclo do Gado

Com o fim da corrida do ouro e das minas em Goias, os goianos migraram povoando o alto Tocantins e o Araguaia no inicio do XVIII. Com a escassez do ouro, no inicio do século XIX, começou uma economia extrativista e pastoril de criação de gado, devido suas grandes extensões de terra. (ALBERTO FRANKLIN, 2008)

Em toda essa região, os colonizadores se dedicaram completamente a criação de gado, não só pelo carne, mas também pelo couro, que era a matéria-prima do mais variados produtos sertanejos, comercializado para o Piauí, Bahia, Pernambuco e Belém. (ALBERTO FRANKLIN, 2008)

Outra região que se destacou na criação de gado foi a Vila de Imperatriz (Conhecida hoje como Município de Imperatriz), onde os moradores eram essencialmente criadores de gado. A Agricultura praticada nessa região era apenas para subsistência, mesmo porque não havia facilidade para exportar excedentes devido a dificuldade no deslocamento devido a falta de estradas, mas mesmo com essa dificuldade a Vila Imperatriz conseguia através do Rio Tocantins comercializar uma pequena quantidade de gado para o estado do Pará. No Dicionário Histórico-Geografico do historiador César Marques, e possível observar um testemunho de um cidadão de Imperatriz, que diz:

Os habitantes deste município são geralmente criadores de gado, mas lavram também arroz, mandioca, milho, feijão e cana-de-açúcar. Alguns têm engenhocas e alambiques em que fabricam rapaduras, açúcar somente para seu consumo,e aguardente. [...] Sua exportação é de couros secos, gados vacum e cavalar, óleo de copaíba de que muito e muito abundam as ubérrimas matas que circundam esta pitoresca vila. [...] As matas, ricas de madeira para todo e qualquer uso, subministram saborosos frutos. (MARQUES, 1970, p.568-569)

Segundo o Livro de Alberto Franklin,até a ultima década do século XIX, a economia da Vila de Imperatriz esteve baseada fundamentalmente na criação do gado. Mesmo sem estradas adequadas, o comércio de gado com o Pará foi mantido, favorecido pela criação de uma feira na pequena ilha de Itapepucu, ao lado da grande ilha do Jutaí, abaixo das famosas e extintas cachoeiras de Itaboca. Nesse local encontravam-se anualmente os criadores de Goiás e sul do Maranhão com os comerciantes de carne de Belém, já sem intervenção do governo. (ALBERTO FRANKLIN, 2008)

O Ciclo do Arroz

Segundo o Censo do IBGE, em 1956 o arroz já era o principal produto agrícola comercializado no município de Imperatriz, onde nesse mesmo ano foi produzido 18.700 sacos em casca, num valor total de Cr$ 1.320.000.00, superando a cana-de- açúcar que atingira 17.700 toneladas, avaliadas em Cr$ 1.070.000.00.

Fonte: IBGE

Com o começo da construção da Rodovia Belém-Brasilia, em 1958, o fluxo de imigrantes no período do ciclo do arroz aumentou grandemente. Muitos desses imigrantes se dedicaram à agricultura, aumentando a demanda por terras e o volume da produção agrícola, tanto no município de Imperatriz quanto na outra margem do Tocantins. Segundo o IBGE no final da construção da Rodovia Belém-Brasilia, 1960, os imigrantes que vinheram para Imperatriz já chegavam a 20.003. (ENCICLOPEDIA SOCIO ECON. IMP. 2011)

Em 1969 a produção de arroz teria superado a barreira de 1 milhão de sacas. Chegando ao final da década com mais de duas dezenas de usinas de arroz, instaladas em dois setores: o primeiro nas proximidades da “Farra Velha”, próximo a Centro da cidade, e outro no bairro “Maranhão Novo”, às margens da Rodovia Bélem-Brasilia, fazendo do Maranhão o segundo maior produtor de arroz do país nessa época. (ENCICLOPEDIA SOCIO ECON. IMP. 2011)

O Ciclo da Madeira

Com a abertura da Rodovia Belém-Brasilia, foi possível a exploração e o transporte das inúmeras riquezas da flora tocantina, como o ipê, cedro, cumaru, jatobá, maçaranduba, entre outras, demandada nas construções do Sul do Brasil que viviam uma euforia do “Milagre Econômico”.

A expectativa para com essa atividade econômica, atraiu vários exploradores de madeiras, principalmente do Sul-Sudeste. A exportação de madeira era feito em toras, transportadas em caminhões abertos, e ao mesmo tempo varias serralherias de pequeno e médio porte se instalava na região. Logo depois veio as grandes potencias gerando milhares de empregos na atividade Industrial. (ENCICLOPEDIA SOCIO ECON. IMP. 2011)

A madeira nas matas era abundante, e a corrida pelas florestas era muito elevada, como no tempo dos garimpos de ouro e diamante. Enquanto o desmatamento aumentava, o espaço da pequena agricultura ia diminuindo , abrindo áreas para a plantação de capim e a criação de gado.

Segundo Livaldo Fregona,

[...] o que atraiu grande numero de pessoas de outros estados foram as nossas florestas: uma das mais ricas e de essências variadas da Pré-Amazônia. Era possível a um observador conta ate quatorze arvores grossas, estando num único ponto de observação. O ipê, a sucupira, a macarnaíba e o freijó foram as essências mais procuradas pelos madeireiros. [...] Foi quando a febre da madeira explodiu desregradamente. Em poucos anos, centenas de caminhões em constantes comboios supriam também as dezenas de serrarias que aumentavam mês a mês. (FREGONA, 2002, P. 56-57)

A exploração de madeira de Imperatriz tornou-se uma das maiores fontes de impostos do Estado do Maranhão, mais com a derrubada das matas e a extinção das madeiras de comercialização o ciclo da madeira acabou chegando ao fim.

Considerações Finais

No trabalho foi possível observa os três ciclos que tiveram uma influencia direta na Economia de Imperatriz, observando os benefícios que esses ciclos trouxeram para o Municipio, através de geração de emprego e principalmente na criação da Rodovia Belem-Brasilia que possibilitou o andamento dos Ciclos e exportação dos produtos extraídos em nosso Municipio. Foi possível observa também como o Rio Tocantins ajudou na comercialização do Gado, pois naquele tempo não tinha estradas adequadas para os Caminhões que fazia os transportes de Gado. Foi possível observa também como o desmatamento das florestas ajudaram na expansão do território dos criadores que ia se beneficiando desse desmatamento tanto para sua criação de gado como para a plantação de capin. E foi possível observa também como o Maranhão se tornou o segundo maior produtor de arroz do Pais no ano de 1969.

Bibliografia

Apontamentos e fontes para a história econômica de Imperatriz / Adalberto Franklin. — Imperatriz,MA: Ética, 2008.

Perfil Imperatriz Maranhão: socieconomia, historia, geografia, demografia, gestão empresarial / Eduardo Soares Sousa; Tasso Assunção, - Imperatriz, 2011.

www.imperatriz.ma.gov.br

www.ibge.gov.br

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