Traumatologia e Anestesiologia

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Traumatologia e Anestesiologia

15/08/12

Fisiopatologia da dor

  • “Dor é uma experiência sensorial e emocional desagradável que é associada a lesões reais ou potenciais a dor e é sempre subjetiva. Cada individuo aprende a utilizar este termo através de suas experiências.”

A expressão da dor varia não somente de um individuo para outro, mas também de acordo com as diferentes culturas.

Dor Orofacial

O dentista tem a responsabilidade do tratamento apropriado das dores emanadas da boca, face e pescoço.

Nocicepção

Conjuntos de eventos neurais através dos quais estímulos nocivos são detectados convertidos em impulsos nervosos e transmitidos da periferia para o SNC.

Cérebro

Dor

Via Sensorial (caminho por onde os impulsos vão seguir).

Cadeia de neurônios de um determinado receptor sensorial. O número de neurônios de uma via sensorial depende da modalidade.

Neurônio sensorial de 4ª ordem

Córtex sensorial (área de projeção sensorial de 1ª)

Neurônio sensorial de 3ª ordem

Tálamo (exceto via olfatória)

Neurônio sensorial de 2ª ordem

(dentro do SN)

Neurônio sensorial de 1ª ordem

Conduz o impulso sensorial para o SNC (fora do SNC; NAP)

Terminação sensitiva (local de transdução ao estímulo; detecção do estímulo).

Mecanorreceptores Cutâneos

Tato, dor, calor e frio.

Receptores Somatoviscerais

  • Táteis: corpúsculos de Meissner e Pacini.

  • Temperatura: receptores de Krause (frio) e Rufini (calor).

  • Dor: terminações nervosas livres.

Estruturas Orgânicas e Sensibilidade à Dor

Estruturas Sensíveis à Dor

  • Pele e mucosa

  • Músculos esqueléticos

  • Folheto parietal das serosas (pleura, pericárdio e peritônio).

  • Cápsula de Glisson do fígado

  • Periósteo

  • Túnica adventícia das paredes arteriais e venosas

  • Dentina

  • Polpa dentária

  • Ligamento periodontal

Estruturas pouco ou nada sensíveis

  • Ossos (apenas doem à compressão interna)

  • Tecido hepático

  • Parênquima pulmonar

  • Folheto visceral das serosas (peritônio, pleura, pericárdio)

  • Parênquima cerebral

Mecanismos neurais de percepção da dor

“A dor esta associada com a atividade elétrica de fibras nervosas aferentes com terminações nuas encontradas em todos os tecidos do organismo.”

  • O primeiro passo na sequência dos eventos que origina o fenômeno sensitivo doloroso é a transformação dos estímulos ambientais em potenciais de ação que as fibras nervosas periféricas são transmitidas para o SNC.

Neurônio propriedades

Para exercerem tais funções contam com duas propriedades fundamentais:

A irritabilidade (também denominada excitabilidade) e a condutibilidade.

Uma vez excitados pelos estímulos, os neurônios transmitem essa onda de excitação – chamada de impulso nervoso – por toda a sua extensão em grande velocidade e em um curto espaço de tempo. Esse fenômeno deve se a propriedade de condutibilidade.

Condução do Impulso Nervoso

No interior do neurônio gera se um impulso elétrico, feito de trocas iônicas transmembrana.

Estado de repouso: neurônio polarizado.

Alta concentração de Na+ e baixa concentração de K+ no meio extracelular.

Baixa concentração de Na+ e alta concentração de K+ dentro do axônio.

Potencial de Ação

  • Ao ser estimulada uma pequena região da membrana torna se permeável ao sódio (abertura dos canais de sódio).

  • Como a concentração desse íon é maior fora do que dentro da célula o sódio atravessa a membrana no sentido do interior da célula.

  • Em repouso: canais de sódio estão fechados.

A membrana é praticamente impermeável ao sódio, impedindo sua difusão a favor do gradiente de concentração. No potencial de repouso, os canais de sódio estão fechados, quando a membrana é polarizada mudanças conformacionais abrem os canais de sódio.

  • A entrada do sódio é acompanhada pela pequena saída de potássio.

  • Esta inversão vai sendo transmitida ao longo do axônio, e todo esse processo é denominado despolarização.

Na presença do estimulo abrem se os canais de Na+, permitindo a entrada (passiva) deste no axônio despolarizando a membrana.

Após a abertura dos canais de Na+ estes se fecham e abrem se os canais de K+ o que permite a sua saída (passiva para o meio extracelular).

O aumento de permeabilidade da membrana pelo k+ e saída deste axônio permite a repolarização da membrana.

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Bomba de Na+ e K+: restabelece as concentrações de Na+ e K+ dentro e fora do axônio após a passagem do impulso – transporte ativo

Alta [] de Na+ e baixa [] de k+ no meio extracelularBaixa [] de Na+ e alta [] de k+ dentro do axônio

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