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Programa de Educação Continuada a Distância

Curso de DNA Forense

Aluno:

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Curso de DNA Forense

Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este Programa de Educação Continuada. É proibida qualquer forma de comercialização do mesmo. Os créditos do conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores descritos na bibliografia consultada.

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Módulo I Introdução Breve histórico do DNA forense Fundamentos de biologia molecular

Módulo I DNA genômico x DNA mitocondrial Marcadores de variação genética Análise do DNA forense: aspectos gerais Estudo da metodologia aplicada à identificação humana Exame pericial em local de crime

Módulo I Coleta do material biológico Extração de DNA Quantificação de DNA Reação de amplificação pela polimerase - PCR

Módulo IV Eletroforese e detecção dos fragmentos de DNA Gel de agarose Gel de poliacrilamida Eletroforese capilar

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Módulo V Interpretação dos resultados Análise de outros perfis genéticos Cromossomo Y DNA mitocondrial Controle de qualidade dos laboratórios Controle de qualidade externo: testes de proficiência em genética forense Considerações finais Glossário Referências bibliográficas

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Introdução

A identificação humana pelo estudo do perfil genético é amplamente utilizada em casos de caracterização de vínculo genético familiar, seja em processos cíveis (ex.: exclusão ou não da paternidade), como também em processos criminais (ex.: cadáveres e materiais biológicos encontrados na cena do crime). Atualmente, a mídia tem contribuído de forma significativa para a divulgação e popularização dessa tecnologia, que vem evoluindo sobremaneira nas últimas duas décadas.

No entanto, algumas considerações sobre essa tecnologia não passam de mito, pois não se pode concluir que “o DNA resolve tudo”, mas que a análise do perfil genético pode auxiliar na identificação humana fazendo parte das provas periciais de um determinado caso criminal ou civil.

Segundo Butler (2005), os testes de DNA para identificação humana podem ser utilizados para:

Casos forenses: análise do DNA do suspeito com aquele obtido da evidência biológica encontrada na cena do crime ou nas vítimas;

Teste de paternidade ou caracterização de vínculo genético familiar: exclusão ou não de supostos pais, filhos, mães e outros membros da família;

Desastres em massa: identificação dos fragmentos humanos e dos corpos encontrados em um desastre com inúmeras vítimas;

Investigações históricas; Investigações de pessoas desaparecidas;

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Identificação de militares; Banco de DNA de criminosos ou de evidências biológicas.

Para isso, é necessário que alguns conhecimentos sejam adquiridos para sua posterior realização laboratorial. Tais conhecimentos teóricos serão ensinados nesse curso, que englobará desde os fundamentos básicos da biologia molecular até a elaboração de protocolos para a realização do estudo do DNA forense.

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Breve Histórico do DNA Forense

Antes da utilização do DNA para identificação humana, os genes e suas estruturas foram estudados para outras finalidades, sendo resumidamente descrito a seguir:

1856-1863: Gregor Mendel

Figura 1: Gregor Mendel

→ Considerado o “pai da genética moderna” → Estabeleceu as regras da herança genética

→ Realizou experimentos com 21.0 plantas híbridas para estabelecer o conceito de herança genética (Figura 2).

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Figura 2: Resumo dos experimentos realizados por Mendel, com diversos tipos de plantas e sua herança genética, com a presença de genes dominantes Y e recessivos y.

1900-1933: Thomas Hunt Morgan (Figura 3)

Figura 3: Thomas Hunt Morgan contribuiu para a genética moderna ao descobrir a herança cromossômica e a recombinação genética.

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→ Descobriu a herança cromossômica (Figura 4) e a recombinação genética, na qual os ocorre a troca de fragmentos cromossômicos antes da divisão celular (Figura 5).

Figura 4: Representação esquemática dos resultados dos experimentos de Morgan: herança de genes ligados ao cromossomo X.

Figura 5: Esquema ilustrativo do método de recombinação genética dos cromossomos.

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1944: Avery, MacLeod e McCarty (Figura 6) → Atribuíram ao DNA a herança genética

Figura 6: Fotografias dos pesquisadores que estudaram a herança genética do DNA.

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Grupos sanguíneos: Antes dos testes utilizando-se ácidos nucléicos, muitos tipos de exames sanguíneos eram utilizados para auxiliar na investigação de paternidade. Esses testes, baseados em diferentes sistemas de grupos sanguíneos ofereciam resultados de até 70 a 90%, se todos fossem analisados e combinados. Os grupos sanguíneos recomendados pela Associação Médica Americana eram os sistemas eritrocitários: ABO, Rh, MNs, Kell, Duffy, Kidd e o sistema sanguíneo leucocitário HLA (PAGE-BRIGHT, 1982).

1953: James Watson e Francis Crick (Figura 7). → Descoberta da estrutura do DNA (Figuras 8 e 9)

Figura 7: Watson e Crick.

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Figura 8: Fórmula química de uma cadeia simples de ácido nucléico e diagrama da molécula de DNA.

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