Diálogo com as Sombras

Diálogo com as Sombras

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INVESTINDO NO FUTURO ATRAVÉS DO ESTUDO QUE PROMOVE MUDANÇAS.

DIÁLOGO COM AS SOMBRAS

HERMÍNIO C. MIRANDA

ÍNDICE

DOUTRINAÇÃO E DESOBSESSÃO

INTRODUÇÃO

PRIMEIRA PARTE - A INSTRUMENTAÇÃO

CAPITULO 1 = O GRUPO

SEGUNDA PARTE - AS PESSOAS

CAPITULO 2 = OS ENCARNADOS

CAPITULO 3 = OS MÉDiUNS

CAPITULO 4 = O DOUTRINADOR

CAPITULO 5 = OUTROS PARTICIPANTES

CAPITULO 6 = OS ASSISTENTES

CAPITULO 7 = RENOVAÇÃO DO GRUPO

CAPITULO 8 = OS DESENCARNADOS - OS ORIENTADORES

CAPITULO 9 = OS MANIFESTANTES

CAPITULO 10 = O OBSESSOR

CAPITULO 11 = O PERSEGUIDO

CAPITULO 12 = DEFORMAÇÕES

CAPITULO 13 = O DIRIGENTE DAS TREVAS

CAPITULO 14 = O PLANEJADOR

CAPITULO 15 = OS JURISTAS

CAPITULO 16 = O EXECUTOR

CAPITULO 17 = O RELIGIOSO

CAPITULO 18 = O MATERIALISTA

CAPITULO 19 = O INTELECTUAL

CAPITULO 20 = O VINGADOR

CAPITULO 21 = MAGOS E FEITICEIROS

CAPITULO 22 = MAGNETIZADORES E HIPNOTIZADORES

CAPITULO 23 = MULHERES

TERCEIRA PARTE - O CAMPO DE TRABALHO

CAPITULO 24 = O PROBLEMA

CAPITULO 25 = O PODER

CAPITULO 26 = VAIDADE E ORGULHO

CAPITULO 27 = PROCESSOS DE FUGA

CAPITULO 28 = AS ORGANIZAÇÕES: ESTRUTURA, ÉTICA, MÉTODOS, HIERARQUIA E DISCIPLINA

QUARTA PARTE - TÉCNICAS E RECURSOS

CAPITULO 29 = TÉCNICAS E RECURSOS

CAPITULO 30 = O DESENVOLVIMENTO DO DIÁLOGO. FIXAÇÕES. CACOETES. DORES “FÍSICAS”. DEFORMAÇÕES. MUTILAÇÕES

CAPITULO 31 = LINGUAGEM ENÉRGICA

CAPITULO 32 = A PRECE

CAPITULO 33 = O PASSE

CAPITULO 34 = RECORDAÇÕES DO PASSADO

CAPITULO 35 = A CRISE

CAPITULO 36 = PERSPECTIVAS

CAPITULO 37 = O INTERVALO

CAPITULO 38 = SONHOS E DESDOBRAMENTOS

CAPITULO 39 = RESUMO E CONCLUSÕES

DOUTRINAÇÃO E DESOBSESSÃO

Qual é o teu nome?” — indaga Jesus. Responde-lhe:

O meu nome é Legião, porque somos muitos.” E lhe imploravam com insistência que não os mandasse para fora dessa região (Gerasa). (Marcos, 5:9 e 10.)

Temos sob as vistas um novo livro de Hermínio C. Miranda: “DIÁLOGO COM AS SOMBRAS — Teoria e Prática da Doutrinação”.

Estamos familiarizados com os escritos do autor, pois acompa­nhamo-lo em seus estudos, ano após ano, pelas páginas de “Refor­mador”. Conhecemos-lhe as análises criteriosas de dezenas de obras de bastante repercussão, nas esferas da Religião, da Filosofia e das Pesquisas, no mundo do Espiritualismo e, mais especificamente, do Espiritismo e do Evangelho de Jesus. Raros serão os livros marcantes de escritores contemporâneos e antigos, nessas especialidades, que lhe não hajam merecido a crítica serena e construtiva. Os sistemas doutrinários erguidos pelo pensamento humano, na sua longa e exaus­tiva elaboração, no curso de milênios, são-lhe objeto de estudos e elucubrações, geralmente traduzidos em artigos e livros que a Federa­ção Espírita Brasileira vai imprimindo e difundindo, aqui e fora dos próprios limites territoriais das Terras de Santa Cruz.

Nos últimos anos, os trabalhos de Hermínio C. Miranda têm esflorado temas de grande importância, como sempre, mas de abor­dagem difícil, alguns deles pouco estudados antes. “O Médium do Anticristo”, por exemplo. Os artigos referentes a “A Morte Provisória (5 e II)”, “Uri Geller”, “O Cinqüentenário de Lady Nona”, “A Maldição dos Faraós”, etc., fazem-nos pensar mais detidamente nas profun­didades do Desconhecido.

Ao lado de livros e artigos, os prefácios, introduções e sínteses de obras, como em “Procês des Spirites” e “Processo dos Espíritas”, de Mme. Marina Leymarie; “Imitation de l’Évangile selon le Spiritlsme”, de Allan Kardec. E mais o que se acha por enquanto inédito.

Experiências que se acumularam ao longo de decênios desta e de vidas pretéritas, consolidadas graças a esforços incessantes e renovadas perquirições, conferem-lhe espontaneidade e simplicidade no trato dos enigmas mais sérios e das questões complexas, de toda uma gama de assuntos no âmbito do inabitual, permitindo-lhe es­crever para os simples e os doutos, na linguagem desataviada que todos entendem.

A ciência de servir é uma arte rara, exigindo dedicação e per­sistência. Nela, o nosso Amigo exercita-se há muito tempo, desinibido e despreconceituoso, como quem se movimenta com a naturalidade própria dos que sabem da sua vocação e não hesitam em seguir os rumos que devem trilhar.

Escrever sobre “teoria e prática da doutrinação”, apresentando o patrimônio provisionado durante pelo menos dez anos Ininterruptos de serviço ativo, no demorado “diálogo com as Sombras”, não é tarefa fácil. A contribuição de Hermínio, no entanto, foge ao comum dos livros de divulgação doutrinária e evangélica, no campo espírita. É mais um extraordinário documentário ou cartilha de orientação, descendo aos pormenores daquilo que se pode chamar de elaboração séria, metódica, gradativamente desenvolvida, elucidativa de todo o contexto das intercomunicações e interligações entre vários planos vibratórios, no atendimento responsável e cristão da assistência es piritual em desobsessão. São horas vividas não apenas no circulo das tarefas mediúnlcas propriamente ditas, mas num mapa por assim dizer comportamental durante as demais horas, na vigília e no sono, porqüanto, na verdade, como reconhece o autor, “o segredo da dou­trinação é o amor”.

Acreditamos que Hermínio C. Miranda alcançou com o maior êxito o fim a que se propõs, porque não fez literatura: seu livro é vida! É compreensão, ternura, doação!

*

O livro, a rigor, não necessita de explicações ou apresentações, nem de Interpretações; tudo nele é de meridiana clareza, O próprio autor justifica cada detalhe, cada ensino ou experiência e suas implicações, à medida que adentra na exposição simples de coisas difíceis. Ele não faz revelações especiais nem ensina princípios não sabidos, em Espiritismo. No entanto, consegue aglutinar, à segura argumentação que faz, as pequeninas verdades que as desatenções dos estudiosos nem sempre permitem captar e estereotipar nas mentes e corações, numa leitura ou estudo ligeiro da vasta literatura espírita, mediúnica ou não.

É claro que, na tessitura de um livro desta natureza, o autor nele coloca as próprias idéias, nem sempre concordantes com as de outros autores igualmente editorados pela Federação Espírita Brasileira. Trata-se do exercício natural do sagrado direito que cada qual tem de pensar por si mesmo e de abraçar os pontos de vista que lhe parecem os melhores. Não compete à Federação censurar opiniões, ainda quando não as encampe ou oficialize, exceto quando entrem em choque com os princípios fundamentais da Doutrina Espí­rita. Ora, Hermínio C. Miranda é dos mais seguros estudiosos, defen­sores e propagandistas daqueles princípios, com os quais todos os seus pensamentos se afinam.

Assim, deixamos aos nossos leitores o encargo de analisar tudo quanto o autor expõe ou sugere, especialmente no que tanga a locais para sessões práticas de desobsessão e a métodos de trabalho, pois o mesmo direito que tem o expositor de argumentar e aconselhar, têm os demais, de aceitar, ou não, os seus argumentos e conselhos. O que Importa, acima de tudo, é que “Diálogo com as Sombras” é livro doutrinariamente correto e constitui valiosa contribuição para o estudo e a prática dos serviços de desobsessão espírita.

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Questão séria, para a qual gostaríamos de pedir atenção, é a da zoantropia, mais comumente citada como licantropia, O autor trata detalhadamente desse assunto, com proficiência. A propósito, recor­damos o livro “Libertação”, de André Luiz: quando os originais fo­ram-nos enviados, o Diretor incumbido da análise Inicial dessas páginas mediúnicas considerou um tanto “exageradas” umas afir­mativas e detalhes pertinentes a um caso de licantropia. Pediu con­firmação ao Espírito e recebeu, como resposta, uma carta do médium F. C. Xavier, em que transmitia a solicitação do autor espiritual, no sentido de retirar dos originais aquelas palavras que lhe haviam suscitado dúvidas, com a explicação seguinte: “Se o nosso amigo

não pôde admitir isso, é sinal que precisamos aguardar outra opor­tunidade, pois os leitores, com maior razão, também não admitirão.” As palavras da carta do médium eram aproximadamente essas, mas o sentido exatamente esse.

Mas o comentário particular de Chico Xavier, a pessoa que nos merece a maior credibilidade, foi este: “E na verdade, mesmo com a parte que André Luiz sugeriu fosse eliminada do texto, as coisas ainda ficavam bem longe da realidade, que é bem pior do que pensamos.”

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