Classificação de Desenhos

Desenho de Expressão ou Artístico

e cores. Transmite sentimentos, amor, raiva, medo

Exprime sentimentos através de formas, cores e disposição relativa dessas formas

Figuras 1 e 2 - Fonte: Robert W. Gill Desenho de Representação ou técnico

Tem a finalidade de representar coisas. Transmite aos outros a forma, suas dimensões e sua posição relativa representada, bem como o seu aspecto e o material de que o objeto em questão foi feito. Por exemplo:

naval, cartográficos

Desenho de máquinas e peças, desenhos arquitetônicos, desenhos de estruturas,

Desenho de Resolução ou de Precisão.

Tem a finalidade de resolver problemas. Procura através de desenhos, obter respostas tão precisas quanto possível. A resolução de um problema empregando desenhos (traços, riscos) chama-se Resolução Gráfica. O desenho de Resolução se subdivide conforme a natureza dos problemas a serem resolvidos.

Desenho Geométrico – Estuda problemas de

Geometria Plana Elementar.

Geometria Descritiva – Estuda problemas de

Geometria Espacial Elementar.

Perspectiva – Estuda problemas relacionados ao aspecto das figuras.

Obs: A Geometria Descritiva e a Perspectiva podem ser reunidas sob o título de Desenho Projetivo por usarem projeções. A Geometria Descritiva e a Perspectiva desenvolvem também a “visão espacial” que é a capacidade de visualizar, no espaço, coisas representadas em um desenho plano, ou seja, a “visão espacial” capacita a pensar em 3 dimensões (3D).

Figuras 3 e 4 - Fonte: Robert W. Gill

Instrumentos de Desenho Papel preso à prancheta

Figura 5 - Fonte: Robert W. Gill Cada tipo de desenho tem seus próprios instrumentos de trabalho.

Por exemplo:

Desenho Geométrico – São permitidos: Lápis, papel, prancheta, borracha, régua não graduada e os compassos comuns (grafite e ponta seca). Sendo proibido no desenho Geométrico obter respostas a mão livre. Exemplo; para se obter uma reta é preciso assinalar dois pontos com o uso do lápis e depois traçar a reta com a régua, para traçar um arco deve-se obter o centro da circunferência e fazer uso de um compasso comum.

Geometria Descritiva e a Perspectiva - São permitidos: Lápis, papel, prancheta, borracha, régua não graduada, esquadros e régua T, para o traçado de paralelas e perpendiculares e construção de ângulos múltiplos de 15º.

Réguas T, curvas francesasSão fabricados e vendidos para serem usados

Outros instrumentos de desenho, tais como; Esquadros, Transferidores, em outros tipos de desenho, ou na prática com fins de rapidez de execução.

Figuras 6, 7, 8 e 9, - Gabaritos - Fonte: Robert W. Gill

Erros Gráficos

Erros comuns ao realizar qualquer tipo de desenho:

1) Imperfeições dos instrumentos de desenho, o que pode ser inevitável já que não existem instrumentos completamente perfeitos. Solução:

Usar instrumentos de alta qualidade (Infelizmente são os mais caros);

Usar grafite de dureza média (F ou HB) bem apontada (ponto bem fina e bem alongada) é cômodo usar lapiseira e usar lixa para afiar a ponta do grafite;

Régua bem reta, com graduação exata, transparente e de borda baixa, para ser usada como mostra a figura abaixo:

Figuras 10 e 1 - Fonte: Bachmann e Forberg.

Compasso rígido, inoxidável, cuja ponta de grafite entre e saia facilmente (garras semelhantes às da lapiseira) e cuja ponta seca não danifique o papel no centro dos arcos traçados.

2) Representação das linhas por meio de traços e de pontos por pequenas “bolinhas” ou cruzes. Linhas, pontos e traços sempre tem “espessura” e “dimenção”. Solução:

Fazer traços bem finos. (cuidado para não apertar demais o lápis no papel fazendo relevo);

Fazer “bolinhas” pequenas.

3) Falta de cuidado, de conhecimento ou prática. Solução:

Ser cuidadoso (caprichoso);

Praticar constantemente.

Lembre-se: "jeito para desenho" pode ter significado em Desenho Artístico à mão livre, mas não em Desenho de Precisão com instrumentos. Para desenhar com precisão, uma possível falta de "jeito" pode ser suplantada por boa vontade, capricho, noção de responsabilidade, bons instrumentos, bons conhecimentos, prática, paciência e calma. Fonte: Bachmann e Forberg.

Ruim Bom

O Papel

Figuras 12 e 13 - Fonte: Robert W. Gill

Os tamanhos de papel são baseados no sistema alemão de classificação. Os tamanhos internacionais são conhecidos também pelos seguintes nomes: tamanhos ISO (International Standards Organization); tamanhos "A" (conforme a série "A" da figura); tamanhos DIN (Deustsche Industrie-Norm); tamanhos métricos; e tamanhos ISPS (International Standard Paper Sizes).

Os tamanhos internacionais compreendem as séries "A", "B" e "C". Em cada uma destas séries, a relação entre o tamanho básico e cada uma das subdivisões normais é a mesma, onde os lados das folhas mantêm entre si uma proporção.

Entre os vários tamanhos internacionais, os principais são os da série "A". O tamanho básico é AO (1189mm x 841mm), e cuja área é 1 metro quadrado. A letra "A" é usada como prefixo diante de um número para indicar os tamanhos desta série. Metade de AO é A1; metade de A1 é A2, e assim por diante. Para os tamanhos maiores que AO, o número antecede a letra; assim, 2A é o dobro do tamanho AO. A letra "L", usada após a designação do tamanho, indica que a dimensão menor é usada na vertical (por exemplo, A4L significa que a folha é usada num sentido horizontal, ao invés de vertical). A série A é utilizada em impressão e suprimentos de escritório, bem como para papéis de desenho.

A série "B" é baseada no tamanho BO (1414mm x 1000mm), e suas subdivisões normais oferecem tamanhos intermediários entre as subdivisões da série "A"; assim, B2 é um tamanho intermediário entre A1 e A2, etc. Os tamanhos da série "B" destinavam-se originariamente à confecção de envelopes e cartazes; mas, como é possível obter uma progressão mais razoável com o uso simultâneo das séries "A" e "B", esta última é também usada para papel. Os tamanhos "B" não se prestam, porém, para suprimentos de escritório, pois não existem envelopes nos tamanhos internacionais.

Os tamanhos da série "C", baseados no tamanho CO (1297mm x 917mm), ficam entre os tamanhos "A" e "B" e são usados exclusivamente para envelopes.

O espaço de utilização do papel fica compreendido por margens, que variam de dimensões, dependendo do formato usado. A margem esquerda, entretanto, é sempre de 25 m, a fim de facilitar o arquivamento em pastas próprias.

Tamanhos "A" (ISO) cortados milímetros polegadas

O desenho livre é praticado por artistas, já o desenho técnico é regido por determinadas leis.

Linguagem do desenho técnico Normas

A normatização facilita e barateia o trabalho, aumenta o rendimento e no que se refere a desenho, permite uma compreensão mais clara; pois é importante inteirarse a fundo e continuamente dos progressos da normatização.

O formato de arquivo é o A4. Para isso, as folhas são dobradas convenientemente, segundo o esquema abaixo:

Figura 14 - Formato A4 e Figura 15 e 16 - Formato A3 - Fonte: Bachmann e Forberg

Figura 17 - Formato A0 - Fonte: Bachmann e Forberg

O tipo de fonte (letra)

Não tenha preconceitos com nenhum modelo de fonte, mas tenha bom senso.

Fontes com desenhos, sombras e relevos, entre outros, são ótimas para cartazes e letreiros. Ao preparar um desenho técnico escolha fontes de fácil leitura.

Espessuras de linha

Para o Desenho Técnico há uma variedade de espessuras de linha oferecida pelas canetas. O uso de diferentes espessuras de linha permite grande variedade de tons e texturas e ainda indica a proximidade do observador com determinado objeto, por exemplo, quanto mais grosso for o traçado mais a frente estará o objeto. A figura abaixo mostra espessuras de linha de 0,1mm, 0,2mm, 0,4mm e 0,6mm, utilizadas para linhas e pontos.

Figuras 18, 19 e 20 - Fonte: Robert W. Gill

Linhas:

1) Linha cheia (Traço Grosso) Para arestas visíveis (não ocultas), contornos, desenho de soldas, paredes e cortes. 2) Linha cheia (Traço Fino) Para linhas de cota, linhas auxiliares de cota, hachuras, indicações de acabamento superficial com ou sem anotações escritas, linhas de referência, diagonais em cruz e contorno de peças.

Figuras 21 - Fonte: Cybele de Barros.

Para interrupção em metais, pedras, cortes, etcAssim como indicar superfícies

3) Linha cheia (Traço Médio) Em planta para mobiliário (dependendo da escala), Percepção de afastamento (idéia de profundidade). 4) Linha interrompida (Tracejado Fino) Para arestas e contornos invisíveis. 5) Linha traço-ponto (Traço Grosso) Para linhas de Corte que indicam o plano de interseção. 6) Linha traço-ponto (Traço Fino) Para eixos, circunferências com furos, ou desenvolvimento de comprimentos, indicação de partes que são desenhadas em separado com mais detalhe. 7) Linha Cheia a mão livre cortes em madeira.

Escala

Ao olhar simplesmente para um objeto desenhado, você pode até imaginar sua dimensão e tamanho, mas se tratando de um desenho técnico ter essa referência é vital. Sempre coloque uma referência em seu desenho, cotas, valores numéricos, escalas, ou escalas humanas.

O instrumento que usamos para medições no desenho é o escalímetro, uma régua com graduações diversas.

EX: Se um objeto está em tamanho natural ele está na proporção 1:1, escala 1:1.

Se o mesmo objeto estivesse reduzido em 50 vezes em um desenho ele estaria na escala 1:50 e assim sucessivamente.

Escala Humana e Representação Humana

Proporções da figura masculina

Proporções da figura feminina

convívio, conforto, calor humano

O “acessório” mais importante na arte-final é talvez a figura humana, uma vez que é usado como referência para dar escala e animação ao desenho além de remeter a sensações de bem-estar,

A figura humana é o acessório mais difícil de desenhar por ser uma reprodução de modelos vivos, porém existem vários artifícios que você pode usar, como desenhar apenas a silhueta humana, por exemplo.

Pergunta: Qual o tamanho desse prédio ao lado?

Imaginou assim?E agora qual tamanho do prédio?

Neste momento você já percebe a importância de se ter uma referência em um desenho.

Em um projeto arquitetônico, urbanísticos, ou em desenhos de estruturas, ou peças as referências como escalas numéricas e cotas (medidas) são essenciais.

Aprendendo a ler uma planta arquitetônica

Figuras a cima - Fonte: Robert W. Gill (adaptadas)

De maneira geral as pessoas podem não saber fazer uma perspectiva, mas o desenho final é bem fácil compreender. Vamos visualizar primeiro um móvel de escritório comum:

Vamos usar o mesmo raciocínio com este carro: Perspectiva, vista Lateral e vista superior respectivamente.

Possivelmente agora você poderia imaginar esse Fusquinha em 3D. Veja a seguir como ficam representadas graficamente árvores e outras folhagens:

Vista Lateral Vista superior

Vamos analisar agora a perspectiva da seguinte casa:

Uma perspectiva (ou até mesmo um croqui, esboço) é uma excelente maneira de mostrar o formato e tamanho das dependências da casa. Este tipo de desenho em perspectiva tem também a utilidade de mostrar o edifício em relação ao local, aos edifícios vizinhos e ao ambiente, e o pouco que se mostra dos interiores ajuda a dar uma idéia global do que será o prédio terminado. Tente visualizar a frente da casa em 2D (ignore a garagem para facilitar):

Fachada Leste Tente desenhar a mão livre, a fachada Norte, observando a perspectiva:

No caso da figura abaixo usou-se uma projeção axonométrica em 60°/30°, desenhando-se a casa sem o telhado para mostrar bem claro, em três dimensões, as relações entre os vários interiores. Trata-se de um tipo de desenho bastante conveniente para o projeto de fábricas e escritórios, pois permite ao projetista e ao cliente visualizar o fluxograma das operações em diversos níveis, o que às vezes é difícil indicar em planos e elevações. Além disso, este tipo de ilustração permite medir alturas e planos diretamente do papel. O uso da retícula nos pisos ajuda a intensificar o efeito tridimensional; a indicação de móveis e utensílios permite uma visualização correta dos diversos ambientes.

Planta Baixa

Com a figura sem o telhado, você está bem próximo de ter uma Planta Baixa, porém, o que ocorre na planta baixa é uma espécie de divisão da casa, como se uma “linha” fatiasse horizontalmente a casa há 1,50m do chão (paralelamente a base da casa, mostrando a mesma por completo).

O resultado seria a visualização do alto (vista superior) das paredes e janelas cortadas e o mobiliário da casa (quando humanizada) em 2D.

Cortes

Usando o mesmo raciocínio, os cortes são como se a mesma linha imaginária fatiasse a casa verticalmente, perpendicularmente a base da casa, porém sem metragem definida para passar a “linha”, ou seja, você pode escolher aonde vai querer o corte e quantos cortes da mesma construção você deseja mostrar.

Planta Baixa define as áreas da base em quanto o corte define as alturas.

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