Fachadas - aspectos construtivos

Fachadas - aspectos construtivos

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA Setembro, 2009

Eng.Eng.ººAntônio Freitas da Silva FilhoAntônio Freitas da Silva Filho zzEngenheiro Civil pela UFBA Engenheiro Civil pela UFBA ––Julho de 1982;Julho de 1982;

zzProfessor Assistente da UFBA, UCSAL e UEFS; Professor Assistente da UFBA, UCSAL e UEFS; zzMestre em Engenharia Civil pela UFRGS;Mestre em Engenharia Civil pela UFRGS; zzCoordenador do Setor de Tecnologia dos Materiais de ConstruCoordenador do Setor de Tecnologia dos Materiais de Construçção ão da ETS da ETS ––Empresa de Tecnologia do Solo e ServiEmpresa de Tecnologia do Solo e Serviçços Ltda.os Ltda.

Revestimento de fachadas: aspectos executivos

ObjetivoObjetivo

Este material foi elaborado para apresentar uma síntese de aspectos executivosreferentes ao revestimento de fachadas.

Por que devemos dar atenção aos revestimentos de fachadas?

¾Manifestações patológicas apresentadas pelas

edificações; ¾Normalização pouco disseminada;

¾Desperdícios;

¾Redução de Custos de Produção;

¾Evolução Tecnológica das Edificações;

¾Evolução Tecnológica dos Métodos Construtivos.

Os procedimentosnecessários àexecução das camadas constituintes de um sistema de revestimento são definidos em funçãode:

¾ Projeto Arquitetônico; ¾ Concepção estrutural;

¾Solicitações, Vida útil.

Parâmetros a considerar:

¾Verificação das características geométricasdo edifício (planta baixa, cortes e fachadas) e estruturais/formas (planta baixa e cortes) -Dados preliminares;

¾Compatibilizaçãoda espessurado revestimento com o posicionamento das esquadrias e alvenarias;

¾Compatibilizaçãode instalações hidráulicas e elétricas;

¾Tipo de base / alvenaria;

¾Tipos de argamassae respectivos parâmetros para definição dos traços;

¾Juntas de trabalho–assentamento, dessolidarizaçãoe estruturais;

¾Espessura e número de camadas;

¾Tipo de revestimento decorativo.

Tipos de base / substratoTipos de base / substrato

¾Remoção de rebarbasentre as juntas da alvenaria, bem como remoção de todos os pregos e arames, os quais devem ser cortados e tratados com tinta anticorrosiva;

¾Correção de eventuais depressões e furos. Para fechamento dos rasgos decorrentes da instalação de tubulações, estas devem ser teladas com tela plástica ou metálica e o espaço preenchido com pedaços de blocos e argamassa;

¾Correção de falhas de concretagem.

¾Promover a limpeza das bases, alvenaria e estrutura, de modo que sejam removidos quaisquer materiais e substâncias que possam prejudicar a aderência:

-Desmoldantes, graxas e demais gorduras: lavagem com auxílio de escova de aço e detergente neutro;

-Eflorescências: escovação da superfície com escova de cerdas de aço e limpeza com ácido muriático, deixando o produto agir por 5 minutos, seguida de escovação e remoção com água;

-Bolor ou mofo: escovação com solução de solução de hipoclorito de sódioou outra.

¾Inícioda execução do chapisco:

-A estruturadeve estar concluída há, pelo menos, 14 dias.

-A fixação superior da alvenaria (encunhamento/aperto) deve ter sido executada há, no mínimo, 14 dias, preferencialmente após o máximo carregamentoda estrutura (contra pisos, alvenarias) e no sentido de cima para baixo.

A execuçãodo sistema de revestimento da fachada deve ser previsto no cronograma da obra com os seguintes prazos:

¾Início do emboço: 2 a 3 diasapós o término do chapisco.

¾Início do assentamento das placas de revestimento:

-21 diasapós o término da argamassa de regularização (argamassa de cal);

-10 diasde idade do emboço ou camada única, com utilização de argamassa contendo adição argilomineral(arenoso) para execução de acabamento decorativo.

¾Início da execução das juntas entre placas cerâmicas: 3 diasapós o assentamento do revestimento;

¾Início do preenchimento das juntas com selante: 7 diasapós o rejuntamento;

¾Início da execução da pintura: 28 diasapós o término da argamassa de regularização.

Nota.: Quando a argamassa de emboço for aplicada em mais de uma demão, deve-se respeitar o prazo de 24 horasentre aplicações.

¾Todas as instalações elétricas e hidráulicasque interferem na fachada devem estar concluídas e testadas;

¾Os contramarcosinstalados, conferidos e com folga adequada para o assentamento do revestimento;

¾Os fios de prumo(arame galvanizado) instalados em posições adequadas e quantidades suficientes.

Antes da execução do sistema de revestimento, os seguintes aspectos devem ser observados:

¾Os andaimes adequadamente dimensionadosde acordo com o ritmo dos serviços, dentro das normas de segurança e fixados de forma compatível com o tipo de revestimento a ser executado;

¾As condições de prumo das alvenariaspara avaliação das espessuras máximas e mínimas da argamassa de regularização devem estar compreendidas entre 20 m e 25 m, de modo a identificar a necessidade de procedimentos especiais.

¾Início: após o preparo da base.

¾Materiais: Cimento portlandcomposto, classe 32, areia lavada média/grossa(?), adesivo e água.

¾Equipamentos: broxa, colher de pedreiro e caixote plástico.

¾Traço, em massa: 1:3 (cimento : areia lavada) com consistência fluída.

¾Molhagem da base: aspergir água com brocha, com cuidado para não saturar a superfície. Caso a base esteja saturada, deve-se aguardar a sua secagem para início dos serviços.

¾Temperatura da base: não aplicar o chapiscocom temperatura do substrato superior a 35ºC, nem com insolação direta (criar proteção).

¾Aplicação do chapisco:

-Na alvenaria: deve ser feita de modo a cobri-la parcialmente, de forma não contínua e irregular.

-No concreto: a coberturada base deve ser contínua.

¾Tempo de cura/secagem: 2 a 3 dias.

CHAPISCOCHAPISCO Requisitos para Recebimento:

¾Inspeção visual: no concreto deve apresentar-se de forma contínua e na alvenaria deve estar aplicado de forma irregular;

¾Avaliação táctil: não apresentar desagregação ao toque e rugosidade adequada. Verificar aderência através de espátula e resistência ao risco.

¾Início: 2 a 3 diasapós a execução do chapisco.

¾Materiais: Cimento portland, cal hidratada, areia lavada média ou argamassa industrializada e água.

¾Equipamentos: argamassadeiraou betoneira, caixote plástico, colher de pedreiro, trena, prumo, broxa, mangueira de nível, régua de alumínio e desempenadeira de madeira.

¾Argamassa: argamassa produzida na obra, pré-misturada ou argamassa industrializada.

¾Preparo da argamassa: mistura mecânica e com utilização de caixote plástico (estanque).

¾Limpeza da base: promover a limpeza da base de modo a remover quaisquer poeiras ou substâncias que possam prejudicar a aderência.

¾A aplicação das camadas poderáser manual ou mecânica. Caso seja necessário duas camadas sobrepostas, a primeira deveráser regularizada, impedindo, assim, o comprometimento da argamassa quanto ao rompimento entre as mesmas;

¾Espessura: avaliar a espessura da argamassa ao longo da fachada de modo a se determinar as espessuras mínimas e máximas ocorridas.

Comunidade da Construção

Revestimento Espessura (m)

Parede Interna 5 ≤ e ≤ 20

Parede Externa 20 ≤ e ≤ 30

Teto Interno e

Externo e ≤ 20

Quanto ao número de camadas, podem ser executadas quantas forem necessárias, respeitando-se a espessura máxima de 25mm por camada.

Revestimentos com espessuras superiores a 40mm deverão ser teladasem função de avaliação técnica pertinente.

¾ Espessura:

Requisitos para Recebimento:

¾Aspecto superficial: textura uniforme, sem imperfeições (fissuras, cavidades), manchamentos e pulverulência;

¾Aderência: avaliar por percussão ao toque, não devendo apresentar som cavo (avaliar 1 m²a cada 100 m²). No ensaio de aderência, o revestimento deve ser aceito se de cada grupo de seis ensaios realizados, pelo menos quatro valores forem iguais ou superiores a 0,30 MPa. Recomenda-se a execução de 01 lote de ensaio a cada 1000 m²de revestimento.

¾Fissuras: análise visual da quantidade de fissuras avaliando-se 1 m²a cada 100 m², sendo admissível 3 fissuras/m²;

¾Características geométricas:seguir recomendações normativas.

Tolerâncias

Planeza Desvio de

Prumo

Desvio de

Nível Irregularidad es Graduais

Irregularidad es Abruptas

≤ H / 900

H = altura da parede (m)

≤ L / 900

L = maior vão do teto (m)

≤ 3 m em uma régua de 2 m

≤ 2 m em uma régua de 20 cm

-Início: variável em função do material utilizado.

-Materiais: placas de pastilhas, argamassa de assentamento e água.

-Equipamentos: misturador de argamassa, caixote plástico, desempenadeira denteada, peça de madeira, nível, prumo, trena, martelo de borracha, linha de nylon, régua metálica, colher de pedreiro e escova de piaçava.

-Argamassa de assentamento: argamassa colante que atenda às propriedades de argamassa, conforme NBR 14081.

-“Tempo de Repouso”da argamassa colante: após a mistura, aguardar, pelo menos, 10 minutosou o tempo especificado na embalagem do produto, antes de utilizá-lo;

-Preparo da base: promover a remoção de poeiras e partículas soltas através de escova de piaçava. Outros tipos de sujeiras devem ser removidos conforme procedimentos específicos. Sob condições de forte insolação, a base poderáser levemente umedecida.

−“Tempo de Utilização”da argamassa colante: argamassa preparada deveráser utilizada em um intervalo máximo de 1,5 a 2 horas, não sendo permitido acrescentar água neste intervalo e devendo o material ser descartado após este período.

−“Tempo em Aberto”: tempo em que a argamassa pode ficar estendida sobre a base sem perder suas propriedades adesivas. Este tempo deve ser controlado através dos seguintes testes:

-O toquena argamassa colante deve sujar os dedos;

-Formação de película esbranquiçadana superfície.

-Limpeza e controle das ferramentas: O caixote plástico e as ferramentas utilizadas devem ser mantidas limpas, sem resíduos de argamassas. O desgaste dos dentes da desempenadeira deveráser verificado e os dentes refeitos ou a desempenadeira ser substituída sempre que o desgaste for maior que 1 m.

¾Assentamento -Requisitos para Recebimento:

−Remover uma placa, assentada, no máximo, a 30 minutose escolhida ao acaso, a qual deve ter o verso inteiramente impregnado de argamassa colante;

−Irregularidadesgraduais não devem ser maiores que 3 m em régua de 2 m e ressaltos entre placas contíguas não devem ser maiores que 1 m.

¾Assentamento de Placas Cerâmicas

−Não deve haver afastamento maior que 1 m entre as bordas da peça e a borda de uma régua com 2 m de comprimentofaceada com as placas de revestimento da extremidade da régua;

−Verificar a aderência das placas por percussão ao toque. No ensaio de aderência, após 28 dias de idade, em cada seis determinações, pelo menos quatro valores devem ser iguais ou maiores que 0,3 MPa. Recomenda-se a execução de 1 lote de ensaio a cada 1000 m²de revestimento.

Comunidade da Construção

Comunidade da Construção

1ª subida:

remoção de irregularidadese restos de concretagem correção de falhas reapertoda alvenaria pelo lado externo rejuntamento de alvenarias

Comunidade da construção

SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES 1ª descida: limpezada base mapeamento da fachada colocação de telas de reforço chapisco

Comunidade da construção Tela plástica Nortene, do tipo GA 280/M15.

2ª subida: taliscamento da fachada argamassa de regularização/1ª chapada

2ª descida: colocação de telas de reforço verificação do chapisco emboço/massa única abertura de frisospara juntas de movimentação

SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES 3ª subida:revisão do emboço

SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES 3ª descida: execução do revestimento

SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES 4ª subida:rejuntamentodo revestimento 4ª descida: limpeza final Cadeirinha (NR-18) –selagem das juntas

Ao Prof. AdailtonO. Gomes. Ao Prof. Antônio Sérgio R. da Silva. Aos participantes.

Ao Prof. Ao Prof. AdailtonAdailtonO. Gomes.O. Gomes. Ao Prof. Antônio SAo Prof. Antônio Séérgio R. da Silva.rgio R. da Silva. Aos participantes.Aos participantes.

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