Glossario de Oceanografia

Glossario de Oceanografia

(Parte 3 de 11)

AFLUENTE – curso d’água que se junta a outro principal, a um lago ou ao mar.

AFOGAMENTO – resultado da inundação de uma área por elevação do nível d’água ou por rebaixamento de área continental.

AGLUTINAÇÃO – fenômeno no qual ocorre a junção de fragmentos líticos, que são oriundos da precipitação em águas de mares, rios ou lagos.

AGRADAÇÃO – fenômeno de formação de uma superfície por ação de deposição. É antônimo de erosão.

AGREGADO MARINHO – material litoclástico e bioclástico, geralmente explotado da Plataforma Continental, utilizado na construção civil, indústria química e na reconstrução de praias. Ex.: cascalhos, areias etc.

ÁGUA ANTÁRTICA DE FUNDO – massa d’água presente no fundo do Oceano Atlântico que possui temperatura de -0,5º a 0ºC e salinidade entre 34,6 a 34,7.

ÁGUA ANTÁRTICA INTERMEDIÁRIA – massa d’água presente numa região da Antártica em profundidades de 600 a 800 m até 1.200 m. Possui temperatura de 3º a 4º C e salinidade entre 34,2 a 34,3.

ÁGUA CENTRAL DO ATLÂNTICO SUL (ACAS) – resultante de confl uência de massa d’água sub-tropical. É mais fria e menos salgada que a água tropical. Ver água tropical.

ÁGUA DE COPENHAGUE – água preparada pelo Laboratório Hidrográfi co de

Copenhague, utilizada como padrão na determinação da taxa de condutividade de uma amostra de água do mar e como água de comparação durante titulações da água do mar para determinação de salinidade. Apresenta salinidade 35, temperatura de 25ºC e pH 8,1.

ÁGUA DE CRISTALIZAÇÃO – água que de dentro do retículo cristalino de uma substância e que faz parte de sua composição química.

ÁGUA DEIONIZADA – água isenta de íons, obtida após sua passagem por coluna que possui resina de troca iônica.

ÁGUA DE ROLAMENTO – parte da água de precipitação pluviométrica que corre sobre a superfície, que desemboca em um corpo hídrico.

ÁGUA DOCE – água com baixo teor de sais dissolvidos, formadora de rios, lagos etc. Termo usado em contraposição à água do mar, que é salgada. Segundo a resolução CONAMA nº 357, de 17 de março de 2005, é a água com salinidade igual ou inferior a 0,5.

ÁGUA DO MAR – água que constitui os oceanos e mares. É caracterizada pelo seu conteúdo em sais, principalmente cloreto de sódio (NaCl). Possui temperaturas variáveis entre -2 até 30°C, salinidades geralmente maiores que 32 e inferiores a 39 e pequenas quantidades de gases dissolvidos. Esses fatores físico-químicos se relacionam e possuem uma interdependência entre si. P. ex.: a quantidade de gases que pode se dissolver na água do mar relaciona-se de uma maneira inversamente proporcional com a temperatura e a densidade da água.

ÁGUA DO MAR ARTIFICIAL – soluções preparadas em laboratório que se aproximam da composição da água do mar.

ÁGUA DO MAR PADRÃO – ver Água de Copenhague.

ÁGUA DURA – água que apresenta cátions multivalentes, composta principalmente por sais de cálcio e magnésio. A dureza na água pode causar a formação de crostas dentro de tubulações e caldeiras, devido à precipitação do cálcio e do magnésio, e apresenta uma resistência à saponifi cação porque o cálcio e o magnésio reagem com os componentes desse produto, difi cultando a lavagem e impedindo a formação de espuma.

ÁGUA INTERSTICIAL – solução aquosa que ocupa os espaços porosos entre as partículas de solos, sedimentos e rochas. A água intersticial pode ser facilmente expulsa por aquecimento até o ponto de ebulição da água ou por variação de pressão. Acredita-se que seja essencial na formação de depósitos minerais economicamente exploráveis como: sulfetos de metais pesados, fosforilas e minérios de ferro e manganês. Embora seja pouco conhecida, seu papel na formação de depósitos de petróleo e gás é muito importante.

ÁGUA MAIOR – maré alta. ÁGUA MENOR – maré baixa. ÁGUA MORTA – maré durante a quadratura, quando a altura da maré é menor. ÁGUA NORMAL – o mesmo que Água de Copenhague.

ÁGUA OCEÂNICA – água com características físicas e químicas do oceano aberto, além dos limites da plataforma continental, com pouca infl uência do continente (ver foto b, p. 120, foto b, p. 125).

ÁGUA OCEÂNICA PADRÃO – água coletada em regiões profundas do oceano para ser utilizada como referência na determinação de relações entre os isótopos deutério e hidrogênio (D:H) e entre os isótopos de oxigênio (18O:16O).

ÁGUA PEGADA – maré do quarto dia subsequente à fase lunar quarto crescente e minguante.

ÁGUA PESADA – água quimicamente semelhante à Água Normal, sendo composta por átomos de deutério (isótopo do hidrogênio) ao invés de átomos de hidrogênio, combinados com um átomo de oxigênio. Apresenta como fórmula química: D2O.

ÁGUA PROFUNDA DO ATLÂNTICO NORTE – massa de água presente em regiões profundas do Oceano Atlântico que possui temperatura de 2º a 4ºC e salinidade entre 34,9 a 35,0.

ÁGUA RASA (onda de) – em geral, refere-se às condições de onda quando esta transita em um corpo aquoso com profundidade igual ou menor do que a metade do seu comprimento, sendo afetada pela topografi a de fundo.

ÁGUA SALOBRA – água com salinidade intermediária entre as águas doce e salina. Segundo a resolução CONAMA nº 357, de 17 de março de 2005, é a água que apresenta salinidade superior a 0,5 e inferior a 30 (ver foto a, p. 120).

ÁGUA SEMIPESADA – água cuja unidade molecular contém um átomo de hidrogênio normal com um átomo de deutério.

ÁGUA TROPICAL – no Brasil, essa massa d’água resulta da advecção da Corrente do Brasil. Apresenta temperatura maior que 18ºC e salinidade maior que 36. É mais quente e mais salgada que a Água Central do Atlântico Sul (ACAS). Ver ACAS.

ÁGUAS CENTRAIS – massas de água formadas em regiões de convergência subtropical. No Atlântico Norte, localizam-se a profundidades de 100 a 900 m, e no Pacífi co Norte de 100 a 300 m.

ÁGUAS INTERMEDIÁRIAS – massas de água formadas em profundidades de 600 a 800 m até 1.200 m.

ÁGUAS PROFUNDAS – massas d’água formadas abaixo dos 1.200 m. No

Oceano Atlântico, forma-se em latitudes elevadas do hemisfério norte e circula em direção ao hemisfério sul.

ÁGUAS VIVAS – maré durante a sizígia (lua cheia ou nova), quando a diferença de nível da água entre a preamar e a baixa-mar é maior.

ALBEDO – medida da refl ectividade da luz solar sobre a superfície de um corpo.

O albedo da Terra é a soma da radiação solar refl etida diretamente pelos componentes atmosféricos (cerca de 2% da radiação recebida) e pela superfície terrestre (cerca de 9%). As diferentes coberturas da superfície terrestre infl uenciam signifi cantemente nesta refl ectividade.

ÁLCALI – caráter básico de uma substância química. Ver base.

ALCALINIDADE – capacidade que um sistema aquoso apresenta de neutralizar ácidos. É um conceito usado para descrever a qualidade da água. Também pode ser defi nida como a concentração de todas as bases em solução que podem aceitar um próton quando a água do mar é titulada com ácido em um pH fi xo.

ALCALINIDADE DE CARBONATO (CA) – número de bases de carbonatos em uma solução que podem titular o ponto fi nal do ácido carbônico com um ácido.

ALCALINIDADE ESPECÍFICA (SA) – alcalinidade total (TA) corrigida para diferenças na salinidade (representada por Cl). É calculada a partir da fórmula: SA = TA . Cl-1

ALCALINIDADE TOTAL (AT) – concentração de íons hidrogênio necessária para neutralizar as bases fracas em 1 kg de água do mar. É uma propriedade conservativa utilizada, por exemplo, como traçador de massas d’água, que apresenta uma variação média de 2.0 a 2.500 μmol . kg-1 nos oceanos. Pode ser calculada através da fórmula: AT = [Na+] + [K+] +

2[Mg2+] + [Cl-] - 2[SO42-] - [Br-], que envolve a concentração de íons sódio, potássio, magnésio, cloreto, sulfato e brometo, respectivamente.

ALEITAMENTO GRADACIONAL – designação do gradiente que ocorre em relação às dimensões das partículas depositadas, principalmente por correntes de turbidez, sendo os sedimentos de maiores dimensões depositados primeiramente, que os menores.

ALOTÍGENO – rocha ou mineral que teve origem fora de seu ambiente de deposição. P. ex.: cascalho ou arenito.

ALTA – área da alta pressão atmosférica que leva à formação de um anticiclone.

ALTA DAS BERMUDAS – alta subtropical semipermanente localizada no Oceano Atlântico Norte, chamada assim pela sua localização.

ALTA DO PACÍFICO – alta subtropical quase permanente no Oceano Pacífi co Norte, localizada em 30°-40°N e 140°-150°W.

ALTA DOS AÇORES – centro semipermanente de alta pressão subtropical, localizado na parte leste do Oceano Atlântico Norte. Este mesmo centro, quando deslocado para oeste, é chamado de centro de alta das Bermudas.

ALTA SUBPOLAR – anticiclone subpolar. É uma alta pressão que se forma sobre os continentes de latitude subpolar, principalmente no hemisfério norte.

ALTA SUBTROPICAL – anticiclone subtropical. Trata-se de uma alta semipermanente que se localiza sobre os oceanos.

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